Não Me Negue O Seu Amor
3 Três
Notas iniciais
Obs.: Cometi um erro danado na postagem das fics. Coloquei este capitulo na fic "errada", peço desculpas pela trapalhada.
Tsunade corria de um lado para o
outro na Vila, seus pés estariam doido se ela não tivesse aplicado ninjutsu
médico.
“Será que o tarado do Jiraya foi
embora” – Pensava ela pela primeira vez com preocupação em relação a uma
possível partida de Jiraya.
Então, ao avistar ao longe as
fontes termais, Tsunade sentiu-se uma tonta por não ter pensado naquilo antes.
Movimentou-se a uma velocidade média, detrás de uma árvore pode avistar Jiraya
com uma garota com certeza muito mais jovem que ela, conversando intimamente.
Na verdade a menina estava
enrolada numa fina toalha, as mãos do sannin tocavam-lhe a coxa, enquanto ele
dizia com uma cara de pervertido:
–Bonitinha, o tio só vai fazer
uma pesquisa. – Tsunade sentiu o sangue ferver.
–JIRAYA! – O homem não teve
tempo nem de dizer nada, ela já havia lhe acertado uma voadora que teria matado
qualquer ser humano normal. Mas, além de ser um shinobi habilidoso, o eremita pervertido
já havia quase se acostumado com aqueles “carinhos” de sua amiga.
O homem não teve nem de
massagear o galo que se formou bem no meio de sua testa. Tsunade pegava a
menina pelo braço e a sacudia com força, passando um sermão do tipo “tome
vergonha na cara”.
–“Justo ela a jogadora mais
compulsiva e beberrona da cidade”. – A garota achou que fosse morrer quando
Tsunade fechou o punho para lhe acertar.
–Ei, não faça isto. – Jiraya
segurava o seu pulso.
–Você ainda a defende seu
pilantra.
–O que? Do que você esta
falando? – Jiraya se fez de desentendido.
Então Tsunade ficou com vontade
de socar a si própria ao se dar por conta que fazia papel de idiota mais uma
vez. Por enquanto, Jiraya não lhe devia nenhuma explicação. Ela o fitou com
intensidade, como o detestava quando ele fazia-lhe aquela expressão de pateta.
–Preciso falar com você, sobre
aquilo. – Disse Tsunade respirando pesadamente, estava indo contra o próprio
ego naquele momento.
–Sobre aquilo o que?
–Nosso casamento seu baka. – A
garota ainda dolorida e assustada espantou-se com a declaração de Tsunade, e
saiu correndo chorando. Jiraya a viu partir, como se visse uma boa oportunidade
de sua vida fugir de suas mãos.
–Ah isso. Não, eu entendi que
não queira alguém como eu, posando de seu marido. – Disse enfim tentando ficar
o mais sério possível, mas ele tinha vontade de rir da cara dela, de perdida,
desesperada. Quando chegou à sala do Hokage, ele vira sua colega de time sempre
tranquila, preguiçosa, indolente, agora tinha uma Tsunade completamente aflita
quase desesperada.
Depois lhe perguntavam por que
tanto interesse nas mulheres, elas são simplesmente demais.
–Como assim, isso, só pode estar
de brincadeira não é? – Perguntou ela em meio a um riso nervoso.
–Não, eu não estou. Quando o
Hokage me falou eu aceitei com boa vontade. Mas, você deixou bem claro que não
queria minha participação. Eu vou me afastar por um tempo da vila... – Tsunade
tapou-lhe a boca com uma tapa.
–Faça como quiser seu baka. –
Aquilo realmente o zangou. Pegou-lhe pelo braço olhando-a bem no fundo dos
olhos.
–Escuta aqui, faça como quiser
você… Eu não tenho culpa de você não ser madura o suficiente pra abrir mão de
seu egoísmo, em beneficio da vila. Esteja preparada para trabalhar como nunca
antes, se por acaso a SUA decisão resultar num conflito ainda maior. – Ela
retirou o braço das mãos dele com agressividade.
–A decisão não é só MINHA, eu
não posso te obrigar a dizer sim, sem que você tenha de fato boa vontade para
fazê-lo. – Ela calou-se e o fitou em silencio, não iria além dali. Por mais que
precisasse de sua cooperação. Tsunade, não era o tipo que implorava, nem pedia,
por favor, e neste ponto Jiraya a conhecia perfeitamente bem.
–Boa vontade eu tenho Tsunade, o
que eu não sei é se você a merece. – Jiraiya a fitou com tanta intensidade que
a loira, quase estremeceu.
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