Não Existem Coisas Más - 1 Temporada
11 Capítulo XI - Há apenas um sentido nesta estrada!
Notas iniciais
David tinha acordado cedo, quer dizer ele nem dormir dormiu, foi uma noite completamente ao claro, teve insónias e adormecia e passado minutos acordava, então desistiu quando viu que já era de manhã e levantou-se da cama, foi até ao quarto de banho para ir tomar um banho talvez para clarear as ideias. Quando acabou de tomar banho parou em frente ao espelho e ficou a pensar olhando-se ao espelho, naqueles minutos que esteve frente ao espelho escorreu-lhe umas lagrimas do rosto, depois parou e pensou que o melhor seria distrair-se e então lavou a cara e saiu do quarto de banho. Ao passar para o seu quarto reparou que a sua irmã ainda não tinha chegado, pois o seu quarto estava a cama por fazer e ela não estava lá, então ele decidiu entrar e deitou-se na cama a olhar para o teto, mas ao mesmo tempo que olhava parece que os seus olhos ficavam mais pesados e então por fim adormeceu.
Vanessa e Chuck, foram acordados pela campainha que tocava sem parar, Chuck acordou estremunhado e com pouca vontade de abrir a porta, mas Vanessa insistiu que ele fosse lá abrir antes que a pessoa lhe furasse os tímpanos de tanto tocar ao raio da campainha. Ele então vestiu umas calças e foi lá abaixo ver quem era. Abriu a porta e era Monique que queria falar com ele sobre um assunto, mas Chuck disse que não podia ser agora e ia já a casa dela para falarem, ela deu-lhe um beijo na cara e foi então embora dizendo-lhe para não se esquecer. Chuck voltou a subir para o quarto e Vanessa estava-se a vestir, ela estava sentada na cama e ele aproveitou para a abraçar e deu-lhe um beijo na cara.
- Gostei imenso da nossa noite, não me importava mesmo nada de acordar todos os dias ao teu lado, princesa! – disse Chuck ainda agarrado a Vanessa, ela acabou de calçar as sapatilhas e virou-se para ele
- Eu também não me importava nada, mas agora tenho que me ir embora menino Chuck. – disse ela com a cabeça em cima do peito dele
- Por mim não saías daqui mas percebo que tenhas que ir. – disse ele fazendo beicinho
- E não faças essa cara se faz favor. – disse ela dando-lhe um beijo na boca – Nós vamos ter muito mais noites e tempo para estarmos assim juntos.
- Espero bem que sim. – disse Chuck fazendo festas no cabelo
- Agora deixa-me lá ir, antes que o meu irmão comece a stressar. E já agora quem era que estava a tocar à campainha tão descontroladamente? – disse ela se levantando
- Era a Monique, tinha umas coisas para me dizer. Mas eu disse-lhe que não podia e ela foi-se embora, eu vou já lá para ver o que ela quer. – disse ele arrando-a
- É melhor mesmo lá ires porque com a pressa que ela estava, deve ter acontecido uma coisa enorme ou está para acabar o mundo. – disse ela em tom irónico – Mas agora deixa-me lá ir.
- Espera eu levo-te à porta – disse ele indo atras dela — Cuidado ao atravessar a rua! – disse ele rindo-se
- Olha que piada que ele tem logo de manhã – disse ela dando-lhe com a mão no braço – Agora vá, até logo!
- Até logo! – disse ele dando-lhe de seguida um beijo
Ela foi até a casa, abriu a porta de casa e viu que ainda ninguém estava de pé, foi então que se dirigiu para o seu quarto para ver se ia tomar um banho. Ao entrar no seu quarto viu David deitado na cama só com a toalha enrolada pela cintura, ele parecia estar tão sossegado no seu sono, ela sentou-se na beira da cama e passou-lhe a mão pela cabeça fazendo-lhe festas, ele sorriu e acordou.
- Desculpa, maninho, acordar-te! – disse ela fazendo-lhe festas no rosto
- Não faz mal, é bom acordar com alguém a fazer-nos festas. Foi por isso que acordei com um sorriso.
- Mimado, que o meu irmão é. Mas diz-me lá foi saudades que te fizeram vir para aqui dormir? – disse ela sorrindo
- Não, foi só porque…talvez fossem saudades. Mas é que eu hoje não dormi a noite toda, e tu não estavas aqui para falar comigo e pronto vim para aqui para ver se me acalmava, até que adormeci.
- E ajudou?
- Ajudou imenso, mas sabes que não estou habituado a ter-te fora de casa.
- Sim, maninho. Mas diz lá qual é o problema desse, coraçãozinho? – disse ela pondo a mão no sitio do coração
- É o mesmo de sempre. Chama-se Monique e parece que não saí daqui por nada. – disse ele fazendo cara triste
- Maninho, tens que dar tempo ao tempo. Tu e ela ainda vão acabar juntos vais ver, agora tens é que te distrair e não pensar tanto nisso. – disse ela pondo a cabeça no peito dele
- Tu tens razão, maninha! Agora vou ver se me visto.
- Realmente sabes que eu a entrar aqui e ver um rapaz só de toalha deitado na minha cara fiquei transtornada, nunca mais serei a mesma! – disse ela rindo-se
- Que piada que a minha maninha tem! Mas ainda bem que estas de volta para me fazer rir, agora deixa aqui o macho latino ir se vestir. – disse ele levantando-se
- Macho quê? Tu ás vezes só dizes parvoíces, David Desrosiers! – disse ela atirando-lhe uma almofada
- Queres ver o macho latino sem toalha agora? – disse ele pondo a mão na toalha
- David Desrosiers, quieto. Vai lá te vestir se faz favor, antes que faças asneiras. – ao dizer isto ele atirou-lhe a almofada de volta e saiu
Vanessa foi para o banho, o banho foi rápido, nem 15 minutos demorou, foi então vestir-se e desceu para ir tomar o pequeno-almoço. David estava a prepara-lo.
- David, a tia ainda não se levantou? – perguntou ela
- Não sei, mas que eu desse por ela, não!
- Pois, mas deve estar a descansar pela viagem de ontem.
- Exatamente,… — ele nem continuou e ouviram a porta a abrir-se, e a tia entrava
- Tia? Já de pé? – perguntou ela admirada
- Claro, de manhã é que se começa o dia. Fui dando uma corridinha e fui buscar o jornal e pão fresco. – disse ela sorrindo
- Bem, isso é que é energia. Nós aqui os mais novos, a morrer de sono, e você já foi correr e buscar pão e está ai com esse sorriso e como tivesse acordado agora. – disse David de sobrancelha erguida
- Não faças essa cara que não adianta, o segredo da tia irá continuar com ela. Ela nunca nos dirá o seu segredo para esta energia. – disse Vanessa sorrindo
- Ah pois não, não! E a tua noite, menina? Foi boa? – perguntou a tia
- Foi, foi ótima! – disse ela dando um sorriso de orelha a orelha
- Ai o amor! – disse o David
- Espero que tenham tido juízo! – disse a tia dirigindo-se para o piso de cima
- Sempre tia, sempre! E tu cala-te, oh invejoso! – disse ela amuando
- Oh maninha, não amues! Dá cá um beijinho! – disse ele agarrando-a e dando-lhe um beijo na cara
Depois daquilo eles foram tomar o pequeno-almoço, mas primeiro esperaram que a tia descesse. A tia desceu e juntou-se a eles, a tia esteve a dizer o que achou do Canadá, e de como aquilo até era bonito, mas também disse que não trocava Miami por Montreal. Ela era mesmo muito apaixonada pela a cidade de Miami, era lá que ela pensava em viver o resto da vida, foi uma cidade muito importante para ela, pois foi a cidade que a acolheu depois da cidade natal. E depois também amava ter as praias por perto e também era uma cidade quente e ela amava o calor, detestava neve, frio e tudo que fosse derivado disso.
Monique estava sentada no sofá à espera que Chuck chegasse para poder desabafar tudo com ele, de cinco em cinco minutos olhava para o relógio, cada vez estava mais stressada. Mas finalmente tocaram à campainha e ela levantou-se parecia um foguete.
- Estava a ver que não era para hoje? – disse ela abrindo-lhe a porta
- Desculpa lá, tive coisas para fazer até ao bocado e depois tive que me arranjar. – disse ele entrando – Mas diz lá o que era tão urgente?
- O urgente é que eu preciso de falar contigo, sobre aquela cena que aconteceu na casa da Vanessa no outro dia, preciso de desabar e deitar tudo cá para fora. – disse ela sentando-se no sofá e fazendo um gesto para ele se sentar também
- Eu ainda hoje realmente não percebi o que aconteceu. Mas como nunca falaste sobre isso eu não insisti, já sei que não vale a pena.
- Pois e fizeste bem. Sabes que quando eu quiser falar eu procuro-te. Mas o que se passou lá foi que o David beijou-me – disse ela fazendo uma pausa
- Mas isso é bom quer dizer que está interessado em ti. – disse Chuck empolgado
- Não, não é bom. Eu não posso namorar com ele.
- Não podes porque? Não gostas dele? – perguntou Chuck curioso
- Não…quer dizer gosto, mas eu não posso namorar com ele porque… — disse ela fazendo outra vez uma pausa e pensando
- Porque? Fala de uma vez.
- Porque não posso, mas gosto dele! – disse ela fazendo uma cara de triste
- Mas se gostas dele, porque que não namoras com ele?
- Porque a minha vida não o permite, não me faças mais perguntas sobre isso. – disse ela com uma cara mais seria e stressada
- Calma, eu só estou a tentar ajudar! Mas pronto, tu lá sabes, mas gostava de saber mais de ti do que sei. Tu fechaste muito, até parece que mataste alguém.
- Que ideia é essa? Não…não matei ninguém – disse ela levantando stressada
- Calma, é uma maneira de dizer. Agora anda cá – disse ele abrindo os braços e ela chegou para a beira dele e ele abraçou-a – Está tudo bem, não stresses. Eu estou aqui!
- Eu sei, e obrigado! – disse ela agarrando-o mais forte
- Não sejas parvinha, não se agradece aos melhores amigos! – disse ele fazendo-lhe festas no cabelo
Estavam os três na sala a conversar e a brincar uns com os outros, David e Vanessa como sempre a picarem-se um ao outro e a tia sempre a rir-se daquelas picardias que os caraterizava. A felicidade reinava naquela casa, fazia esquecer o David dos problemas e as desconfianças da Vanessa também desapareciam, no meio daquele ambiente todo alegre soa a campainha. Vanessa levanta-se para ir atender a porta, ao abrir a porta vê um rapaz alto, magro e de olhos azuis claros, parecia que tinha o mar só num olhar.
- Boa…tarde! – atrapalhou-se Vanessa
- Boa tarde! Venho falar com o David, sou colega de faculdade. Já agora chamo-me Stefan! – disse ele meio corado
- Entra, ele está ali dentro na sala. E chamo-me Vanessa! – disse ela atrapalhada e deslumbrada com o rapaz
- Obrigada! – disse ele sorrindo, e ela ainda mais deslumbrada ficou
- Eu vou chama-lo, ou preferes entrar ele está ali mesmo na sala.
- Se não for muito incómodo, eu entro!
- Não és incómodo nenhum. Vamos! – disse ela indo à frente para lhe dizer o caminho para a sala e ele seguiu também meio deslumbrado – David, tens aqui uma pessoa que quer falar contigo! – disse ela virando-se para o irmão
- Oh Stefan! Não contava contigo. Mas já agora que aqui estás apresento-te a minha tia, Eduarda Desrosiers! E tia, este é o Stefan Stuart, um amigo meu da faculdade.
- Muito prazer, minha senhora! – disse ele dando um beijo à tia deles
- O prazer é meu rapaz! – disse ela sorrindo
- E esta aqui é a minha irmã, Vanessa Desrosiers! – disse ela pondo o braço por cima dos ombros
- Sim, nós já nos apresentamos à porta. – disse ele corando e sorrindo
- Pois… — disse David de sobrancelha erguida – Bem, o que vieste mesmo aqui fazer? – perguntou ele vendo que ele estava espantado a olhar para Vanessa
- Desculpa, disseste alguma coisa? – perguntou ele baralhado
- Disse, mas tu estavas bem mais interessado noutro tipo de assunto não era? Vê lá se tens cuidado para onde olhas. – disse ele dando-lhe uma palmadinha nas costas e sorriu ironicamente – Mas eu perguntei, que vieste aqui fazer?
- Ah, isso. Venho aqui porque temos o ensaio marcado por causa do nosso trabalho da faculdade. Já não te lembras? – perguntou ele, fazendo o David cara de quem se esqueceu mesmo
- Desculpa lá, mas realmente esqueci-me completamente. Mas vamos lá então, o estúdio improvisado é na garagem. – disse ele apontando para as escadas
- Não faz mal, desde que a acústica seja boa. – disse ele olhando para Vanessa e sorriu e Vanessa respondeu-lhe da mesma forma, depois seguiu David
- Ai! Aquele rapaz é mesmo giro, não é Vanessa? – disse a tia aos ouvidos de Vanessa para a fazer acordar
- Hm…sim, quer dizer, não reparei nisso sequer! – disse ela disfarçando mas mal, porque a tia começou-se a rir
- Eu percebi que não reparaste. Nem estavas especada a olhar nem nada. – disse ela rindo-se e indo para o quarto
Vanessa deixou a tia ir-se embora e também sorriu e sentou-se no sofá a ver televisão e pensando.
Ainda achas que consegues enganar alguém, Vanessa? Toda a gente reparou que te deslumbraste por os olhos azuis do rapaz, mas vê lá se deixas de parvoíces. Mas ele é mesmo bonito, e então aqueles olhos cor de mar, matam-me por completo e aquele sorriso? Aí meu deus, se não gostasse tanto do Chuck, o Stefan não me escapava. – pensou ela para si própria
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