Não tenhas medo.. a escuridão é uma dádiva
5 Escapar com você
Capítulo 5 — Queria fugir com você!
O dia de trabalho começará mais uma vez, tinha sido muito puxado para mim essa semana, preferia mil vezes não ter que trabalhar, voltar quando eu tinha papai e mamãe. Mas talvez eu não quisesse que o Gustavo voltasse, ou se voltasse, não ficasse comigo, pois eu encontrei outra pessoa, uma pessoa que... completa tudo o que eu preciso.
– Acorda Jess — falou Mery, minha colega de trabalho — pensando na morte da bezerra, ou no Patrão?
– Patrão — falei rindo.
– Não sei por que ele não poem sua mesa la para dentro, afinal vocês, são.. um casal não?
– Casal? é acho que sim... mas quanto a mesa, é cedo, e ele quer privacidade, eu acho.
– haha!
Voltei minha atenção para o computador. Não era permitido entrar no facebook, mas mesmo assim eu entrava, Diego sabia, mas como era EU, não tinha problema; afinal eu fazia meu trabalho perfeitamente. Até demais..
Diego me ofereceu uma proposta: Vender meu fusca. Eu disse não, pois era a única coisa que eu tinha que ele não tinha posse, por exemplo: Casa, comida, trabalho. E em parte até as roupas. Não por muito tempo.
O telefone da secretária tocou.
– Empresas Weber, boa tarde — falei
– Sua voz é tão sedutora no telefone. — falou uma voz que rápidamente reconheci Diego.
– O que deseja senhor? — falei para puxar o saco dele.
– Pare de falar senhor... só queria te avisar mesmo, é que você pode se mudar para meu quarto.
– Lamento informá-lo mas, já aluguei um apartamento para mim, como dito logo no começo.
– Mas eu não quero que você more longe de mim... e eu te obrigarei a morar comigo.
– Sou independente, senhor, se me permites, tenho que trabalhar — aquela conversar estava tensa já.
– Conversaremos mais tarde.
Desliguei sem nem dar tchau.
Poxa, eu queria poder não ficar às custas dele, isso é, rídiculo.
Eu ia morar sozinha, nem que eu tivesse que largar o emprego! Eu sou maior de idade, ele não pode ficar mandando em mim desse jeito, eu tenho consciencia disso..
Juntei minhas coisas e fui embora, já estava quase passando da hora. Estava escuro quando sai, mas não passava das 20:00pm. Um homem chegou perto de mim de capuz, me pedindo um cigarro, obviamente eu não tinha. Não sou fumante. E não lembro de mais nada.
A primeira coisa que vi quando acordei era 2 homens armados, eu estava algemada em uma cadeira.
– Quem são vocês?
– Seu namoradinho não falou?
– CIA.
– Exatamente querida — falou um deboxando — pronta pra morrer não?
– Isso é um ato de covardia. Estou presa e vocês armados. — falei
– Realmente — um deles olhou para o outro — solte ela, vamos matar ela solta.
Ele veio com a chave das algemas.
– Pronto princesinha.
– Pronto digo eu — falei dando um ponta pé na barriga do cara e o outro que mirava a arma dei um chute um pouco mais alto, tirando a arma de sua mão. — Acha mesmo, que eu vou te matar com essa arma escrota?
– Vadia! — falou o outro, gritando de dor.
Tirei minha arma do coz da calça e mirei nele.
– Vadia, é a pessoa que você deixou em casa lavando louça, cuja, você não verá mais — atirei — e você? Desarmado, atirado no chão — falei acocada em sua frente, enquanto se contorcia de dor. Levantei e chutei seu orgão. — Diga, COVARDE. — Chutei sua costela — Fale seu iditoa. — ele só gritou de dor. — Ok — mirei e atirei em sua perna — Escute, seu amiguinho não teve a mesma sorte que você, eu não vou te matar. — Gemeu — Você vai dizer para o bosta do seu "comandante", que eu, vou atrás dele!
Peguei e sai, não lembrava onde estava meu celular, muito menos onde estava meu carro. Fui andando pelas ruas, descabelada, com a arma no coz da calça, afinal podiam chamar a policia.
Cheguei em casa e Diego estava na porta, com sua respiração rápida.
– O que aconteceu?
– Matei um cara, deixei um com um tiro na perna, e agora a CIA vem atrás de mim.
– O que?
– Eles me sequestraram, iam me matar...
– Com sua arma?
– Sim, claro, por?
– Digitais.. como você se sente? — falou chegando perto de mim e abraçando.
Todas as lágrimas que segurei durante o caminho, vieram a desabar ali.
– Um lixo, o que eu fiz para eles? O que os meus pais fizeram ?
– É cedo demais para você saber. — falou beijando meu cabelo.
Me afastei dele.
– Você sabe, por que merda to passando isso, e não me conta? Legal! — falei bufando e entrando na casa. Subi para meu quarto e me tranquei no banheiro. Precisava de um banho, e chorar... muito.
Sentei na banheira, para ficar de molho. Era relaxante. Adormeci com a água morna.
Se tem uma coisa que eu detesto é quando as pessoa invadem tua privacidade.
Quando acordei estava de roupão, debaixo das cobertas. Não era o meu quarto, vagamente senti um cheiro de perfume caro, provavelmente o de Diego, tinha de ser o do Diego. Me mexi na cama em que eu estava e Diego gemeu baixinho, ele estava em um sono profundo, nunca o tinha visto dormir, aliás eu não era de olhar as pessoas dormindo, preferia dormir também!
Seu rosto era tenso, olhei para o relódio eram 6:50 am. Me perguntei se deveria acordar ele, resolvi que eu deveria ir ao meu quarto me vestir para ir trabalhar, afinal eu era FUNCIONÁRIA, não a chefe, coisa que o Diego era.
– Onde você vai? — falou ele, encostado no arco da porta com o cabelo bagunçado.
– Tenho um dia para lutar, tenho que lutar pelo meu dinheiro — falei com cara de deboxe.
– Não precisa, pode ficar em casa.
– Acha mesmo que eu quero ficar?
– Você foi sequestrada, precisa de segurança.
– Eu preciso ficar afastada de você, e hoje mesmo estou me mudando para o apartamento, e não vem me dizer que não, afinal é muito cedo pra você me pedir isso. — falei passando por ele e o empurrando.
Desci pelas escadas e sai pela porta.
Não demoraria muito para que ele viesse atraz de mim então, que se ferre.
Fui apé para o trabalho, passaria em uma cafeteria e compraria algum lanche para mim, eu iria ver, alguma hora Diego, mas quanto mais eu pudesse adiar isso, eu adiaria.
Como alguém diz básicamente que te ama, e diz que sabe por que você vai ser morta pela CIA, e não te fala, a por favor. Vou ficar na mesma merda.
Fiz meu trabalho perfeitamente, como sempre fiz, afinal, no emprego temos que dar o melhor de nós mesmos.
Logo depois de eu chegar e fazer as coisas iniciais como ligar o computador do Diego, deixar café na sua mesa, tomar e comer meu lanche, enviar os e-mails para ele, ele chegou.
– Em minha sala, agora! — falou quando passou em minha mesa.
Obviamente, levantei e fui.
– Jessica, como seu chefe você deve, me obedecer. Correto?
– No local de serviço, correto.
– Jess — falou vindo em minha direção — você sofreu um grande impacto ontem, por favor, me ouça.
– Sai, pode me chamar de cabeça dura, mas olha o que você esta me fazendo, " você não pode saber ainda", não posso saber do que? Não quer me falar? Muito que bem, se a pessoa com quem eu moro não pode confiar em mim, to caindo fora! — falei e sai da sala
Talvez eu estivesse sento muito maudosa, mas... olha o que ele estava me fazendo. Eu conhecia ele a o que? 15 dias? Nos beijamos 2 vezes? Realmente, eu não sei onde estava minha cabeça.
Abri a porta do meu apartamento, a chave? sim sim, eu já havia pego.
Com o salário que recebia, eu consegui um bom ap.
Fechei a porta.
– Bem vinda ao Lar Jess — falei para mim mesma
No caminho para casa eu havia comprado hamburgers, e uma coca diet. Talvez eu esquentasse no Microondas e dormisse após isso.
Mas não consegui dormir, acho que o fato de eu estar a 6 km de distância do único cara que me tirou do chão, me pertubavam. A sacada do apartamento era um colírio para os olhos, mas não tanto quanto a vista de meu quarto na casa de Diego.
Diego. Nome que vivia na minha cabeça, cadê ele essa hora?
Talvez estivesse agradecendo aos céus por eu ter partido, ou não.
Eu não sabia se amava-o, mas sentia um forte sentimento por ele.
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