Não Me Esqueça
8 Apaixonado Por Você
Notas iniciais
Q saudades de vcs, leitores, leitoras, fantasmas...
Seguinte: Só duas pessoas deixaram review, então só duas pessoas receberam o cap Bônus!! Que na verdade dá uma certa introdução para esse cap...
Explico o pq da demora lá embaixo!!
Bom cap ;D
- Você me deve uma explicação. — falei.
Ele deu um suspiro cansado.
- Ally, eu tenho que ir pro Retro agora, desculpa, tá? Amanhã eu te explico tudinho... Prometo!
- Não é como se suas promessas contassem, mas ok. — saí do apartamento dele sem nem me dignar a olhá-lo novamente. Mais por medo de não ver os olhos verdes do que por estar com raiva, embora minha boca quisesse MUITO espumar. Aí se alguém me chamasse de Bitch eu ia poder responder "Sou Sim!". Já percebeu que eu tenho tendência a pensar essas coisas idiotas nas piores horas?
Entrei no meu apartamento e fui direto para o meu quarto, onde me atirei na cama de roupa mesmo, e dormi embora fossem umas sete da tarde ainda.
------#*!*#------
- Alice, minha querida! — ouvi minha tia me chamar. — Você dormiu com a roupa do corpo, sem sequer tomar um banho!
- Bom dia, tia! — disse logo depois de criar coragem para abrir meus olhos. Acho que quando o abri, abri também minhas lembranças de ontem, do beijo (beijos), dos meus olhos verdes, do garoto dos meus olhos verdes... Tive que me segurar para não botar pra fora toda a minha vontade de chorar. Chorar por amor... A que ponto você chegou, não é Alice? Ah cala a boca cérebro! Qual o problema em que querer chorar por ter visto o amor da minha vida desaparecer?
- Terra chamando, Lice!- minha tia passava a mão freneticamente pelo meu rosto. – Ah, você tá bem! Bom, vou-me ao shopping, provavelmente só voltarei para o jantar. Tchau minha querida! –ela me deu um beijo molhado e saiu. Limpei a baba e fui tomar um bom banho de água gelada, para esfriar a cabeça. E também por que tá calor demais para um banho quente ou até mesmo morno.
Coloquei a blusa preta do dia na praia e um short meia-coxa. Deixei meu cabelo preso em um coque totalmente torto e mal-feito. Tá, o que eu faço agora? Danço Ragatanga com a Nick Minaj? Ou começo a terceira guerra mundial junto com o Bob Marley? Podia fazer um showzinho cover dos Beatles junto com as velhinhas do centro de idosos! Você e o Marcos tem que conversar, ele te deve uma explicação! EU SEI CÉREBRO! SÓ QUERIA ADIAR O MOMENTO!
Cérebro estúpido...
Fui calmamente (oi, ironia!) até o apartamento da frente, toquei a campainha e esperei que Marcos atendesse, mas quem atendeu foi um nerd muito lindo por sinal. Deduzi que fosse o irmão mais velho nerd de Felipe/Marcos, Thiago. Eu conhecia os irmãos dele só de vista, já que nunca havíamos nos falado, mas duvidava que algum deles me conhecesse.
- Oi, gatinha! O que quer?
- Gatinha o caramba. Quero falar com o Marcos, ele está? – Olá TPM!
- Meu maninho tá dormindo, quer o que com ele? – pensei que o idiota fosse me comer com os olhos, traste!
-Nada que te interesse! – corte rápido Tramontina! – Quando ele acordar fala que a Alice passou por aqui! – dei um sorrisinho e resolvi comprar sorvete, então desci para a garagem e entrei na Cherrie. Sim, eu batizei uma Grand Cherokee de Cherrie.
Fui direto para o supermercado, sim eu sei o caminho agora! Que orgulho de mim mesma! Chegando lá eu estacionei numa vaga no estacionamento (isso bem que podia virar um trava-língua) e entrei para comprar meu precioso sorvete de Laka. Cara, aquilo é néctar dos deuses!
Aproveitei e comprei também ingredientes para fazer brigadeiro, que é outra paixão minha além de sorvete. Mas eu não gosto de chocolate, nem bolo de chocolate, nem biscoito de chocolate, nem chocolate quente... É, lógica nunca foi meu forte!
Voltei para casa, coloquei um short MUITO pequeno e uma regata preta e comecei a devorar o sorvete.
PIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII
- CARAMBA! – preciso dizer que caí da cadeira e derrubei o sorvete no chão? – Ah... Oi Marcos. – meu tom foi um misto de sentimentos. Quando eu abri a porta e vi quem era, pensei que podia ser o Felipe, mas logo os olhos castanhos me desiludiram. E mesmo com a desilusão, eu estava feliz e surpresa por Marcos ter ido até o meu apartamento sem ser pra entregar comida (percebeu como pareceu ser uma longa viagem?).
- Eu te devo uma explicação! – se antes Thiago havia me comido com o olhar, Marcos agora estava repetindo o prato! Eu ia descer de uma vez, mas resolvi que se eu quisesse ter uma conversa de verdade com ele, não poderia estar usando um short amicrozado como aquele. Amicrozado? Que raio de palavra é essa, Alice?
- Vou trocar de roupa. Me espera lá em baixo, o sofá da portaria! – disse e fechei a porta na cara dele. Não pude evitar soltar uma risada ao me lembrar do dia em que ele quase quebrou o nariz! Ou eu quase quebrei o nariz dele, whatever.
Coloquei uma calça jeans e uma blusa do Mickey *-* creme. Deixei meus cachos soltos mesmo, sabia que hoje era um dos dias em que eles não se deixariam domar! Desci e o encontrei encarando a parede. Parecia muito entretido com algum pensamento ou dilema. Me sentei ao seu lado, mas se ele reparou não demonstrou.
- Pode começar a falar! – ele deu um gritinho agudo muito afeminado. Ah meu deus, eu gosto de um gay!
- Que susto! Já entendi por que você odeia a campainha!
- Tá, fala logo, Marcos! O que aconteceu? – acho que “aconteceu” não era a palavra ideal, mas eu estou de TPM e curiosa. Simplesmente falei a primeira frase que me veio à cabeça.
Ele respirou fundo e começou.
- Há uns três anos, eu acordei num hospital com uma tremenda dor de cabeça. Não fazia a mínima ideia de por que estar ali. Tentei me lembrar de algum motivo para estar no hospital, mas foi aí que eu percebi que eu não me lembrava de nada. Tipo assim, nada mesmo. Só meu nome, idade e, bom não era exatamente uma lembrança, era apenas um sentimento. Um sentimento muito bom. Logo a enfermeira entrou no quarto e começou a falar sobre o meu quadro. Eu nem sabia onde eu morava e ela queria que eu dissesse se eu já havia fraturado a costela antes! Perguntei para ela o porquê de estar ali, e ela falou que eu havia caído do quinto andar do meu prédio, e disse que era normal se esquecer desses momentos em que nos encontramos à beira da morte. Disse que meus pais estavam na sala de espera, preocupados comigo.
“Pedi para entrarem, talvez se visse minha família eu recuperasse alguma lembrança. Só que quando minha mãe veio me abraçar, continuei encarando-a, sem me lembrar de nada. Ela percebeu e me perguntou o que havia de errado, então eu respondi que não me lembrava de nada. Duas semanas depois, eu já havia visto fotos, filmes caseiros, diários de família, conversas nas redes sociais... Mas não me lembrava de nada. Recebi alta do hospital e meus pais começaram a me levar em vários psicólogos, psiquiatras, neurologistas e afins. Fiz mais de dose regressões em dois meses, tomei todos os tipos de medicamento para perda de memória possíveis existentes e inexistentes. Haviam psicólogos que me diziam que eu nunca conseguiria resgatar minhas lembranças.”
“Foi quando eu comecei a frequentar o Dr. Meireles. Ele havia passado por algo parecido, e por isso havia se formado em neuropsicologia. Depois de umas vinte e sete seções, eu já me lembrava de tudo até os meus doze anos. Depois disso tinha apenas algumas vagas lembranças dos meus treze, quatorze e quinze. Quase nada dos quinze, para falar a verdade. Dezesseis e dezessete nada. Quando eu comecei a recuperar as minhas lembranças, meus olhos foram mudando do verde para o castanho, mas todos achavam que era apenas idade, hormônios ou qualquer baboseira dessas.”
“Em uma visita ao zoológico com a minha irmã mais nova, Mellanie, ao passar pelas zebras, meus olhos ficaram totalmente verdes, sem nenhum vestígio do castanho, e eu me lembrei de tudo que não me lembrava, porém logo o verde foi embora e as lembranças também. Mell foi quem me falou sobre a mudança de cor, e pedi que ela não contasse para nossos pais ou irmãos. Deixei-a em casa e fui para o consultório do Dr. Meireles, e lá eu o contei sobre o ocorrido. Ele disse que agora eu entraria na última fase do tratamento, provavelmente a mais demorada, porém de certa forma a mais fácil. Pediu que eu tentasse puxar das minhas lembranças perdidas uma sensação, uma coisa boa, algum vestígio do que eu não me lembrava. Me lembrei do sentimento que eu me recordara no hospital, e ele disse que eu deveria tentar conciliá-lo com o local onde ocorreu a mudança de cores dos meus olhos.”
“De uma coisa eu tinha certeza: Esse sentimento não era amor às zebras, pois eu tenho medo delas. Saí do consultório ainda pensando no que poderia ser essa situação, ou como quer que chame isso. Naquela noite, chegou lá em casa um documento sobre o inquérito da minha queda. Haviam achado um fiapo de cabelo ruivo na cena, e acreditavam que eu havia sido empurrado da janela, e não simplesmente caído. Mas seja lá quem tiver me empurrado, fez um belo trabalho escondendo evidências, dois anos de investigação e ainda não haviam encontrado nada a não ser uma pegada de um chinelo 37 no carpete do quarto do meu irmão, de onde eu havia caído.”
“O cabelo ruivo me despertou outra lembrança, na verdade uma sensação, porém bem mais real e física do que a que eu havia sentido no hospital. E com físico quero dizer que me lembrava de um beijo, mas só da sensação. Voltei no Dr. e contei a ele sobre a lembrança. Ele disse que eu devia refazer a cena, ou seja, deveria beijar novamente a garota da lembrança.”
Eles fez a primeira pausa desde que havia começado a falar, fitando o chão. Minha boca estava em um O perfeito. Esqueci minha burrice por um tempo e analisei a ultima frase. Isso significa que ele (Marcos) havia me usado para se lembrar do que ele havia esquecido? Me beijado só para se lembrar do passado estúpido dele? Quer dizer que ele sabia desde o começo, depois que eu o chamei e Felipe, que ele era o Felipe?
Deixei uma lágrima de raiva me escapar dos olhos, mas a limpei e engoli as outras gotinhas que queriam cair junto, torcendo para que meus olhos não começassem a ficar vermelhos.
- Ally... – ele me chamou, ainda encarando o chão. – Eu juro que não queria ter me apaixonado por você...
Notas finais
Seja qual for a resposta, quero reviews com ela!! Sacou fantasminhos e fantasminhas?
Ok, pq eu demorei:
Meu not (coisa velha e imprestável) sumiu. Minha vó acha que foi roubado, mas se foi msmo, o preju foi do ladrão, pq ele neem tinha mais botão de espaço! Enfim, não me perguntem como eu aguentava ficar com calo no indicador pra digitar o espaço...
Dps de muito chorar pra minha vó, convenci ela a me adiantar o meu presente de Aniver e ela me deu esse not q eu to usando no momento. Eu comecei a passar o cap do caderno pro pc no domingo, mas eu estava com tanto remédio pra garganta (tenho dor de garganta crônica, às vezes dah umas crises doidas), que eu dormi escrevendo e ontem eu tive natação, só pra me fazer dormir mais ainda!! (de cansaço!)
Sorry a demora de qualquer jeito!
Gente, é o seguinte, se eu receber 5 reviews (nem to pedindo mto, ok?) nesse cap até quinta, eu posto o próximo cap e o bônus do Marcos. Se não, só uma recomendação pra me fzr postar, ok??
Bjuuuusz!! *-*
Fale com o autor