Não solte a minha mão!
16 Oh meu amor. me abrace amor, somos apenas um.
Notas iniciais
eu sonhei com arthur aquela noite. antes disso, pensei em tudo o que aconteceu. e se eu aceitasse namorar com ele? como seria? eu com certeza iria me arrepender....
eu acho.
na quarta de tarde. liguei para laura, ela afirmou que todos os alunos iriam mesmo para a festa de aniversario de arthur. ninguem, inclusive ela, não iria a aula.
a andressa por sua vez, não iria a festa. ela era mais reservada. então ficaria em casa. nem ela iria para a aula, pois, segundo ela, seria apenas ela lá.
eu não tinha outra escolha. ninguem iria à aula. eu não seria a única. certo?
mas ir a festa de arthur... bom, aí já é outra história.
eu já estava em casa agora. não contei nada ao meu pai sobre não ir à faculdade. ele não gostaria dessa ideia. meu celular tocou e eu corri para atendê-lo.
– debra?!
– é ela.
– sou eu, arthur. liguei pra pedir se você quer uma carona até a minha casa? o joão vai com um amigo dele que tem um carro. ele vai levar a laura e você pode vir junto com eles. mas se não quiser, eu vou te buscar!
– é que... eu não sei se vou na sua festa!
– como assim? porra! é meu aniversario debra. meus pais já foram viajar. ta tudo pronto. e eu vou ficar muito chatiado se você não vir.
– ai meu deus! como dizer ''não'' à você?
– é simples! não diga.
ouvi ele rir do outro lado da linha.
– não se preocupe. eu vou com eles então.
– perfeito. te espero aqui. beijos.
então ele desligou. mais uma vez me deixei influenciar por ele. eu não conseguia negar nada à ele. e isso me preocupava.
liguei para laura mais uma vez. combinei que horas eu passaria na casa dela. e disse ao meu pai não se preocupar se eu chegasse mais tarde que o normal.
eu não devia. mas arrumei uma desculpa qualquer. e ele acreditou que eu iria para a faculdade.
tomei banho, e me vesti. resolvi usar uma roupa básica. um short jeans de duas cores, uma blusa caída em um ombro, e um all-star preto.
pouca maquiagem, brincos discretos e dois anéis.
eu não havia comprado nada para arthur. como eu pude esquecer?
então sai em disparada procurando uma loja aberta que pudesse me socorrer.
por fim, acabei achando uma. não tinha muita coisa interessante, mas seria aquilo ou nada. eu não podia chegar na casa de arthur com as mãos vazias. então comprei algo que eu achei que tinha tudo à ver com ele.
um boné aba reta.
eu sabia que ele tinha muitos. mas aquele era diferente. tinha fivelas e correntes nele. além de uma cor azul clara, lindissima!
um belo presente de 18 anos, não acham?
eu sei, eu sei. mas enfim. seria o boné mesmo.
a garota o embrulhou em um papel-presente. eu paguei e fui direto para a casa de laura.
ela me falou que havia comprado uma coletânia de CDs do luan santana. eu estranhei. mas ela afirmou que joão a informara que arthur curtia algumas musicas do luan santana. então, eu não discuti.
particularmente, eu curto algumas musicas dele também.
joão e seu amigo beto, chegaram de carro. era uma toyota linda. nós logo embarcamos e seguimos em direção da festa.
eu percebi que enquanto dirigia, beto ficava me encarrando no retrovisor.
ele era bonito. loiro de olhos verdes, boca carnuda e um físico que eu logo aprovei.
era simpatico tambem, estava conversando conosco.
de longe eu vi que a casa de arthur estava lotada. haviam muitos carros lá fora.
foi dificil achar um lugar para estacionar. logo que descemos do carro, ouvimos musica alta, pessoas conversando e rindo.
na porta de entrada, estava arthur.
parado esperando seus convidados.
meu deus! ele estava m-a-r-a-v-i-l-h-o-s-o!!
usava uma calça jeans preta apertada. como de costume, um terno preto, e uma gravata branca que combinava com seu tenis.
ele estava bem moderno. seu cabelo espetado quebrava o contraste de bom moço.
logo que me viu, ele sorriu.
eu corri abraça-lo.
– parabéns! você tá lindo.
– obrigado. você tá uma gata! -eu e ele sorrimos.
eu o entreguei o presente.
–desculpa, não é grande coisa.
– só por você ter vindo, já ta valendo!
eu quase desmaiei.
ele colocou o presente junto a muitos outros ainda fechados. então cumprimentou joão, laura e beto.
entramos na casa. e ela já estava bagunçada. a mãe de arthur com certeza teria um ataque se visse aquilo. tinha gente colocando bebidas dentro dos vasos de decoração. eu ri daquilo.
sentamos no sofá, eu, laura, joão e beto. ficamos conversando e bebendo.
depois de uma hora. arthur apareceu.
– acho que todos os convidados já vieram. -ele suspirou.
haviam mais ou menos umas 200 pessoas. a casa estava LOTADA!
a nossa turma estava toda ali. eu vi rúbia jogando um olhar maligno para mim, mas eu não dei importancia.
haviam aperitivos, bem deliciosos, eu e laura não resistimos e fomos até a mesa pegá-los.
quando voltamos, arthur já não estava ali. vi ele abraçando uns amigos dele que não eram da escola.
eu estava comendo quando percebi que beto se aproximou de mim.
eu olhei para ele e o ofereci um brigadeiro. ele aceitou e o comeu.
– então você tem 17 anos não é?
–sim. -respondi.
–eu tenho 20. -ele sorriu. -você não namora não é?
eu fiquei em silencio por alguns segundos.
– não.
– então quer dançar?
– eu não sei dançar muito bem. é melhor não.
– venha. não tem problema se pisar no meu pé.
sem que eu respondesse, ele pegou minha mão e me conduziu até a pista de dança no meio da sala. haviam outras pessoas dançando ali. e eu vi joão e laura dançando tambem.
beto era muito bom de dança. ele me conduzia muito bem.
mas logo eu vi arthur parado me olhando.
ele estava com uma expressão triste. e saiu dali.
–preciso ir ao banheiro.
foi a unica coisa que lembro ter dito ao beto, quando parei de dançar.
fui atras de arthur. ele já estava no jardim observando seus amigos na piscina.
me aproximei e ele não me olhou. estava chatiado.
– arthur.
– não queria estragar a sua dança. -ele respondeu frio.
– e não estragou.
– então porque parou de dançar?
– por que eu quis.
ficamos em silencio por um tempo. então arthur se distanciou de mim.
um calafrio na barriga me fez ir atras dele novamente.
ele não parou de caminhar. e eu o seguia.
entramos na casa novamente. agora estava tocando uma das musicas do luan santana que eu mais gosto. 'somos apenas um'.
–arthur. pára de fugir de mim! eu não te fiz nada.
ele se virou e me olhou.
– desculpa. não gosto de ver você com.... ele.
– eu acabei de conhece-lo. somos no maximo amigos.
ciumes? arthur tendo ciumes de mim?
– vem cá.
ele me puxou pelo braço. e começamos a dançar no meio da pista entre os outros convidados. ainda tocava somos apenas um, e eu apoiei minha cabeça no ombro de arthur. agora eu me sentia protegida de alguma forma.
arthur era meu porto seguro.
sem dúvida.
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