Notas iniciais
Eu criei isso agora, tipo, acabei de terminar, se você acha que precisa de um final melhor, só me falar que eu escrevo mais. Estou disposta a me divertir!

Quando o conheci, bem, foi na escola. Quando soube o que ele era? Foi logo após a festa.

Era uma festa do colégio, fui toda produzida. Sabia que ele estaria lá. Coloquei minha saia e botas pretas de salto e uma blusa larga branca com botões, mas que não estavam todos abotoados. A meia calça negra rendada entrava em harmonia com a jaqueta de couro e caprichei na maquiagem, pesada e definida. O azul dos meus olhos era realçado pelo lápis e rímel, além da sombra forte e escura. Minha boca não estava tão produzida, para que? Eu pretendia tirar todo e qualquer tipo de batom que estivesse ali o beijando.

Quando cheguei, é claro, atrasada, era uma vantagem que eu teria. Todos os garoto me olharam passando e eu fui até a cabine de DJ. Sorri para o garoto que estava lá cobrindo meu pré-turno e ele me dirigiu a palavra.

— Nossa, Sam, você tá uma gata! Se ninguém vier te tirar do trabalho pode deixar que eu tiro, ok? – Diego. Nossa, meu primo é muito chato!

— Muito engraçado, agora, acho que sua namorada está te esperando.

— Sem dúvida, priminha. – Ele me deu um beijo na bochecha e eu comecei a tocar uma música qualquer do David Guetta e de vez em quando mexia em um comando ou outro da picape. Mas meus olhos rodavam todo o salão. Nerd, beijo, beijo, pegas, cenas impróprias, fofoca, barraco, beijo, beijo, traição, beijo, pegas, barraquinho, dança, dança, beijo, dança... Nada dele... Olhei por tudo, então quando ia me virar pra trocar o CD, lá estava ele.

— Sem dúvida, você não está tocando direito.

— Não, Will, não estou.

— Porque? – Ele estava perto. Muito perto. Não que eu não estivesse gostando. Mordi meu lábio inferior e o olhei nos olhos.

— Estou sem inspiração.

— Que pena, estava querendo dançar um pouco hoje. – Ele sorriu malicioso. Eu me virei e coloquei o outro CD.

— Escolha a música. – Disse eu.

— Sabe... Não sei escolher, você é a profissional aqui, a festa é sua. – Ele disse sentando e cruzando os braços.

— Pois bem. – Falei. – Quem seria a garota? Eu conheço o gosto musical de quase todos aqui. – Se ele me der um fora agora, eu continuo a tocar e no fim da noite compro um grande pote de sorvete para afogar as mágoas.

— Porque acha que pedi sua opinião, Sam? – Eu me enchi de esperanças mas virei sem reação para ele. – Vamos lá, deixe qualquer coisa tocando aí e me encontre lá fora. – Assenti e procurei o CD mais longo e animado dali. Vesti minha jaqueta bati no ombro de Diego e ele entendeu e então saí.

Lá fora Will me esperava ao lado do seu carro. Uma Porsche Carrera prata. Ele abriu a porta e eu sorri antes de entrar. Quando ele entrou já foi acelerando.

- Onde vamos?

- Não sei. Onde quer ir? – Ótimo. Eu não posso falar que quero ir para a casa dele, nem para minha. Bem, o jeito é improvisar.

- Sabe, não comi nada na festa, que tal algum fast food?

- Têm um lá perto de casa, da para eu deixar o carro e irmos a pé.

- Ótima idéia. – Pude ver um sorriso no seu perfil e então chegamos a sua casa, e que casa.

- Mora sozinho? – Perguntei, não vi mais nenhum carro na garagem.

- Não. Meus pais estão viajando a alguns meses...

- Entendo. – Mas ele está sozinho.

- Vamos?

- Claro. – Saímos pelo portão, que ele, é claro, abriu para mim. – Quer que eu volte?

- Sem dúvida. – Ele respondeu. Referia-me a antiga crença de que para a visita voltar você teria de abrir a porta antes dela sair.

- Então, a quanto tempo mora aqui?

- Uns dois anos.

- E no colégio?

- Entrei esse ano.

- Sei...

- E você?

- Moro aqui desde... Bem, desde sempre. E estudo naquele colégio também, desde sempre.

- Legal.

- É. Bem, o seu carro é legal, ganhou quando fez 16?

- Por aí... E então, não deveria estar com algum garoto?

- Você é o que?

- Bem... Quero dizer um namorado.

- Se eu tivesse, acho que sim. – Ele parou de repente e me olhou confuso.

- Mas... O Diego.

- Sabe até o nome dele? – Indaguei. — Bem... Diego é um caso sério. Meu primo, mas não para de agir como se fosse meu namorado. Ciumento que só ele. – Will riu e eu o acompanhei.

- Você fica linda quando ri. – Me senti corar e ele colocou sua mão gelada na minha nuca. Não estava tão frio assim.

- O-obrigada. – Ele se aproximou e eu fechei meus olhos. Então ele me beijou. Foi um beijo bom, mas seco, ele estava gelado, mas eu senti um choque quando nossos lábios se tocaram.

- Ainda está com fome? – Ele interrompeu o beijo para perguntar. Eu não tirava os olhos de seus lábios.

- Nem um pouco.

- Ótimo. – Ele voltou a me beijar e dessa vez o beijo foi mais urgente. Então começou a chover. – Vamos. – Gritou Will e tirou a jaqueta para colocar sobre minha cabeça. Fomos até a parte coberta da casa dele e ele segurou minha cintura antes de me beijar novamente. Ainda durante o beijo abriu a porta e entramos tirando as jaquetas. Lá dentro era quente, bem quente. Logo ele puxou minha camisa para fora da saia e colocou seus braços dentro dela. Eu fui tirando sua camisa e ele começou a beijar meu pescoço enquanto eu tirava as botas. Ele me direcionou até as escadas e subimos rapidamente sem descolar os lábios. Já no quarto dele ele parou e trancou a porta. Eu o olhei, lindo. Estava somente com a calça jeans e sua cueca boxer em baixo dessa. Eu estava com minha meia-calça e sutiã. Sentei-me em sua cama e ele me deitou.

- Eu. Preciso. Te. Contar. Uma. Coisa. – Falou entre beijos.

- Pode falar. – Eu disse enquanto ficava em cima dele e tirava sua calça.

- Eu... Não sou normal.

- Eu sei. É um vampiro.

- Co-como você sabe? – Ele respondeu, olhos arregalados pelo susto.

- Digamos que não sou normal, também. – Ele sorriu malicioso e voltou a me beijar. Eu acho que foi por isso que não resisti. Não éramos normais. Nunca seriamos. Perfeitos.

- O que você é? Ele perguntou quando eu já estava totalmente nua.

- Uma bruxa.

Notas finais
Tcharam! Se não gostou, okay, mas deixa uma review dizendo que ficou uma droga? please?