Notas iniciais
Heeey there!
Mal posso acreditar que estou escrevendo para a categoria de FT novamente >.< Quanto tempo!
Bem, escrevi essa fic em um momento de extrema melancolia, então, caso não gostem de fics completamente e inteiramente dramáticas e tristes, não leiam. Well, o recado está dado.. Boa leitura ;*

-Coisas ruins também acontecem com pessoas boas.

As tristes e impotentes palavras de Makarov ecoavam na mente de Natsu, que involuntariamente sentia um calafrio percorrer o corpo.

Por quê? Não fazia sentido nenhum. Não era justo. Deveria ser um pesadelo, só poderia ser. Como ele contaria à Lucy?

Lucy. Ela definitivamente não merecia tudo isso. De todas as pessoas no mundo, ela era a que menos merecia essa tragédia. Natsu pigarreou, tentando segurar as pesadas lágrimas que banhavam seus olhos. No momento em que a loira acordasse, ele deveria contar tudo a ela.

O Dragon Slayer voltou seu olhar à garota dormindo. Se não fosse pelas enormes olheiras sob os olhos dela, Lucy pareceria o perfeito retrato da tranquilidade e plenitude. Em poucos instantes, ela deveria sair dos efeitos da anestesia que a deram na cirurgia de emergência, e Natsu temia esse momento mais do que deveria.

Era impossível até mesmo pensar nas palavras, o mago percebeu. Ele fungou, sentindo seu nariz lentamente se congestionar.

Quando viu Lucy pela primeira vez, Natsu sabia que sua vida mudaria. Cinco anos se passaram, e eles nunca oficializaram sua relação. Entretanto, amor mais sério do que o deles não existia, isso era fato. Não só eram namorados, mas também eram amigos; e isso importava mais do que tudo.

Francamente, Natsu nunca poderia negar que Lucy era a garota mais bonita que seus olhos já viram. No entanto, a visão dela deitada praticamente sem vida nesta cama de hospital, fazia um nó se formar na garganta dele.

-Nat –

O mago ergueu os olhos no momento em que ouviu a voz da loira. Ele sabia que ela deveria estar se sentindo tonta e desnorteada, ainda sob os efeitos dos remédios. Vendo-a tentando inutilmente se levantar, o coração Natsu se partiu.

-Ei, — ele murmurou delicadamente, como se qualquer movimento errôneo pudesse quebrá-la. – Vai com calma.

Os olhos dela encontraram os dele desesperadamente.

-O que aconteceu? – Ela perguntou com a voz fraca. – Eu estou... machucada?

Natsu sentiu suas bochechas arderem. Como ele explicaria?

-O que aconteceu? – Ela repetiu frenética. – Por que estou aqui?

Involuntariamente, as pálpebras dele se fecharam, como se se recusassem ver o estado deplorável que sua amada se encontrava.

-Natsu, — Lucy disse, forçando-o a voltar para a realidade. Dessa vez, lágrimas se apoderavam dos olhos dela. – É ela?

A pequena mão da maga se dirigiu à barriga, onde apenas horas antes o bebê deles estivera.

O bebê deles.

Já nem mesmo tentando se controlar, Natsu também deixou as lágrimas escorrerem livremente por seu rosto. Ele podia se lembrar perfeitamente do dia em que Lucy contara-o que eles seriam pais.

**

-Mas, – ela dizia cautelosamente, um pingo de ansiedade e receio em sua voz. – Você acha que podemos lidar com isso? Não é muito cedo?

Natsu sorriu um de seus famosos sorrisos cheios, mal contendo sua alergia. Ele seria pai. Pai.

-Lucee, ninguém seria melhor mãe do que você – ele disse sinceramente, sentindo algo dentro de si queimar de euforia. – Eu te amo. E amo nosso bebê. Prometo proteger vocês dois eternamente.

A loira sorriu, encantada demais com a situação.

-Eu acho que é uma menina – ela disse mordendo os lábios.

**

Natsu soluçou. Ele não conseguiu proteger sua filha. Seu bebê. O bebê de Lucy. Ele fracassou.

-Nós a perdemos – ele disse derrotado, caindo de joelhos ao lado da cama dela. – Sinto muito. Nós a perdemos, Lucy.

-Não – Lucy murmurou. Ela não podia acreditar. Não queria.

O choro agudo dela tomou conta do quarto em que eles estavam, misturando-se ocasionalmente com socos que Natsu dava contra a parede.

Parecia que o coração de Lucy estava sendo esmagado em seu próprio peito, como se ela estivesse sozinha em meio à escuridão.

-Não – Lucy engasgou. – Não, eu não posso – Eu não consigo. Eu preciso da minha menina, Natsu.

O Dragon Slayer enxugou as lágrimas com o antebraço e forçou-se a lança-la um olhar confiante.

-Shh – ele disse, sentando-se ao lado dela na cama. – Vai ficar tudo bem, eu te prometo.

No entanto, apesar da firmeza em sua voz, Natsu sabia que isso era algo que ele não podia prometer.

Notas finais
Eu avisei que era triste - por favor, não me matem...
Obrigada por acompanharem, espero que aqueles que gostem de drama tenham gostado ^^

Beijos,
W.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!