NIKUTAI NO YOUKUBÔ (desejos da carne)
7 Capítulo 7 EMBRIAGADOS...
Notas iniciais
Sinto teu cheiro
Bebo do teu gosto
Embriaguez total...
O segurança do Dark Sex estava a postos, no lado de fora do escritório, enquanto Hilda sorria, friamente, ouvindo as reclamações de Hiroaki.
— Como assim três noites? – gritou ele ao ouvir a explicação da ausência de Minos.
— Espero que compreenda, senhor Hiroaki. – disse Hilda com uma polidez estudada. – Griffon é uma das joias raras da casa e certos clientes fazem de tudo para tê-lo.
Hiroaki ouviu a resposta sentindo a ira avolumar-se, os olhos como dois riscos negros encarando-a, antes de falar:
— Deve ser um cliente muito rico. Pois eu dobro o que ele pagou. Ligue e desfaça o negócio!
Mesmo que o cifrão acenasse a frente de seus olhos, Hilda sabia que o segredo de um bom negócio era preservar ambas as partes interessadas e não apostar, somente em uma delas. Hiroaki era um yakuza e isso, de certa forma, a ajudava nos negócios, ainda mais sendo ela uma gaijin. Entretanto, o homem misterioso que lhe pagara uma fortuna, parecia um investimento à longo prazo, pois o valor pago por ele, não era uma quantia que qualquer um disporia assim, num piscar de olhos.
— Senhor Hiroaki... Não posso rescindir um contrato que já está em andamento. Poderoso e importante, como é, deve saber que o sigilo e o respeito ao que foi tratado é o segredo de um bom negócio. Prezo muito a satisfação dos meus clientes e foi desta forma que tornei minha casa, uma das atrações do Kabukicho. Vou dar-lhe uma prova de apreço e amizade, poderá ter Griffon durante toda a semana, a partir de terça-feira. A prioridade será sua.
— Não quero prioridade. Quero exclusividade por uma semana!
— Bem... exclusividade...
— Custa caro, eu sei. Mas como a senhora mesmo disse, a satisfação do cliente é a sua meta e eu sou um cliente que vale a pena satisfazer. – disse o japonês com um sorriso frio e um tom intimidatório na voz.
Hilda inspirou fundo. Seu filho da puta esperto...
— Combinado. Farei até um desconto para o senhor. Sei que está em vésperas de se casar. – alfinetou, ela.
— Não é necessário que faça nenhum desconto. Diga o preço e mando depositar o dinheiro em sua conta. – disse ele, sério.
Hilda sorriu concordando e, um tanto desconfortável com a presença do yakuza.Por alguns segundos, temeu ter ido longe demais, porém não era mulher de recuar diante de um desafio e se fazer respeitar era fundamental na sua profissão.
— Discutiremos esse assunto depois, agora que tal uma massagem relaxante e uma bebida por conta da casa? – perguntou ela com amabilidade.
O japonês ajeitou a jaqueta de couro preta e colocou os óculos escuros, apesar de estar em um ambiente noturno.
— Voltarei na terça. – respondeu ele, seco. – Boa noite!
— Boa-noite! – disse ela, ainda sorrindo com os dentes cerrados e tensionados.
Quando ele saiu, Hilda soltou o ar e apoiou-se na escrivaninha. Levou a mão ao peito, notando a tensão, quando ouviu duas batidas na porta.
O segurança vestindo um terno preto, perfeitamente talhado para seu corpo robusto com músculos rijos, entrou, antes mesmo que a permissão fosse dada.
— Está tudo bem? – perguntou ele com o cenho franzido.
— Sim, Aldebaran. O yakuza já foi?
— Acabou de deixar a casa. Precisa de algo? Um café? Um chá?
— E lá eu sou mulher de chá e café? Mande trazer uma garrafa de vodka. – disse ela levando a mão aos cabelos platinados.
O segurança obedeceu, enquanto Hilda procurava um cigarro na pequena caixa de madeira sobre a escrivaninha. Ela retirou um, acendeu e tragou, fechando os olhos e sentindo o corpo relaxar.
Dali a instantes, uma jovem entrou trazendo uma garrafa e um copo em uma bandeja.
— Obrigada, Matsui. Aldebaran ainda está aí fora?
— Não, senhora. Ele foi ver se estava tudo bem no grande salão.
Ótimo... Pensou ela. Aldebaran era seu homem de confiança e seu amante quando sentia necessidade de sexo. Graças a ele o Dark Sex possuía uma fama de lugar seguro e muitos poucos se metiam a besta ou ousavam desafiá-lo. Soltou a fumaça, antes de sorver um grande gole da bebida transparente e sorrir. Estava tensa e precisando de uma boa massagem nos pés, algo que certo grandalhão fazia muito bem, além de outras coisas muito prazerosas...
Hiroaki deixou o prostíbulo com aquela história atravessada na garganta. Iria descobrir que cliente estava rondando Griffon, mas antes tinha de cuidar de certo assunto... Pegou o celular e ligou, recebendo a confirmação do seu homem de confiança.
— Ele está no motel. – disse o homem do outro lado da linha.
— Ótimo, estou indo. – respondeu Hiroaki.
Minutos depois, Hiroaki estacionou seu Lexus negro em frente ao prédio, onde três dos seus homens já o esperavam.
— Ele está na suíte principal. – falou um dos homens, o mais baixo deles.
O yakuza apenas sinalizou e somente um dos homens o acompanhou. O restante ficou na retaguarda olhando sério para o gerente do motel que, ao reconhecer Hiroaki, nada fez e ainda curvou-se em sinal de respeito.
Na suíte, Ozaki estava entre duas mulheres nuas que se beijavam e acariciavam, enquanto ele passava a língua nos lábios e levava a mão ao pênis, tocando-se devagar e antevendo o momento de participar do ato entre as duas.
Quando já estava se posicionando para penetrar uma delas, a porta do quarto foi derrubada com um chute e Hiroaki adentrou o quarto junto com Tashiro. Ozaki arregalou os olhos ao reconhecer seu chefe e as mulheres trataram de se encolher em um canto da cama com uma expressão de terror nos olhos.
— H-Hiroaki-sama! – disse ele.
Tashiro vestiu uma luva negra e se aproximou socando-o bem no meio do rosto. O sangue espirrou e Ozaki foi lançado de encontro à parede oposta. Assim que ele bateu com as costas e escorregou até o chão, Tashiro o levantou pelo colarinho e o levou até um dos grandes espelhos que recobria a parede e refletia a cama.
— Isso é o que acontece com quem trai seu chefe! – disse o japonês batendo com o rosto de Ozaki no espelho.
O impacto estilhaçou e cravou pedaços do espelho no rosto do homem. Ele ficou zonzo, o rosto lacerado e sangrando. Então Hiroaki se aproximou e começou a puxar os cacos cravados na carne, fazendo Ozaki abrir os olhos e ofegar em meio ao sangue que escorria pelos ferimentos.
— P-Perdão c-chefe... Sua irmã... ela...
— Eu sei... a cadela deve ter gasto um bom dinheiro pela informação que deu a ela sobre mim.
Ozaki fechou os olhos, sabia o que ia acontecer. Hiroaki tirou a pistola de dentro da jaqueta e apontou para a testa do homem que estremeceu, mas não pediu piedade.
— Adeus, traidor! – disse o yakuza e disparou.
A cabeça de Ozaki oscilou e, em seguida, pendeu para trás deixando um rastro rubro na parede. Hiroaki guardou a pistola e olhou para as duas mulheres em cima da cama que puxavam, nervosamente, o lençol para encobrir os corpos nus.
— Ele pagou vocês? – perguntou o yakuza.
— N-Não... – murmurou uma delas.
Hiroaki pegou a carteira e tirou suas notas, atirando-as sobre a cama. Depois deixou o quarto, sentindo-se mais aliviado da ira que o consumia. A vontade que tinha era de matar o misterioso cliente que o privara de ter Griffon para si, mas por ora, acabar com aquele que o traíra ajudava a melhorar o seu humor.
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A água quente tinha um efeito relaxante, mas, ao mesmo tempo estar ali abria um leque erótico que Minos estava começando a descobrir.
Hades sorriu, a posição que estava dando acesso a visão total do corpo nu de Minos. O jovem sentiu o calor da água e, instintivamente, fechou os olhos e gemeu baixo.
— Sente-se ao meu lado. – disse Hades, continuando a olhá-lo, intensamente, dentro dos olhos.
Minos obedeceu e Hades fechou os olhos, deixando-o surpreso.
— Feche os olhos. – ordenou Hades.
Mais uma vez, Minos obedeceu e o ato, ao invés de fazê-lo relaxar, causou uma estranha inquietação que foi percebida por Hades.
— Relaxe... – falou Hades sem esboçar nenhum movimento.
Soltando o ar, Minos tentou, mais uma vez e a temperatura cálida pareceu penetrar em seu corpo, fazendo-o relaxar. Ele deitou a cabeça para trás e sorriu.
— Seus domínios são interessantes... – disse o jovem.
Hades não respondeu e, passando alguns segundos da fala de Minos, levou a mão à coxa do jovem e a acariciou por baixo d’água em um movimento intenso que percorreu toda a extensão dos músculos, até insinuar-se na parte interna, chegando perto da virilha para, em seguida retornar ao princípio.
Ao sentir a carícia, Minos trancou a respiração e abriu os olhos.
— Continue de olhos fechados. – ordenou Hades.
Minos obedeceu em parte, deixando os olhos semicerrados.
— Não trapaceie... Sei que está espiando. – disse o moreno.
— Como pode saber? – questionou Minos. – Nem está me olhando.
— Sinto em seu corpo. Está inquieto.
A afirmação simples fez Minos dar-se conta que a experiência de Hades não se restringia ao sexo. Ele podia lê-lo com uma facilidade irritante, mas não menos surpreendente.
— Já que sabe tanto sobre mim... deve saber o porquê da minha inquietação. – respondeu Minos, malicioso.
Hades continuou calado. Por dentro imaginava o que viria a seguir, mas sentia prazer em ver que Minos o desejava, verdadeiramente...
Os dois ficaram um tempo usufruindo dos vapores quentes, até Hades virar-se e puxar Minos pelos quadris, trazendo-o para o seu colo.
— Vou dar o que você quer, Griffon...
Excitado, Mino compreendeu a intenção de Hades e o abraçou, roçando sua ereção na dele, sentindo a pulsação em sua pele e sorrindo pela deliciosa fricção que se acentuava pelo movimento ondulante da água...
Com a respiração alterada, Minos tomou o rosto de Hades entre as mãos e lambeu-lhe os lábios, antes de beijá-lo lenta e profundamente, explorando o interior úmido da boca e levando a língua ao encontro da dele.
Hades gemeu extasiado, mas ainda sob controle. Suas mãos fecharam-se na carne rija e quente e uma delas foi até os cabelos de Minos, puxando-os, enquanto beijava-o com mais voracidade e o sentia entregando-se do jeito intenso que o embriagava de tesão.
A proximidade dos corpos e o contato das peles se intensificava nas carícias e no modo como ambos se abraçavam e se olhavam tomados pela luxúria. Nada era dito, nem mesmo as provocações que costumavam acontecer entre os dois. Havia, apenas, uma conexão profunda de olhares que dizia tudo com clareza, o anseio explícito sobrepujando o jogo de sedução.
Minos se excitava rápido, a expressão em seu rosto tão clara e legível nos olhos que pareciam febris e nos lábios avermelhados e entreabertos. O hálito quente próximo a boca entreaberta de Hades fez o mais velho ofegar, preso ao olhar lúbrico que se derramava sobre si.
Não havia planejado possuí-lo ali, queria apenas atiçá-lo, para então levá-lo para o quarto e tê-lo do jeito que seu corpo cobiçava. Ali não havia preservativos, se o penetrasse, seria sem proteção, algo que jamais fizera com ninguém.
O jovem olhou bem dentro dos olhos faiscantes de Hades, queria senti-lo dentro de si e queria sem preservativo. Era insano, mas queria...
Os dois se olharam com lascívia, a decisão do próximo passo pedindo passagem... Hades sentia a própria necessidade unindo-se à vontade de Minos, então tomou-lhe a boca com fúria, enquanto o fazia sentir sua ereção tão túrgida que chegava a ser doloroso.
Minos sorriu e abriu as pernas, encaixando-se no pênis ereto, descendo o quadril até sentir-se completamente invadido pelo sexo do outro. Mordeu os lábios, enquanto sentia o pênis romper o caminho dentro de si e gemeu deliciado ao ser atingido nas profundezas de seu corpo...
Hades, ao sentir seu falo totalmente confinado e apertado em demasia, jogou a cabeça para trás, gemendo alto para logo em seguida, buscar os lábios de Minos com avidez. Passou a beijá-lo loucamente, enquanto ajudava-o a se mover sobre si e sentia o próprio corpo cavalgar no prazer extremo, na possessão absoluta...
Minos segurou-se mais forte contra o corpo de Hades ao sentir que ele elevava os quadris preenchendo-o com força e ofegou quando ele deslizou a língua em seu pescoço, depois chupou-lhe os mamilos, roçando os dentes e gemendo no ato...
Com um erotismo delirante e faminto, enquanto sua boca trabalhava na pele ardente, Hades levava as suas mãos aos quadris de Minos e lhe apartava as nádegas, abrindo-as e fechando-as, fazendo-as engolir seu falo, na mesma proporção em que ele se movia.
Os movimentos se intensificavam a cada segundo, parte pelos gemidos de prazer de Minos, parte pela sensação que corria por todo o corpo de Hades. O moreno sentia os sentidos intensificados, ouvia os sons dos dois corpos roçando e batendo um contra o outro e aquela sensação intensa de algo rompendo sua defesa contra envolvimentos emocionais.
As faces, contraídas de prazer, roçavam-se em meio aos lábios entreabertos... O bailar das línguas molhava as bocas, o pescoço, os mamilos expostos... O falo de Minos pulsava junto ao ventre de Hades numa coreografia selvagem e rascante que os enredava e os tornava um...
O subir e descer do corpo do prostituto trazia à Hades um prazer que transcendia sua tendência a dominar, ao mesmo tempo em que se projetava de encontro a ele, as coxas poderosas impulsionando os quadris, as mãos fortes apertando-lhe as costas, as nádegas, a pele...
O suor inundava as costas nuas de Minos, anunciando o desencadear do orgasmo, fazendo-o gemer rouco e mover-se ainda mais frenético sobre o membro enrijecido. Os arrepios que tomaram o corpo de Minos se juntaram a sensação do pênis de Hades golpeando-o, cada vez mais rápido, mais vigoroso, mais fundo e os dois arfaram juntos, sussurrando, gemendo e urrando quando o orgasmo sacudiu os corpos em um violento estremecer...
Minos gemeu alto e contraiu-se com tanta intensidade que fez Hades fechar os olhos com força e cravar as unhas na carne das suas nádegas, estremecendo convulso enquanto vociferava um urro que veio do fundo da garganta.
O corpo de Minos arqueou-se guiado pelo desespero do orgasmo, fazendo-o morder os lábios e, ao mesmo tempo, gritar tão alto que sua voz rouca pareceu reverberar no ambiente.
Os dois se abraçaram forte e gemeram dentro da boca um do outro. Minos sentia o sêmen quente de Hades despejando-se dentro de si e ele próprio se derramava no peito de Hades em meio ao vapor e ao calor da própria pele...
O êxtase pareceu se estender e envolvê-los em mais prazer e calor. Minos desabou sobre o peito de Hades e, mais uma vez, uniu o hálito quente ao dele antes de fechar os olhos e sentir extinguir-se totalmente...
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O quarto, onde Afrodite levou Máscara da Morte era simples e no estilo oriental. O tatame cobria o chão e almofadas em tom de vermelho e dourado jaziam ao redor de uma mesinha baixa onde se encontrava um balde com gelo, uma garrafa de champanhe e um pequeno cesto contendo uvas, morangos e pêssegos. Afastada da mesinha, havia uma cama ampla coberta com um futon vermelho. Sobre ela dois roupões e duas toalhas estavam perfeitamente dobrados.
Ângelo olhou em volta, ainda com a cara amarrada, embora estivesse surpreso com a beleza daquele prostituto. Mais perplexo ainda, estava com o fato de sentir uma ponta de atração pelo corpo esguio, cuja bunda pequena, empinada e redonda se sobressaía na roupa justa, mas sem ser vulgar.
— Sente-se, por favor. – disse Afrodite, apontando uma das almofadas.
Ainda receoso, Ângelo aceitou, curioso em saber o que Afrodite faria a seguir.
— Bem, vejo que a situação é um tanto constrangedora para você. Ou prefere que eu o chame de senhor?
— Você está bom. – respondeu Máscara.
— Ótimo! Então, continuando, você está desconfortável com essa situação e eu tenho uma proposta para fazer. Está disposto a ouvi-la?
— E qual seria?
— Vamos jogar e beber. Se você ganhar, será apenas isso que faremos esta noite e nada mais. Se eu ganhar, vai me deixar chupar esse seu pau que, mesmo escondidinho aí, me parece grande e delicioso... O que acha?
Ângelo tossiu e se engasgou ao ouvir a proposta. Nunca ouvira algo desse tipo, nem mesmo pela boca de uma mulher.
Nos negócios era conhecido como Máscara da Morte por comprar firmas em dificuldades e renegociá-las depois de torná-las um empreendimento possível. Os concorrentes o definiam como aquele que tem o hábito de cortar cabeças inúteis e jogar o resto para longe sem dó, nem piedade.
E ele era mesmo um homem um tanto irascível e desconfiado. Perdera a mulher e o filho em um acidente aéreo e uma das suas obras foi processar a companhia aérea, levando-a a julgamento pelas constantes falhas que descobrira o que resultou em falência e, consequentemente, a compra da empresa por ele.
— Eu não costumo jogar. – disse ele.
— Nem eu. Aliás, conheço poucos jogos. Deixo que escolha um que saiba, assim não vai parecer que estou trapaceando. Deixe-me pegar dois baralhos. – disse o loiro puxando uma pequena gaveta aberta debaixo da mesinha.
Um sorriso, o primeiro da noite, distendeu os lábios de Máscara da Morte. Avaliou Afrodite que mantinha os olhos azuis cristalinos e brilhantes olhando-o como seu ele fosse o centro do universo. O loiro parecia gostar de jogos do tipo realizado em cassinos, estilo Blackjack ou roleta, onde podia exercer a sedução. Escolheria, então, um jogo de homem, o pôquer.
— Está bem, aceito sua proposta. Sabe jogar pôquer? – perguntou ele pegando a garrafa de champanhe.
— Hummm... Mais ou menos... – respondeu Afrodite, disfarçando.
Sabia que ele escolheria pôquer... Deve estar pensando que eu não conheço jogo de macho. Tolinho... Divertia-se, Afrodite, enquanto Máscara embaralhava as cartas.
O jogo começou. Afrodite olhou as cartas e franziu o cenho. Olhou para Ângelo que mantinha uma expressão confiante. Ele pediu mais duas cartas e o loiro, mais três. Máscara bebeu o champanhe com gosto e mostrou suas cartas.
— Um full house. — anunciou ele com orgulho.
Afrodite guardou o riso antes de mostrar as cartas.
— Eu tenho isso aqui... não me lembro bem que jogada é essa.
— Um Royal Straight flush! — gritou Máscara da Morte ao ver as cartas em sequência. — M-Mas... isso é... é...
— Ah... deve ser sorte de principiante, não é? – falou Afrodite fingindo. – Quer outra partida?
— Quero! – disse Ângelo, já embaralhando, novamente as cartas.
As cartas eram pedidas e Ângelo cuidava as atitudes de Afrodite que parecia um anjo de tão inocente. O executivo pediu duas cartas e Afrodite também. A respiração dele estava pesada, assim com o silêncio que baixara, ali.
Máscara olhava nos olhos do loiro e não para as cartas. Sem tirar os olhos dele, mostrou as cartas.
— Sequência.— disse ele, soltando o ar.
— Quadra!— falou Afrodite expondo as cartas e olhando com malícia para Máscara da Morte.
— Isso não é possível! Você sabe jogar ou trapaceou! – disse Ângelo.
Afrodite nada disse, rodeou a mesinha, fazendo com que Máscara se deitasse na almofada. O italiano sentiu aqueles olhos fixos em si e não conseguia articular nenhuma palavra. Estava tenso quando Afrodite abriu o zíper da calça e olhou para o membro contido na cueca.
— Relaxe e me deixe fazer o meu trabalho... Eu venci, honestamente e agora desejo o meu prêmio. – disse o loiro.
Como se estivesse vendo algo incrivelmente maravilhoso, Afrodite passou os dedos de leve sobre o volume, quase um leve roçar, enquanto passava a língua rosada nos lábios cheios e convidativos...
Sem que pudesse dominar, Ângelo achou a cena excitante e quando Afrodite afastou a cueca do pênis, ele já estava ereto.
O loiro fechou os olhos, os cílios longos criando um movimento quase hipnótico... Afrodite sorriu e olhou para Ângelo como que pedindo permissão. Então tomou o pênis na mão e fez movimentos circulares da glande em seus lábios e rosto, acariciando-o com a pele alva e macia, antes de prová-lo com a ponta da língua e gemer baixo, de satisfação...
Máscara estava atônito e excitado. Quando Afrodite, enfim, engoliu-o totalmente, ele gemeu, seus quadris foram para frente e suas mãos agarraram-se aos cabelos fartos com desespero. Ele fechou os olhos e deixou escapar um gemido profundo, enquanto o loiro ia e vinha, a língua experiente indo da base até a glande, enquanto a mão macia acariciava os testículos e a virilha sem despi-lo além do que já estava.
Sentindo que Ângelo já estava entregue, Afrodite lambeu e chupou antes de levar o membro até o fundo da garganta, encarando-o com devoção...
O ato fez Máscara ofegar e perder, totalmente o controle. Ele moveu o corpo e gemeu, apertando os dentes, enquanto Afrodite continuava a sugá-lo, cada vez mais forte. Quando o loiro o sentiu estremecer, retirou o pênis da boca deixando que o gozo atingisse seu rosto e lábios, até escorrer pelo pescoço...
Arfante, Ângelo tentou falar, mas desistiu quando sentiu Afrodite limpar seu pênis com a língua e, em seguida, sorrir como se tivesse provado uma iguaria deliciosa.
Pegando uma toalha limpa e passando, delicadamente, no rosto e pescoço, Afrodite colocou o pênis do executivo para dentro da cueca, fechou o zíper da calça e aproximou-se do rosto dele, fitando-o com intensidade e uma expressão de prazer.
A pela alva parecendo ser feita de marfim e os contornos esguios que o tornavam um personagem de qualquer quadro erótico fizeram Máscara estremecer quando ele falou quase sussurrando:
— Se a minha boca o deixou nesse estado, imagina o resto do meu corpo...
Máscara da Morte ainda estava ofegante ao encará-lo. Seu corpo parecia ter sido tragado para um mundo desconhecido e começava a reagir sem a sua permissão. Porém, Afrodite sorriu e estendeu a mão para ajudá-lo a levantar-se.
— Agora pode ir! Seus amigos vão ver que você se deu bem. Boa noite! – disse Afrodite encaminhando o executivo para fora do quarto.
Quando Máscara da Morte saiu, meio estonteado e sentindo uma nova ereção se formando, Afrodite encostou-se à porta do quarto e sorriu, orgulhoso de si.
Pois é, homem que a gente manda embora, ainda com o pau duro, sempre volta... Disse ele para si mesmo, enquanto aproveitava outra garrafa de champanhe e degustava um morango suculento...
Enquanto o loiro descansava, Shun também mostrava seus dotes para o executivo chamado Aiolia.
O leonino estava sentado em uma espécie de poltrona reclinável, seus pés estavam dentro de uma bacia com água morna e essência de lavanda e ele tinha, em mãos, um mangá chamado Shingeki no Kyoujin. Sua expressão estava relaxada e ele estava achando aqueles desenhos e o tema muito interessantes.
— Fique parado assim... isso... Está confortável? – perguntou Shun.
— Sim, eu estou, mas...
— Por favor, fique como estava antes. – pediu Shun.
Sentado no tatame e com uma prancheta, Shun desenhava-o com tanta habilidade que quando o executivo viu a obra, ficou de boca aberta. Era ele, nos mínimos detalhes e também na expressão.
— Você tem muito talento. – disse o leonino.
Shun sorriu.
— Só você sabe que eu faço isso. Nunca mostrei para ninguém.
O modo como o jovem prostituto o tratara e agora aqueles olhos grandes e doces fitando-o, fez Aiolia experimentar um sentimento estranho...
Shun largou o desenho e ajoelhou-se aos pés do leonino, tirando-os da água e secando-os com uma toalha.
— Pronto. Pode fazer isso em casa, a lavanda é um ótimo desestressante. – falou o jovem, ainda sorrindo.
Aiolia tomou as mãos de Shun nas suas.
— Você... é tão doce. Eu...
Uma das qualidades de Shun era exatamente essa, a docilidade que muitos acreditavam ser submissão. No entanto, o que ele tinha de especial era a empatia, aquele sentimento que o fazia sentir o outro, colocar-se no lugar da pessoa.
Seus clientes eram dominadores, mas acabavam presos na rede inocente que ele tecia com sensibilidade e cuidado. Com Aiolia, não estava sendo diferente, pela primeira vez, Shun desejava, realmente agradar o cliente, fazê-lo sentir-se seguro, porque Aiolia personificava todos aqueles personagens de seu imaginário. Ele era belo, viril e parecia desejar proteger todo mundo, deixando de lado a si mesmo, tornando-se o arquétipo do herói...
Já Aiolia sentia-se tão especial e cuidado por Andrômeda que, parte de si desejava descobrir o que havia naquele garoto que subvertia suas ideias e começava a excitar seu corpo. Quando se deu por conta, seus lábios foram de encontro aos de Shun, os rostos foram se aproximando, devagar, até se encostarem, fazendo o executivo sentir o leve roçar em seus lábios e tomar a boca do prostituto com delicadeza e desejo.
Introduzindo a língua nos lábios, entreabertos, do outro, Aiolia tornou o beijo mais profundo, sentindo um gosto bom e indefinível, fazendo com que o contato ficasse, cada vez mais, ávido e caloroso.
Shun correspondia, gemendo abafado e agarrando-se à nuca de Aiolia, sentindo os cabelos macios deslizando por entre os seus dedos, até sentir a cabeça girar e a respiração ficar entrecortada.
Emaranhados um no corpo do outro, os dois acabaram no futon... Gemendo, Aiolia erguia os quadris, enquanto sentia Shun afundar-se mais entre as suas pernas e chupá-lo com avidez, a boca pequena traçando caminhos morosos e as mãos delicadas acariciando-o como ele jamais tinha sido.
Instintivamente, Aiolia começou a puxá-lo pelos cabelos para perto de si. Sentir seu membro ser acolhido dentro da boca quente daquela forma, despertava um prazer insano, indicando que o orgasmo logo viria. Sentindo que isso aconteceria, Shun parava e voltava a mordiscar as coxas do executivo, que ofegava, quase enlouquecido pelas sensações inéditas em seu corpo.
Quando Shun sentiu que Aiolia já estava em desespero com a boca entreaberta puxando o ar e deixando escapar gemidos cada vez mais altos e roucos, posicionou-se sobre o corpo perfeito, colocou o preservativo e se agachou sobre ele, roçando as nádegas em seu membro ereto. Depois, percebendo que Aiolia sentia uma excitação tão urgente que o fazia estremecer, enterrou-se por completo, arrancando um gemido alto do outro e sentindo-o pulsar forte, duro e cheio de vigor dentro de seu corpo.
Os músculos do ventre de Aiolia estavam contraídos, os mamilos rijos despontando na pele suada, a respiração ofegante... Os dois se olharam e sorriram, antes de Shun deitar-se sobre ele e buscar os lábios para mais um beijo lento, molhado, intercalado de gemidos, sussurros que se misturaram ao movimento ondulante dos corpos.
As coxas roliças e alvas se moviam com maestria sobre as de Aiolia, fazendo a boca entreaberta do executivo, ceder espaço para gemidos desenfreados e mordidas cheias de luxúria.
O subir e descer do corpo sobre o falo túrgido arrancava tremores e as mãos fortes de Aiolia apertavam-se sobre as coxas de Shun, aprofundando a penetração, deixando as marcas dos dedos, enquanto a boca ávida demorava-se no pescoço e nos mamilos, sentindo o gosto da pele salgada, da saliva...
Shun gemeu alto, quando se sentiu tocado fundo do corpo, ao mesmo tempo em que os dentes alvos de Aiolia mordiscavam a curva do seu pescoço e ele se esfregava com frenesi em seu falo gotejante de excitação. A possessão prazerosa fazendo-os se agarrar um no outro, com loucura e uma libido implacável.
Os movimentos ficaram mais rápidos e veementes, ambos gemiam cada vez mais alto e os corpos se chocavam numa louca tentativa de fusão extrema. O suor cobria seus corpos, em minúsculas gotas, a respiração não tinha mais controle, anunciando que todo aquele ardor os aproximava do clímax.
— Aiolia... – gemeu Shun e o orgasmo irrompeu quente e abundante no tórax do leonino, enquanto ele estremecia convulso, contraindo-se em torno do membro ereto que estava mergulhado dentro de si.
Ao sentir-se engolido e chamado pela voz rouca de Shun, Aiolia também gozou, envolvido pelo delicioso aperto da cavidade que o massageava, estreitando-se em torno de seu falo, enlouquecendo-o de um prazer delirante que o fez estocar mais fundo e rápido, derramando-se dentro do prostituto...
Sacudido por aquele clímax intenso e perturbador, Shun desabou sua cabeça sobre o corpo de Aiolia. . O executivo passou a língua nos lábios, molhando-os, ainda de olhos fechados, a respiração ofegante... Shun, também de olhos fechados, retirava-se do interior dele e desabava ao seu lado com o coração pulsando por todos os poros do seu corpo.
Ambos ficaram em silêncio, ainda chocados pelo grau de prazer e da necessidade atroz de permanecer nos braços um do outro. Shun encostou-se no ombro de Aiolia, sem forçar maior intimidade, enquanto o leonino sentia vontade de puxá-lo para perto de si. Então, os olhares se encontraram e Aiolia percebeu que não sabia de mais nada...
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O quarto era iluminado por uma lanterna tradicional, cuja luz discreta deixava os corpos nus com uma aura dourada sobre a cama ampla coberta por lençóis escuros.
Minos abriu os olhos e Hades ficou hipnotizado com o olhar de desejo que ele lhe deu. O prostituto passou a língua nos lábios avermelhados dos beijos e mordidas trocados na fonte de água quente e estendeu a mão.
— Meu corpo sente falta do seu... — disse ele convidando-o para junto do seu corpo.
A respiração de Hades se alterou e suas narinas inspiraram aquele cheiro... o cheiro de Minos e do sexo efervescente que haviam feito sem proteção, carne contra carne, o doce calor úmido do corpo dele acolhendo-o, tragando-o para o prazer que chegava a ser insano.
— Já disse para ter cuidado com o que pede, Griffon... Eu não me canso de te foder. — falou Hades posicionando-se sobre o corpo esguio.
O jovem sorriu vendo a ereção que se avolumava em Hades e em si. Em seguida, levou a mão ao rosto do mais velho, tocando os lábios que exibiam um sorriso malicioso e o puxando para um beijo quente, doce e sensual...
O coração de Hades acelerou e ele se deixou abraçar, deslizando na cama larga, sentindo o hálito quente de Minos deixar seus lábios e depositar-se sobre um dos seus mamilos...
A língua, ainda mais quente circundou e chupou todos os gomos de seu tórax de uma forma intensa, atrevida e isso levou Hades a pensar na incrível sintonia erótica existente entre eles, a avidez, o desejo contínuo, o gozo irrompendo as entranhas...
Fechando os olhos, por alguns segundos, para intensificar aquela experiência, Hades puxou Minos para si, invertendo as posições. Com urgência, abriu as pernas do prostituto, deslizando os dedos na pele macia das coxas, acima e ao redor até que suas mãos fortes abarcaram as nádegas redondas, acariciando-as com ardor.
Olhou-o com uma luxúria selvagem, o brilho gélido tão comum em seus olhos azuis transformando-se em fogo, o corpo poderoso ardendo mais uma vez...
Trazendo-o para junto de si, Hades levantou uma das pernas de Minos e sentiu o calcanhar do prostituto roçar em seu quadril, um pouco acima das nádegas em uma carícia provocante... Passou a língua na panturrilha, antes de colocar a perna sobre seu ombro e entrelaçou os dedos nos de Minos, enquanto mergulhava sobre ele, tomando aqueles lábios em um beijo lento.
O jovem sorriu e Hades posicionou o membro pulsante, penetrando-o e saboreando enterrar-se na cavidade apertada, mais uma vez... Minos estremeceu, a boca abrindo-se em um gemido longo e abafado, a posição do corpo tornando a penetração profunda, o falo alcançando a próstata com precisão.
Estocando fundo, Hades tomava o membro excitado de Minos em uma das mãos e passava a acariciá-lo na mesma cadencia, entrando e saindo com força, até Minos gritar e desmoronar, novamente, sendo atingido pelo orgasmo quente e feroz.
Em seguida Hades também gozou, intensa e profundamente. Um grunhido rouco escapou junto com o sêmen, diretamente, no interior quente e macio.
Ofegantes, eles se deixaram possuir pela forte descarga de endorfina e sem se dar conta, após fecharem os olhos, os dois se aninharam e encaixaram os corpos com a naturalidade peculiar dos amantes.
O sono desceu sobre os dois e foi tão profundo, que Hades custou a abrir os olhos ao ouvir um celular tocar, insistentemente.
Como o som continuava, ele levantou-se da cama e foi até a pequena sala onde deixara seu notebook, pastas e celular. Olhou o número da chamada e, embora tivesse boa memória, naquele exato instante, não reconhecia aquele número.
— Sim? – disse ele tirando uma mecha de cabelo dos olhos.
— Hades, desculpe-me, mas Pandora precisa de você com urgência. – disse Radamanthys e o tom assustado da sua voz fez Hades estremecer.
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