Notas iniciais
Me empolguei rs

O espelho nunca fora tão necessário para Midoriya naquela noite. Ele gastou um bom tempo no chuveiro, porém, o espelho ganhou sua maior atenção enquanto se trocava devagar, encarando cada pedaço do corpo — e acabando descobrindo partes que nunca havia olhado de verdade.

Ele suspirou pesadamente ao parar em frente ao seu reflexo, não sabendo direito o que pensar. Sua beleza era destaque nos comentários nas redes sociais, onde seus fãs se juntavam para amar suas sardas sem julgamentos. Sempre diziam que ele era bonito e fofo, e era isso. Bonito e fofo. Não sexy ou “gostoso” como costumavam chamar Todoroki, e principalmente, Bakugou. Porém, as palavras nunca o incomodaram tanto quanto naquele instante. A insegurança sobre sua aparência nunca o havia tomado daquela forma, e o sentimento hesitante o fez se vestir um pouco mais lento.

Eu entendo completamente quando falam essas coisas do Kacchan. Ele pensou, enquanto arrumava os cabelos com os dedos. As cicatrizes no braço o envergonharam pelo reflexo, e soltou outro suspiro. O que ele poderia ver de sexy em mim?

O convite para aquela noite não havia sido feito por qualquer coisa. Bokugou havia deixado suas intenções claras ao envolvê-lo daquela forma, assim como sua irritação com Todoroki. A ideia de Katsuki sentir ciúme pareceu absurda quando recobrou o juízo que havia sido espantado com o longo beijo, e demorou horas para que suas analises apontassem os motivos dos comportamentos do herói com o outro.

O coração acelerou quando as bochechas esquentaram ao se dar conta do segundo significado daquele olhar quente ao pedir que não fosse treinar com Todoroki, e no lugar, fosse para a casa dele. Mas, Deku continuou sem querer acreditar. Se iludir daquela maneira aos vinte e seis anos era idiota demais, ele sabia, e por isso tentou imaginar que Bakugou só não queria estar no mesmo ambiente que Todoroki. Porém, sua resistência não durou muito ao se lembrar da maneira excitada com que fora pressionado sobre o corpo maravilhosamente tentador, e sem notar, segundos depois já estava na sala de Todoroki, desmarcando o treinamento para aquela noite.

Ele voltou para casa ainda sem saber se realmente iria para o endereço que nunca havia visitado, mas o banho, a troca de roupas e a maneira que ainda se olhava no espelho indicava que sua decisão já estava tomada, só precisava aceitá-la para sair de uma vez.

E se ele não me quiser na hora? E se me deixar sozinho, como fez da outra vez? Ele fechou os olhos com força enquanto se perturbava em pensamento.

Bakugou havia mudado com o tempo, ele sabia, e a maneira que a relação de ambos vinha melhorando — até demais —, o fazia rebater as perguntas pessimistas, equilibrando os dois lados que prendiam os seus pés em frente ao espelho.

Faltava pouco para ficar tarde demais, e Deku analisou as possibilidades para as duas escolhas que tinha no momento, e o arrependimento por ficar em casa se destacou de imediato ao se encarar com seriedade, mas levemente envergonhado.

— Você vai até lá, Izuku — ele apontou para o espelho. — Você não é mais uma criança medrosa. Se ele tentar brincar de novo, é só rebater a altura, como sempre faz — o herói inflou o peito ao assentir, mas logo curvou as costas. — Eu não quero rebater nada, só quero ficar com ele. Mas que droga!

O coração acelerou com a confissão dita em tom alto pela primeira vez em toda a sua vida. Ele queria Bakugou, naquele momento fisicamente, porém, no geral, de todas as formas possíveis, e por isso temia fazer aquele caminho. Seu amor por Bakugou não só fora reanimado como também alimentado pelos últimos meses, e não sabia como lidar se houvesse uma decepção parecida com a do passado.

Ainda doía se lembrar da maneira urgente com que Katsuki limpou seus lábios após ter entrado em contato com os seus, e o que estava prestes a permitir era de um nível ainda maior. Mas, o seu desejo ganhou a discussão interna, que fora tomada pela lembrança da maneira com que Bakugou o beijara horas atrás.

Os pés finalmente se moveram. Ainda podia sentir o gosto do herói em sua boca, e enquanto dirigia pela cidade, se deixou sorrir suavemente, deixando um pouco da insegurança para trás. Ele parecia mesmo me querer, ali mesmo. E eu teria deixado, se não tivessem atrapalhado. Deku corou ao virar uma rua enquanto ouvia o GPS do carro avisar que estava quase chegando.

O coração voltou a acelerar ao novamente imaginar como havia conseguido deixar Bakugou excitado daquela maneira, mas o significado logo se perdeu quando finalmente estacionou em frente ao luxuoso prédio. Ele suspirou trêmulo ao encarar as grandes sacadas, e o cinto de segurança foi tirado devagar.

Ele não se lembrava do andar, então disse apenas o nome, esperando que demorassem até conversarem com Bakugou, porém, sua passagem foi permitida no segundo seguinte, e entrou pelo portão com o dobro de nervosismo. Ele está mesmo me esperando.

Era claro que era esperado; o convite não havia sido brincadeira, como Deku mesmo sabia, porém, sua insegurança só o atrapalhava enquanto esperava o elevador subir até o penúltimo andar. As mãos foram seguradas umas nas outras enquanto desta vez evitava o seu reflexo no espelho que cobria todo o local. Os olhos ficaram fixos nos pés enquanto os sentia pesar ali, porém, não teve opções além de arrastá-los para fora quando a porta se abriu rápido demais.

Deku suspirou pela incontável vez naquela noite ao parar em frente a única porta daquele andar. A mão hesitou para tocar a campainha, mas logo pressionou o botão, voltando a abaixá-la rapidamente, como se tivesse feito algo de errado.

Era como se o seu coração estivesse prestes a explodir, e sentiu que isso realmente poderia acontecer quando viu a maçaneta se mexer. Mas, ele ficou muito bem quando os olhos naturalmente sérios o encararam, porém, não podia dizer o mesmo sobre o resto do corpo, que imediatamente reagiu por conta da lembrança dos beijos de Bakugou.

Midoriya desviou o olhar para o chão quando aceitou o convite para entrar, não podendo ver que o outro herói estava tão nervoso quanto ele. As intenções naquela visita eram claras, e não poderia ser mais vergonhoso para ambos, que por todos aqueles anos, só sabiam se reprimir, e de certa forma, haviam se acostumado com isso.

— Você já jantou? — Bakugou tentou ser natural enquanto o guiava para a sala e fingia que o jeito envergonhado de Midoriya não o excitava ainda mais.

Ele se virou a tempo de vê-lo balançar a cabeça negativamente, e mesmo sendo o tipo de pessoa que gostava de ir direto ao ponto, Bakugou havia decidido que manteria a calma. Espantar Izuku era tudo o que não queria, e não se importou em levar as coisas como uma pessoa normal faria. Um jantar não faria mal, eu acho. Ele parece que gosta dessas merdas românticas. E agradar Izuku era a sua prioridade daquele momento. Ele não queria errar de novo, pois sabia que sua presença ali era a última chance que o universo estava dando para que não o perdesse para sempre.

Bakugou avisou que arrumaria a mesa enquanto o esperava no sofá, porém, seus passos foram rapidamente impedidos antes mesmo de passar pela ilha da cozinha. Ele se surpreendeu com o toque em seu pulso, e quando se virou para olhá-lo, o coração que estava sendo controlado disparou em seu peito.

Izuku ainda parecia envergonhado, mas os olhos verdes estavam como horas atrás; mostrando o desejo que não aguentava mais ser trancafiado. As palavras gaguejadas não foram entendidas ou sequer escutadas, mas os dedos que deslizavam por seu pulso, até que as mãos se tocassem explicaram muito mais do que uma sentença.

Bakugou jogou para o alto a ideia do jantar ou romantismo no mesmo instante. Ele daria o que Deku queria, e se sentia completamente aliviado e empolgado por saber que era o mesmo que vinha desejando.

A cintura de Midoriya foi segurada com firmeza quando o trouxe para mais perto, e o beijo necessitado o fez suspirar ao ser correspondido. A caricia em sua nuca o entorpeceu, assim como a maneira desejosa que seus músculos eram apertados.

Bakugou o segurou com ainda mais força enquanto se deliciava com a língua que não saía de seus pensamentos desde aquela tarde. Ele se moveu, empurrando Midoriya até a ilha da cozinha, onde o sentou ao levantar o corpo grudado no seu. Os lábios se separaram por pouco tempo, o suficiente para buscarem ar, e logo se tocaram com euforia. As pernas de Izuku rodearam sua cintura quando o trouxe para mais perto, e Bakugou sorriu entre o beijo, sentindo a ereção tocar sua barriga.

A ideia de excitar o sempre comportado Deku daquela maneira o fazia ainda mais desejoso, e o tolo sentimento de vitória também o movia. A questão do significado de Todoroki para Midoriya ainda o perturbava, mesmo o tendo em seus braços daquela forma, e a insegurança fora controlada enquanto o sentia puxá-lo para mais perto enquanto bagunçava seus cabelos durante o delicioso beijo.

As caricias se tornaram menos comportadas tão rápido quanto começaram, e Bakugou voltou a si por um breve momento. Deku poderia se deixar levar pelo momento, mas o conhecia, e sabia que seria mais proveitoso e menos bagunçado se continuassem aquilo sobre a cama.

— Vamos para o meu quarto — Bakugou sussurrou contra os lábios avermelhados, e abriu um sorriso malicioso quando o viu assentir rapidamente.

Ele puxou levemente o lábio inferior de Midoriya ao sugá-lo, e o baixo ofego contra a sua boca só o atiçou ainda mais para sair dali o mais rápido possível.

A exclamação surpresa de Deku, quando o puxou pela cintura, mantendo aquela posição enquanto o carregava até a escada, o fez rir em tom baixo, e os lábios inquietos provaram a pele do pescoço do herói enquanto subia os poucos degraus.

Demorou muito mais do que o normal para chegar até a porta que já estava aberta. A maneira com que Midoriya se pressionava contra si — não apenas pelo medo de cair — o distraía juntamente com seus próprios toques desesperados por baixo da camiseta do herói, que o só o provocava com sua respiração pesada.

Um novo beijo foi iniciado pelo herói em seu colo, fazendo com que o sentimento satisfeito e lisonjeado o dominassem por completo. As mãos acariciavam seu rosto, desta vez despreocupadas com a segurança, enquanto se deixava ser segurado como o outro bem quisesse.

As costas de Deku finalmente bateram no colchão quando o peso de Bakugou caiu sobre o seu corpo. O beijo foi interrompido por breves segundos, apenas para ambos libertarem os ofegos que aprovavam o contato indireto dos membros, que se acariciavam com os movimentos impacientes dos quadris do herói explosivo.

Bakugou separou os lábios ao ficar de joelhos, e Izuku estremeceu com intensidade, vendo-o desabotoar sua calça, que foi retirada com pressa e pouca delicadeza. O desejo de Katsuki era sentido com clareza nos olhares, na maneira que tocava suas coxas nuas, e a urgência em tomá-lo para si o fez subir os toques para a ereção coberta pela roupa íntima. A carícia vagarosa e pesada fez Midoriya soltar um baixo gemido, tirando ainda mais sua paciência.

Bakugou debruçou sobre ele, voltando a beijá-lo profundamente enquanto as mãos levantavam a camiseta branca com urgência. A peça de roupa foi deixada de lado no instante em que os lábios tocaram o largo peitoral, e Bakugou sentiu o corpo abaixo de si estremecer com o toque de sua língua. A mesma sensação agitou o seu próprio corpo, e fechou os olhos enquanto a língua provava o mamilo desperto. Ele sorriu discretamente quando o sugou e sentiu o toque em seus cabelos, no segundo em que Midoriya soltara um delicioso ofego. Seus toques eram aprovados pelo homem que há muito era o protagonista de suas fantasias, e não havia como não se sentir orgulhoso e ainda mais ansioso.

Ele voltou a se afastar, olhando diretamente nos olhos verdes cheios de desejo enquanto retirava a própria camiseta rapidamente.

As mãos tremiam pela excitação; Bakugou precisava de um momento para se acalmar, mas ele não queria perder nem um segundo. O botão da calça foi aberto, e antes de descer o zíper, se afastou ainda mais de Midoriya, para pegar o lubrificante e o preservativo no criado mudo ao lado.

Ele jogou as embalagens sobre o colchão, voltando a se posicionar entre as pernas que passou a acariciar com firmeza. As mãos subiram até a roupa íntima com urgência, e ouviu Miadoriya ofegar outra vez quando o livrou da última peça.

A visão da ereção do herói o fez estremecer com intensidade, e acelerou o coração que ansiava por aquele homem mais do que qualquer outra coisa. Ele tentou se curvar novamente, porém, a mão em seu peitoral o impediu, alertando-o. Bakugou o olhou rapidamente, com medo de vir uma rejeição justo naquele momento, porém, o que recebeu fora o contrário. Midoriya se sentou sobre a cama e aproximou os lábios do peitoral enquanto acariciava os músculos com desejo e certa timidez.

Os beijos eram calmos demais para quem estava em uma situação daquelas entre as pernas, mas logo a maneira com que lambia a pele arrepiada sem pressa alguma fora entendida.

— Nós temos tempo — Izuku o lembrou enquanto seus lábios subiam pelo corpo que o fazia perder os sentidos. A insegurança ainda estava ali, mas a maneira com que era tratado o fez fechar os olhos para o sentimento.

A urgência de Bakugou não havia passado despercebida, e apesar de desejá-lo da mesma forma, Deku não via motivos para serem tão apressados. Ele havia imaginado aquele momento por anos, e agora que podia tocá-lo e ser tocado daquela forma, queria aproveitar cada detalhe. Mas, seu pensamento, apesar de entendido, não era compartilhado pelo herói, que segurou seus cabelos enquanto se abaixava para beijar os lábios que o deixavam louco.

As costas de Midoriya voltaram a tocar o colchão, e soltou um gemido abafado pelos lábios do outro, que deitou sobre o corpo com mais calma desta vez, porém, não conseguiu se manter desta forma ao sentir a cabeça do membro descoberto tocar sua barriga.

Os movimentos dos quadris voltaram com rapidez, e Midoriya finalmente conseguiu soltar seu gemido quando os lábios se separaram. A língua de Bakugou deslizou pelas sardas em sua bochecha enquanto a mão apertava a cintura com força e aumentava ainda mais o seu ritmo. Um baixo gemido soou próximo ao ouvido de Deku, que fechou os olhos ao sentir um forte arrepio. Os lábios de Bakugou sugaram a orelha, estremecendo-o ainda mais por deixar sua voz escapar novamente.

— Eu já esperei demais, Deku — a voz grave entrou pelo ouvido esquerdo, fazendo-o gemer em tom baixo.

A espera por todos aqueles anos não o fazia ter vontade de aproveitar o momento devagar; ele o queria o mais rápido possível, e se não estivesse tentando pensar no que o outro também desejava, o teria tomado na cozinha mesmo. Sem rodeios ou preparações. Mas, Bakugou, apesar de sua impaciência, não planejava aproveitar aquele momento sozinho. Katsuki queria mostrar para Izuku que não encontraria ninguém melhor do que ele, e nem todo o desejo que o fazia perder os sentidos aos poucos o faria desviar de seu plano. Você vai esquecer de qualquer um que já te tocou assim.

Talvez Midoriya se tornasse o herói número um em breve, e isso o irritava grandemente, mas estava disposto a ceder, desde que fosse o primeiro no coração e nas fantasias do homem que gemia tão gostoso abaixo de si.

Bakugou desceu os lábios novamente, chupando a pele no claro intuito de marcá-la por completo. Os ofegos de Midoriya o incentivavam a continuar, assim como a carícia em seus cabelos, então não hesitou ao segurar o membro abaixo de si, o acariciando com firmeza.

Os gemidos voltaram para o cômodo, fazendo o herói sorrir satisfeito enquanto olhava para cima. Midoriya já estava completamente entregue, com os olhos fechados e a voz soando tão necessitada, e imaginar o que viria a seguir só o atiçou ainda mais.

Chega de só imaginar. Bakugou determinou ao descer a atenção para o membro que pulsava em sua mão. A língua deslizou pelos lábios, ansiosa para tocá-lo, e ele não demorou para se presentear com a sensação deliciosa de tê-lo em sua boca.

O tom de Midoriya subiu um pouco mais com o contato molhado, incentivando-o a colocá-lo mais fundo, deslizando a ereção para quase tocar a garganta. Ele o sugou devagar, quase sorrindo com o tremor intenso na carne que segurava com firmeza. Os movimentos se repetiram de forma lenta, mas logo Bakugou se entregou para a impaciência novamente. Ele imaginava que seria satisfatório senti-lo daquela forma; que os gemidos seriam sensuais e provocantes, mas não que o sabor de Deku seria tão viciante. Ele o engoliu com fome, rapidez e desespero. Os gemidos altos eram incríveis de ouvir, e o membro reagindo enquanto o sugava com vontade fazia sua própria ereção pulsar.

Ele se tocou por cima da calça por um momento, sentindo-se arrepiar de maneira gostosa enquanto gemia com Deku em sua boca, mas não estava nem perto de ser o suficiente.

Bakugou soltou Midoriya por um momento, apenas o suficiente para pegar o tubo que havia deixado ao lado. As mãos trêmulas abriram a embalagem com pressa enquanto mantinha os olhos fixos nos verdes, que naquele ponto estavam tão ansiosos quanto os seus. Um fraco sorriso se abriu ao admirar a pele avermelhada e o peito ofegante enquanto as pernas se separavam um pouco mais, o chamando em silêncio. E Bakugou o atendeu prontamente.

O líquido foi despejado sobre os dedos, e sem cerimônias, o penetrou com um deles, fazendo-o suspirar de maneira trêmula. A cabeça se abaixou outra vez, e Bakugou voltou a dar atenção a ereção, que deslizou para a sua boca com facilidade. A língua deu atenção para a cabeça do membro que aprovava suas carícias, e sem demora, o penetrou com mais um dedo, que se movimentava devagar enquanto o sentia puxar para o interior quente e que Bakugou não via a hora de sentir mais a fundo.

A perna de Midoriya se apoiou em seu ombro direito quando seus gemidos retornaram, e os cabelos loiros voltaram a ter atenção no instante em que outro dedo o penetrou um pouco mais fundo enquanto o ritmo em seu interior aumentava aos poucos. Os fios foram puxados com um pouco de força ao sentir os lábios de Bokugou se descontrolarem mais uma vez, e provou da impaciência do herói ao desejá-lo com urgência naquele momento.

— Kacchan — ele deixou o apelido escapar em seu chamado, e a maneira ainda mais intensa que passou a ser tocado o fez soltar outro gemido que repetia o nome que havia sentido a faltar de proferir.

Bakugou o soltou subitamente. A confusão veio quando sentiu os dedos se retirarem devagar, mas ele se iluminou quando o sorriso malicioso se aproximou de deu rosto.

— Nós temos tempo — Bakugou caçoou ao repetir suas palavras, que não poderiam mais ser aplicadas ali.

Midoriya conseguiu rir em tom baixo entre a respiração ofegante, e bateu o punho com pouca força no peitoral bem definido, causando um som parecido em Bakugou, que descia a mão por sua pele de maneira vagarosa e provocante.

— Eu quero você, Kacchan — as mãos trêmulas tocaram o rosto belo que o admirava com extremo desejo, fazendo-o também se sentir lisonjeado.

O sorriso de Bakugou se alargou com as batidas aceleradas de seu coração e ele se afastou, se livrando da calça e roupa íntima com o mesmo movimento. O olhar desejoso e a maneira com que Deku mordeu o lábio ao analisá-lo o agitou ainda mais, e não demorou para se debruçar sobre ele novamente, beijando os lábios de maneira desajeitada por conta dos gemidos que soltaram com o contato direto dos membros.

A língua de Bakugou desceu para o pescoço enquanto ambos se tocavam de maneira vagarosa, e o baixo chamado fez todo o calor que sentia naquele momento se acumular em seu peito. Caralho, eu senti muito a falta disso.

— Me chame de novo — ele sussurrou contra a pele arrepiada, um pouco antes de sugá-la com força.

Deku precisou de um momento para assimilar o pedido feito em tom de ordem. Sua mente não conseguia processar nada além do prazer que sentia naquele momento, mas aos poucos conseguiu entender o que foi pedido, e sorriu fraco com a repetição do pedido tão próximo ao seu ouvido que o fez estremecer com intensidade.

— Kacchan — ele gemeu o apelido do herói com deleite ao senti-lo aumentar o ritmo em seu membro, e o sorriso que Bakugou abriu foi sentido na pele de seu pescoço, fazendo-o reagir da mesma forma.

O olhar que se encontrou com o seu naquele instante foi o marco de deu limite. Havia muito mais do que desejo ali, e Midoriya jogou para o alto qualquer insegurança que ainda teimava em rondá-lo.

O corpo voltou a chacoalhar com o sorriso malicioso e o baixo gemido que Bakugou soltou, antes de largar seu membro, para lamber a mão devagar enquanto mantinha os olhos fixos nos seus. A palma logo desceu, e deslizou pela barriga e o peitoral.

— Você é tão gostoso — Bakugou deixou o pensamento pular por seus lábios, que não demoraram para devorar os do outro, que sentiu o corpo como se estivesse pegando fogo por conta das palavras ditas em um tom tão sensual.

A mão procurou a outra embalagem ao lado imediatamente, e quando os lábios se separaram, os arrepios retornaram com o sorriso malicioso acima de si. Bakugou pegou o preservativo de suas mãos rapidamente e no mesmo ritmo o colocou na boca, abrindo a embalagem sem dificuldades.

Deku suspirou trêmulo ao vê-lo se afastar depois de um rápido beijo, e as pernas voltaram a se separar automaticamente. Vem logo, Kacchan. Ele torcia para o herói voltar com sua impaciência enquanto a boca acumulava saliva ao observá-lo tocando o próprio membro, deslizando a proteção por ele.

O olhar carregado de desejo logo voltou para si, e seus pensamentos não precisaram sair em forma de palavras. Ambos se queriam fervorosamente, e não foi surpresa o membro completamente ereto o penetrar com facilidade.

Ainda que não tivesse resistência, Bakugou se moveu devagar enquanto o ajudava a enlaçar sua cintura com as pernas trêmulas. Os baixos gemidos e a maneira com que Deku mantinha as mãos agarradas em seus ombros, enquanto os olhos fechados mostravam que sentia cada sensação que seu membro trazia, quase o descontrolou, mas Bakugou respirou fundo, tentando engolir seus gemidos sem sucesso algum.

Ele não queria machucá-lo. Depois de tudo o que havia feito, aquilo seria imperdoável, e mesmo se sentindo estranho por pensar primeiramente em Izuku naquele instante, foi o que fez.

Seu membro se movia de forma vagarosa, ainda que o penetrasse com um pouco de força, não conseguindo ter total controle de seus desejos. Os olhos semicerrados permaneceram atentos as expressões abaixo de si, e a maneira com que Deku reagia a suas investidas o fez impaciente novamente. Eu quero te foder com tanta força. Ele se arrepiou por completo com o próprio pensamento, e os gemidos de Izuku, que se tornaram deleitosos, duplicaram a sensação.

— Você está bem? — Ele quis ter certeza de que não ouvia errado, e o corpo se agitou ao vê-lo assentir rapidamente enquanto abria os olhos lacrimejados.

— Eu quero mais — Deku moveu os quadris com impaciência enquanto suas pernas prendiam a cintura com firmeza. — Kacchan.

O gemido manhoso por seu nome foi o fim para todo o controle que vinha tentando manter. E Bakugou realizou o seu desejo ao se retirar do interior de Midoriya, para voltar rapidamente, com força exagerada. O gemido com seu nome se repetiu enquanto Deku procurava os dedos para entrelaçar com os seus, e Bakugou sentiu-se livre para continuar daquela forma, apertando a mão abaixo da sua.

Os movimentos eram rápidos e intensos, de uma maneira quase selvagem, assim como os altos gemidos que se misturavam com o som dos corpos se chocando com força. Bakugou não pensou no controle, apenas porque não mais precisava. Deku o correspondia com a mesma fome e desejo, até mesmo o incitando a ir mais fundo e mais forte enquanto o enlouquecia com sua voz desejosa, chamando pelo apelido saudoso. Os corpos suados não se desgrudaram, nem mesmo quando Midoriya passou a se masturbar com urgência, praticamente gritando por Bakugou, que o sentiu se tornar mais apertado enquanto fechava os olhos com força.

O corpo de Deku estremeceu com intensidade quando o sêmen se libertou finalmente, sujando o peito, pescoço e até mesmo parte do queixo, quase tocando os lábios que ainda gemiam deleitosos com movimentos fortes em seu interior.

Bakugou rapidamente abaixou os lábios, sugando o líquido pela pele estremecida. Sentir o gosto de Midoriya só o excitou ainda mais naquele momento, e sugou com força o pescoço enquanto aumentava ainda mais o ritmo e o tom de seus gemidos, soando próximos ao ouvido do herói, que se mantinha agarrado ao seu pescoço enquanto as mãos entrelaçadas se apertavam.

Bakugou fechou os olhos com força ao chegar no seu limite. A voz soou longa e prazerosa segundos antes dos lábios se prenderem no ombro coberto pelas charmosas sardas e uma fraca mordida fez Midoriya reagir com um gemido no instante em que Bakugou gozou.

Os movimentos diminuíram aos poucos, assim como os tons das vozes que antes eram tão despudoras.

Bakugou se retirou do interior de Midoriya enquanto sorria de maneira discreta e se livrava o preservativo. Eu nunca imaginei que ele seria tão escandaloso. Ele sentiu o peito ofegante aquecer com aquela nova faceta de Midoriya, e mesmo exausto, desejou voltar a ouvi-lo daquela forma em breve.

Katsuki se deitou ao lado, procurando recuperar o ar enquanto se mantinha em silêncio, mas a agitação em seu interior não cessou ao sentir Midoriya se virar na cama. A cabeça pendeu para o lado, e o peito se aqueceu com a visão do herói completamente suado e ainda ofegante. Os olhos verdes pareciam receosos, e ele o entendeu completamente enquanto também se virava sobre a cama.

A costas da mão tocaram a pele sardenta, a sentindo aquecida e levemente trêmula quando desceu a caricia para o braço, admirando as cicatrizes que só o faziam ainda mais atraente, até chegar na cintura, que recebeu mais atenção ao deslizar a palma ali. Os lábios se tocaram levemente, em um beijo rápido, mas que fez Bakugou se agitar internamente.

— Eu vou tomar um banho — o herói avisou. — Você vem?

Ele queria dizer muito mais do que aquilo, porém, ainda lhe faltava coragem para deixar um pouco mais do seu orgulho. Nós temos tempo, certo? Ele pensou ao ver Midoriya assentir devagar. Vou esclarecer tudo depois do banho.

Bakugou sabia que adiar ainda mais o que deveria dizer era covardia de sua parte, mas ele ignorou o sentimento culpado em seu peito enquanto se levantava e estendia a mão na direção de Izuku. A insegurança do outro era palpável depois que a euforia do momento passou, e era cruel deixá-lo sem saber que o passado não se repetiria ali, mas, ele adiou mesmo assim.

No fundo, Bakugou esperava que suas ações fossem o suficiente para falar por si, e não poupou esforços para ser um pouco mais carinhoso do que realmente era. Ele deixou Midoriya entrar no box primeiro, ligou o chuveiro enquanto se oferecia para ensaboar suas costas, mas apenas quando os seus braços envolveram a cintura do herói e beijou seus lábios lenta e profundamente, que realmente conseguiu tirar um pouco do receio dos olhos verdes.

As caricias leves e vagarosas começaram a ser retribuídas mesmo sem a desculpa da ajuda com o sabonete, e Bakugou sentiu o afeto nas mãos cuidadosas o estremecer levemente. Os beijos lentos eram gostosos, e queria de ter continuado com eles, porém, os corpos não permitiram que se acalmassem tão cedo.

A cintura de Midoriya foi segurada com um pouco mais de foça quando o sentiu se mover sobre o seu membro, e antes que pudessem pensar corretamente no que faziam, Deku já estava debruçado contra a parede enquanto Bakugou o fazia gemer alto ao penetrá-lo com euforia.

O ato foi quase tão intenso quanto o anterior, prolongando o banho que deveria ter sido rápido, como foi para Bakugou depois, ao deixar Deku terminar de se ensaboar sozinho. Ele saiu do banheiro se sentindo estranhamente leve, e o fraco sorriso que viu antes de fechar a porta o fez puxar os lábios da mesma maneira.

Ele se trocou e mudou os lençóis sobre a cama devagar, querendo dar tempo para Midoriya terminar o banho, para que pudessem deitar juntos novamente. O convite para que passasse a noite ali já era planejado, mas o agitava com a ansiedade de fazê-lo de uma vez. Mas Bakugou se jogou no meio da cama ao não ter sinal do herói, e riu em tom baixo. Eu pareço a porra de uma garota por causa dele.

O som da porta foi escutado finalmente, mas Bakugou não se moveu como queria. Os passos de Midoriya foram diretos, e sua intenção de se aproximar alegrou Katsuki, que o esperou pacientemente. Seu corpo se esquentou levemente ao vê-lo apenas com a roupa intima, e os cabelos molhados só reforçaram o charme dos fios ondulados.

O colchão se afundou ao seu lado, e Bakugou virou o rosto na direção de Midoriya, que se arrastou na larga cama, para poder se sentar ao seu lado. Os olhos se encararam com o breve silêncio, e o coração de Katsuki se descontrolou quando sentiu o toque afetuoso em seu rosto.

— Está mais calmo? — Ele perguntou em tom preocupado, confundindo o herói explosivo. — Você parecia nervoso mais cedo. Mais do que o normal.

Bakugou soltou um suspiro ao finalmente entendê-lo, e o sentimento culpado o tomou novamente quando tocou o braço estendido em sua direção. Seu ciúme só o fazia agir de maneira errada com Midoriya.

— Eu fui um idiota com você — ele finalmente admitiu o que o vinha cutucando há muito tempo, não apenas por aquela tarde. — Eu sinto muito. Por tudo.

Até ali, ele achava que seria bastante difícil dizer tais palavras. Se desculpar era humilhante, e admitir que estava errado ainda mais, porém, não havia incômodo algum em falar com Izuku daquela forma. Por que estou tão calmo? Ele se perguntou no fim de suas falas, porém, a resposta ficou para um outro momento, pois, a calmaria logo se foi por causa dos olhos verdes e emocionados que o encaravam.

— Kacchan — Deku o chamou de forma trêmula enquanto acariciava o seu rosto.

Bakugou imediatamente fechou os olhos, aproveitando o carinho que recebia em sua pele, e principalmente, o som da voz de Midoriya proferindo o seu apelido. O coração acelerou novamente, fazendo o peito se aquecer de imediato.

Ele sentia que estava errado novamente, porém, ainda havia um pouco do sentimento incômodo em seu interior. Bakugou abriu os olhos devagar enquanto acariciava as cicatrizes do braço de Midoriya, mas não o encarou diretamente.

— Você e Todoroki estão juntos? — A pergunta saiu em tom claro e firme, carregando toda a seriedade que tinha com o assunto.

— O quê? — A voz de Midoriya soou ainda mais alta, chamando a atenção de seu olhar. — Você quer dizer, tipo... — ele estava boquiaberto, sem saber como terminar sua pergunta sobre aquilo, porém, Bakugou o entendeu e assentiu devagar.

A baixa risada de Midoriya o irritou, mas ele se manteve calado enquanto o observava se aproximar um pouco mais, ainda tocando o seu rosto.

— Você realmente acha que se estivéssemos juntos, eu estaria aqui agora?

Os olhos verdes brilhavam em sua direção, e o fraco sorriso não mais o irritou. O sentimento quente voltou a abraçá-lo, e Bakugou desviou o olhar para o braço que merecia todo aquele carinho.

— Não — ele também riu em tom baixo, se sentindo um idiota. — Você é bom demais para fazer uma coisa dessa.

— Sou mesmo — a afirmação saiu com um riso brincalhão, e Bakugou novamente o olhou, duvidando que pensasse aquilo sobre si mesmo. Midoriya tinha o péssimo hábito de não enxergar quem realmente era.

Subitamente o olhar alegre de Izuku mudou para a seriedade, fazendo-o se preocupar com o que pensava naquele momento. Os olhos verdes desviaram para baixo quando afastou a mão de seu rosto, e Bakugou sentiu o peito se apertar levemente.

— E também... — Deku hesitou enquanto o rosto se tornava rosado. — Não consigo te esquecer de jeito nenhum. Como eu posso namorar outra pessoa, quando sou louco por você?

Katsuki achava que a maneira acelerada com que seu coração vinha batendo até ali era o limite que poderia chegar, mas ouvir o que Midoriya tinha para dizer mostrou a ele que ainda havia como aumentar a intensidade de tudo aquilo.

O rosto esquentou levemente quando se sentou, e a testa descansou no ombro largo ao soltar um suspiro.

— Eu também — Bakugou sussurrou sua confissão há muito guardada, vendo que aquilo sim era muito mais difícil do que pedir desculpas.

A surpresa em Deku fora genuína e nada discreta. Os olhos se arregalaram enquanto o rosto se tornava ainda mais avermelhado, e o seu coração pôde ser sentido com clareza apenas com um leve toque em seu peitoral. Bakugou rapidamente levantou a cabeça, o olhando com incredulidade.

— Por que acha que te beijei naquele dia? — Ele perguntou em um tom que combinava com sua expressão. E a maneira com que Midoriya desviou o olhar e ficou em silêncio o fez suspirar com impaciência, enquanto tentava suprimir a raiva que queria sentir, e sabia que não deveria. — Você é bastante burro para um cara inteligente.

— Como que eu poderia imaginar? — Izuku se alterou ao olhá-lo com indignação. Ele era só um garoto que havia acabado de descobrir sua paixão, e que fora completamente recusado após ter lhe oferecido esperanças. Não havia como pensar que era correspondido de verdade.

— Eu estava duro enquanto te beijava loucamente, então... — Bakugou deixou sua frase solta no ar, mostrando que era óbvio, mas não o culpando por não ter conseguido interpretar o seu jeito carrancudo.

— Kacchan! — Izuku exclamou horrorizado, trazendo um pouco de humor entre eles.

Bakugou riu em tom baixo ao voltar a se encostar no ombro de Midoriya, e beijou as sardas com carinho enquanto sentia seu peito se aquecer de uma forma aconchegante.

— Nunca mais pare de me chamar assim — ele pediu enquanto deslizava a ponta do nariz pela pele que se arrepiava com o seu toque.

— Eu achava que odiasse — a frase soou acanhada, fazendo os lábios de Katsuki se puxarem em um breve sorriso, que não pôde ser visto quando voltou a se deitar.

— Eu também. Mas, odeio mais quando me chama de Bakugou — ele revelou enquanto pousava a mão sobre a perna de Midoriya. — Por que começou com isso do nada?

A pergunta fora feita com sincera curiosidade, porém, também vinha com o intuito de camuflar sua vergonha com toda aquela sinceridade que não era o seu normal.

— Eu queria ser mais respeitoso.

O bico manhoso de Midoriya ao falar quase o fez rir, mas não houve como segurar o sorriso enquanto o via se deitar ao seu lado sem cerimonias ou hesitações.

— Sabe onde deve enfiar esse respeito, né? — Ele finalmente riu, mas da expressão repreendedora que recebeu. Bakugou abraçou a cintura à frente com firmeza quando o beijou rapidamente. — Você nunca falou um palavrão na sua vida inteira, não é? — A frase saiu divertida, ainda mais pela expressão de Midoriya.

— É claro que já — ele soou sério demais. — Eu não sou perfeito, sabe.

— Para mim, parece que é.

Bakugou ainda achava engraçado o jeito de Izuku, mas o seu riso morreu no instante em que notou o que havia dito. Os olhos verdes brilharam surpresos e alegres em sua direção, e ele não viu outra saída para esconder a súbita timidez a não ser o beijando profundamente, sabendo que a longa caricia apagaria um pouco da memória de Midoriya.

Mas Izuku não esqueceu, apesar de ter aceito a mudança de assunto quando se aconchegou melhor nos braços fortes de Bakugou. A conversa se tornou baixa e sobre nada importante, causando uma divisão em seus sentimentos. Era completamente confortável estar daquela maneira com Katsuki, porém, ainda era estranho não ouvi-lo usar seu tom ríspido mesmo enquanto se irritava com uma coisa ou outra enquanto conversavam. Era difícil se convencer de que aquele momento não era uma de suas fantasias, principalmente ao receber a confirmação de que toda aquela irritação dos últimos meses era apenas por que queria ser chamado de “Kacchan” novamente, e que havia interpretado sua relação com Todoroki de forma completamente errada. Eu ainda não consigo acreditar que ele estava mesmo com ciúme.

As mãos tocavam o rosto de Bakugou como se ele fosse feito de um material frágil, com medo de que a qualquer momento ele fugisse dali e a boba conversa que iniciavam naquele instante sumisse quando acordasse sozinho em sua cama. Mas, Izuku não acordou, e soltou um suspiro impaciente com a insistência do outro herói em fazê-lo falar como ele.

— Por que não tenta falar... “porra”?

— Não!

Ele se arrepiou de repulsa em apenas se imaginar falando aquilo.

— Por mim, por favor.

Bakugou estava incrivelmente sério enquanto pedia, o que fez a leve irritação de Midoriya ir embora, e um baixo riso saiu por sua boca.

— Para com isso — ele pediu entre o riso, enquanto via Bakugou perder a máscara séria aos poucos.

Há quanto tempo eu não te via sorrir. Izuku soltou um suspiro apaixonado ao vê-lo daquela forma tão descontraída, e pela primeira vez, em um momento apenas dos dois. Bakugou só costumava agir de tal forma na época da academia e quando estava na companhia de Kirishima, o que o fazia entender completamente o ciúme que sentia por causa de Todoroki. Sempre achei que Kacchan ficaria com ele.

O sentimento pesado que sempre vinha ao pensar em Kirishima não veio daquela vez, mas Izuku nem ao menos notou que já havia se libertado do ciúme há muito tempo. Ele se distraiu com outro beijo eufórico de Bakugou, e logo focou apenas em ambos, e na alegria que sentiu ao ser praticamente intimado para passar a noite ali.

A cama de Bakugou parecia duas vezes mais confortável que a sua apenas por ter o cheiro do herói por toda a roupa de cama, e o sono veio com muito mais tranquilidade ao sentir o peitoral abaixo de sua mão enquanto recebia uma leve caricia sobre o braço. Mas, ele acabou abrindo os olhos novamente no meio da madrugada.

Era parte de sua rotina acordar exatamente as duas da manhã para ir ao banheiro, e não a cortou porque estava longe de casa. Ele se levantou de maneira sonolenta, e sorriu fraco ao ver Bakugou deitado de bruços no lado oposto ao seu.

A realização de que aquela noite não havia sido um sonho o fez andar animado até o banheiro, e sair da mesma maneira, ainda que um pouco mais sonolento e cansado. Os pés se arrastaram pelo quarto parcialmente escuro, e a visão levemente embaçada se focou na cômoda iluminada pela lua. Ele se aproximou na intenção de fechar as cortinas, porém, a atenção fora para o móvel novamente, chamando-o para se aproximar.

O peito de Midoriya se aqueceu no instante em que pegou o pequeno objeto sobre a cômoda, e um fraco sorriso se abriu quando reconheceu um velho presente que havia dado a Bakugou, quando eram crianças. O chaveiro parecia muito bem cuidado pela idade que tinha, e a ideia de Bakugou o tê-lo guardado por todo aquele tempo o fez alargar ainda mais o sorriso, mas não tanto quanto ao ver os papeis que estavam ao lado do objeto. Ele os pegou rapidamente ao se reconhecer na primeira foto, e o coração acelerou ao ver com um pouco de dificuldade, ambos brincando em um lago. A próxima era de quando estraram wm uma nova escola, e o olhar emburrado de Bakugou ao lado de seu sorriso animado o fez rir em tom baixo. Isso é fofo demais, Kacchan.

Ele sabia que o herói ficaria nervoso, se soubesse que havia mexido em suas coisas, por isso, arrumou as fotos devagar e colocou o chaveiro na posição exata em que antes estava. Ele encarou os papeis e o objeto com carinho enquanto imaginava o que faziam ali, a mostra, e a ideia de Bakugou ter olhado para aquilo há pouco tempo o agitou ainda mais.

Os pés foram silenciosos ao voltar para a cama, mas ele já havia perdido o sono com sua empolgação. Um pequeno descuido ao colocar os joelhos sobre o colchão acordou Bakugou, que se virou de maneira preguiçosa entre os lençóis.

— Está tudo bem? — Ele perguntou com o máximo de urgência que seu estado sonolento permitiu. Os chamados noturnos da empresa não eram raros, e o costume o despertou aos poucos.

— Está. Só fui ao banheiro — Izuku o tranquilizou, se sentindo culpado por ter olhado o que achava que não deveria, mas seu estado mudou completamente quando se deitou e o abraçou por trás.

O cheiro de Bakugou parecia ainda mais intenso naquele momento, e o sentimento empolgado voltou a tomá-lo. A cintura foi acariciada levemente, e um suave beijo tocou a pele do pescoço do herói, um pouco antes do largo sorriso se espalhar pelo mesmo local, o agitando.

— Por que está sorrindo feito um idiota? — Bakugou perguntou com irritação, porém, isso só o fez rir em tom baixo.

— Nada. Volte a dormir.

Bakugou obviamente não o obedeceu. O corpo se moveu na cama novamente, e Midoriya o seguiu, se apoiando em um dos braços para olhá-lo de cima. A iluminação era pouca, mas podia ver os olhos atentos em sua direção, e que estava prestes a ser xingado, porém, Deku não permitiu. Ele se abaixou rapidamente, sentindo-se estranhamente leve com a boba felicidade. O beijou suavemente, planejando deixá-lo em paz após a breve caricia, porém, Bakugou não permitiu que se afastasse ao segurar sua cabeça quando abriu a boca.

O profundo beijo despertou Midoriya ainda mais e o corpo reagiu com o leve aperto em seu quadril. Ele se arrastou por cima do outro, sentando em seu colo enquanto a língua era acariciada de uma maneira sensual demais para quem pretendia voltar a dormir em breve.

As respirações ofegantes soaram pelo quarto, e não cessaram enquanto Midoriya se movia vagarosamente sobre o membro desperto abaixo do seu. Sua cintura foi segurada com força, com um mudo incentivo para que continuasse, e seu largo sorriso retornou.

— Você quer mesmo dormir, Kacchan? — A pergunta saiu provocativa enquanto pressionava o corpo um pouco mais sobre o outro.

A baixa risada arrepiou o seu corpo, e os quadris se moveram um pouco mais rápido. Bakugou rapidamente se sentou sobre a cama, quase encostando os lábios ao sorrir com malícia.

— Eu odeio dormir.

Ambos riram em tom baixo segundos antes de trocarem um beijo lento, porém, tão caloroso quanto os eufóricos de mais cedo. Os braços de Midoriya rodearam o pescoço de Bakugou enquanto sentia as mãos do herói passearem por suas costas. Os ofegos se tornaram baixos gemidos quando os lábios se separaram, e Midoriya sentiu o peito aquecer de forma intensa e gostosa. Ele beijou o rosto de Bakugou com carinho enquanto o ouvia gemer em seu ouvido, e tocou o peitoral, sentindo o coração acelerado como o seu.

— Eu te amo, Kacchan — o sussurro soou sentimental ao mesmo tempo que sexy para Bakugou, que o segurou com ainda mais firmeza em seus braços.

— Izuku... — ele soltou o nome com um baixo gemido ao senti-lo aumentar o ritmo em seu colo.

Seu nome sendo proferido depois de tantos anos e em um tom tão sensual foi demais para Midoriya, que achava não poder se sentir mais feliz do que naquele instante. Seu corpo estremeceu com intensidade ao ser deitado na cama, e o sorriso retornou com a certeza de que sua insegurança havia sido infundada. Bakugou o desejava muito mais do que antes demonstrava, e provou para Izuku o seu sentimento mais profundo sem precisar de palavras durante toda aquela madrugada.

Notas finais
Hey~ Eu avisei que tinha me empolgado soidaosdjoasd Este é o último capítulo, mas, ainda vai ter um extra, que pretendo postar na próxima sexta-feira. Então, até lá! Espero que tenham gostado ♥