Notas iniciais
esse capitulo ta bem legal. espero que gostem tanto quanto eu! obrigada pelos acessos. aproveitem e leiam agora!

rúbia já não andava mais com joão nem com arthur. agora ela tinha uma amiga que parecia se importar com ela. as duas pareciam combinar. eram populares, mesquinhas e chatas. de vez em quando, eu via rúbia e arthur juntos. mas nada era como antes. a garota se afastou de repente deles. acho que ninguém sabia o porque.

arthur conversava normalmente comigo durante as aulas. me chamava pra sentar junto dele na cantina, e até me oferecia caronas depois que a aula acabava. eu negava tudo.

mal respondia as conversas, sempre arrumava uma desculpa para não sentar na mesa dele, e negava suas caronas.

depois de dois dias assim, já estávamos bem afastados. eu sentia falta dele. estávamos muito distantes um do outro, mas eu sabia que era melhor assim.

na terça-feira lembrei-me de seu aniversario de 18 anos, que seria na quarta. eu lembrei da euforia dele quanto isso. era tudo o que ele queria. LIBERDADE.

depois que a aula acabou, eu me dirigia com as meninas para a porta de saída para ir pra casa. foi ai que eu percebi que arthur já estava la fora. ele praticamente fugiu da sala na ultima aula, e agora parecia estar esperando alguém. adivinha quem?..... eu!

ele me barrou na porta de saida. disse que queria falar comigo, e que depois me levaria para casa. ouvindo isso laura e andressa seguiram para casa sem que eu pudesse reagir e impedir.

agora já não haviam muitos alunos ali. a maioria deles e dos professores já tinham ido embora. eu e arthur sentamos em um banco do lado de fora da universidade. a lua estava linda e calou nossa voz. eu e ele ficamos como bobos observando a lua que brilhava muito.

ficamos em silencio. afinal, era ele quem queria falar comigo.

– por que tá fazendo isso comigo?

fiquei confusa.

– isso o quê ?

– se afastando de mim.

eu fiquei em silencio por um tempo. até que tive coragem de encará-lo.

– não estou me afastando de você....

– é mentira! está sim.

– talvez seja melhor assim.

– por que?

– porque, devemos ser apenas amigos arthur. nem ficantes nem nada.

– nem amigos somos. você tá agindo como uma estranha comigo. não conversa mais comigo, me evita em todos os lugares.

eu tinha que me segurar para não beijá-lo. ele estava com cara de cachorro abandonado, e isso me comovia.

– é melhor assim. — repeti.

– não! não é! eu sinto a sua falta debra.

eu estava arrepiada agora.

– sinto falta de alguém para me fazer rir. de passar os dias me irritando e me chamando de nomes. coisas que só você fazia....

– arthur... eu não posso. — suspirei. — não posso mais ficar com você. não posso mais me aproximar de você como antes. tenho medo de nunca conseguir te esquecer. de não viver a minha vida. de passar todos os dias morrendo de inveja de você estar com outras garotas. passar a minha vida inteira esperando que você venha. que você diga que me ama como eu te amo. é melhor eu me afastar. se eu for sua amiga, as coisas só vão piorar.

ele abaixou a cabeça.

– então você me ama?

– você não devia ter duvidas... eu amo você arthur. e mesmo que seja terrível para mim me afastar de você, é o que eu preciso fazer.

– se eu dissesse que te amo, você não se afastaria de mim?

– não quero que você minta. e eu sei que estaria mentindo se dissesse.

– mas eu não quero que você se afaste...

doeu meu coração ao ouvir aquilo. mas eu não podia ser fraca. não agora.

– mas eu vou arthur. eu vou me afastar de você.

–você ta sendo infantil. não precisa de tudo isso.

– se você amasse alguém que não te ama, você entenderia...

– você não quer nem amizade?

– não é questão de querer. o melhor para mim, é deixar que você viva a sua vida, então vai ser o que eu vou fazer, preciso pensar em mim primeiro.

– eu preciso de você como nunca precisei de ninguém.

quando ele disse isso, lagrimas caíram sobre meu rosto. eu evitei olhar nos olhos dele, e preferi encarar o chão. então senti as mãos dele acariciando meu cabelo. depois ele levantou meu rosto e secou minhas lágrimas.

– não chore. -foi o que ele me pediu.

– desculpa. mas eu não sei como não chorar. isso dói pra mim.

– pra mim também dói. mas eu sofro calado.

lagrimas caiam descontroladamente. meus olhos já deviam estar inchados de tanto chorar.

– você não me ama. e não é culpa sua, nem eu vou te culpar por isso. eu só preciso.... me afastar.

– não!

ele simplesmente gritou um ''não'' e me abraçou. senti seu cheiro delicioso novamente. que me fez abraçá-lo com força.

quando nos afastamos um pouco do abraço. nossas bocas se encontraram, e logo estavam se beijando frenéticamente. esse beijo tinha gosto de lágrimas. das lagrimas que caíam do meu rosto e se misturavam no beijo.

arthur me pegou no colo, sem deixar de me beijar. eu entrelacei meus braços no seu pescoço. ele acariciava minha perna com uma mão, e com a outra ele acariciava meu rosto.

foi um beijo maravilhoso. misturado com vontade e saudade.

eu tinha medo do que fazer ou dizer depois que aquele beijo terminasse. mas eu não tinha como fugir.

estávamos sem fôlego e ofegantes. então o beijo acabou.

eu abri meus olhos, e os dele também se abriram. achei que ficariamos por um bom tempo em silencio. mas não foi o que aconteceu. logo que nos olhamos arthur pegou em minha mão e disse olhando fundo nos meus olhos:

– namora comigo?!

eu estava sem reação, e agora estava tremendo. ele ficou me encarando. e eu não sabia o que responder.

– não.

ele arregalou os olhos.

– como?

– isso é uma coisa que você não quer.

– se eu te pedi em namoro é porque quero namorar com você.

– e eu disse não, porque não quero!

– debra. eu sei que você tá insegura. mas eu preciso tentar te amar.

–tentar me amar? faça favor.

– eu nunca amei ninguém. pra mim tudo era pegação, sem compromisso. mas você mexe comigo. eu preciso descobrir o que sinto por você.

– eu não quero me machucar. por isso não vou aceitar.

– eu prometo não te machucar.

– se você disser que não me ama novamente, já vai estar me machucando.

– me dá uma chance. por favor! eu vou tentar não te machucar. eu só preciso descobrir o que é isso que sinto por você.

– você não sabe o que é amor. então como vai saber se estiver apaixonado?

–quando eu descobrir que essa pessoa é a minha metade. que eu preciso dela pra viver. eu vou saber que é amor.

eu não devia. mas como resistir? eu era louca por ele.... completamente louca.

– eu não posso.

– é só dizer que aceita!

– por enquanto não.

– então pensa no assunto. não precisa responder agora.

– ok.

–vem, vou te levar pra casa.

nos levantamos do banco. então ele passou uma mão pela minha cintura, enquanto me levava para o carro. com a outra mão, ele segurava a minha.

eu sorria ao perceber que nossas mãos se encaixavam perfeitamente.

parece bobeira. mas minha mão era feita para a dele. e a dele para a minha.

Notas finais
awwn mãos que se encaixam! fofos! comentem, favoritem, recomendem, acompanhem! rsrs'' thanks *-*