Notas iniciais
Hey (: Um capítulo confuso e maldoso pra vocês. Quem apostou na ligação do Daniel, acertou... Mas, opa, não se precipite, pois essa ligação quem vai quebrar a cara é a Manu. 'Odiadoras do Daniel', talvez começa hoje a minha tentativo de reverter todo o sentimento ruim que vocês têm dele. A Manu vai ter uma longa história com ele, então é melhor se acostumarem :3
(Espero que não me batam u.u). *-* Adivinha quem aparece na história de um jeito fofo? (...) Esse mesmo! Nosso querido e amado homem de nossas vidas!
Espero que gostem!

- Oi minha linda! Estava com saudades de você! O que houve que não foi na escola hoje? – Era a última pessoa que eu queria ouvir naquele momento.

- Daniel... Pelo amor de Deus, para de me ligar. – Enfatizei a palavra ‘amor’ — Eu estou em um hospital, passando por um problema seríssimo. Não quero saber dessas suas palhaçadas, principalmente agora. Você só continua sendo um idiota e caindo ainda mais no meu conceito. Se é que você tem algum conceito comigo. – Fui grossa. Disse tudo aquilo um pouco mais alto do que deveria. Alguns olhares assustados se direcionaram a mim e me desculpei por aquilo através do olhar. Levantei e fui até a porta do hospital, onde a chuva ainda não tinha alcançado.

- Me desculpe! Eu não sabia linda... Mas o que houve? – Ele fingiu tom de preocupação.

- Primeiro: não me chame de linda que me dá nojo quando esse elogio sai da sua boca. Segundo: Não te interessa o que houve. Terceiro: Some da minha vida, sim? – Me perguntei por que não havia desligado o celular ainda. E antes que eu pudesse tê-lo feito, ele me impediu.

- Não consegue ver que eu estou preocupado contigo? – Ele falou seriamente – Olha eu sei que errei contigo, fui um completo idiota. Mas sinceramente, eu não te liguei pra perder meu tempo não. Eu queria falar contigo, senti saudades suas e estou completamente surpreso ao saber que está em um hospital. Queria saber o que houve, se aconteceu algo com você e se eu posso ajudar em algo, mas parece que você não me dá chance de consertar meu erro e tentar ser uma pessoa melhor pra você. – Ouvi sua respiração ofegante em seguida.

- Me desculpe... – Minha voz parecia um pouco amedrontada. — Eu... Não estou com cabeça para falar disso agora. Liga mais tarde ok? – Pedi. De alguma forma, aquelas palavras me chocaram. ‘Mas parece que você não me dá chance de consertar meu erro e tentar ser uma pessoa melhor pra você’ Era o que eu sempre quis que as outras pessoas fizessem por mim. Dessem-me outra chance. Vi que estaria sendo hipócrita ao negar isso pra ele também. Desliguei o telefone em seguida me sentindo pior do que já estava.

Notei que uma enfermeira se aproximava de mim.

- Manuela Rodrigues? – Sua voz doce me chamou a atenção. Eu assenti. – A senhora pode me acompanhar para alguns exames? – E eu a segui. Passamos pelo corredor e entramos em uma sala onde uns cinco médicos pareciam estar à minha espera.

*

Cheguei em casa por volta das 18:00 da tarde. Os resultados dos exames finais sairiam em dois dias e se houvesse total compatibilidade entre eu e a minha irmã, eu faria a pequena cirurgia para a doação o mais rápido possível. Durante todo o percurso do hospital até minha casa, minha mãe se manteve calada.

- Porque não me disse nada sobre minha irmã antes? – Resolvi quebrar o silêncio assim que desci do carro.

- Eu estava tentando não envolver você na vida da sua irmã. Eu sabia que assim que descobrisse que ela estava doente ia querer ficar com ela e eu tenho medo de vocês ficarem juntas. Você pode influenciá-la das formas mais terríveis... E você sabe disso! – Ela disse com a cara dura. Cerrei os punhos.

- O quê? – Exaltei. – Ela é minha irmã, faz parte da minha vida. Eu me importo com ela. Se você não tivesse ficado com essa besteira sua eu poderia ter ajudado muito antes e ela não estaria definhando naquela cama do hospital. Se acontecer algo com ela, a culpa é sua! SUA! – Minha respiração ficou ofegante.

- Minha culpa? MINHA? Foi você que me obrigou a afastar ela da família. Talvez se ela tivesse permanecido entre a gente descobriríamos a doença antes que fosse tarde. E então nada disso estaria acontecendo. Tem certeza que a culpa é minha? – Cada vez que falávamos nossos tons de vozes aumentavam. Estávamos em uma batalha interna de quem gritava mais alto ali. Sabendo que ela nunca cederia, apenas virei às costas e ameacei um passo. – Não vira as costas pra mim... Admita que a culpa é sua! – Continue caminhando como se não tivesse escutado o que ela havia dito.

- Você é uma bruxa! – Sussurrei. Achei que ela não havia ouvido, mas segundos depois ela berrou.

- SAI DAQUI! SAI DAQUI AGORA! – E eu obedeci. Não queria permanecer em casa ouvindo aqueles desaforos. A culpa não podia ser minha por causa do estado da minha irmã e ninguém poderia me culpar disso. Poderia?

Atravessei o portão de casa e comecei a andar até o fim da rua.

O sol já havia sumido e estava começando a ficar muito escuro. Não sabia onde passaria a noite, mas tinha certeza que não seria em casa. Na esquina da quadra de casa arranquei o moletom do meu corpo e joguei numa lixeira ali perto, ficando apenas com meu short de meio palmo e minha regata preta. Amarrei meu cabelo em um rabo de galo com uma fita que havia achado no bolso.

Julgando a hora que eu estava na rua e as minhas roupas, eu poderia ser confundida com uma garota de programa, mas dei de ombros. Continuei caminhando pela rua.

*

Era umas 21:00 quando entrei em um bar que encontrei longe de casa. O reconheci. Havia sido aquele o lugar em que tinha acontecido. Aquele tinha sido o lugar em que o cara havia sido morto por mim. O inicio de todo o desastre da minha vida.

Caminhei até o balcão. Muitas pessoas olhavam torto para mim, como se eu fosse uma prostituta ou algo assim. Tentei não prestar atenção. Sentei em uma cadeira próxima ao balcão e alguns caras que estavam por perto tentaram passar a mão em mim algumas vezes. Fiz meu pedido. Vodca pura.

*

Depois de uns quatro copos eu já estava fora de mim. Eu tinha jurado que jamais beberia para ficar daquela forma, mas não me importei. Aquele dia havia sido completamente horrível e eu só queria sentir paz.

Não conseguia focalizar muita coisa. Eu estava tonta demais para isso. Talvez a única coisa coerente que dizia era: “Mais um copo, sim?”.

Senti meu celular vibrar no meu bolso e por um golpe de sorte consegui apertar o botão para atender a ligação.

- Alô? – Grunhi.

- Onde você está? – Uma voz masculina irreconhecível soou perguntando.

- Em um bar... – Consegui responder. Ainda não sabia com quem estava falando.

- Qual deles? – Ele insistiu.

- Não faço à mínima idéia! Longe? Muito longe? – Não consegui responder de forma coesa. Desliguei o celular e bebi o sexto ou sétimo copo.

Alguns minutos depois, havia surgido um homem na porta do bar e ele se direcionou a mim. Nem ao menos consegui saber quem era... A imagem era totalmente desfocada. Segundos de passaram e notei que ele já me levava pela mão em direção a saída do bar. Mandou-me sentar em uma moto e eu obedeci. Eu não sabia o que estava fazendo.

Logo estávamos movimentando pelas ruas escuras e indo em direção a algum lugar.

Acordei em um sobressalto e me sentei na cama subitamente. Uma leve tontura girou meus olhos e minha cabeça ardeu. Estava com uma bela e terrível dor de cabeça. Observei atentamente o ambiente que eu estava. Era um quarto relativamente grande com paredes azuis que passavam um ar de paz e tranquilidade contrastando com a confusão que se instalava em meu cérebro. Uma TV no centro, guarda-roupa ao lado... E eu não fazia idéia em qual lugar eu estava. Só tinha absoluta certeza que não era meu quarto. Olhei minhas roupas. Eu vestia uma enorme camiseta masculina e no chão estavam minhas roupas anteriores.

- Bom dia! – André apareceu na porta do cômodo me assustando.

- O que você está fazendo aqui? – Meu coração acelerou. Aquela pergunta não era bem a certa a se fazer.

- Uai, eu estou aqui por que... Hm, vejamos o porquê... – Ele deu uma pausa – Ah sim, essa é minha casa? – Sarcástico como sempre. Ele estreitou os olhos e entortou um pouco a cabeça.

- Ok... Então, o que EU estou fazendo aqui? – Perguntei ainda mais indigesta.

- Você não tinha ido à aula ontem e eu fiquei me perguntando o porquê. Ouvi notícias suas espalharem pelo colégio – Ele dizia cada palavra delicadamente, parecia com medo de me machucar se dissesse algo errado. – Soube que esteve no hospital. A principio pensei que tinha acontecido algo com você, mas então soube que era na verdade sua irmã. Roubei seu número de celular do seu histórico escolar e comecei a te procurar. Achei seu endereço também, mas tinha a completa certeza que não estaria lá. Liguei para você e depois que me disse coisas sem sentido presumi que estava bêbada. Por sorte te achei antes do seu décimo copo. – Ele me olhou em reprovação. Eu também não estava orgulhosa de mim.

- Me desculpe por esse transtorno... Eu tive uma briga horrível lá em casa depois que cheguei do hospital. Minha mãe me mandou sair de casa àquela hora. Eu... –

- Tudo bem, não precisa explicar. – Ele me interrompeu. Aproximou-se da cama e sentou. – Só descanse agora ok? – Ele tirou uma mecha de cabelo que havia caído em meu rosto. Consegui ver pela sua expressão a preocupação que ele estava comigo. Deitei na cama e contemplei o teto. Depois de uns minutos de silêncio, perguntei algo que me intrigava.

- Minhas roupas? – Mordi o lábio inferior.

Notas finais
Eu estou feliz! Sabem porque? Há quase um mês eu estava querendo desistir de postar minha história - Drama de escritor frustrado - e agora, cá estou eu com a meta de +300 reviews. E além disso, mais uma recomendação *-* Obrigada de novo :3
Aparentemente eu tenho muitos leitores fantasmas '-' Mas também sou agradecida a eles.
Capítulo que vem, tem mais do casal: Manu/André *-* (Preciso de um nome para esse casal... Alguma sugestão?)