Não Olhe Para Sombra

7 Preparativos de Guerra


“Todas as unidades de segurança urbana cerquem a região sul da cidade, o resto permaneça dentro da delegacia” – Ordenou Taylor com a cabeça cheia.

— Senhor, e quanto aos cidadãos? Não podem ficar andando pelas ruas descuidados e sem informação – Richard se pronunciou.

— Este é seu trabalho Richard – Taylor respondeu – Faça o necessário.

Richard sem escolhas desceu até o subterrâneo da delegacia onde ficava todo o banco de Dados da cidade. Todos os cabos de rede estavam empoeirados depois de anos sem ninguém entrar ali.

Alterando alguns cabos, Richard conseguiu um meio de avisar a todos através de alguns megafones espalhados por toda a cidade, em seguida conectou um cabo P2 (mesma entrada de fone de ouvidos) em seu rádio e a outra ponta nos megafones.

— Taylor, diga uma mensagem a todos os cidadãos – Pediu ele através do rádio – Tenha certeza de que todos estarão lhe ouvindo.

Taylor pensa um pouco olhando a casa da Dra. Angela de longe, aproxima devagar o seu rádio e diz suavemente:

— Senhores cidadãos de Fagenold – Taylor se assusta com a sua voz vindo de todos os lugares da cidade e afasta o rádio – Que merda é essa.

— Continue Tay – Richard responde.

— Senhores cidadãos de Fagenold, todos nós já estamos cientes de que coisas estranhas andam acontecendo pelos arredores da cidade, mas o que muitos não esperavam é que o pior dos pesadelos iria cair sobre o nosso lar. Muitos podem não acreditar, mas existe um demônio entre nós, e pode ser qualquer um que você encontra na rua – Taylor respira pausadamente – Seu vizinho, seu filho, ou até mesmo você pode estar possuído. Então a partir de agora, ninguém está autorizado a sair de sua residência até segunda ordem.

Os cidadãos ficaram sem reações no momento, e Taylor continuou com um ódio profundo do encapuzado dentro de si:

— Qualquer militar que ver alguém na rua, qualquer um, mate-o. E quanto aos cidadãos não se preocupem, uma cesta com alimentação para o dia será colocado toda manhã em suas portas – Taylor mordendo os lábios diz suas ultimas palavras – Vocês tem 30 minutos para deixar as ruas vazias.

Em seguida joga o rádio no chão e atira duas vezes, que foi o suficiente para explodir o equipamento. Com os olhos tão profundo quanto os olhos azuis que atormentavam a sua mente, Taylor caminha até a delegacia, pronto para acabar com tudo.

— Unidades – Taylor abre a porta da delegacia dando ordens – Coloquem suas fardas de guerra, hoje vamos matar aquele desgraçado.

Os policiais ali presentes obedeceram. Dirigiram-se até o vestuário e saíram de lá com fardas prontos para combate, Thomas entregou um fuzil para cada soldado e formou o pelotão aguardando as ordens de Taylor.

No total foram onze pelotões formados, sendo cada pelotão uma unidade de combate. Junto com Richard e Thomas, Taylor formou um esquema de ataque e defesa. Depois de prontas, os planos foram apresentados para os soldados.

— Unidades 01 ao 04 ficarão responsáveis pela ordem na cidade. As ordens já foram passadas, mas eu repito. Matem qualquer um que estiver fora da sua residência – Taylor dá sua primeira ordem e complemente – Nenhum demônio gosta de assombrar só a casa, se ele estiver no corpo de alguém, essa pessoa estará nas ruas.

Os soldados na mesma hora se deslocaram para as ruas e se dividiram. Como a cidade é bem pequena, não há dificuldades em preencher todo o campo de visão com soldados.

— Unidades 011 e 012, a missão de vocês é na floresta. Certifiquem-se de que esteja tudo em ordem, permaneçam camuflados à todo o instante. Só atirem quando realmente for necessário – Taylor olha fixamente para um dos soldados – Ou se alguém aparecer.

As Unidades 011 e 012 foram até a floresta e cada soldado se escondeu em um ponto estratégico, dentro de troncos, entre arbustos, ao lado de pedras, entre outros.

— O resto se prepare para a catástrofe. Vamos atrás dessa criatura, vamos captura-la, vamos mata-la, independente do que for preciso pra fazer isso acontecer.

Os soldados se entreolharam e concordaram entre si com um gesto balançando a cabeça. Richard que estava ao lado de Taylor sobre o púlpito, chegou mais perto e com a mão no ombro do seu chefe disse:

— Vamos conseguir.

— Com certeza – Respondeu ele.