Não tenhas medo.. a escuridão é uma dádiva
3 Proteção
Notas iniciais
eu sei que estou postando muito demoradamente, mas.. eu posto mais rápido no socialspirit
A água morna escorria pelo meu corpo, meus pensamentos pareciam mais claro no banho, eu precisava descansar, dormir em um fusca não é lá uma coisa boa..
Terminei e desci para comer, e quando o vi, mal pude acreditar, ao lado da bancada apenas com uma calça saruel negra e uma toalha de cozinha em seu ombro.Ele me olhou por cima dos ombros e piscou o olho.Droga, aposto que fiquei vermelha.Ele virou para me olhar com a frigideira em suas mãos.– Um homem tão poderoso, não precisa machucar as mãos no fogão — falei sem pensar– Não me subestime Srta. Harbel, tenho meus dons.– Ok — mexi o maxilar, e respirei sentindo o cheiro bom da comida. — você me mostraria a casa depois, digo mostrar melhor..– Posso sim — piscou novamente me tirando o ar — mas devo avisá-la não entre em meu quarto, JAMAIS. — falou em um tom serio – Jamais entraria — falei firme olhando nos olhos dele.– Confio em você. — falou e o seu celular tocou, fez uma cara mais séria quando viu o nome na tela, logo atendeu — Alô, Jimmy? Fugiu? — falou e abriu os olhos maravilhosos que ele tem — está bem, estou a caminho.Desligou o telefone apressadamente e procurou pelo seu paletó e antes de sair pela porta de casa disse:– Código da segurança da casa: 5377, ligue assim que eu sair, por segurança — falou corrigindo algo dito antes.– Ok, seja o que for, se cuide — falei de novo sem pensar, eu devia me controlar mais..– Obrigado Jess. — falou ele e sorriu, e no instante seguinte estava longe... já não dava para vê-lo. Um leve aperto tocou no meu coração. E fechei a casa com o código 5377, e achei legal isso da parte dele pois ele podia não confiar em mim, mas acho que por me conhecer pelos 5 dias de trabalho com ele, criou-se uma certa amizade.. Eu parecia uma mãe 2:30 da madrugada, sentada no sofá esperando por ele, sabe aquelas mães que o filho vai pra balada e enquanto não chega a mãe não dorme? Eu naquele momento.Logo ouvi o alarme destravar e a garagem abrir então fixei o olhar na porta, esperando que ele entrasse.. A porta destravou e ele entrou com um olho roxo, meu coração disparou e eu fui em sua direção.– Sr. Weber, o que aconteceu? Sente-se — falei e fui pegar uns cubos de gelo e enrolados em um pano. — Tome aqui está, ponha no olho..– Obrigado — e botou no olho — auu , gelado — e soltou uma risada cansada. — me chame de Diego, por favor.. não curto muito esse negócio de senhor, não combina com você. Eu sorri e assenti– Desculpe, Sr.. Diego, o que aconteceu, desculpe perguntar.– Fui assaltado. Mas bati nos caras — mentiu ele.Como eu sabia? Ele não olhou no meu olho, mas eu deixaria passar, devia ser algo DELE. – Acha que devo usar óculos escuros? — perguntou ele para quebrar o silencio.– Ah,, hoo.. desculpe, acho que você devia esperar até amanha, para ver se vai diminuir, mas acho que sim, você vai ter que usar – Obrigado — olhou ele fixo para mim..E num lapso muito mais rápido do que eu imaginava eu estava beijando-o, pus minhas mãos em seu peito e me afastei.– Desculpe, perdoe-me — falei e sai correndo para o quarto.Tranquei-me e deitei na cama, encolhida em posição fetal, e senti as lágrimas correrem pelo meu rosto.– Eu consegui um lugar para morar, um emprego descente, e então me apaixono pelo meu chefe, ótimo Harbel, aproveita e pula da ponte — falei sussurrando. De repente a porta se abriu. Pensei que tinha trancado.– Não se preocupe, você fechou a porta — falou como se lesse pensamentos — eu tenho chave reserva. – Eu vou embora amanhã de manhã, não precisa me expulsar.– Expulsar? Não vou.. jamais faria isso.. – Obrigada — falei olhando para a janela. — eu não queria ter lhe beijado, desculpe.– Ou queria.. — falou ele me olhando e mexendo o maxilar.– Por que eu ia querer? – Por que se não quisesse não teria feito. E se eu não quisesse, não teria retribuído. Certo? Fiquei sem palavras.– Cer.. certo — falei gaguejando sem olhar para ele. Quando o olhei ele já não estava com o gelo no olho, e novamente nos estávamos nos beijando, mas dessa vez ele me puxou. Ficando de pé em frente a ele, com sua mão em minha nuca ele continuou o beijo. Terminando em mordidas leves no lábio e nossas testas encostadas com um sorriso magnético. E então ele me empurrou na parede, trancando minhas mãos para o alto e prendendo minha boca contra a sua. Me deitou na cama e depositou beijos em meu pescoço. Na manhã seguinte, levantei-me e fui direto para o banho, desci as escadas e senti o cheiro do bacon.Diego abriu um sorriso quando me viu.– Precisamos conversar.– Estou aqui — retribui o sorrisoNos sentamos na bancada.– Não foi um assalto. — falou já, sobre um assunto dito antes.– Eu sei, você não mente nada bem. – O que eu vou te contar, você deve guardar segredo absoluto, por favor.– Claro que sim.. confie em mim.– Confio.., bem a 8 anos, eu estava na faculdade quando fui sequestrado pela CIA, meu QI era muito alto, eles me treinaram, e eu me tornei um espião.
– Mas você é bem conhecido.. — falei enquanto assimilava aquilo– Isso mesmo, quando viramos espiões somos ensinados a nos esconder, e obviamente não seremos conhecidos, e os caras maus sabem disso, então eles procuram pelos lugares mais desconhecidos, e no entanto se eu for chamativo, não chamaria a atenção pois um espião não sairia se mostrando, entende?– Sim.– Ontem a noite um dos caminhões da CIA fora roubado, e me chamaram para capturar o individuo, de tal modo que ele foi, ninguém sabe disso, nem mesmo meus pais.. – E por que me contas isso?– Senti necessidade, você é uma garota boa.– Que fora traída pela irma.– Você tem a mim.– Diego, eu não estou pronta ainda, eu tenho medo, de gostar de você e você me abandonar.– Não vou, eu prometo.Olhei para ele e fechei os olhos.– Está bem. – Mas tem mais uma coisa..– O que? – Depois que dormimos, recebi outro telefonema, eles me alertaram novamente sobre um alvo, para matar...– E? Por favor, só não se machuque.– Ele vão vim me pegar, os caras da CIA.– Por quê?– Por que eu não vou matar o alvo que eles querem.– Mas é seu trabalho.Eu desci do bando e fui para a pia – Não, não quando o alvo é você Eu olhei para trás e fixei meu olhar no dele, e ele estava cabisbaixo – Você vai me matar?– Não tenho coragem, desde a primeira vez que te vi na califórnia há 3 anos.– ESPERA! há 3 anos?– Sim, foi quando recebi o alvo, mas o seu jeito, me conquistaram. Voltei a me sentar.– Por isso contratei você, para te manter a salvo, pois a CIA não manda só uma pessoa para um mesmo alvo, ela manda 3, e um deles eu matei ontem a noite, o caminhão que eles roubaram era o que ficava na empresa. Tinha informações sobre você, nele...– É muita coisa, você esta me dizendo que você é pago para manter a sociedade a salvo, e você me conhece há 3 anos, e eu sou um alvo da CIA, então você me contratou para me manter segura na empresa. E tem 2 caras tentando me matar nesse momento ?– Sim.– Por quê?– É a linhagem da sua família, tudo que roda você, Gustavo, Jeferson e Elizabeth.– Você sabe o nome dos meus pais..?– Sim, eles eram alvos da CIA.–Você os ..– NÃO, eu lutei contra isso, a CIA foi mais forte.. 4 capangas, pra cada avião.. Lágrimas saíram pelos meus olhos.– Por favor.. não chore — ele olhou para baixo.– Tudo bem, mas e se você não me matar? É expulso?– Sim, e você deve saber também que a CIA vai entrar em guerra conosco. – Mas, eu não sei atirar.– Meu bem — falou ele pousando uma mão em meu rosto. — Jimmy vai te treinar, você vai ser treinada igual uma agente da CIA. E nós vamos enfrenta-los. – Por que tem tanta certeza?– Sua linhagem era da CIA, mas eram contra o regulamento, assim como eu.Eu só queria um emprego, e agora ia ser treinada para matar os maiores espiões da CIA.
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