Não solte a minha mão!

17 Como dizer não?!


Notas iniciais
capitulo bem legal! surpresas! rsrs'' leiam! leiam!

enquanto dançávamos, eu via olhares arregalados nos cercando. rúbia então não parecia acreditar no que estava vendo. bom, eu não estava fazendo nada de errado.

depois que a música acabou, arthur me puxou pela mão para fora da casa. no escuro ele me deu um beijo de cinema. parecia não se importar se alguém sentisse a sua falta. eu não pude resistir, e o beijei muito. por fim, voltamos para dentro da casa. disfarçamos e sentamos no sofá onde estavam laura e joão se beijando. arthur zuou joão e eu, a laura.

estava quase tudo numa boa. até que beto resolve aparecer.

ele se aproximou e tascou um beijo em mim.

eu não pude reagir a principio. mas depois o empurrei. o beijo não durou nem um minuto, mas foi o suficiente para uma confusão.

quando dei por mim, arthur e beto já estavam rolando pelo chão. arthur socava a cara de beto com força, e beto o chutava com os pés. eu vi pessoas se aglumerando para assistir. e vi joão chocar-se com a cena. seus dois melhores amigos estavam brigando feio.

alguns amigos de arthur chegaram correndo, e o afastaram de beto.

eu estava assustada. beto estava coberto de sangue. e arthur tambem. eles haviam quebrado garrafas de bebidas um na cara do outro.

vi arthur gemer de dor ao olhar sua mão.

ela estava coberta de sangue do beto. arthur socou tanto que até sua mão pedia uma trégua.

todos estavam horrorizados. principalmente eu.

alguns convidados não deram muita importancia, e outro foram embora. pelo menos a metade já havia se mandado dali.

haviam muitos murmurros.

joão ajudou beto a se levantar do chão. arthur já tinha sido levado dali.

depois de alguns minutos, uma ambulância chegou para pegar beto. ele não se movia e apenas fazia cara de dor.

atenderam arthur também, que reclamava muito de dor na mão.

– você me paga!!

ouvi beto gritar a arthur, que retrucou:

– tô esperando a revanche beto!

meu deus. foi horrivel.

eu não sabia se a briga tinha acabado. pois os dois continuavam se retrucando e se provocando. aquilo tudo só acabou quando fecharam a porta da ambulância e levaram beto para o hospital. joão e laura o acompanharam.

arthur estava com a mão direita enfaixada.

eu me sentei ao lado dele no sofá. só havia nós dois lá dentro da casa. os tantos convidados já haviam ido embora, e os unicos que não, estavam no jardim.

– o que foi isso? -perguntei assustada.

– quebrei três dedos.

– me refiro à briga.

– ele beijou você. eu não pude me conter. só espero que você não tenha culpa no cartório.

eu entendi exatamente o que ele quis dizer.

– eu não tenho nada com ele. mas vocês não precisavam brigar desse jeito! olha seu rosto, está cheio de cortes.

– ele não podia te beijar. quem ele acha que é?!

– talvez ele estivesse bêbado. -tentei aliviar.

– não me importa.

eu o abracei. afinal, ele devia estar todo dolorido.

– bela festa a sua! -eu ironizei e nós rimos.

– e olha que eu já tenho 18!

– imagina se não tivesse! -rimos.

depois eu fui até la fora. os convidados já haviam ido embora, tinha muitos copos jogados no chão em todos os lugares.

arthur estava sozinho. provavelmente os empregados chegassem só pela manhã. eles teriam muito trabalho!

eu continuava observando o jardim, parada lá fora. de repente, senti uma mão me pegar na cintura. era arthur.

– veja só! você consegue caminhar. -ri muito.

– eu estou pronto para outra!

ele se fez de durão. mas eu sabia que estava cansado.

–você pode ligar para o seu amigo taxista? ... eu acho melhor ir para casa agora.

– e me deixar aqui sozinho?

– não vai dizer que está com medo! -ironizei

– queria que você ficasse aqui comigo. -ele sorriu.

– eu não posso... você vai sobreviver até amanhã.

– você ainda não me respondeu...

– respondi o quê?

– se aceita namorar comigo.

eu engoli em seco. me arrepiei e fiquei trêmula. ele me encarava sorrindo.

entre muitos cortes, ainda dava de ver suas covinhas. eu me encantava por aquele sorriso. pra mim, o mais lindo de todos.

– eu preciso pensar ainda...

– nossa. tudo bem.

senti que ele ficou um pouco desapontado com minha resposta. mas eu precisava pensar muito ainda... ou talvez não.

– fica comigo essa noite.

ele me pedia com cara de cachorro abandonado. aquela que eu não resistia.

– meu pai...

–eu ligo pra ele!

– não seja nem doido!

–por que?

fiz cara de confusa. e suspirei:

– vai. liga aí.

eu nem acredito que disse isso. eu só podia estar bêbada ou sei lá o que. arthur não pensou duas vezes. apanhou seu celular e digitou o numero que eu mesmo soletrei. eu estava ansiosa para ver o que arthur iria dizer assim que meu pai atendesse.

– boa noite.

só aquilo saiu da boca de arthur. ele estava nervoso e não conseguia dizer mais nada. vendo que meu pai desligaria, eu tomei o celular de arthur e resolvi interferir.

– pai. sou eu, debra. -ouve uma pausa.- só liguei para avisar que eu vou dormir na casa da laura, pra terminar um trabalho. -(menti feio.)- o senhor se importa?

ele quis saber muitas coisas a respeito. e eu ia mentindo cada vez mais.

– eu chego bem cedo aí amanhã pai, prometo....

– tambem te amo. boa noite. beijo.

eu desliguei. pela primeira vez me senti um lixo por ter feito aquilo. senti pena do meu pai. mas eu não conseguia dizer não à arthur. já estou cansada de falar isso. mas é a mais pura verdade.

– caralho! você mentiu muito bem!

– não faça eu me arrepender.

então ele me puxou para si. me deu um beijo que logo acabou com meu sossego e meu fôlego.

– sua mão...

olhei para a mão enfaixada. ele sorriu.

– não tem problema nenhum.

do jardim, voamos para o quarto. toda vez que passava pela placa de área restrita pendurada na porta, eu ria.

arthur me beijava com vontade. meu pescoço, minhas orelhas, meus lábios...

passava sua mão sobre meu corpo, e me fazia arrepiar.

ajudei ele a tirar seu terno e sua camiseta. passei minhas mãos pelo seu peito definido. eu já estava deitada na cama, e ele estava em cima de mim me beijando.

o paraíso.

ele tirou minha blusa com dificuldade. mesmo fazendo um esforço dobrado, sua mão não colaborava muito.

então, eu o ajudei com as outras peças de roupa.

arthur já estava bem excitado. ele me pegou com força e eu estremeci.

senti ele em mim. tentei me segurar, mas gemi alto.

ele continuava roçando meu pescoço, e mordendo meus lábios.

eu passava minhas mão sobre suas costas e o arranhava com força.

ouvia ele sussurrar em meu ouvido. eu estava nas nuvens. nossos corpos suados pediam mais, eu já não podia me conter, gemia cada vez que arthur me pressionava contra a cama. ouvia ele ofegante em meu ouvido. enquanto me penetrava, passava a mão pelas minhas pernas. e eu delirava ainda mais.

– ahhh!

foi mágico. muito bom.

depois, ele se deitou ao meu lado cansado e ofegante. eu estava exausta.

– uau! -ele suspirou.

eu apenas sorri. ele me abraçou e me beijou muito. eu não conseguia mais soltá-lo estava agarrada a ele. e era tão bom, que preferi dormir assim. agarrada nele...

apesar do calor, dormimos de conchinha.

eu não tinha palavras para descrever o quanto era bom dormir de conchinha com ele. ainda podia sentir o seu cheiro delicioso...

ele acariciava meus cabelos, e sorria para mim.

até parecia que eu estava sonhando.

a mão esquerda de arthur estava entrelaçada na minha. elas se encaixavam perfeitamente. tudo estava perfeito.

até o dia amanhecer...

Notas finais
o que acharam?! antecipados ou apaixonados? comentem! favoritem! recomendem! acompanhem! thanks *-*