Notas iniciais
Esta é a história de um dos casais mais simpáticos, da série: JIRATSU. Espero que gostem!



–Tsunaden-san! –
Shizune chamava pela loira que adormecerá a poucas horas. – Tsunade-san! –
Shizune insistiu quando a mesma cobriu a cabeça com um travesseiro.



-Por favor, Tsunade-san: ACORDA!
– O grito foi mais que suficiente pra que a loira abrisse os olhos e se
sentasse na cama.



-SHIZUNE! Que significa isto? –
A loira olhou pela janela e deduziu que ainda era cedo da manhã. – Por que esta
me acordando de madrugada? – Perguntou fazendo bico.



-O Sandaime a chama com
urgência. – Os olhos cor de mel arregalam-se. Então, depois de um instante de
apreensão ela sorri: — Ele que espere.



A loira levantou-se da cama,
enrolada em um lençol. Chegara tão tarde da noite, que não teve tempo de trocar
de roupa, simplesmente a tirou adormecendo logo a seguir. Havia bebido como
sempre, e precisava de um bom banho para tirar de seu corpo qualquer vestígio
de mais uma noitada como se todos na cidade, inclusive o Hokage, não soubesse
do tipo de vida que a neta do fundador da vila levava.



Decidiu-se por uma ducha rápida
e fria. A vantagem de ser uma shinobi e ainda por cima especializada na área
médica, era a resistência que adquiria. Qualquer pessoa normal, sendo shinobi
ou não, estaria com uma ressaca dos infernos, considerando a quantia de sake
que havia ingerido, mas aquilo pra ela não era nada.



Não perto do vazio que por
vezes, ela sentia. Tsunade sabia o tempo avançava sobre ela, a juventude estava
indo embora, e por mais legendária que fosse por mais admiradores que ela
tivesse, por vezes tinha a impressão que sua vida corria entre os seus dedos
sem ela pudesse fazer nada. Ela queria fazer?



Diante de seu reflexo turvo no
espelho Tsunade, prometeu a si mesma que afastaria aqueles pensamentos com uma
dose de bebida logo depois de reunir-se com o Hokage. Vontade ela não tinha de
ir, mas a insistência de Shizune, fez com que ela teimasse em ir.






Era
uma manhã de céu azul, nenhuma nuvem cobria a rotina de Konoha, que depois de
um período de intensos conflitos, começava a respirar uma aura de tranquilidade,
quase de monotonia. O sol estava morno, ele ainda não brilhava com toda sua
intensidade.



Tsunade
chegou rapidamente ao escritório do Hokage, sem nenhuma cerimônia adentrou o
seu interior. Como sempre o Sandaime, estava com o seu charuto entre os lábios,
ela já cansara de avisar que aquilo não resultaria em boa coisa para sua saúde.



–Você?!
– A loira questionou a presença de um homem “gigante” a encarando com cara de
pateta.



–Olá
para você também Tsunade! – Jiraya disse em tom irônico. Mas, a verdade é que
aquele perfume que exalava do corpo de sua colega de guerra (já que sua equipe
se reunia somente em guerras). Como sempre Tsunade, acende o seu lado mais
pervertido, e era justamente isto que a irritava já que o sannin dos sapos nem
se dava o trabalho de disfarçar.



–Se
não parar de babar em cima de mim, eu vou socar você. – Jiraya deu-lhe um
sorriso depois disto, o que realmente a irritou a ponto de ela avançar o punho
contra ele, que desviou segurando sua mão.



–Fique
calma, minha querida. – Beijou-lhe a mão. Tsunade estava perplexa.



–O
que há com você?! – Tirando a mão, Jiraya tinha o dom de irritá-la só de lhe
olhar.



O
Hokage chamou a atenção para si, se deixasse por aqueles dois eles ficariam
brigando até o anoitecer. Impressionante, como certas coisas não mudavam.



–Irei
direto ao ponto, Tsunade. Konoha precisa o quanto antes reaver as terras na
região oeste, aquelas que pertenceram ao seu avô. – A loira ficou estática, era
uma grande faixa de terras, que havia sido perdido após tantas guerras.



–Qual
o interesse naquilo? – O próprio avô de Tsunade nunca se interessou por eles,
era infértil como o deserto. Tudo o que elas tinham eram pedras e mais pedras.
Com o tempo outros se apossaram.



–Se
Konoha, fizer o pacto com o País do Urso, nós precisaremos reaver aquela rota,
ou tudo estará perdido.



–E
o que impede Konoha de reaver o que lhe é de direito. – O Sandaime sabia que
por debaixo daquele modo sossegado de falar quase sonolento, tinha uma mente
brilhante trabalhando em dezenas de hipóteses.



–Você!
–

Notas finais
Por favor, sugestões, críticas e por que não? Elogios, serão sempre bem vindos.
Até o próximo.