Não apenas um bromânce
7 Olhe para
Notas iniciais
“O que não provoca minha morte, faz com que eu fique mais forte.”
Friedrich Nietzsche
— Então, quando os vilões olham para os super-heróis, com aquelas roupas apertadas, eles perdem a concentração, e até por um segundo, perdem também a vontade de matar um ser com o corpo tão escultural... E é por isso que eu acho que vocês usam uniformes desse jeito. – Deadpool explica sua teoria olhando para as suas mãos, que foram no ar um corpo no estilo “violão”.
Olho para ele por alguns segundos e balanço minha cabeça em descrença, eu já devia saber que ele falaria algo assim, mas era impossível, sempre parecia a primeira vez que eu estava escutando uma bobagem dessas vindo dele.
— O que tem nessa sua cabeça para você conseguir falar tantas bobagens assim? – pergunto e recebo o olhar de Wade em mim.
— É você, Baby boy, eu á disse, você faz surgir o meu lado mais... Sujo. – sussurra a última parte de forma maliciosa, me fazendo franzir o cenho.
Nós nos encaramos por alguns segundos, mas eu não consigo me manter sério olhando para a máscara de Wade, logo dou uma risada voltando minha atenção para à frente.
— Você devia ser estudado... – comento ainda rindo. – E, além disso, você também usa uma roupa apertada.
— Então quer dizer que você presta atenção em mim? – questiona de forma sacana. Reviro os olhos e empurro o braço de Wade de leve.
— Cala a boca... – quando vou afastar meu braço, Wade pega meu pulso, me puxando mais contra si.
— Eu já disse, você pode me calar a hora que quiser... – sussurra a centímetros do meu rosto.
Seu aperto em meu pulso é forte, mas delicado, e o fato das nossas máscaras estarem para cima, fazia parte das minhas bochechas coradas ficarem a mostra. Sua boca estava para fora também, e relativamente perto da minha. Eu podia sentir o cheiro do hambúrguer que havíamos acabado de comer, cheiro de carne, e também um leve cheiro de álcool.
Meu cérebro por um momento havia parado, eu queria me afastar, mas eu não conseguia, era impossível raciocinar. Fazia tanto tempo que eu não ficava tão próximo de alguém assim, eu já nem sabia como reagir ou qual era o sentimento.
Wade parece esperar que eu faça alguma coisa, sua boca estava levemente entreaberta, com um sorriso pequeno repuxado. Respiro fundo e fecho meus olhos com força.
O que você está fazendo, Peter Parker?
Desvio meu olhar para á frente, fazendo o rosto de Wade ficar mais próximo ao meu ombro e pescoço. Ele permanecia ao meu lado, segurando meu pulso. Puxo meu braço com força e ouso a risada de Wade.
— Vejo que alguém hesitou... – fala brincalhão, reviro meus olhos e sinto minhas bochechas corarem mais ainda. – Você fica extremamente fofo corado, Aranha.
Bufo e fecho meus olhos, segurando a ponta da minha máscara e a puxando para baixo. Eu não estava acreditando que eu realmente havia cogitado a possibilidade de que a aproximação de Wade fosse resultar em um beijo. Um beijo!
— Não precisa ficar assim, Baby boy, saiba que se você tivesse ficado parado mais um segundo eu teria beijado você. – Deadpool diz de modo descontraído e, ao mesmo tempo, parecendo falar sério.
Balanço minha cabeça e saio do balcão onde estava sentado.
— E quem você acha que é para me beijar? – pergunto um pouco irritado.
— O cara que você quase beijou. – responde dando um sorriso malicioso depois.
Fico estático e sinto todo meu corpo esquentar.
Eu não ia beijar Deadpool.
Eu não quero beijar Deadpool.
E eu não sou gay, ou bissexual ou qualquer outra coisa.
— Eu nem pensei em beijar você!
— Pensou sim.
— Não, não pensei.
— Ficou parado quando me aproximei.
— Eu levei um susto.
— Corou de susto? – vejo o sorriso de Wade crescer cada vez mais, e cada vez mais eu ficava mais envergonhado, irritado e desesperado.
Coloco a mão na minha boca e solto o ar com força, quase gritando.
— Você é um chato. – resmungo.
— Eu sei. – Wade sorri e balança suas pernas. Reviro meus olhos, mas acabo sorrindo.
— Foda-se, eu vou indo.
— Ei, não vai... – Deadpool se levanta e se aproxima de mim. – Desculpe pelo o que eu disse, seja lá o que incomodou você, só fica, e não fique brabo comigo, por favor.
— Não estou brabo com você, eu apenas tenho outros compromissos. – falo, lembrando das fotos que tinha que tirar até o fim do dia, para poder editar e mandar para o Clarim.
— Que compromissos? – questiona pendendo sua cabeça para o lado.
— Compromissos. – vejo Wade semicerrar os olhos de sua máscara.
— Mas que...
— Compromissos! Eu não vou dizer o que eu vou fazer, então pare de perguntar.
— Tudo bem, tudo bem... – diz levantando seus braços. – Apenas me diga quando vamos nos encontrar para ir atrás do fotógrafo.
No dia São Nunca.
Seria uma boa resposta.
— Vamos combinar depois. – respondo apenas, dando as costas para Wade e abrindo a porta para sair, mas antes de sair, viro meu rosto para trás. – Não vá atrás dele sem mim, lembre da promessa, e também deixa aquele cara em paz.
— Não vou perseguir o garoto por ai sem você e vou deixar aquele cara em paz! – fala, batendo continência logo depois.
— Ótimo. – saio do fast food e fecho a porta, logo em seguida, voltando mais uma vez, abro a porta e coloco apenas minha cabeça para dentro. – Há propósito, obrigado.
Não permito que Wade responda, apenas fecho a porta e me afasto, dessa vez, definitivamente. Eu queria muito agradecer Wade pela companhia, por me animar e pelo sanduiche, mas a situação iria ficar mais constrangedora ainda, já bastava, por uma eternidade, o momento estranho que tivemos ali dentro.
— Nenhuma chance de beijo. – reafirmo em voz alta, começando a me pendurar pelos prédios em direção ao meu apartamento.
Não havia existido mesmo a possibilidade de algo desse tipo rolar, somos, no máximo, amigos, e eu não gosto de homens, então, não havia passado de uma situação constrangedoramente estranha.
Mas quando eu me lembrava da sensação de ter Wade perto de mim, eu sentia todo o meu corpo esquentar.
— Maldita carência! – resmungo lançando mais poucas teias e, enfim, chegando ao apartamento, onde entro pela janela.
Só quando coloco meus pés dentro do quarto que noto que não havia me certificado de estar sendo seguido. Porém, o que me acalma é pensar que o meu sentido aranha, mesmo sendo falho, ainda funcionava, e teria me avisado se eu tivesse sido seguido por tantas quadras.
Tiro todo o uniforme e vou direto para o banheiro, entrando embaixo do chuveiro e o ligando em seguida. A água faz o meu corpo relaxar e os últimos resquícios de dor nos músculos sumirem. Depois de terminar o banho rápido, me seco e visto uma calça, uma blusa e um moletom fino com capuz.
Pego minha mochila e coloco tudo o que preciso: câmera, carteira, documentos e uma garrafa de água. Depois de tudo pronto, coloco meus tênis all-star e minha mochila no ombro.
Para finalizar, coloco meus óculos e os dispositivos de teia, não iria sair de uniforme por baixo da roupa, mas alguma garantia eu tinha que ter.
No momento em que coloco meus pés na rua, olho para os lados e puxo o capuz para cima da minha cabeça. Ponho meus fones de ouvido e o meu celular no bolso, logo depois andando de cabeça baixa.
Em meu ouvido eu podia ouvir a frequência do rádio de policia, um dos projetos que eu havia feito durante o ano, agora eu apenas precisava pegar o meu celular e poderia captar tudo o que precisava.
“Acidente de carro na Avenida 3, motorista bêbado, mandar duas viaturas...”
Cortei a fala do homem tirando os fones de ouvido, guardando eles no meu outro bolso. Eu me sentia paranoico, precisava ver e ouvir tudo.
Caminhei por mais um tempo, sempre de cabeça baixa e olhando para os lados, tinha certeza de que parecia um assaltante na visão das pessoas. Finalmente cheguei a Avenida 3, que estava abarrotada de pessoas, todas em volta do acidente que havia ocorrido.
Analisei tudo e constatei que um carro, provavelmente o do motorista bêbado, havia batido de frente, e com toda a força, na lateral de outro carro. Os dois automóveis se encontravam destruídos.
Empurrei algumas pessoas, ouvindo sons de reclamações, tudo para chegar o mais perto que pude. Cheguei próximo à fita amarela e peguei a câmera, tirando inúmeras fotos de todo o acidente.
Depois de vários cliques, guardo a câmera na mochila, pondo o celular e os fones lá também, e volto a me afastar. Não me sentia seguro nem perto de policias. Com a cabeça baixa e o capuz, afasto-me da multidão, voltando a caminhar pela calçada de volta ao apartamento.
Eu havia ficado bastante tempo com Wade, e também mais tempo em casa, mais algumas horas e começaria a escurecer. Logo que lembro-me disso, sinto o meu rosto esquentar, fico irritado por esse fato.
Não havia acontecido nada e, mesmo assim, eu insistia em ficar envergonhado e corado sempre que lembrava.
Mas também sentia um sentimento estranho correr pelo meu corpo. Eu sabia o que era isso. Faço uma careta e fecho meus olhos.
Desejo.
Eu havia sentido desejo por Wade. Desejo de beijá-lo. Não porque eu gostava dele, e sim porque eu não beijava alguém há quase um ano.
— Inferno. — murmuro com os dentes cerrados. Isso era o cúmulo. Depois de tudo o que eu estava passando, agora sentia vontade de beijar um mercenário tarado.
Paro meus pensamentos e passos quando sinto algo se aproximar, olho para trás e não vejo ninguém. Até que sinto meu sentido aranha mais forte. Eu sabia que agora havia alguém do meu outro lado. Respiro fundo e viro. Eu não devia levar um susto, já que eu sabia que havia alguém, mas não era o fato de haver uma pessoa que me assustou, o me surpreendeu foi essa pessoa ser Deadpool.
Quase dou um grito, dando uns passos para trás.
— Boa tarde, meu jovem, será que você poderia me dar um minuto do seu tempo para eu poder lhe contar as maravilhas de seguir o Deadpoolismo? – Wade pergunta de forma brincalhona.
Não respondo nada, fico estático.
— Okay, então, aproxime-se. – Deadpool pegou o meu braço e o puxo com força para dentro do beco ao nosso lado.
Quando ele me solta, perco um pouco equilíbrio, e cambaleio por alguns passos.
— Vejo que gosta de dar passeios. – comenta empurrando meu corpo para trás, fazendo com que eu vá tropeçando para o fundo do beco.
Não respondo novamente. Meu cérebro parecia ter dado pane. Eu não sabia se Deadpool havia me seguido, se sabia de algo, ou se estava aqui só por causa de Peter Parker mesmo.
Nenhuma das alternativas era boa.
— O que foi? O gato comeu a sua língua? – sinto quando estamos próximo da parede, Wade me empurra com mais força, fazendo meu corpo se chocar contra os tijolos, dou um gemido sufocado.
Não podia correr o risco de Wade reconhecer minha voz, então apenas fico calado.
Deadpool pende sua cabeça para o lado, como se estivesse pensando. Nesse momento meu sangue gela. Ele poderia estar me relacionando com o Homem-Aranha, ou pensando em um jeito de me matar, ou...
— Ele até que é bonitinho mesmo... – Wade fala. Tenho quase certeza de que não é comigo que ele estava falando.
Eu teria corado, se ainda restasse um resquício de sangue em meu rosto.
Mesmo com medo e desesperado, mantenho-me estático. Eu confiava, nem que fosse só um pouco, que Wade não mataria Peter se eu não estivesse com ele.
Okay, isso quase não teve sentido. Eu sou Peter. Ele está comigo. Então ele pode me matar. As coisas começavam a ficar mais complexas e sem sentido ainda.
— Não estamos quebrando a promessa do Baby boy, eu prometi não correr atrás desse garoto pela cidade, e não corri, ele é que passou por aqui. – Olho para Deadpool perplexo, também olho para os lados tentando achar algo que me ajudasse. – Eu não quebrei essa promessa também, ele disse para deixar o cara em paz, e foi o que eu fiz...
Paro qualquer movimento que estava fazendo e volto a encarar Wade devagar. O modo como ele havia falado só poderia significar uma coisa. Pude sentir os últimos resquícios de sangue que haviam em meu corpo se esvaindo. Deadpool estava colocando tudo o que eu disse ao pé da letra, levando minhas palavras para a sua lógica maluca.
Eu não sabia o que esperar. Eu não podia fugir me pendurando em prédios, mas eu também não podia deixar que eu fosse morto. Realmente, mentir para Wade talvez não tivesse sido um dos melhores planos que eu já havia bolado.
— Está bem, você está muito calado, tem algum problema? – Deadpool pergunta cerrando um pouco seus olhos.
Como eu queria gritar que havia sim um problema.
Mas eu não podia, tinha que manter a calma, precisava bolar algum plano para sair daqui. E depois disso, tomar mais cuidado e ter uma conversa com Wade.
Respirei fundo e lambi meus lábios, focando meu olhar para o chão.
— Tudo bem, vamos ver se o Aranha está por perto. – Deadpool comenta e vira de costas. – Só uma coisinha. – Wade se vira e se prepara para dar um soco em meu estômago, quase vou para o lado, mas mesmo sendo doloroso, deixo que ele bata.
Sinto o ar sendo tirando dos meus pulmões por alguns segundos, havia sido mais doloroso do que eu imaginava que seria. O punho de Wade havia acertado dolorosamente meu corpo, fazendo que eu batesse na parede atrás de mim. Pude sentir minhas costas apertando a câmera em minha mochila.
— Isso é por ser uma babaca. – diz e depois se vira novamente. – E fique ai.
Olho Deadpool saindo aos poucos do beco, indo ver se o Homem-Aranha estava por perto.
Era engraçado pensar que ele estava mais perto do que ele achava.
Ignorando a dor, olho para cima, se eu fosse rápido, poderia lançar uma teia no prédio e me esconder no terraço. E é isso que eu faço, miro a parede e lanço uma ideia, sendo puxando. Deadpool pareceu não ouvir nada.
Já lá em cima, subo no parapeito e deixo-me cair no terraço. Quando minhas costas tocam o chão, respiro fundo, o que faz um gemido escapar dos meus lábios.
Sento com cuidado e levanto minha camisa e moletom, e como esperado, há uma grande marca vermelha em minha barriga, perto do meu pulmão esquerdo. Umas manchas rochas também começavam a se formar. Faço uma careta ao olhar aquilo.
Eu sabia que Wade era forte, mas aquilo era ridículo.
Deito novamente no chão. O céu começava, devagar, a entrar no pôr-do-sol. Respiro fundo. Não era nada seguro continuar onde estava, e com esse pensamento, tomo coragem e levanto, ignorando novamente a dor em meu corpo.
Corro e grudo uma das minhas teias no prédio à frente, caindo no chão devagar, e logo começando a andar, saindo do beco onde estava e logo já entrando no metrô que havia ali.
Depois de descer os degraus e chegar ao fundo, onde haviam inúmeras pessoas caminhando para todos os lados, me senti um pouco mais seguro. Por um momento paro e penso.
As coisas estavam realmente mais difíceis e ruins do que eu imaginava. Não havia jeito, de qualquer forma que eu saísse, para onde eu fosse, sempre haveria alguém me perseguindo.
Enquanto as pessoas passam por mim e batem em meu corpo, penso na tia May, eu havia prometido que a manteria informada, que ligaria para ela, mas essa foi só mais uma das promessas que eu não conseguia cumprir.
Vejo um metrô parado e com as portas abertas, ele me levaria exatamente na estação perto da casa de tia May. Não penso mais, apenas ando até o metrô. No momento em que ponho os pés nele, as portas já se fecham.
Várias pessoas estavam sentadas e de pé, me seguro em uma das barras de ferro e junto encosto minha cabeça. Fecho meus olhos e deixo que o barulho do metro e das poucas conversas que havia ali preencher minha mente.
Não queria pensar.
Naquele momento queria mais do que nunca o abraço de tia May.
Eu realmente estava cansado da minha vida anterior, estava sufocante. Mas eu sentia saudade de chegar da escola e ter tia May sempre lá para me receber e me acolher.
Depois de alguns minutos, chego ao meu destino. Saio da estação de metrô e vejo os últimos resquícios de pôr-do-sol no céu. Ajeito melhor o capuz em minha cabeça e ponho as mãos no bolso do moletom, logo começando a andar em direção à casa de tia May.
Quanto mais próximo eu chegava, mais animado eu ficava. Wade era uma boa válvula de escape, mas tia May ainda ganhava. Acho que ela ficaria feliz em me ver, e com certeza, mesmo que eu não dissesse nada, ela me forçaria a ficar para o jantar.
Um sorriso surgiu em meu rosto ao pensar em comer algo que tia May fizesse.
Chego à frente da casa e a observo, ela estava igual. E não era para ser diferente, eu havia saído fazia poucos dias. Paro de fazer drama e adentro no local, indo em direção à porta.
Como não sabia que iria vir, estava sem chave, levanto um dos punhos e dou três batidas na porta. Nenhum barulho lá dentro. Realmente não sabia se tia May estava no hospital ou não. Bato de novo. Nenhuma resposta.
Tento abrir a porta e, para a minha surpresa, ela estava aberta. Levanto uma sobrancelha estranhando, mas mesmo assim entro na casa. Entro e fecho a porta atrás de mim, tirando o capuz logo em seguida. O lugar todo estava escuro, apenas um pouco de luz entrava por uma janela entreaberta.
— Tia May? – chamo, mas novamente não recebo nenhuma resposta.
Vou para a escada e começo a subir, talvez tia May estivesse dormindo, não era algo tão impossível de se pensar.
Depois de subir todos os degraus, vou em direção à porta do quarto de tia May. Eu não escutava nenhum barulho sequer, nem de respiração ou qualquer coisa do tipo, mas a porta estava aberta, o que me remetia a ela estar aqui.
A menos que ela tenha esquecido de fechar a porta, não seria a primeira vez.
Coloco a mão na maçaneta e vou abrindo devagar e com cuidado a porta. Eu não sabia por que, mas sentia meu corpo tenso. Enquanto vou abrindo, vejo que tudo está escuro, mas algo parece estar no meio do quarto.
Abro a porta totalmente e levo um susto, a luz se acende e confetes caem por todo o lado, junto com um corpo.
Todo o ar escapa dos meus pulmões.
O corpo de tia May estava sendo mantido por uma corda em seu pescoço, ela estava pendurada na frente de sua cama. Havia sangue por todo seu corpo, e abaixo de si também.
E em meio a sangue e confetes voando, sinto todo o meu corpo ficar mole, e minha visão turva.
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