NEET/Hikikomori 引き篭り
2 Capítulo. 2
Notas iniciais
Estou no meu dormitório e bem... acabei de lembrar que só tenho apenas a roupa do corpo e.... as minhas meias... ela estão furadas. Não é que não tenho meia, sabe... é muito empenho levantar-se no meio do jogo para trocar a meia, apesar de que ela fica fedendo depois.
– Ah, pelo menos não preciso usar o uniforme e já estou no segundo ano do ensino médio... espera, isso não quer dizer que eu pulei quatro séries?!! Caramba, eu vou parecer uma burra para esse mundo!
Ouço a campainha tocar, é a Shizuka-san.
– Primeiro: vamos comprar roupas para você e segundo: você vai estudar comigo!
– Estudar?!! Nãooo.... isso é chato pra caramba! E quando eu terminal aqui, não precisarei mais estudar, irei voltar a fazer as mesmas coisas de antes.
– Na verdade... ah, esquece, não vou falar nada por enquanto.
Ok... agora estou um pouco curiosa.
Então, Shizuka-san me puxa porta a fora e me leva para a cidade. Paramos em várias lojas e fomos ao shopping, onde ela comprou milhares de roupas, sapatos e acessórios... ah é, e comprou muuuita maquiagem, acho que vou precisar mesmo... tenho olheiras enormes.
– Graças a Deus... chegamos!
Digo me jogando na cama do meu quarto, deixando as sacolas todas esparramadas.
– Caham! Você terá aulas particulares comigo todos os dias após as aulas. OK?
– O-Ok...
Não presto atenção e adormeço.
***
No dia seguinte, acordei mais cedo do que o eu esperava, peguei uma roupa que a Shizuka-san preparou para mim no dia anterior. Tomo o café da manhã e vou para a escola.
Pego meu horário e a turma com o Diretor, vou até a sala e fico ao lado da porta esperando o professor aparecer.
Depois de alguns minutos, ele aparece e diz:
– Então alunos, hoje temos uma nova colega de classe...
Entrei com muito receio e vergonha. Eu tenho 17 anos e faz 4 anos que não piso em uma escola... na verdade, acho que nem pisei fora de casa.
– M-Meu nome é... Chiyoko Masami, p-por favor, cuid-dem de mim...
A sala ficou me encarando... por favor, digam algo!!
– Caham, pode se sentar.
Diz o professor tirando aquela tensão. Estava prestes a entrar em pânico.
Então, procurei um lugar vago... e é justamente ao lado de um dos garotos mais populares — e também odiados — da escola. Rikuto Ryou.

Dei uma analisada em seu perfil... gente, ele é mais um pedaço de mal caminho.
Rykuto Ryou: O garoto mais inteligente de toda a escola. Sucessor da empresa de seu pai. Desejado por praticamente todas as garotas do Japão. — será que posso dizer que aqui é o Japão?? Já que o jogo é... ah, esquece. — No jogo ele é um garoto super simpático e tímido, mas pelo que a Shizuka-san me disse, ele é egocêntrico e pervertido, além de ser um garoto mal-educado e sem modos. Ryou tem 17 anos.
As aulas se passaram e todos vieram falar comigo, exceto — obviamente — Ryou. Parece que as pessoas daqui não são muito diferentes de onde sou. Aproveitei o tempo que me restava para lanchar.
– Estou morrendo de fome.
E pra variar, não consegui pegar o lanche... a fila é enorme e as pessoas empurram umas as outras.
– Cadê a Shizuka-san para me trazer comida? Por que ela tinha que me tirar de casa?? Aah... as vezes o próprio lar é o melhor lugar, mas... NÃO TEM COMO VOLTAR!!
Começo a choramingar e a berrar.
Sinto algo cair sobre a minha cabeça. Um... sanduíche? Ele ainda estava fechado, olho para cima e vejo Ryou.
– R-Ryou!!
– Quando foi que lhe dei permissão para me chamar pelo primeiro nome?
Nossa... ele é realmente muito diferente do jogo.
– Há algumas horas.
– Huh?? Espera, você é uma daquelas garotas que comprou essa droga de jogo?
– Exatamente, e como você é todo simpático e tímido, você adorou quando lhe chamei pelo primeiro nome! Aah... pena que aqui é diferente, você não passa de um garoto mimado. E pode ficar com isso, não estou tão desesperada.
Jogo o sanduíche de volta para ele, o mesmo ficou boquiaberto. O que foi surpreendente, é que ele veio reclamar comigo... tá, não foi tão surpreendente, já que é o que sempre fazem. Você fala a verdade na cara deles e aí... pimba! Eles começam a brigar com você.
– O que?! Olha aqui sua pirralha! Eu-
– Olha, eu tenho a mesma idade que você. — Digo sem um pingo de vontade de olhar na cara dele, apesar de ele ser muuuito lindo! — E não importa se você vai virar o sucessor ou não da empresa do teu pai, não vai fazer a menor diferença na minha vida. Até porque, não irei passar o resto dela aqui. Passar bem.
Gente, desde quando eu sou assim?!! Eu to ficando maluca...
No meio do caminho, ouço alguns barulhos. Parece que está havendo uma briga. Como sou curiosa, vou em direção a briga e vejo os três últimos garotos populares — Aoi Yuuki, Kurou Kenji e Hachi Ichiro -. Eles brigavam entre si...
– Eu estava sentado ali!
Por causa de um lugar...? ELES SÃO MAIS IDIOTAS DO QUE EU PENSAVA!
De repente, vejo um garrafa de água vindo em minha direção, como não tenho nenhuma agilidade ou flexibilidade, a garrafa acerta meu nariz. Uma garota me ajudou, mas aqueles três continuavam a brigar...
– AAAH! CALEM A BOCA SEUS IMBECIS! — Eles se assustaram. — É SÓ UMA DROGA DE LUGAR! OLHEM O TANTO DE LUGARES VAGOS!
– E-Ei... s-seu nariz...
Disse a garota que me ajudou.
Realmente, eles são um bando de idiotas!
– Olhe aqui garotinha, quem você pensa que é para gritar com a gente?
Resmungou o ruivo.
– Sou uma garota que foi tirada de casa para deixar você e seus outros amigos populares, mais educados e gentis! Mas agora que percebo, vocês não dão a mínima para as pessoas que estão em volta. Um dos três me acertou essa droga de garrafa e nem sequer me perguntou se estou bem... E EU NÃO ESTOU BEM! — Respiro fundo e digo: — Vocês não merecem tanta atenção, essa arrogância e estupidez apenas trás repulsa. Se vocês querem se tornarem alguém na vida, primeiro tragam honra a família de cada um, pois valorizar as pessoas importantes é o primeiro passo para se tornar alguém, porque são eles que nos dão tudo e que nos fazem ser do jeito que somos. Mas pelo que me disseram, nenhum de vocês dão a mínima a família que tem, aproveitem, pois um dia eles podem ir embora e nunca mais voltar para dizer um boa noite.
Para mim chega, eu não quero que eles se tornem alguém melhor só por causa dos meus esforços... tá na cara que nenhum dos quatro irão mover uma palha para mudar suas atitudes.
Volto para casa e me jogo na cama...
"... eles podem ir embora e nunca mais voltar..."
– Eu realmente disse... é meio desconfortante.
Suspiro e começo a relembrar do que aconteceu comigo.
– Não escolhi tê-la, eu só não pude aborta-la por que é proibido e arriscado, mas não se preocupe, irei deixa-la amanhã.
Eu só fui uma pedra no caminho dos meus pais, os dois só queriam saber de se divertir. Então, minha mãe e meu pai me deixaram naquele apartamento...
– Aaah... chega de lembranças ruins, vamos ver... vou ver um filme!
Os dois não merecem ser lembrados.
Continua...
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