P.O.V. Emma.

De uns tempos pra cá meus sonhos voltaram com força total. A maioria deles são pesadelos, nos quais eu sou controlada por um homem de olhos vermelhos, uma vampira assassina que causa dor nas outras pessoas. Mas, o que eu morro é de longe o pior de todos, uma garota com poderes fantásticos, uma bruxa.

Adoro ir a escola e esquecer disso tudo por um tempo. Sinto que hoje algo importante vai rolar.

Lá estava eu com minhas amigas conversando e rindo quando um maluco me chama de Jane e começa a me abraçar. Num reflexo eu bati na cara dele e quebrei minha mão!

–Sinto muito irmã.

–Que coisa! Eu não sou a porcaria da sua irmã e meu nome é Emma Taraskevits.

–Vem, Emma vou levá-la ao hospital.

Sentia que podia confiar nele, só não entendia o porque.

Um médico loiro me atendeu e como o garoto me confundiu com a tal Jane.

–Jane? Está viva e é humana?

–Eu sou Emma, não sou Jane. O que quer dizer com esse é humana?

–Nada. Foi só um entorse, cura rapidinho.

–Nós nem tiramos uma radiografia. Como pode saber?

–Anos de experiência, minha jovem.

–Você deve ter só uns quarenta e fala como se fosse um idoso.

–Eu estou mais pra um ancião.

–Obrigado, doutor.

–Sempre as ordens senhorita.

E o mesmo aconteceu quando encontramos com um rapaz loiro. Porque todos me chamaram de Jane? Que por acaso é o mesmo nome pelo qual me chamam no sonho?

Minha cabeça está muito confusa, isso é muito muito estranho. Será apenas uma mera coincidência? Eu não sei dizer.

E eu detesto não saber das coisas. Odeio mesmo.