Notas iniciais
Ola minha gente, primeiramente queria pedir mil desculpas pela demora, mas aqui estou eu. Finalmente chegamos ao final desta fic, e gostaria de agradecer a todas que acompanharam e que deixaram comentários para a minha pessoa, saibam que cada comentário é muito importante para quem posta as fic e cada um deles foi muito especial. Mas não se desanimem, pois como eu já avisei estou postando uma outra fic e O&P e se vcs quiserem ler sintam-se a vontade.

[RECAPITULANDO]

— Porque você não é culpada por isso. Fitzwilliam teria seguido seu caminho, mesmo que eu me com­portasse de maneira diferente com ele. O fato de não ter estado em seu compartimento naquela noi­te não significa que teria sobrevivido ao acidente. Ninguém jamais poderá saber. Não posso me culpar pelo destino de meu irmão, e você também não deve assumir responsabilidades que não são suas.

— Disse que eu o ensinei a amar, mas está enganado. Você amou Fitzwilliam, e vejo o amor em seus olhos sempre que está com sua mãe.

— Sei que cometerei mais enganos antes de estarmos velhos e cansados, mas você vai me aju­dar a manter os pés no chão e os olhos no mundo. Não é verdade, sra. Bingley?

— Certamente, sr. Bingley. Certamente.

***

EPÍLOGO

Mahoning Valley, Hertfordshire, Julho de 1860

Jane pôs o bebê de dois meses no carrinho, à sombra de uma árvore, e virou-se a tempo de ver Helena andando com passos trôpegos pelo parque onde acontecia o piquenique.

Charles pegou-a e, colocando-a sobre os ombros, levou-a de volta ao local onde Jane estendera um cobertor.

— Sua mãe quer que você descanse um pouco — disse, fazendo cócegas na menina até ouvir suas gargalhadas.

— Ela não vai conseguir dormir se não parar de sacudi-la depois do almoço. — Elizabeth riu de onde estava, no cobertor ao lado, onde fizera o filho deitar-se.

— Deite-se ali com Paul — Charles sugeriu com firmeza, entregando-a a Elizabeth.

— Um beijo, papai!

Charles beijou o rosto corado e redondo.

— Você também precisa descansar — disse à esposa, abraçando-a e olhando para o carrinho onde Harris Templeton Bingley, seu filho, dormia.

— Estou ótima — ela respondeu sorridente.

— Eu sei que sim, mas é melhor descansar as­sim mesmo.

Jane obedeceu e recebeu um copo de limonada gelada.

— No ano passado não passou tanto tempo co­migo no piquenique da fundição — disse.

— No ano passado você não era minha esposa.

— Não está sentindo falta de toda aquela diversão?

— Não sinto falta de nada quanto estou com você.

Lydia e Elissa aproximaram-se com fatias de torta e admiraram a beleza de Harris. Elissa quis segurá-lo, e Lydia só conseguiu afastá-la do car­rinho depois de prometer que a levaria para par­ticipar de um dos jogos.

Pouco depois Fitzwilliam juntou-se a eles, as mangas da camisa arregaçadas e o rosto corado pelo sol vespertino.

— Como vai o pequeno? — perguntou.

— Oh, ele é doce e calmo como o pai — Jane respondeu com uma careta debochada.

— E é parecido com ele, também.

— Sim, ele é muito bonito.

— Paul está dormindo? — ele quis saber. Helena e Paul haviam adormecido. Elizabeth olhou para Fitzwilliam e um rubor tingiu seu rosto.

— Vamos ficar aqui enquanto eles dormem — Charles garantiu. — Vá se divertir um pouco.

Sorrindo, Elizabeth agradeceu e levantou-se.

— Espero você para o cabo-de-guerra — Fitzwilliam avisou.

— Este ano eu serei o vencedor — Charles prometeu.

Fitzwilliam riu e levou Elizabeth para onde aconteciam as brincadeiras.

Jane lembrou como havia sido divertido acom­panhar a festividade no ano anterior, quando tudo era novidade. Elizabeth aprendia coisas novas sobre a comunidade, sobre o patrão e sobre Fitzwilliam.

— Viu minha mãe? — Charles perguntou.

— Oh, sim! Ela e o grupo de costureiras en­contraram uma conselheira.

— Uma... conselheira? De quem está falando? Não me diga que...

— Exatamente. Caroline decidiu compartilhar seus conhecimentos com as outras. Ela conquistou as mulheres da comunidade com aquele vestido de noiva que fez para a filha de um dos empregados da fundição no ano passado.

Charles reclinou-se sobre o cobertor.

— Tenho uma surpresa para você.

— Você sempre me surpreende. O que trouxe desta vez?

— Nada.

— Nada? Então...?

— Hmm. Acho que preciso de um beijo para lembrar.

Ela se inclinou e beijou-o nos lábios.

— Isso foi o bastante?

— Talvez precise de outro.

Ela o beijou novamente.

— E então?

— Iremos visitar os Lucas na Virgínia no próximo outono.

— Está falando sério? Oh, Charles, que notícia maravilhosa! Será uma viagem de negócios?

— Confesso que tratarei de alguns assuntos co­merciais, mas a maior parte do tempo será dedicada ao descanso e aos passeios com você e os meninos. Levaremos a sra. Gardiner, e assim terá tempo para conversar com Charlotte e conhecer a cidade.

— Mal posso esperar.

— Agora que faz parte de minha vida, todos os dias são tão perfeitos que mal posso esperar por cada amanhecer. Não sabe como sou grato a Fitzwilliam por ter nos aproximado.

— E Anne.

— Sim, e Anne.

Algo em seu coração desabrochou e o encheu de alegria... como acontecia sempre que Jane sorria.

FIM

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!