Não Me Deixe Ir

18 Isso não é vida.


Notas iniciais
CASO AINDA NÃO TENHA VISTO O TRAILER DA FIC: https://www.youtube.com/watch?v=2cIUV5UMZWk Hello, it's me! Surpresos? Eu disse que postaria na sexta feira e cá estou eu (apesar de que poucas pessoas comentaram o capítulo passado e eu estava louca para saber a opinião de vocês sobre o nome, capa, trailer.. se você não comentou, por favor, volte lá e o faça! O capítulo anterior é um dos meus favoritos de todos os tempos ♥ É importante seu feedback!) Capítulo passado terminou tenso... já adianto que esse não será diferente! Hahah Se você é fã de Grey's Anatomy e logo pelo título ficou apreensivo, pois saiba que a música de hoje é CHASING CARS! É pra acabar, eu sei, mas as coisas não vão terminar bem para alguém... NÃO ME MATEM, por favor ♥ Gostaria muito que vocês comentassem, leitores. Vejo as visualizações do capítulo e não entendo por que não falam nada. Poxa, juro, eu amei tanto capítulo passado que senti uma dorzinha no coração por não ter muitos comentários. Não falo a questão de números, mas de opinião, do tipo "nossa, ficou muito legal" é permitido até o uso da palavra TOP hahah é importante, então, comente ♥ Como estou de férias consigo escrever mais e consequentemente postar com mais frequência :) Espero que curtam o capítulo de hoje e que escutem a música! Mais uma vez, não me matem, ok? Obrigada! Nos vemos nos comentários!!! Será que este capítulo baphão não vai desencadear a vontade de escrever uma recomendação? Não sei.. hahah Até logo, Beijão~ ps: sei que muita coisa vai parecer irreal para vocês, mas não esqueçam que fic é uma historial ficcional hahah

If I lay here

If I just lay here

Would you lie with me and just forget the world?

Chasing Cars— Snow Patrol

Revirei a bolsa a procura das chaves, tirando tudo de dentro para encontra-las ao fundo.

— Pronto. — abri a porta.

— Pai! — meus olhos correram para onde Liam olhava, passando para a cara de aterrorizada de Helen sentada no sofá.

— Gostou da surpresa, filhão? — sorriu — Ou devo dizer, gostaram? — Mike me fitou.

Não conseguia encara-lo.

A única coisa que prendia minha atenção era a faca em sua mão.

(...)

— Então você vai viajar com a gente? — Liam disse inocente, sem perceber a tensão no ar.

Helen estava sentada no sofá com as duas mãos em seu colo. Fitei-a por alguns instantes, notando o pânico em seu olhar. Pude perceber que Tory tremia ao meu lado.

— Ninguém vai viajar aqui, filho. — Mike dirigiu-se a ela — Vamos todos para casa.

— Mike.. — Tory tentou argumentar, mas ele balançou a cabeça.

Respirei fundo.

Eu precisava fazer alguma coisa, isso não era um simples exercício prático da aula de criminologia.

Era vida real.

— Liam, você não quer ver a vista que tanto falei? — sorri para ele, espantada com minha própria tranquilidade. Fiquei de sua altura, colocando minhas mãos em suas costas.

— Quero! — sorriu, encarando a mãe.

— Helen vai te levar até meu quarto. — assenti.

— Claro.. — disse trêmula, levantando do sofá.

— Opa. — Mike voltou-se a ela. Aproveitei a distração para usar meu celular. — Acho melhor ficar para a próxima, já estamos de saída.

— Mike, Helen não tem nada a ver com esse assunto. — disse pausadamente — Deixe-a ir, seu filho não precisa presenciar essa conversa.

Ele me encarou desconfiado.

— Vá. — assentiu, Helen me encarando.

— Está tudo bem. — disse tranquilizando-a, Liam indo ao seu encontro. Quando estava prestes a sair da sala, Mike agarrou seu braço.

— O celular. Na mesa. Agora.

— Ele está carregando na cozinha. — sua voz saiu em um sussurro.

— Espero que você não brinque comigo. — sorriu sarcástico — Tente alguma coisa para ver o que acontece com sua chefe. — Helen engoliu a seco, os olhos marejados.

“Tranque a porta”, disse antes que saísse.

— Vamos lá, Liam. — saiu as pressas, nos deixando a sós com Mike.

— As duas. — apontou para onde estávamos — Os celulares na mesa. Não quero ninguém atrapalhando.

Eu tive um segundo para usar meu celular e apertei o primeiro botão que vi, ligando para alguém.

“Por favor, que isso acabe bem” - mentalizei, colocando o aparelho sobre a mesa.

Notei que minhas chaves continuavam comigo, significando que a porta estava destrancada. Discretamente guardei-as no bolso, no caso de serem necessárias.

A risada diabólica de Mike me fez voltar a realidade. Eu estava na mira de um agressor e, pior, ele estava armado.

— Você me subestimou, não é, Claire? — tentei me manter calma, não deixando que ele jogasse comigo — Achou que eu acreditaria mesmo que você não estava envolvida nisso tudo. — fitou Tory, o ódio em seu olhar explícito. — Você não sabe a raiva que eu estou sentindo nesse momento vendo que você se aliou a ela. — apontou a faca em sua direção.

— Mike, por favor.. — ela estava chorando — Não faça nada.

— Ele não vai. — encarei-o — Mike sabe que tudo que fizer aqui vai aumentar sua pena cada vez mais.

Já estava feito.

Cutuquei a ferida.

— Cala a boca! — veio até mim, a ponta da faca apontada para minha barriga.

— Mike, não! — Tory gritou, chorando.

— Eu sei que você está com medo, Claire. Posso ver no seu olhar. — riu sádico.

E eu estava.

No fundo sempre tive medo de que ele perdesse a cabeça e fizesse algo do tipo, mas, agora eu estava anestesiada com tudo que aconteceu nos últimos dias. Não estava sentindo meu corpo de verdade, muito menos o peso de suas ameaças.

— Você gosta disso, Mike. De sentir-se no controle de tudo. — seu rosto estava a centímetros do meu — Eu mudei o jogo, não foi? Eu disse não, e estraguei seus planos, sua masculinidade, seu orgulho. Por isso você me odeia tanto.

Ele balançou a cabeça.

— Você se sente especial, Claire, mas não é. — sorriu — Não importa aonde vá, você continuará sendo medíocre. Uma vadiazinha filha de um perdedor que morreu por não aguentar o tranco. — senti meus punhos se fechando — Um fraco.

Meus olhos estavam marejados e eu queria acabar com ele.

Podia visualizar a cena em minha cabeça. Eu tirando a faca de suas mãos e enfiando com toda força em seu pescoço. Um golpe certeiro na jugular e tudo estaria resolvido.

— Toquei em seu ponto fraco, não é? — segurou meu braço — Pois é assim que eu me senti vendo minha mulher se bandeando para o seu lado. — gritou.

— Ela não teve nada a ver com isso, Mike. Pare. — Tory se aproximou, encostando no braço do marido — Por favor.

— Você não deveria ter feito isso.. — ele investiu contra ela, que foi andando para trás — Fique calada que sua vez ainda não chegou! — e deu um tapa em seu rosto. Bem ali, na minha frente.

Com tamanha força Tory tropeçou no tapete, batendo a cabeça na mesa de centro.

— Como você pôde? — empurrei-o para longe, me ajoelhando ao lado dela — Tory! Tory! — ela havia desmaiado.

— Olha o que você me fez fazer! — gritou, me puxando para trás pelos cabelos. Ele estava desesperado, a situação tinha fugido de seu controle.

Naquele momento temi pela minha vida.

Mike estava com a faca a centímetros do meu pescoço, assim como eu havia visualizado em minha mente. Gotas de suor escorriam em sua testa enquanto ele piscava os olhos, nervoso.

Só conseguia pensar em Liam, que carregaria o peso de ter um pai assassino em suas costas.

Ele não merecia isso.

Eric também me mataria se soubesse que seu tapete indiano tinha sido manchado de sangue.

— Claire! — ouvi a voz de Adam antes dele abrir a porta em um estrondo.

Eu tinha de ser rápida.

Mike se desconcentrou ao encarar a porta, deixando uma brecha para que eu rapidamente pegasse as chaves no bolso, e em posição de soco inglês, fincasse a ponta de uma delas em seu braço.

Ele trincou a mandíbula, os olhos em chamas.

Saí de perto dele engatinhando para longe. Me agarrei a parede para ficar em pé, sentindo minha cabeça doer, assim como minhas mãos machucadas.

— Claire?! — Adam me ajudou a levantar. Minha aparência devia estar horrível pelo jeito que ele me encarou. Seu olhar piorou quando fitou Tory no chão — Ela está.. — balancei a cabeça em negação.

— Não era pra você estar aqui! — Mike gritou — Droga!

Ao vê-lo nesse estado, lembrei o por quê de não ter seguido a área criminal.

Ainda na faculdade fui convidada por um professor para estagiar em seu escritório. Ele era um dois maiores criminalistas de São Francisco, conhecido por inocentar culpados convictos, a maioria por homicídio. Durante uma visita de rotina a cadeia, pude ver nos olhos de um cliente que ele tinha matado sua esposa. Ele não era nada inocente, estava mentindo.

Perguntei a ele se estava arrependido, e com a maior frieza ele disse que não, a única coisa que se arrependia era de estar preso por causa dela, e não por te-la matado.

As pessoas cometem certos atos porque querem, porque são cruéis, e eu não consegui lidar com isso.

Ainda não consigo.

— Sua vadia.. — Mike me fitou — Você não consegue resolver as coisas sozinha, precisa sempre de alguém para te defender.

— E dessa vez ela não está sozinha mesmo — Adam riu fraco — daqui a pouco a polícia deve chegar. — ele continuava segurando meus braços, como se eu fosse desabar no concreto a qualquer momento.

— Você está blefando.. — riu sarcástico — Você! — apontou para mim — Você acabou com a minha vida!

Foi a minha vez de rir.

Larguei Adam, me aproximando dele.

Isso.não.é.vida.— sussurrei.

Sei que estava brincando com perigo.

Um alerta reluzente piscava em minha cabeça como um letreiro luminoso, mas eu queria fazer isso. A polícia logo chegaria e Mike pagaria por tudo que fez.

Ele perdeu.

Ou não.

Foi o que pensei antes de perceber que eu estava sangrando.

Incrédula, vi meus olhos indo de encontro aos de Mike, que assustado, puxou a faca de volta. Não sei descrever o que estava sentindo, mas o que mais incomodava era ver a quantidade de sangue saindo de mim. Levei minhas mãos até o corte, que agora ardia.

Mais uma vez a aula de criminologia voltou em meus pensamentos. Mike não agiu por impulso, se o fizesse teria acertado meu ombro ou braço, e não minha barriga. Ele quis me atingir. Foi uma escolha dele.

Ótimo, se eu não morrer agora, Eric vai me matar de qualquer jeito.

— Claire! — Adam me fitou assustado, pressionando meu ferimento.

— Ah! — vi estrelas nessa hora. Nunca havia sentido tamanha dor em toda minha vida.

— Liam! — Mike gritou — Vamos pra casa! — ele estava entrando no corredor.

— Não deixe ele levar o garoto! — segurei o braço de Adam — Por favor.

Nada teria valido a pena se ele conseguisse fugir.

Adam me soltou, correndo para segura-lo.

— Você não vai fazer isso! — puxou o corpo de Mike para trás.

— Liam é meu filho! — disse exaltado.

— Você é um covarde que vai para a cadeira!- Adam empurrou-o contra a parede, fazendo com que ele derrubasse a faca no chão.

— Desgraçado! — Mike partiu para cima dele com um soco.

Senti minha cabeça girando enquanto minha blusa ficava cada vez mais vermelha. Eu estava tendo uma hemorragia.

— Pai! — Liam correu até a sala, os olhos arregalados assistindo a cena.

Não. Ele é uma criança.

— Helen! Tire ele daqui! — gritei com a última força que me restava, vendo-a assustada segurar o garoto no colo, correndo de volta ao quarto.

Ambos se dispersaram quando viram a movimentação. Adam aproveitou a deixa socando o rosto de Mike, que se agarrou na parede.

Pude ouvir o barulho de sirenes.

— Esqueça, Mike. Acabou. — Adam disse ofegante, bloqueando a porta.

— Só se for para você! — e com um movimento rápido, usou sua força se jogando contra ele. Em suas mãos, a faca que apanhou do chão quando caiu.

— Ah! — Adam contorceu o rosto, seu braço tinha sido atingido.

— Isso não acabou! — Mike jogou a faca no chão, correndo porta afora.

— Desgraçado! — Adam correu até a porta, mas era tarde demais. Ele tinha usado as escadas.

Sentei com dificuldade, deitando em seguida no chão. Continuei pressionando o corte com a mão, impedindo o fluxo de sangue. A tontura havia voltado.

— Adam.. — chamei-o.

— Meu Deus! — ele se ajoelhou ao meu lado — Helen! Helen! — gritou desesperado — Está tudo bem, Claire. — tirou uma mecha de cabelo do meu rosto.

Não tive vergonha de chorar em sua frente.

— Não está tudo bem. — eu agora soluçava.

— Você precisa se acalmar. Olha pra mim, Claire. — encarei-o — Eu estou aqui.

Senti minha perna latejando, eu estava perdendo muito sangue.

— Claire! — ouvi a voz de Helen, mas não me mexi, esperando que ela ficasse próximo a meu campo de visão — Eu já chamei a emergência, eles devem estar chegando. — seu rosto revelava o pânico que estava sentindo — O que acabou de acontecer aqui? — balancei a cabeça.

— Liam..

— Está no quarto, fique tranquila. — sorriu fraca — Preocupe-se com você agora.

Como se fosse possível.

— Tory está desmaiada há muito tempo, digam isso quando os paramédicos chegarem. — soltei o ar — Eu não vou aguentar por muito tempo.

— O que podemos fazer? — Helen encarou Adam, que olhou para os lados.

— Você pode largar agora, Claire. — pousou sua mão sobre a minha — Eu assumo daqui.

Ri fraca, chorando ao mesmo tempo.

— Isso não é um episódio de Grey’s Anatomy, Adam. — pude vê-lo sorrir.

— Sei que não sou nenhum Dr. Shepherd, mas não vou te deixar morrer, Meredith. — quis acreditar em suas palavras.

Minha vida estava por um fio.

Soltei minha mão sentindo o sangue fluir por alguns segundos, até que Adam pressionasse o ferimento com força.

— Vou cuidar de você. — sussurrou — Prometo.

Ergui o máximo que pude minhas mãos, encarando o vermelho que as coloriam. Não consegui controlar as lágrimas.

— Claire? — ouvi Helen me chamando, mas sua voz estava longe — Adam! Ela não está respondendo.

Eu estava ouvindo, mas não consegui mexer minha boca para responder. Meus olhos queriam ficar abertos, mas eu não tinha mais forças.

— Claire, fica comigo! — Adam falou em meu ouvido — Você vai ficar bem. Fica comigo, por favor.

Eu não queria morrer.

Mas essa não era uma escolha minha.

Notas finais
E AÍ??? MORTOS COM ESSE CAPÍTULO??? HAHAHAHA Desculpe a piadinha, mas precisava fazer! Gente, o que foi esse capítulo?! Aconteceram tantas coisas que ainda estou chocada! Gostaram? *hora das perguntinhas* 1. O que achou do final? 2. Mike vai conseguir sair dessa impune? 3. Será que depois desse capítulo alguém vai morrer? 4. Adam voltou e foi muito importante nesse capítulo, o que achou disso? 5. Claire demonstrou muita tranquilidade durante todo o capítulo, você acha que seus traumas familiares a fizeram desenvolver essa habilidade? 6. Parte favorita no capítulo! 7. Faça-me uma pergunta, qualquer uma, que vou responde-la :) 8. Gostaram da capa ♥ Era isso, espero que tenham gostado ♥ Até breve, Bom final de semana! Beijão~