Notas iniciais
Boa leitura :3 (Totalmente sem ideia)

Chego em casa e subo as escada, nem entro no meu quarto, vou direto para o de Felipe.

–Oi! -Disse, entrando e dando um sorriso.

Eram umas cinco da tarde e ele já estava como o vi da última vez, sentado em sua cama, mas em vez de está apenas com seu celular, estava com um livro, e pelo visto era muito bom.

–É só assim é?! -Ele disse, sorrindo e deixando o livro de lado. -Quem disse que você pode entrar aqui a hora que quiser?!

–Ah, que é isso?! Somos praticamente irmãos! -Disse sorrindo. -E bom, é por um bom motivo! -Falei, sentando perto dele e abrindo o saco que tinha os doces.

–Presente? Pra mim?! -Ele falou, me fitando.

Abri o saco e lhe entreguei os doces, o sorriso dele se desfez.

–Que foi?! -Perguntei apreensiva. -Não são seus preferidos? Eu vi várias embalagens dele no seu quarto ontem, então achei que...

–Não! Eu tinha ganhado aqueles de um amigo...Mas bom, eram horríveis, tive que comer a força.

–Sério... -Falei, desanimada.

Alguns segundos de silêncio até que Felipe falou algo.

–Não, eu tô brincando, você acertou, são meus favoritos! -Ele disse, sorrindo enquanto desembrulhava um dos doces.

Fiquei em silêncio, enquanto sentia uma breve onda de ódio por ele.

–Que foi, não ficou com raiva, não é?! -Disse ainda sorrindo já com apenas metade do doce nas mãos. -Mas então, porque comprou isso pra mim? -Ele parou um pouco e voltou a falar. -Pera, não precisa responder...Saiba que meu amor não é comprado por doces okay, pelo menos não só com essa quantidade.

–Você só pode tá brincando, eu gostar de você?! -Soltei uma gargalhada, enquanto ele pegava mais um doce.

–Então foi porque? -Perguntou.

–É uma forma de agradecer, e meio que tentar recompensar o que você fez por mim... -Eu disse, minha bochechas ficaram rubras, olhei pro lado.

–E o que exatamente eu fiz de tão bom?! -Ele falou com a boca cheia.

–Bom, você me fez não desistir de ir falar com meus amigos, se não fosse por você eu estaria sem falar com eles até agora. -Disse.

–Ah, foi isso. Bom, de nada! -Ele sorriu.

–É, obrigada! Mas iai, com esse doce ruim aí, estamos quites?! -Perguntei, o fitando.

–Ruim?! Esse é melhor chocolate que tem! -Disse ele, pegando mais um.

–Eu não acho que banana seja a melhor combinação pra chocolate. -Falei, balançando a cabeça negativamente. -Mas iai, estamos quites ou não?!

–Acho que só preciso de mais um coisinha... -Ele falou me fitando.

–O quê?! -Perguntei.

Lábios nos meus, mãos em minha cintura. Um novo beijo, perfeitamente igual ao outro mais ao mesmo tempo incrivelmente diferente, e não era porque esse agora tinha gosto de chocolate, sei lá, senti que era algo novo. Era tão intenso que me deixei levar, fechei os olhos e cedi, não sabia o que fazer direito, já que, com esse, era o segundo beijo da minha vida. Abri levemente minha boca, e apenas deixei que ele me beijasse melhor. Ele tirou as mãos da minha cintura pra colocar as minhas sobre sua nuca. Meu coração palpitava. Paramos apenas pra respirar e logo continuamos. Eu passei a desfrutar daquele momento cada vez mais.

Passei a fazer o mesmo movimento que ele, meio nervosa, queria que ele sentisse o mesmo que eu, ou quase isso, ele me segurou com mais força retribuindo o beijo. Ele usava um perfume forte e bem marcante, comecei a acariciar sua nuca. Seu cabelo era liso e macio. Ele me prendia com mais força a cada instante, paramos novamente para respirar, tempo suficiente para fitá-lo, para ver como ele estava. Mas um beijo, com cada vez mais intensidade.

Depois de alguns segundos, ele se separou de mim, ambos ofegantes. Seus lábios estavam vermelhos e inchados, e os meus estavam quentes e ainda podia sentir cada movimento.

Olhei pra ele, nem acreditando no que tinha acontecido, ele me olhava também, sorrindo.

–Acho que agora estamos quites! -Ele sorriu e saiu do quarto, me deixando confusa e meio pensativa.

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–Ele beijou você? -Pergunta Léo colocando mais uma colher de gelatina na boca. -Na boca?!

–Foi, foi na boca, Léo. -Disse, enquanto matava alguns monstros no jogo. -E não foi só uma vez, foram várias.

–Então pera! -Ele pausou o jogo e me fitou. -Que dizer você está gostando dele?!

–Não! -Despausei o jogo e voltei o jogar. -Eu acho que apenas me deixei levar...

–E como foi?! -Ele pergunta, me ajudando a matar o chefe da fase.

–Ah, sei lá! -Corei imediatamente. -Não dá pra explicar...

–Hm, bom, e como ele agiu? Ele gosta de você então?!

–Ah, não. Ele é... -Parei de falar e comecei a lutar com toda a força. -Eu não quero mais falar!

Tem coisas que não dá pra falar com garotos. Mesmo que ele seja seu amigo a vários anos, ou mesmo que vocês sejam quase irmãos. Há coisas que só se pode falar pra amigas garotas, pelo simples fato de que, não se pode falar mal de homens, na frente de um.

Há muito tempo eu tenho agido como se Léo não fosse garoto. Pra mim não havia diferenças entre eu e ele. Mas bom, tudo mudou de um tempo pra cá. Acho que nós estamos crescendo e percebendo que há algumas limitações.

Quando percebemos isso, decidimos fazer um acordo. Eu não falaria nada que acontecesse comigo pra ele, e ele não falaria não que acontecesse com ele pra mim.

E bom, assim que falamos a frase mágica: Eu não quero mais falar...Mudamos de assunto num passe de mágica.

No fim, Léo foi embora antes de dormir aqui em casa. Gostei de passar a tarde com ele, pude passar o dia todo agindo como se nada daquilo tivesse acontecido, como se eu não tivesse ficado sosinha, nem brigado com ele. Era como se tudo tivesse voltado ao normal, isso e deixou realmente feliz.

Notas finais
Descrevi a cena do beijo ao som de um bom rock, me entreguei de coração à batida e gostei do resultado. E vocês?!