Não Existem Coisas Más - 1 Temporada

15 Capitulo XV – Um azar nunca vem só!


Chuck está num jardim a passear Pirata, não tem tido ultimamente muita paciência para ele, mas o cão é o único que não se zanga com ele por isso. Chuck senta-se e deixa o bicho andar à vontade num parque só para cães, onde correm e brincam à vontade sem fugir, ele deixa-o aí e dirige-se para o banco mais próximo para se sentar.

Chuck, tens que ganhar coragem e ir ter com a rapariga e explicar-lhe tudo, senão ainda a perdes de vez e aí é que são elas. O teu mundo parece estar sem conserto mas o dela não parece estar melhor, ela mal consegue sorrir e falar contigo. Tens que lhe explicar o porque deste colar e explicar-lhe tudo e mais alguma coisa que queira esclarecer. Mas também não a condeno, eu talvez no seu lugar faria a mesma coisa, ou ate mesmo pior. Levanta-te daí e vai maze ter com a rapariga e diz-lhe que a amas, faz pelo menos uma coisa certa na tua vida, rapaz. – estava a pensar Chuck sozinho até que sentiu lambidelas na cara.

Diz-se que os cães persentem quando os donos estão longe e este é um desses, Chuck já tem aquele cão há mais de 5 anos, e desde o primeiro minuto que ele ama o cão. É quem mais o ouve sem dizer nada que o magoe, é o que lhe dá apoio incondicionalmente do que aconteça, e é sempre ele que lhe salta para o colo e poe a sorrir. Chuck fez-lhe festas e o Pirata continuava a lambe-lo, e com isto pôs Chuck a sorrir.

David foi ver se a sua irmã continuava a descansar, ele pose-a com jeitinho na cama mas ele tinha receio que já estivesse acordada. Mas não ela ainda continuava a dormir como um anjo, ele foi à beira dele e deu-lhe um beijo na testa e afastou-se logo antes que ela acordasse.

Eu vou ter com ele para lhe explicar que não pode brincar com os teus sentimentos e deixar-te para trás como trapos. Vamos ver se aquele menino de coro sabe com quem se meteu! –disse ele baixo à irmã

Chuck e Monique estavam juntos num parque perto de casa do David, eles tinham-se encontrado ali quando Chuck passeava o Pirata. David foi procurar, Chuck a casa mas a mãe disse-lhe que ele tinha ido ao parque passear o cão, ele agradeceu e saiu a correr atras dele. Foi então que parou o carro e viu o tal parque, saiu do carro desorientado e procurou por todo lado, mas parou e raciocinou um bocado e logo descobriu onde ele podia estar, à beira do parque dos cães. Foi então que encontrou um casal e perguntou para onde ficava esse parque, o casal indicou-o e ele seguiu o caminho que lhe indicaram, estava a chegar à beira do parque e viu Chuck e Monique a brincarem um com outro e muito sorridentes, foi então que ele correu como um maluco e parou frente ao Chuck, esta reação fez Chuck se levantar do banco e David puxou o braço para trás fechando a mão e dando um murro em cheio na cara de Chuck. Isto fez com que ele caísse para trás e batesse violentamente contra o banco foi ai, que David ainda não contente com aquilo puxou-lhe os colarinhos e ia-lhe dar outro mas sentiu Monique atras dele a puxa-lo, esta ação fez com que ele parasse e largasse Chuck.

– PAREM! – gritou Monique aflita enquanto segurava David

– O que se passou para fazeres isto, David? – perguntou Chuck com a mão ensanguentada na boca

– O que se passa? Tu ainda tens a lata de perguntar o que se passa? Tu és um gajo nojento, oblá, se te aproximas da minha irmã outra vez eu não fico só com um soco, mas sim com uma tareia que só paras na morgue! – disse David exaltado

– Mas o que se esta a passar aqui? – disse Monique não percebendo a situação

– E tu, tens coragem de estar com uma pessoa como este, paspalho? Eu desde o primeiro dia que te vi que não penso noutra rapariga, nunca me apaixonei por outra como o fiz por ti. Tu és o meu mundo, és a rapariga que me tira o sono, que me dá a cor aos dias, que me parte o coração quando passa por mim e não me liga nenhuma! És a miúda da minha vida, és quem eu sempre sonhei em ter, eu só quero poder adormecer ao teu lado e acordar a ver o teu sorriso. – David apercebeu-se que disse mais do que devia, pois Monique ficou perplexa e Chuck muito admirado – Tu, meu menino, magoas a minha irmã e eu parto-te a cara outra vez!

– Mas eu não fiz nada, eu tenho este colar porque eu e a Monique somos como irmãos, mais nada. E só o tirei da primeira vez que estive com ela, por isso mesmo, para ela não pensar em disparates como pensou agora. Eu amo a tua irmã, como tu amas a Monique! Eu nunca quis a magoar, essa é a ultima coisa que faria, eu só quero ama-la e faze-la feliz, acredita em mim. – disse Chuck, mas David pouco lhe deu ouvidos e foi-se embora, mas Monique continuava perplexa e sem reação – Monique, vai atras dele, rapariga!

E Monique foi a correr atras dele, não pensando em mais nada, depois de correr o parque quase todo à sua procura ela viu-o encostado ao carro com as mãos na cara, ela ganhou lanço e foi ter com ele. Ela chegou lá, agarrou pelo pescoço e beijou-o sem pensar, ele não contava com aquilo e devagar tentou-lhe por as mãos à volta da cintura. David sempre sonhou com aquele beijo, ele só queria a fazer feliz e sê-lo também. Aquele beijo parece que tinha sido uma eternidade, mas cada toque dela era especial e único.

– Monique! – disse Stefan ao passar pelo parque e vendo o que a irmã e David estavam a fazer, isto fez-os parar mas Monique agarrou a mao de David e disse-lhe ao ouvido para saírem dali

– Stefan, não te metas! – disse ela entrando no carro enquanto David arrancava

– Monique, volta aqui! – disse Stefan mas já era tarde

Monique e David arrancaram no carro para sem destino, a meio do caminho David resolveu ir para a praia e Monique aceitou. Eles chegaram à praia e não estava lá ninguém, Monique saiu do carro, cabisbaixa, pois sabia que quando fosse falar com o Stefan ia ouvir um sermão, David reparou que ela não estava muito bem então chegou-se à beira dela e pôs-lhe o braço nos ombros, o que a fez arrepiar. Ele sorriu e pôs-lhe a mão do rosto fazendo-a virar a cara em direção a ele, ele aproximou o seu rosto dela e ela fez o mesmo até que David encostou os seus lábios aos dela e beijou-a. Depois daqueles minutos em que tudo para eles parou, eles olharam-se e Monique sorriu e foi pôr-se frente dele e pôs os seus braços à volta do pescoço dele e olhou fixamente para ele.

– Não fujas, outra vez de mim, por favor! Eu gosto realmente de ti e quero-te fazer a rapariga mais feliz do mundo! – disse ele pondo os braços na cintura dela

– Desculpa eu ter fugido de ti, aquelas vezes todas. Mas é que... – ia a dizer ela quando foi interrompida por um beijo de David

– Eu sei que isto não está certo, mas eu gosto de ti acima de qualquer coisa, mesmo sabendo que tens namorado. – disse David olhando para o chão

– Eu tenho namorado? Bem, parece que sabes mais que eu. O Chuck não é meu namorado, é o meu melhor amigo e só o vejo como um irmão mais nada.

– Eu não estou a falar do Chuck, estou a falar do Stefan! — disse ele fazendo cara de triste

– Ahahah! O Stefan? Ainda muito pior, não só não podia namorar com ele, como esse tenho mesmo que ter sentimento de irmãos. – disse ela em tom de ironia

– Porquê? – disse ele não percebendo

– Porque, esse é mesmo o meu irmão. Parecemos namorados, mas o que somos mesmo é irmãos. Era por isso que estavas tão exaltado? E como poderia ter eu, dois namorados? – disse ela com a sobrancelha erguida

– Sei lá eu! Mas há pessoas para tudo! Mas agora deixemo-nos de conversas e passemos ao que interessa! – disse ele, puxando-a para junto dele e beijando-a

Monique e David estavam em clima de romance finalmente. Tudo corria bem, eles ainda tinham que se conhecer mas pelo que já conheciam estava tudo bem. Monique ainda estava preocupada por o que lhe ia acontecer quando Stefan descobrisse, mas como ela não fazia intenções de lhe dizer, porque sabia que ele a ia proibir. Portanto a única solução era namorar com David às escondidas, mas também tinha que dizer isto ao David porque senão ele podia dizer ao Stefan e isso dava barraca.

Vanessa estava em casa sentada frente à televisão com o comando na mão e a fazer zapping. Ela ouviu a campainha e assustou-se, de tao entediada que estava nem contava com a campainha. Ela levantou-se e foi ter à porta, quando abriu ficou admirada ao ver quem estava a ver. Era um rapaz alto, moreno, com uma crista toda despenteada e uns olhos esverdeados, o rapaz tinha um sorriso lindo. Ela ficou perplexa a olhar, e o rapaz passou-lhe a mão à frente dos olhos, ela sorriu e abraçou-o.

– Estava a ver que não me cumprimentavas. Já tinha saudades tuas, miúda! – disse o rapaz a sorrir

– Desculpa, mas é que ainda me estava a custar a acreditar que o meu melhor amigo estava aqui à minha porta! – disse Vanessa abraçando-o outra vez

– Mas podes acreditar, que é verdade! Eu estou realmente aqui, desculpa mas tinha imensas saudades de ti e então fui ter com a tua tia e perguntei onde é que tu tinhas vindo e ela deu-me a morada. Depois foi só apanhar o avião e aqui estou eu, best! – disse ele abrindo os braços

– E ainda bem, também já tinha imensas saudades tuas. Nem imaginas a falta que me fazes. Mas entra, não vamos ficar aqui à porta! – disse ela saindo da frente da porta para ele entrar e depois acompanhou-o até à sala

– Bem, vocês, tem aqui uma casa, muito gira sim senhora! – disse ele olhando para todo o lado

– Fomos nós e a nossa tia que decoramos. Mas conta-me lá as novidades! Como é que convenceste os teus pais a vir, em tempo de aulas?

– Isso não foi fácil, mas sabes que aqui o teu amigo arranja sempre solução. E novidades, até tenho uma para ti, formei uma banda!

– Uma banda? Sim, senhora, eu passo nem dois meses longe e tu formas logo uma banda? E como que chama?

– Sabes que o meu sonho, foi sempre a musica, e então cantar é o meu instrumento favorito. A banda chama-se One Direction! É formada por mim e por outros quatro rapazes, e fomos escolhidos ao acaso por um concurso que houve na escola. – disse ele empolgado

– Explica isso melhor? – disse ela interessada

– Foi assim, quando foste embora passado quê, uma semana puseram panfletos por toda a escola a dizer que ia haver um concurso para eleger o “ídolo” da escola, e então eu como gosto de cantar, inscrevi-me. Depois de mais uns dias disseram que os júris iam ser famosos e a primeira fase era eles ouvirem e cada júri escolhia ou um grupo ou uma pessoa que os iam representar em cima de palco. Foi então que um tal de Alex Gaskarth me escolheu a mim e aos outros quatro rapazes e nos disse que nós seriamos o grupo que os iam representar. E foi assim que nasceu os One Direction.

– Ui, o que eu perdi. – disse ela sorrindo – Mas fico muito contente por saber que vais começar a fazer o que realmente gostas de fazer.

– Mas isto ainda não acabou! – disse ele abanando o dedo indicador

– Ai não? Ainda há mais? – disse ela admirando-se

– Claro que há, depois de atuarmos no concurso nós ficamos em segundo lugar, mas foi como tivéssemos ganho. Mesmo ficando em segundo, o tal Alex chamou-nos e disse que nos preparássemos pois no dia a seguir ele e a banda dele ia nos levar ao produtor deles. Bem, ai entramos em excitação por completo, e no dia a seguir lá fomos e o produtor agora quer gravar connosco. – disse ele feliz

– Boa, Zayn! Eu espero que vocês ganhem muito sucesso, e quando lançarem o vosso disco o primeiro autógrafo teu é meu ouviste? – disse ela sorrindo

– Claro, mas isso nem precisas de dizer. E no primeiro concerto não podes falhar, já sabes! – disse ele abraçando-a

– Mas agora tens onde ficar? – disse ela olhando-o seria

– Não, mas eu arranjo ai um hotel qualquer! Não te preocupes.

– Tu estás é tolo. Ficas aqui e não se fala mais nisso. – disse ela dando-lhe uma palmada na testa

– Não quero incomodar!

– Oh, tu nunca incomodas. Agora vamos lá conhecer a casa e o teu quarto nestes dias! E já agora quantos dias, vais cá ficar?

– Não sei, mas uma semana talvez? Assim mato as saudades todas e depois espero até que sejas tu a ir a Miami ver-me. – disse ele fazendo-se de nariz empinado

– Está bem, vou pensar nisso! – disse ela dando-lhe um beijo na cara

Monique e David estavam em clima de romance debaixo da lua e em cima da areia, mas Monique estremeceu. David abraçou-a para ver se ela não arrefecia, mas ela parecia estar mesmo com frio.

– Monique, tens frio? – perguntou David preocupado

– Por acaso, ate tenho algum. Esta noite não esta nada quente! Fogo, parece que até o meu sangue já congelou. – disse ela cada vez mais encolhida

– Mas se quiseres podemos ir para o carro, e lá sempre estamos mais quentes. E mais confortáveis. – disse ele abraçando-a cada vez mais

– Sim, se calhar até é melhor! É melhor mesmo irmos, antes que morra de hipotermia! – disse ela exagerando

– Sim, então vamos lá! Que eu não quero ficar viúvo antes de casar. – disse ele rindo e lhe dando a mão para a ajudar a levantar

Eles lá seguiram para o carro, mas antes que chegarem ao carro viram dois homens encapuzados a correrem em direção a eles. Eles iam tentar fugir mas já era tarde quando se aperceberam, porque os encapuzados já estavam muito perto. Os homens colocaram-lhes dois sacos na cabeça e deram-lhes alguma coisa para cheirar e tanto David como Monique caíram redondos na areia. David quando caiu deixou cair a carteira e o telemóvel do bolso deixando as coisas enterradas na areia. Os homens levaram-nos para uma carrinha branca, estenderam-nos na parte de trás da carrinha, aquilo não era muito confortável mas como estavam a dormir nem sentiram dores nenhumas, aquela carrinha estava toda suja e parecia ser de trabalho, pelo menos estava cheia de ferramenta e até ao fundo tinha uma banca de cortar qualquer coisa.

Stefan estava em casa a andar as voltas de um lado para o outro, ele estava a stressar pois não sabia da irmã e ela ainda nem sequer tinha aparecido em casa. Stefan não sabia onde ela tinha a cabeça quando fugiu com o David, mas quando chegasse ela ia ver o que era sermão. Mas como as horas estavam a passar e ela sem voltar, ele ficou cada vez mais preocupado e então pegou no telemóvel e telefonou para Chuck.

– Estou? Quem fala? – disse Chuck estremunhado

– Sou eu, o Stefan, o irmão da Ma…Monique. Já sabes quem fala? – disse Stefan impaciente

– Sim, que se passa com a Monique? – perguntou ele preocupado

– Era isso que queria também eu saber. Eu liguei-te para saber se sabias onde ela estava enfiada ou se estava contigo, mas já percebi que não sabes de nada.

– Não, por acaso não sei. Ela ainda está fora de casa? Nem parece dela, mas já tentaste ligar para o telemóvel dela? – disse Chuck pensando ter perguntado uma pergunta estupida

– Não por acaso até não. Sou mesmo estupido, nem sequer me lembrei disso. – disse Stefan batendo com a mao na testa

– Pronto, então tenta. Quando souberes de alguma coisa avisa, por favor, Stefan! – disse Chuck preocupado

– Sim, Chuck, não te preocupes! E já agora, desculpa lá ter-te acordado.

– Deixa lá isso, Stefan! Vá, ate manha!

– Até manha!

Stefan tentou ligar para a irmã mas o telemóvel parecia estar a chamar mas ninguém atendia. Ele ficou ainda mais preocupado, tentou ligar mais umas inúmeras vezes mas mesmo assim continuava sem ter qualquer resposta do outro lado.

Notas finais
E que acharam ?;)