Não Me Esqueci De Dizer Que Te Amo
1 Uma dose de segredos, por favor!
Notas iniciais
A doce morena estava lá, parada, pensando... Há muito tempo ela não conseguia fazer isso. Seu trabalho no escritório do sr. Uchiha estava a deixando exausta, e o que mais queria era sair dali. Fora despertada pelo patrão, um homem alto, forte e charmoso. Ele estava com duas mulheres, segurando cada uma pela cintura com as mãos:
– Hinata! – Disse Itachi.
– Ahn... O-oi?! – Era muito tímida, e acabava gaguejando sem perceber.
– Cancele todas as reuniões hoje, e pode ir embora mais cedo. Quero ter privacidade pra... “brincar um pouco”, se é que me entende. – Sorriu, seguido de uma piscadela maliciosa. Entrou no escritório com as garotas. Elas usavam vestidos curtos e colados, com saltos enormes. Hinata estranhou tais vestes, que eram incompatíveis com o horário em que as usavam. Deixou para lá os pensamentos, ao ser interrompida por gemidos femininos vindos do interior do escritório. “Idiota, não sabe valorizar as mulheres!” pensara... Odiava seu chefe por rebaixar o sexo feminino, e odiava as mulheres com quem ele dormia por se venderem tão barato. Fez o que foi pedido e foi embora para casa.
–-
Já era quase duas da manhã, e a menina dos olhos perolados ainda não fora dormir. Estava lendo, quando o celular toca. Quem era? O maldito Itachi Uchiha!
– Alô? – Disse sem jeito. Queria mesmo era amaldiçoa-lo ali mesmo por estar perturbando sua leitura.
– Hinata? Por... favor! Ajude-me! Pre-preciso de você aqui! – Falava entre soluços. Parecia estar até chorando.
– Tudo bem, estou indo! – Disse, preocupada. Hinata sabia que seu chefe não a ligaria por motivos banais. Colocou apenas um roupão para tampar a camisola branca de seda, e dirigiu até a casa do moreno, o mais rápido que pôde. Quando chegou ao recinto, bateu na porta. Ninguém a abriu. Lembrou que tinha a chave, então entrou. Cortinas rasgadas, louças quebradas... Estava boquiaberta, quando fitou o moreno num canto, chorando. Caminhou até ele, com passos curtos, e um semblante preocupado.
– O que houve, senhor Uchiha?!
– Eu... eu não sei! – Falava entre soluços. Estava notavelmente embriagado, e com um terrível odor. – Você é a única pessoa que confio, Hina... A única mulher que eu passei mais de dois dias em minha vida, e que não é da família... Eu preciso de você! – Os olhos negros encaravam os leitosos, e aquilo soava mais como um pedido de ajuda do que uma declaração.
– Você está bêbado, senhor Uchiha! – A face pálida estava um pouco vermelha. Falava, horrorizada com a situação. Ela não sabia o que estava acontecendo, mas bem no fundo estava gostando das palavras que eram direcionadas a ela.
– Estou aqui, entregando meu coração, e você fala isso? – Soluçava novamente.
– Argh, vai dormir... Vem, eu te ajudo! – Puxou Itachi pelas mãos, o levando ao banheiro. Após deixa-lo debaixo da ducha gelada, saiu do banheiro, falando: – Tire as roupas molhadas e coloque outras secas, vou arrumar seu leito. – Caminhou até a enorme cama do Uchiha, retirando alguns travesseiros de enfeite, e colocando um cobertor quente. Ela estava terminando de arrumar a cama, quando ele sai do banheiro, olhando em seus olhos.
– Obrigado, princesinha. Te vejo amanhã. – Deitou-se em seguida, começando a dormir.
Hinata, totalmente confusa voltou para a casa, com as falas de Itachi em sua memória. Ela pensava “será? Será que daria certo?”. Foi dormir pensando nisso, e não tivera uma noite muito boa.
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