Não Tem Preço!
1 Capítulo Único
Notas iniciais
Não tem preço!
Uma noite com você, não tem preço!
Capitulo Único
Casal: Ikki x Shaka
Passou andando entre a multidão do shopping, era um sábado qualquer e como de costume; se encontrava cheio! Parou em frente a vitrine e analisou o par de objetos.
Belo!
Com decoração peculiar, diamantes e com uma safira exposta no meio, edição única. Entrou na loja, olhando o relógio. Já estava ficando tarde, tinha que se apressar, pois logo chegaria atrasado.
Comprar um par de alianças para o namorado? R$ 2.850,00
Após a compra se direcionou ao estacionamento, a chuva que antes caía em garoa, agora se transformava os poucos em um forte temporal.
Dirigindo lentamente pelas ruas, com a água forte de encontro ao pára-brisa dificultava cada vez mais a visão. Mas não se importava com o tempo, a chuva nada, pois possuía em mente uma única coisa; estar perto da pessoa que amava naquela data.
E para sua sorte, grande esta seu pneu havia furado. Percebeu aos poucos o desequilibro do veiculo, estacionou em um canto qualquer da rua descendo do carro sentindo a água lhe cair no rosto e molhar as roupas aos poucos, não completamente.
Retirou o estepe e de baixo da chuva que a cada instante ameaçava aumentar tentou em vão trocar o pneu e já sem paciência olhou novamente no relógio de pulso e para sua alegria este ainda não havia lhe deixando na mão.
Sorriu.
Voltou até o carro e pegou as suas coisas e o pequeno embrulho que se encontrava no banco ao lado do motorista, olhou de volta para chuva e depois o embrulho. Tão arrumado, iria se estragar naquele temporal.
Socou o volante, retirou o casaco com pressa e embrulhou no presente com cuidado para não estragar saindo do veiculo e passou a correr de baixo da chuva, a procura de um táxi.
_Merda! – gritou.
Olhava as pessoas ao seu redor, no primeiro estante se encontrava um pouco receoso; depois de alguns minutos se encontrou nervoso por ter chegado antes do outro.Com mil e umas coisas passando a cada segundo na sua mente, não parava de pensar no encontro.
E agora lá estava ele sentado em um restaurante gourmet na espera de alguém em que até o presente momento não havia chegado.
Cogitou poderia estar adiantado em relação ao moreno, após certificar que não estava se sentiu um pouco mais aliviado. Ver o garçon a lhe olhar a cada hora em que passava ao seu lado, lhe proporcionou um desconforto. Pediu um acompanhamento, uma bebida não muito forte, mas também não fraca.
E os segundos que se passaram que logo virou cem minutos dando seqüência há horas sentado no mesmo lugar a esperar. Confirmou no relógio, ele já se encontrava atrasado a meia-hora.
_Esperar meia-hora... – murmurou. – Já estou aqui, por que não esperar mais um pouco, atrasos são costumeiros.
Bebia o líquido sorvendo-o aos poucos em sua boca, não havia pressa. Se distraia com as coisas ao seu redor, olhando os casais apaixonados á sua volta deixando se levar pela aparência exótica do refinado local. A sua esquerda um casal, um ruivo que de segundos em segundos retirava sua mão do loiro que parecia insistir em se aproximar mais e mais. Como um bom observador que era soube de imediato que o ruivo era do tipo tímido e reservado.
Sorriu.
_Com licença senhor, mas gostaria de pedir o cardápio? – pergunta gentil, sorriso simpático nos lábios.
_Não, obrigado. – respondeu.
E os segundos se passavam e os minutos a mais que havia dado se expirou rapidamente. Uma coisa era se atrasar alguns instantes outros era se atrasar em uma hora e meia. Não que fosse egocêntrico ou chato, não era; mas odiava atrasos, sempre fora pontual.
Hora de ir.
Pagar por uma hora e meia, o restaurante fino e receber o bolo de não se encontrar com a pessoa: R$ 70,00.
E porque ele não ligara, avisando do devido atraso?
Simples: ele continuava a correr debaixo de um temporal a procura de um táxi e na pressa de não se atrasar deixara o aparelho celular no veiculo, que neste instante se encontrava em uma rua qualquer da qual seu dono nem mais sabia onde era.
Encontrou o táxi na esquina da qual corria, ofegante e ensopado ditou o endereço. Consultou o relógio mais uma vez; atraso. Sabia que o loiro por ser cheio das frescuras não permitiria o atraso.
Suspirou resignado, contrariado ao perceber que sem intenção havia dado um bolo no companheiro no primeiro encontro. Chegou ao destino e olhou do vidro, não o avistou. Entrou na portaria, mas de imediato fora chamado. Consultou se a reserva que havia feito semanas antes ainda se encontrava na lista e se seu acompanhante se encontrava no local; para usa frustração o loiro já havia partido.
Praguejou a todos e saiu do estabelecimento, o embrulho que antes havia se encontrava bonito agora estava ensopado, a noite que preparou durante uma semana havia ido definitivamente por águas temporais.
_Hoje não é meu dia! – disse.
O loiro não iria vê-lo, mas a tentativa e não desistir era uma de suas virtudes. Era moleque e não sabia perder – as vezes. E que culpa tinha se o dia fora todo em vão, se o pneu havia furado; shopping lotado e para melhorar a situação o chuva que caia sem trégua?
Desculpas... ate poderia ser.
Chegou ao seu apartamento, cansado e frustrado por ter aceitado algo que não aceitaria; não era a primeira vez que recebia um bolo de alguém. Isso já se encontrava presente em sua vida, fazia parte do seu cotidiano. Trocou de roupa e logo se encontrava deitado no seu leito, a dormir.
Bem ao menos tentava; ainda se encontrava magoado com as atitudes do moreno. Se assustou a ouvir batidas insistentes na porta, sua porta. Levantou-se e foi até a sala abrindo a porta e surpreendendo-se com a visão do homem na sua frente.
Encontrava-se ensopado, gotículas de água caiam de suas roupas; definitivamente encharcado de água. E ele lhe olhava de modo meigo e temeroso.
_Perdoe-me pelo atraso... – murmurou.
Abraçou o corpo alvo, olhar usando aquele típico traje indiano para dormir era torturante, o preferia sem roupas.
_O carro furou o pneu, custei a encontrar um táxi e a chuva não deu trégua, fui lhe encontrar no restaurante, mas quando cheguei não te encontrei. O shopping também se encontrava um inferno, as alianças que havia encomendado não estavam prontas houve um mero atraso. Deixar-te a me esperar, não fazia parte dos planos...
Olhava fixamente nos olhos do moreno, não havia duvidas ou mentiras. O que ele dizia não passava de verdade. Desceu os olhos safira para o embrulho nas mãos grossas. Pegou em mãos tocando o pequeno presente; o embrulho se encontrava um pouco molhado e estava amassado. O laço antes feito e perfeito estava desfeito; apenas amarrado. Levantou os olhos e viu o amante sem o casado.
_ Na certa esteve a preservar o presente. – pensou.
Abriu com delicadeza o pacote e o que viu foi uma caixa aveludada em tom azul escuro, apertou e logo se contemplou com o par de alianças ali contidas.
_Não sou de vir atrás de ninguém loiro, mas por você eu vou ate o fim do mundo. – murmurou, beijando a face do loiro.
Pegou uma das alianças e colocou no dedo anelar esquerdo do indiano que no momento estava absorto em seus pensamentos.
_De agora em diante loiro quero que todos vejam que é apenas meu e é com essa aliança que te mostro o quanto te quero, simbolizando assim nosso compromisso. Não é um namoro, e sim um casamento. Apenas eu e você!
_É apenas um aliança, um objeto não tem valor sobre nos, a não ser perante igreja. – comentou.
_Se desejar lhe levo para Las Vegas! Assim poderemos ser unidos até que a morte nos separe! – riu.
Sorriu, mostrando um magnífico e sincero sorriso. Aproximou-se do moreno e lhe deu um beijo nos lábios sentindo um calafrio ao tocar o corpo ensopado e recebendo um abraço e caricias no corpo.
Se atrasar para um encontro, chegar ensopado na casa do amante e pedir desculpas para receber um sorriso sincero seguido de um beijo apaixonado: Não tem preço!
~ THE END ~
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