Não Me Deixe
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Mr. Schue terminava de parabenizar para Finn pela sua apresentação. A tarefa da semana bastante simples (e um tanto quanto repetitiva) era encontrar uma música que descrevesse o que eles estavam sentindo e transmitir o máximo da emoção quando se apresentassem. E mais repetitivo do que a tarefa em si, foi Finn aproveitar a oportunidade para serenar Rachel. Depois de levar tantos tocos, mesmo para alguém tão lerdo, era de se esperar que ele tivesse entendido que Rachel não queria nada com ele. Ao contrário dos seus colegas de clube, a morena não tinha nem se incomodado em aplaudir o rapaz, aliás, nem tina prestado muita atenção no que ele havia cantado. Se alguém lhe perguntasse que música tinha sido, ela não saberia dizer. Rachel tinha coisa melhor para se preocupar: a raiva imensa que ela estava sentindo. Os colegas notaram a mudança de comportamento da diva. Aconteceu abruptamente semana passada. A morena que durante uns três meses aparentava “estar sob o uso de drogas, ninguém é feliz assim, especialmente ela” nas palavras de Kurt, então foi difícil não notar, quando semana passada ela apareceu com uma expressão “que causaria pesadelos a qualquer criança” (de novo, palavras de Kurt). Não foi só a expressão que mudou, ela passou a semana toda quase sem falar, e quando falava era seca e grossa, Rachel tinha até sido enviada ao diretor Figgins por mau comportamento. Isso foi na segunda-feira, logo depois do Mr. Schue anunciar a tarefa da semana.
O professor acabava de explicar o que deveria ser feito.
— As apresentações começam na quinta-feira, pessoal, portanto trabalhem depressa! – finalizou
— Músicas que expressam o que estamos sentindo? Desculpa Mr. Schue, mais eu estou tendo dificuldades em achar uma música assim. – Rachel apontou, em tom seco.
— Talvez eu possa te ajudar, Rachel. Por que você não me diz o quer expressar?
— Tédio. Quero dizer, quanta criatividade para pensar nessa tarefa, ein? Até Finn conseguiria fazer melhor. — a morena encarou o professor – Com todo respeito, Mr. Schue. – finalizou com sarcasmo em sua voz.
— Boa, Hobbit. – Santana riu.
— Rachel, o que tá acontecendo? Você nunca foi mal educada, e de uns dias pra cá está sendo muito.Eu não estou te reconhecendo.
— Bem, talvez, talvez Mr. Sche, eu tenha cansado de tanta gente pisando em mim! – a diva respondeu deixando sua voz mostrar um pouco de sua raiva.
— Já chega Rachel, eu vou pedir que você deixe a sala e vá pra diretoria!
— Tanto faz. – a morena levantou e saiu despreocupada e deixou pra trás um monte de rostos surpresos com o que aconteceu, bem exceto por uma certa loira, que parecia mais triste, ou culpada.
Depois desse episódio, ninguém se atreveu a perguntar qual era o problema para Rachel, primeiro por que ninguém queria levar uma patada da morena que estava superando Santana no quesito veneno, segundo por que, exceto por uma ex-líder de torcida, ninguém realmente se importava. Hoje já era quinta-feira e quase todo mundo já havia se apresentado, só faltavam Rachel, Puck e Quinn.
— Bem, pessoal, quem é próximo? – o professor perguntou.
— Eu! – Rachel se levantou e caminhou até a frente.
— O chão é todo seu, Rachel – Schue disse se juntando aos alunos sentando-se numa das cadeiras.
— Essa música é originalmente cantada por um homem, mas a letra expressa muito bem, senão exatamente o que eu estou sentido. Então eu vou colocar minha voz feminina, na minha própria interpretação.
Easy come, easy go
That's just how you live, oh
Take, take, take it all
But you never give
Should've known you was trouble
From the first kiss
Had your eyes wide open
Why were they open?
Nesse ponto todos se perguntavam para quem ela cantava aquela música.
Gave you all I had
And you tossed it in the trash
You tossed it in the trash, you did
To give me all your love
Is all I ever asked 'cause
What you don't understand is
A música na voz de Rachel ficou bem diferente, poderosa.
I'd catch a grenade for ya
Throw my hand on a blade for ya
I'd jump in front of a train for ya
You know I'd do anything for ya
Oh oh, I would go through all of this pain
Take a bullet straight through my brain
Yes, I would die for you, baby
But you won't do the same
Rachel cantava concentrada na sua própria emoção, com o cuidado de não encarar quem ela estava cantando para, a pessoa saberia, ninguém mais precisava.
No, no no
Black, black, black and blue
Beat me 'til I'm numb
Tell the devil I said "hey"
When you get back to where you're from
Mad woman, bad woman
That's just what you are
Yeah, you'll smile in my face
Then rip the brakes out my car
Gave you all I had
And you tossed it in the trash
You tossed it in the trash, yes you did!
To give me all your love
Is all I ever asked, 'cause
What you don't understand is
I'd catch a grenade for ya
Throw my hand on a blade for ya
I'd jump in front of a train for ya
You know I'd do anything for ya
Oh oh, I would go through all of this pain
Take a bullet straight through my brain
Yes, I would die for you, baby
But you won't do the same
Todos tinham a atenção presa em Rachel
If my body was on fire
Oh, you'd watch me burn down in flames
You said you loved me, you're a liar
'Cause you never, ever, ever did baby
But darling, I'd still catch a grenade for ya
Throw my hand on a blade for ya
I'd jump in front of a train for ya
You know I'd do anything for ya
Oh oh, I would go through all of this pain
Take a bullet straight through my brain
Yes, I would die for ya, baby
But you won't do the same
No, you won't do the same
You wouldn't do the same
Oh, you'd never do the same
Oh, no no no
Quando a música acabou levou um minuto para todos saírem do transe e aplaudirem.
— Bom, Rachel, isso foi... Poderoso. – Mr. Schue disse.
Rachel recebeu mais elogios dos colegas, mais não prestou atenção realmente. Ela se sentia quase aliviada agora. Como se tivesse colocado toda sua raiva pra fora. Não ousou procurar um certo rosto entre os colegas, não queria ver a reação que tinha causado.
— Então pessoal, por hoje é só. Amanhã Puck e Quinn se apresentam e vocês recebem a próxima tarefa! – o professor finalizou.
Rachel foi a primeira a deixar a sala. Quando chegou perto do carro sentiu uma mão segurar o seu pulso e virou pronta para xingar o idiota estivesse fazendo isso, mais quando se virou a única reação que teve foi se soltar e dar as costas novamente.
- Rachel! – a voz doce soou aflita
- O que você quer? – a morena perguntou abrindo a porta do carro ainda de costas.
- Nós precisamos conversar! – foi a resposta.
- Não nós não precisamos. – Rachel retrucou agora frente a frente. – Você já me disse o bastante. E tudo que eu tinha pra te falar, eu acabei de falar, cantar pra ser mais específica. – a raiva voltou.
- Rachel, por favor, só me escuta! – implorou.
- Eu não quero! – a morena entrou no carro e arrancou dali.
- Droga, Rachel! DROGA – a loira resmungou no estacionamento.
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