Não Me Esqueci De Dizer Que Te Amo

3 Não quero te ver nunca mais!


Notas iniciais
ooooi, voltei a escrever essa fic... Que saudades dela cara haha

O Uchiha tirava seu cinto enquanto a garota dos olhos perolados chorava. Era tudo tão estranho, tão traumático... Não sabia o que ia acontecer, e rezava para todos os deuses existentes salvarem-na. Ele a olhava com desprezo, como se ela realmente o tivesse traído. Ficou apenas de roupas íntimas, quando prendeu a garota na parede, roçando suas partes íntimas naquele corpo frágil. Ela estava tremendo e suando frio, com os olhos arregalados. Eles tiveram uma noite muito violenta, então ele logo foi dormir. Ela passou a noite em claro, olhando a lua... Queria que aquilo acabasse o mais rápido possível.

Na manhã seguinte Hinata já estava de malas prontas quando Itachi bateu na porta de seu quarto:
– Hina?! Está aí? – Ele disse com a voz rouca e baixa, com um tom um pouco culpado.
Ela hesitou em respondê-lo, juntou toda coragem que tinha e abriu a porta.
– Estou sim, mas já estou de partida. Não quero continuar com isso, e o que você fez, sr. Uchiha... Marcou-me profundamente! – Ao dizer isto, ela saiu arrastando a mala de rodinhas pelo corredor longo da mansão. Itachi apertou o passo tentando alcançar a garota. Nunca vira uma Hinata tão furiosa antes.
– Hinata, perdoe-me! Eu realmente não sabia o que estava fazendo... Eu nem me lembro do que fiz exatamente! – Ele praticamente gritava e suplicava para a garota no corredor, recebendo alguns olhares dos serviçais. Com certeza seria motivo de fofocas mais tarde na cozinha.
– Não, senhor Uchiha! O fato do senhor não se lembrar não melhora, só piora! Acho melhor o senhor nunca mais me procurar. – Sem se virar para trás continuou andando até a porta de saída, onde na pista havia um táxi que a esperava. Pulou rápido no carro amarelo e o motorista colocou sua mala no porta-malas. Apressadamente pediu para o mesmo seguir até o aeroporto, deixando para trás um Uchiha confuso e, talvez, até um pouco triste.

Ainda na mansão dos Uchihas, Itachi estava desesperado. Isso significaria que Hinata nunca mais trabalharia para ele? Ele não podia ficar sem ela! Era uma secretária educada, prestativa, organizada e que, além de tudo, o suportava. Isso, ele não podia ficar sem a secretária, e apenas isso... Nada mais. Ao menos era isso o que queria se convencer.
Disse para seus pais que tivera uma briga com Hinata, mas estaria voltando a NYC para resolver isso. Seu irmão Sasuke não acreditou muito nisso, e foi incomodar Itachi com suas indagações:
– Hum... Então você e a Hinata brigaram? Isso tem algo a ver com os gritos de ontem a noite, maninho? – Disse, arqueando a sobrancelha, com um olhar maldoso.
– Sai daqui, pirralho! Você não sabe de nada! – Disse o mais velho com raiva, batendo a porta e trancando-a.
– Você está apaixonado por ela, e ela nem gosta de você! Hahahahahaha otário! – E então ele saiu dali, traçando um rumo qualquer. Itachi pensou nas últimas palavras de seu irmão... Será que era isso? Estava se apaixonando? Ah, claro que não! Ela só era a única que ele confiava o suficiente para estar junto dele no comando da empresa... Era apenas isso.

Após algumas horas estava de volta em seu apartamento, ainda pensativo. Pensava em ligar para Hinata, mas o que falaria? Não sabia nem mesmo o que falar para si mesmo... Estava colocando as chaves no balcão quando viu um envelope branco. Abriu o mesmo e viu uma carta escrita com a letra mais linda do mundo.

"Itachi, não conseguiria dizer isto para você, então resolvi escrever. Você tirou a minha pureza naquela noite, e foi da pior maneira que pude imaginar. Eu não vou conseguir mais olhar para você, então por favor... me esqueça! Finja que eu nunca existi! Já tirei as minhas coisas do escritório, não precisa se preocupar comigo... ficarei bem. Hinata."

Itachi estava desolado. Nunca mais a veria? Ele não podia deixar assim. Ligou para o celular dela só que não obtinha resposta, então resolveu ir para o apartamento onde ela morava. Estava em seu carro, quando decidiu parar numa floricultura e comprou um buquê de rosas artificialmente tingidas de azul que o fizeram lembrar muito dela. Voltou para o carro e colocou as rosas no banco do carona, dirigindo com um sorriso estampado na face.

Não conseguia de parar no que acontecera na noite anterior desde que voltou para casa. Como ele pôde ter sido tão insensível? Isso a magoou tanto... Hinata estava com os olhos inchados e vermelhos de tanto chorar quando fora surpreendida pelo interfone. Quem poderia ser? Talvez sua amiga, Ino? Ou... Quem sabe... Não, ele não! Itachi é apenas um insensível egocêntrico, nunca iria até ali... Mas ela desejava tanto que fosse ele...
– Hina... Não vai deixar eu entrar? Por favor, temos que conversar.
– Eu já disse que não quero falar com você! – A voz suave estava um pouco trêmula, algo que Itachi não poderia deixar de notar, por mais que a ouvisse por aquela caixinha.
– É sério, Hina. Me perdoa, eu fui um idiota, não sabia o que estava fazendo...Volta pra mim, princesa... Eu não sei mais viver sem você. – Aquelas palavras soaram sinceras, mas nada disso mudaria o que havia acontecido. Porém Hinata resolveu arriscar.
– Entra então... Mas só dez minutos. – Disse, e então o portão se abriu, e Itachi subiu as escadas com as rosas em mãos.
Ao chegar no apartamento de Hinata, ele bateu na porta, porém notou que já estava aberta. A garota estava sentada no sofá virada contra a porta, parecia não querer ser vista... Ele não sabia o que falar, não sabia como falar, mas queria ouvi-la.
– Oi Hina... Eu trouxe essas rosas e... – Disse delicadamente, medindo cada palavra, antes de ser interrompido.
– Deixa aí na mesa que depois eu olho. É só isso? — Ela disse fria, mas era possível ver o nervosismo no seu olhar.
– Ahn... Não... Hina, por favor, me perdoe... Eu não queria que nada daquilo tivesse acontecido. É que quando vi você com o Gaara... Eu... Foi tão doloroso, sabe?! Eu pensei que se alguém quisesse te tirar de mim, poderia... E isso me machucou. Eu realmente não queria te magoar, é só que eu estava chateado demais para notar o que eu fazia.
– M-mas... Por que f-fez isso?! Não tinha outro j-jeito? – Não estava conseguindo se conter mais, deixando algumas lágrimas caírem.
– Eu sei lá, não queria que nada ruim acontecesse... Não queria te perder... Por favor, me deixe reconquistá-la.
A garota hesitou um pouco, mas secando as lágrimas dos olhos, disse num tom malicioso:
– Você terá que fazer TUDO que eu mandar para conseguir me reconquistar, entendeu? – Disse, dando ênfase no "tudo". Itachi a olhou, desacreditado... Era mesmo a Hinatinha que conhecia? O que seria esse "tudo"? Porém, como o medo de perdê-la era maior, ele topou sem pensar muito.
– Aceito qualquer coisa... Só por favor, não me deixe.

Notas finais
Nhá, espero que tenham gostado... Já já vocês terão uma surpresa, haha.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.