Não Procure culpados
2 Krup
—Eu realmente estava alterada, mas tenho certeza que se importa com Libe, eu vou ficar aqui pra investigar, o melhor jeito de ajudar ela.- ele sorri, então um cara de mais ou menos 2metros, chega perto dele e fala em seu ouvido, e vai embora.
—Ele é meu segurança, quando se tem muito dinheiro, você vira um alvo.—imagino, você poderia me emprestar seu escritório e um notebook ou laptop? — se ele confiar em seu segurança ele não teria porque negar, ele se aproxima do whisky que ele guarda no quarto.—aceita?—não, obrigada.—bom, pode claro, a senha é a mesma do Wi-Fi.—obrigada. — saio para o escritório olhando por cima da escada vejo o cara paquerando uma das cozinheiras com uma caixa na mão, então pego o celular :—Alô? O que foi? Já estou indo... — começo a correr rapidamente e esbarro no homem que deixa a caixa cair e espalha alguns papéis.—Minha nossa, sinto muito, eu sou tão desastrada. — ele se agacha para me ajudar, encontro um cartão com um nome de uma clinica de reabilitação e coloco no bolso, vejo alguns papéis com nomes e números, mas só consigo ver direito um nome Leonardo.Aquele nome me assustou, mas não mais do que quando vi seu filho, entrando pela porta no mesmo minuto, acabo de juntar rapidamente os papéis.—Pedro? -ele estava com uma aparência mais séria.—Não posso falar agora, onde está Richard?—acho que no quarto. Ele começa a subir as escadas quando o segurança que era um pouquinho maior que Pedro, o pega pelo braço. Quando isso acontece três homens entram pela porta fazendo de refém os outros seguranças de Richard. No mesmo momento o segurança o solta, e Rich começa a descer as escadas.—olá, eu acho que tudo isso não é necessário, você não acha?-Rich, fala em um tom grave, erguendo uma das sobrancelhas.Saco a arma que estava, e aponto para a cabeça de Pedro.—abaixem as armas agora! Se não eu atiro. — olho para eles e os reconheço, suas caras demonstram que não me reconheceram.—Façam o que ela tá mandando, agora! — eles obedecem na mesma hora.—Desculpe Pedro mas não gosto de ser ameaçada, e quero saber que merda que está acontecendo aqui?- minha arma continua apontada para a cara dele, o que o deixa desconfortável a ponto de dar pequenas risadas nervosas.—Diana, eu só vim falar com Richard o assunto é urgente e importante, e desde que eu voltei esses caras não saem do meu pé.—Bom acho que podemos falar no me escritório. — diz Richard voltando a subir as escadas.—pode parar de apontar a arma para mim?—posso. — eu abaixo a arma e eles sobem as escadas, minhas opções pareciam bem claras bisbilhotar a conversa ou pegar aqueles papéis que poderiam conter as informações que eu realmente queria saber, para minha sorte o segurança depois da pequena tensão esqueceu completamente dos papeis, eu os recolhi e levei o mais rápido possível até a estufa.Primeiramente mandei foto de alguns papéis para Cesar analisar, assim como do remédio que encontrei no closet de libe, depois liguei para o número da casa de reabilitação onde Libe estava, precisava saber exatamente o que aconteceu com ela lá.Ligação :—Alô?!— Alô, clínica de reabilitação Krup, em que posso ajudar?- era uma voz feminina aparentemente uns 20 anos.— Bom minha mãe Libe Field ...— Ah, ela está muito bem, sinto muito não poder dar mais detalhes, ela está sendo muito bem tratada, eu tenho outra ligação teria que desligar, tenha uma boa tarde.Aquela resposta sem dúvida era estranha afinal sabia bem onde minha mãe estava, mas não custa nada ter certeza, o que torna o hospital meu destino.Quando abro a porta do quarto Libe está sentada com o controle da televisão na mão, trocando os canais sem parar, e reclamando da programação entediante que está passando hoje.—oi, mamãe! — ela faz pouco caso segue com sua procura pelo entretenimento.— como você está se sentindo? — quando pergunto, ela para de trocar os canais por alguns instantes, olha para mim, dentro dos meus olhos, como se estivesse me avaliando.—Libe está tudo bem? — ela coloca a mão no peito.— Aí meu Deus, é você Diana, achei que estava alucinado. — ela pega o controle de volta e continua a reclamar e procurar algo para assistir.— Isso já aconteceu antes? — ele fica em silêncio, quase não respira. — Libe, isso é importante eu preciso saber! — ela olha para mim, pega o controle e continua a sua saga.—Credo Libe, diga alguma coisa, eu já sei de tudo e se não me explicar ou me disser o que está acontecendo eu não vou poder te ajudar, quantos foram? — ela vai deixando o controle lentamente na mesma proporção que seus olhos se enchem de lágrimas.— Do que está falando? — ela pergunta rispidamente.—Você sabe, isso não foi um acidente e nem foi a primeira vez, eu acho que não tem haver com Jane...—Não ouse falar o nome dela. — ela se vira para mim.—o que?!—Sabe de quem foi o primeiro rosto que vi quando acordei? Leonardo, e ele me contou também coisas sobre você, Diana eu sabia, sempre soube que foi tudo culpa sua! — aquela sem dúvida não foi a primeira vez que Libe me dissera aqui, e se fosse em outra situação teria dado o troco mas aquele momento ela estava frágil de mais.
—Eu vou embora, mas volto amanhã. — quando me viro em duração a porta, eu a abro rapidamente, e quando fecho a, parece que toda minha força cai comigo, sinto alguém pegar na minha cintura o que me impede de cair, quando olho vejo aqueles olhos verdes, era Pedro, coloco minha cabeça em seu peito, e começo a chorar.Ele me abraça forte, sem perguntar nada, eu não contei o quanto demorou o abraço, só de me sentir realmente segura.Ele me ajuda a sentar no sofá, e depois me trás um copo de água.—você está bem? — ele pergunta docemente.—Acabou rápido sua reunião poderoso Chefinho. — apesar de ter tido um minuto de fraqueza, não significava que podia confiar nele.—O que? Sério? Olha não quero me envolver nisso aquela foi a última vez que fui lá, e...—Eu não quero historinha, quero fatos, saber o que está acontecendo nessa cidade, e você parece ser alguém em quem eu não deva confiar. — ele me olha com espanto e um sorrisinho do tipo sarcástico.—então não deveria ter caído nos meus braços.—você é imbecil. — levanto enquanto faço uma cesta com o copinho de plástico.—me desculpe tem razão, não deveria ter dito isso. — ele se levanta, eu olho para os braços dele, com veias levemente saltadas, algumas cicatrizes e tatuagens, confiro para ver se não tem nenhuma tatuagem que possa ser um símbolo de alguma gangue.—Não, me importa essa cidade sai da minha jurisdição, mas vou proteger minha família, pode avisar seu pai, garoto de recados. — sigo meu caminho, minha próxima parada é o centro de reabilitação, que segundo o panfleto que achei na caixa, ficava no interior de São Paulo.A clinica ficava em um lugar bem afastado, completamente cercado pela natureza, na entrada havia um portão gigante que lembra a uma prisão, eu bato no portão e um cara abre uma janelinha que me permite ver apenas os olhos dele.— Não é dia de visita, qual seu nome? — mostro meu distintivo.—Detetive Martins, abre aí.— A senhora tem um mandado? Ou só tá tentando usar o seu poder?—Vejo que alguém gosta de filmes de investigação, mas aqui é o Brasil, quer que eu arrume um mandato? Me dá 1 hora e eu venho aqui com uma equipe e jornalista, isso é uma clínica de reabilitação de gente rica, jura que não vou achar uma droga aí dentro?—Espera um pouco. — depois de 5minutos ele me deixa entrar, por fora podia parecer um presídio mas por dentro parecia um SPAR desses bem caros.—Detetive Martins, eu sou Amanda, a dona da clínica. — era uma mulher extremamente chique, alta, vestia um vestido elegante, então ela me estende a mão para apertar, e reparo que ela não tem um pedaço do dedo anelar da mão esquerda.—Aí meu Deus! Amanda?!—Sim... Foi o que eu acabei de dizer. — eu e Amanda nos conhecemos a muito tempo atrás foi antes de tudo acontecer com Jane, eu tinha quatorze anos e Amanda estava lá quando matei pela primeira vez, estávamos atrás da boate mais badalada, a música estava muito alta, o cara estava de joelhos em nossa frente, e tínhamos que decidir que Executaria ele, Amanda pego a arma, mas não teve coragem de puxar o gatilho, então eu o fiz, resumidamente essa era a história e nós só havíamos nos conhecidos poucas horas atrás.— o que você está fazendo aqui Amanda? — ela me olha com espanto, até se dar conta de quem Eu sou.— Aí meu Deus! É você? Diana? Como não te reconheci? Esse distintivo é de verdade? — nos rimos e nos abraçamos, ela me leva até seu escritório.—aceita um chá?- diz amada.—não obrigada, mas se tiver café eu aceito.- enquanto ela coloca o café na xícara, reparo que o escritório não tem nenhuma foto de família ou algo que o deixe pessoal.—está bom assim?—Sim, sim acho que sabe porque vim, você me deve mais que uma então fala.—Sabe Diana, eu consegui esse emprego e estou muito feliz batalhei muito...—Amanda, minha mãe foi internada aqui a uns meses atrás e expulsa por ter atacado uma mulher que tinha álcool escondido, agora Libe está no hospital, mas quando eu liguei para cá disseram que ela ainda estava internada aqui.E- Deve ser algum erro na papelada, muita burocracia.—Eu não acho que seja isso.—mas é exatamente isso. — o telefone toca. — eu vou atender rapidinho.—alô? Ah, agora? Mas que... Tudo bem, tá certo, pode descarregar, tchau.- ela desliga o telefone.— chegou o abastecimento de alimentos e tudo mais, olha vou te dar meu número e...— ok, obrigada se importa se eu conversar com a mulher que Libe agrediu?—ela também foi expulsa é contra as regras ter bebidas aqui dentro.— ah, claro... E posso ver a ficha dela? Dá minha mãe.—É eu iria ter que pesquisar no computador, muitos arquivos.— tá bem, então você me envia depois, afinal agora eu tenho seu número e sei onde você trabalha.está descarregando mas o outro tinha alguém colocando fardos dentro do caminhão.—Estamos indo para onde Amanda?—vamos pegar a saída que dá pra rodovia.— e esse celeiro?—usamos para armazenamento.— Drogas? Merda Amanda, você devia ter saído dessa vida.—cala a boca, alguém pode te ouvir, não podemos conversar aqui, minha folga é depois de amanhã, te encontro no bar do Léo.—como sabe que?— Pedro me disse.
Notas finais
Espero que tenham gostado ♡
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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