Notas iniciais
Espero que nao fiquem confusos~ eu vou tentar fazer cada capitulo com a visão de um dos personagens. Esse Cap vai ser o da Beatriz

–Saia já daí!

Eu fiquei quieta e não quis responder, estava com muito medo para poder me mover, meus braços fracos e minhas pernas tremendo que não queria sair de dentro do quarto.

Não é a primeira vez que isso acontece, não completou nem uma semana que as manchas roxas saíram das minhas costas e ele já fez novas, minha mãe não sabe disso, prefiro não contar. Ele ajuda ela com a loja de doces.

"Tão quente..."penso.

Era quase meio-dia um dia de sábado, ele finalmente parou de gritar e bater na porta, acho que foi beber cerveja. Me levantei e fiquei em pé na frente do espelho, levantei a blusa, minha cintura estava roxa. Tirei a roupa e fui tomar banho, a agua estava fria, bem refrescante.

Lavei o cabelo e esfreguei a esponja nos braços e pernas, não passei na cintura, estava doendo demais. Termino de me lavar e vou por uma roupa fina, enrolei a toalha como turbante na cabeça e me deitei, o calor do sol passava pela cortina e esquentava minhas pernas. Fechei os olhos e fiquei escutando o barulho da rua: Pássaros, Gente andando, Crianças rindo, carros passando. Cai no sono.

Acordei com alguém gritando do lado de fora da janela. Espiei devagar e vi era os moleques, eles estavam atormentando o Thomas de novo. Me levantei rápido para poder ir lá com ele. "Ai..." Minha cintura ainda doía. Me apoiei na escrivaria e fui me arrastando para a porta, joguei a toalha no chão e girei a maçaneta devagar.

Olhei pro corredor, não tinha ninguém. Andei devagar até a sala, com medo dele estar atrás de mim ou me vendo. Entrei na sala, ele não estava lá, andei pela casa e não o encontrei. Deve ter saído.

Peguei uma sandália e sai de casa, fiquei atrás do portão olhando os meninos, esperando eles irem embora. Batiam e espancavam o Thomas, sem motivo nenhum. Demorou uns 10 minutos para eles darem no pé. Assim que não vi mais nenhum deles na rua corri até ele. Jogado no chão, com os olhos roxos e a boca sangrando.

–Ai meu deus...-segurei nos ombros dele — Thomas... acorde!

– aaa... — ele gemia

–Thomas! Ai meu deus, vem comigo por favor.

–Não... — ele afastava a minha mão — só me deixe aqui.

–Mas...

–Não tem problema... só me deixe ficar assim.- ele virou o rosto e colocou o pulso na testa.

Me sentei ao seu lado, ele ficou lá parado, parecendo esperar a dor passar a respiração dele estava ofegante, eu abaixei a cabeça e ficamos assim por uns 20 minutos, sem falar nada, só ali parados.

E eu comecei a pensar o porquê de eu estar fazendo isso~ eu ajudar ele, e tentar deixar ele bem.
Deve ser falta do que fazer.

–Ei...

–hm?

–Porque você está sempre perto? – Ele perguntou gemendo

–hm.. Não sei – cruzei os braços

–Você é estranha – ele riu.

–Porque acha isso? – sorrio

–Porque é.. – ele se sentou.

Ficamos ali sentados o resto da tarde, jogando conversa fora e nos conhecendo mais.
Sentados debaixo daquela árvore ,o mesmo lugar onde eu encontrei ele pela primeira vez.

Notas finais
Ahn... então foi isso, me desculpem pela falta de criatividade :/