Notas iniciais
Postando aqui e no Spirit, meu nome lá está como NathyChase

Capitulo 7 — Revoltas e amor

Era como se tivessem entrado dentro do meu corpo, e mexido. Era isso que eu sentia ao ver meu apartamento todo virado de pernas para o ar. Minha intimidade foi revirada. Foi Diego? Eu não acredito que foi ele, não pode ter sido ele, pode ter sido a CIA..
Mas a ideia de que, sim foi ele, não me sai da cabeça. Mas não iria ligar, não depois do que eu descobri.
Vou para a cozinha e vejo que está bagunçado também, logo vou juntando talheres e pratos, pelo menos eles tomaram cuidado para não quebrá-los, isso suou estranho.

******
– Mana ! Cadê você? — falei procurando por ela.
– Achou — falou como se eu fosse uma criança.
– Você tem problemas — disse para ela
– Você que tem, tome seu café, não se esqueça que iremos a praia.
– Oh? NÃO NÃO NÃO, NÓS?
– Sim.
– Não, eu não vou, sabe como eu me sinto em relação a me verem praticamente sem roupas.
– Eu sei, também sei como não gosta que mexam nas suas coisas, mas você tem que descontrair.
– Não, desculpe, mas eu não vou ! — falei como birrenta.
– Está bem, não vamos então — falou ela com cara de poucos amigos
******

Soltei um sorriso de canto de rosto. Eu estava acocada no chão juntando as últimas facas.
– Sabia que ia te encontrar aqui — falou uma voz quente e ligeiramente doce.
Olho por cima dos ombros e vejo Diego encostado no arco da porta.
– Foi você? — falei ríspidamente
– O que? Não, eu nunca ia fazer isso.
– O que está fazendo aqui então?
– Falar sobre o cavalo.
Levanto bruscamente com a caixa de talheres na mão e enfio no seu respectivo lugar.
– Você está me perseguindo ?
– Dessa vez não, o dono dele me contou.
– Como assim "dessa vez", e o que tem haver com você?
– Eu rastreio você, para saber se você está bem, só isso. — parou e respirou fundo — O dono me falou, sobre você.
– O que tem haver com você — falei impaciente.
– Eu tentei comprar o cavalo dele.. mas não deu certo, o cara ama seu cavalo, mas o pior é que ele maltrata o bichinho, não sei como isso é amor.
– Você fez o que? O cara o que? Eu mato esse cara.
– Calma. Eu quero o seu perdão, poxa!
– Vai a merda, só isso que eu lhe falo. — falei, e então pego seu braço e com muita dificuldade o expulso do meu apartamento — nunca mais me aparece aqui, nem na minha frente. Si bem que... eu estou saindo da cidade.
– Não você não vai sair, não correndo perigo.
– Eu mando na minha vida e se você vier com seus guardinhas desgraçados eu juro que eu vou te matar. Você não quer provar da minha fúria, você sempre conheceu o meu lado legal, então não provoque o outro lado. — falo cuspindo as palavras na cara dele. — você me fez perder minha irmã, acha que tem perdão? Você me enganou, acha que isso tem perdão? Se você queria destruir a maldita CIA, falasse comigo, eu resolveria toda essa merda, ou não, mas teria pelo menos falado comigo, não precisava ter feito eu gostar de você, você não liga pros sentimentos, é só dinheiro e a maldita CIA. Então você nunca mais aparece na minha frente. — falo e fecho a porta na cara dele.
– Eu te amo — ouço ele gritar do outro lado da porta, enquanto eu desabo no chão chorando, rastejando para uma caixa que continha fotos de mamãe e papai, Gustavo e até da minha irmã. Chorando vejo seus rostos sorrindo, eramos talvez uma familia perfeita. Desabo em mais lágrimas vendo Valerie agarrada em mim. Jogo as fotos de novo para dentro da caixa e ajeito na estante, ainda com lágrimas nos olhos vou arrumando o apartamento.
Olho para meu celular e lembro de o "senhor que quero esquecer" ter dito que tinha que me rastrear, e era pra mim ficar na linha, então o rastreador está no celular? Obvio sua tonta.
Vou até a privada e jogo o celular dentro, puxo a descarga e ele vai para sabe-se lá onde.
Com o apartamento de novo limpo, pego minhas chaves e algumas coisas que precisava, como arma, dinheiro, não iria usar cartão. Minhas malas estavam prontas, eu só ia numa loja e então ia sair da cidade.
– Quanto custa? — falei para a vendedora, que foi muito gentil comigo.
– $ 399,00 — ela diz enquanto eu analizo o Iphone 5 preto — quer levar?
– Sim, por favor.
– Vai comprar chip?
– Sim, mas acho que não aqui na cidade..
– Está bem, boa sorte na sua viagem.
– Obrigada — falei sorrindo e pegando a caixa do celular.
Se o meu celular que continha rastreador foi destruido, poderia ter outro sem problemas, já que uma vez o rastreador destruido, não tinha como me rastrear ( dã ), e mesmo que pudesse, rastrearia no esgoto.
Fico pensando se, eu pudesse achar minha irmã.. não ela me trocou por um pouco de dinheiro.
– Para onde a passagem, Srta. Harbel — fala a moça do caixa do aeroporto, que me tira de meus devaneios — Srta.?
– Desculpe, pode repitir?
– Para onde a passagem?
– Ah sim, desculpe, para Atlantic Beach.
– Ótima escolha, custa $ 100,00. Á vista ou em cartão?
– Á vista claro..
– Fugindo do namorado? — fala a moça pegando a passagem de algum lugar — desculpe..
– Sim, aqueles possessivos. — falo sorrindo
– Eu terminei com o meu, ele, era grosso demais — fala e logo se arrepende — ora, não devo mexer na vida dos clientes, me perdoe.
– Não se desculpe, é normal isso.
– Obrigada! — o telefone toca e ela atende, faz uma carranca e olha para os lados. — Cabelos pretos? Bonita? Magra? Não vejo ninguém não sr. — ela para e olha para mim. — só um minuto — ela tapa o bocal do telefone. — Moça tem um sr. procurando você eu acho, ele deu uma descrição exatamente igual a sua, o que digo?
Arregalo os olhos.
– Não por favor — falo baixinho — é o meu namorado, por favor, nem me viu, moça! — falo aflita
– Ok — respira e destampa o bocal — não sr. não há ninguém assim, perguntei a minha colega e ela disse que uma muito parecida acabou de embarcar em um avião de Orange. Sim sim, foi o que disseram. Ok, adeus — desligou e me encarou. — Moça estou arriscando meu emprego, por favor.
– Se você perder, me procure, me dê seu numero, vou comprar um chip assim que chegar em Atlantic Beach, não quero que ele me siga.. por isso..
– Ok — ela escreveu em um papel o número — boa sorte — ela fala com sinceridade.
– Obrigada — falei
Vou em direção ao portão do meu voo. Logo chamaram para embarcar.
O avião não estava cheio, não tinha mais do que 30 pessoas. Enão não demorou muito para o rádio destravar e dizer para pormos os cintos para decolar. Mas algo interrompeu e surgiu um ruído, e logo voltou ao normal.
– Se há alguém nesse voo que se chame, hm, Jessica Harbel, por favor, se manifeste, há alguém procurando por você.
Não não não, ele deve ter rastreado outra coisa ou ameaçado a moça.. mas ela não, eu iria ajudá-la. E então me lembrei que eu havia dito para o porteiro do meu prédio que iria viajar para AB, droga!
– Alguém? Iremos revistar o avião.
– EU! — levantei — eu sou Jessica Harbel e não vou sair do avião, não sou criminosa e eu paguei. — falo e todos olham para mim
Logo alguns homens entraram na cabine.
– Vamos — falou um homem
Eu fui, sabia que não deveria. Era os caras da CIA, talvez o que fosse me matar. Mas, eu não ia ligar, afinal perdi tudo ! Tudo o que eu tinha foi destruido.
Era terrível sair do avião com um monte de cara vestidos de preto com armas.. merda!
– Moça ? — falou a aeromoça e então eu acordei, estava no avião de novo, foi um sonho, o avião ja estava no ar.
– Sim? — falei me recompondo
– Há um moço, muito educado na primeira classe, que convidou você para se sentar lá.
– Ok, onde fica? — não eu não aceitei logo de primeira, mas se fosse quem ia me matar ou Diego, que importa? Não ia adiantar nada afinal aqui ou lá ele vai me encontrar.
– Primeira classe assento 3
Levantei e fui até lá. Era Diego, sentei bufando do seu lado.
– Rastreoou o que? Minha calcinha? Por que botei muita coisa fora que poderia ser rastreada.
– Calma, você está segura aqui.
– Segura? eu to segura desde que entrei no avião.
– Não, lembra do cara que quer te matar? ou um deles, o que te perseguiu ?
– O que tem?
– Está no avião. Foi a ele que eu rastreei.
– Eu sei me defender, ele não vai tentar nada.
– Será? — me olhou pela primeira vez com seus arduos olhos
– Olha, eu sai da cidade por sua culpa, e eu estou voltando para o meu assento lá atrás, por favor me esqueça. — eu ameaçei levantar e ele me puxou pelo braço e num piscar de olhos ele estava ME beijando. — sai! Não quero nada com você
– Eu te amo, eu já disse isso.
– Fuck you
Ele respirou e eu levantei e voltei para meu assento.
– Oi? — falei quando sentou um homem de boa aparência, ao meu lado.
– Pronta?
– Para? — falei incrédula.
– Morrer — falou sorrindo e confiante. — sabe quem sou eu.
– Sim sei — olhei para a janela antes de voltar a responder — com o que vai me matar?
– Faca, talvez um veneno.. — falou ainda se decidindo.
– Ok.
– Estou surpreso que uma mulher de tal poder, aceite isso..
– Eu perdi tudo por culpa de vocês, não me importo.
Ele me olhou e vi uma pontada de pena em seu olhar. Olho novamente para a janela e quando retorno o olhar ele está sorrindo..
– Posso opinar ?
– Sim..
– Veneno.. na bebida.
– Moça — levantou pedindo a aeromoça
Ela vem em nosso assento
– Um vinho, o melhor que você tiver.
– Está bem. — fala e volta para cozinha do avião.
Ela volta e entrega duas taças para o homem e sai. Ele pega um vidro que provavelmente contenha o veneno e vira todo em uma das taças e me oferece.
– Um brinde Srta. Harbel? — falou como se fosse normal.
– Pelo que? — falei meio assustada.
– Pela mimha vitó... — não terminou a fala, sua cabeça caiu e seu copo também.
– Está bem? — falou uma voz.. Diego
– O que você fez?
– Matei-o — falou como se fosse obvio.
– Não.. — falei como se quisesse a morte. — eu ja falei para você não se meter, se ele ia ou não me matar o problema era nosso. — falei virando o resto do vinho na camisa dele, e olhei para o corpo. Espantada e horrorizada, ele estava morto na minha frente, era sangue descendo pela sua calça social. Meus batimentos aumentaram.. e eu desmaiei.
Era uma praia linda, eu estava no paraíso, céu azul, águas calmas, tomando água de coco. E logo voltei a realidade. Estava em algum lugar com médicos em toda a volta.
– Eu sempre vou te achar, e te proteger — falou Diego baixinho no hospital.
– Senhor? — chamou o médico. — temos que conversar.
– Diga.
– Sua namorada, fizemos exames, não encontramos veneno, mas encontramos outra coisa.
– O que?
– Sua namorada sofre de uma doença, desde criança, chamada leucemia, não acredito que ela saiba, pois, nunca aumentou, o que nos é estranho pois essa doença se expande muito rapidamente — deu uma pausa — por hora acredito que não deve se preocupar.. mas saiba que ela tem essa doença, e que pode acontecer de aumentar, ter de fazer quimioterapia, e pode até levá-la a morte. Não se preocupe por hora, faremos mais exames.
– Não tem como acabar com a doença dela?
– Não.. cuide bem dela. Ela é impressionante.
– Eu sei. — falou e sorriu.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.