Não Existem Coisas Más - 1 Temporada
10 Capítulo X - É difícil ir contra os sentimentos!
Notas iniciais
Uma semana tinha passado e nada parecia ter mudado, Monique fugia de David, nem sequer deixava-o aproximar. Chuck e Vanessa aparentavam estar bem mas no fundo Vanessa só queria perceber certas atitudes de Chuck quando o assunto era Monique. Tudo estava por se descobrir. Mas era o dia em que a tia Eduarda voltava por isso David tinha que ir buscar a tia, foi assim que passou pela escola da irmã para ver se ela queria ir com ele. Ao esperar, viu Monique e um rapaz ao fundo ao falarem animadamente, aquilo ainda o pôs pior, ele só queria perceber o porque de Monique fugir dele. Depois viu a sua irmã a sair com Chuck não pareciam estar lá muito amorosos, mas pareciam ainda gostar muito um do outro. Mas ele como tinha pressa foi ter com ela ao portão, que era onde ela tinha parado.
- Bem, maninha. Desculpa estar a interromper, mas vim aqui perguntar se querias vir comigo buscar a nossa tia. – disse ele sorrindo
- É claro que quero, mano. – disse Vanessa para David – Queres vir Chuck? – perguntou ela para Chuck
- Ah, eu não….não sei, mas se fizeres muita questão vou. Não tenho mais nada para fazer! – disse Chuck corado
- Então vamos lá, e anda daí Chuck. – disse David mostrando-se animado
David foi a conduzir, Chuck e Vanessa foram no banco de trás, eles pareciam estar mais amorosos, mas nada como dantes. Vanessa sentia-se confusa com a relação de Chuck e Monique, eles eram muitos próximos, aquilo era estranho mas ele também demonstrava que a gostava imenso dela e ela só lhe tinha era que lhe dar uma chance para ver se ele gostava ou não dele, e depois também achava que podia ser ela a fazer filmes, afinal eles já se conheciam.
No banco de trás eles depois de 5 min estavam numa enorme animação, e até David à frente se ria, ele estava feliz por a irmã estar bem e feliz, ele desde daquele maldito acidente não tem outra razão para sorrir, ele gostava na nova fase que viveram tudo mudou e tornou-se melhor, mas perfeito seria se nunca tivessem perdido os pais. Mas em qual parte que os pais estivessem eles sabiam que estavam orgulhosos deles.
- Bem, parece que chegamos! – disse David parando o carro – A diversão ai a atrás acabou, agora vamos embora buscar a tia.
- Sim, chefe! – disse Vanessa fazendo rir Chuck
- Vamos lá antes que ele nos mate! – disse Chuck dando um beijo a Vanessa
- Vão demorar muito? Feche-vos já aí! – disse ele tentando se conter e fazendo voz seria, eles saíram finalmente do carro
- Já estamos cá fora, oh invejoso. – disse Vanessa empinando o nariz
- Chuck vai lá tratando desse nariz empinado que eu já venho, vou busca-la lá dentro! – disse David dando umas palmadinhas no ombro de Chuck
- Está tudo controlado! – disse Chuck agarrando Vanessa pela cintura
- Também tu, parvo! – disse Vanessa dando uma palmada no braço de Chuck, mas ele continuava agarrado a ela
- Mas tu gostas do parvo, não?
- Talvez, não sei! – disse ela virando-lhe a cara
- Talvez? Mas… — interrompeu Vanessa dando-lhe um beijo calando-o – Mas não disseste que beijos em público eram perigosos? – disse Chuck sorrindo
- Mas isso é quando estamos num sitio onde passa gente conhecida, o que não me parece que seja este o caso. Mas não queres?
- Não…quer dizer, sim, oh não me baralhes – disse ele fazendo-a rir – Que te estás a rir? Muito gostas de me atrapalhar, não é?
- Eu? Eu não fiz nada tu atrapalhaste sozinho. – disse ela sorrindo
- Ahahah que gracinha, menina Vanessa! – disse ele com um sorriso irónico – Eu vou conhecer hoje a tua tia então tu também vais ter que conhecer os meus pais um dia.
- Um dia, sim eu vou lá a casa. Mas isso é quando tu me convidares
- Não seja por isso, futura madame Comeau. – disse ele fitando-a com o olhar
- Como é? Eu sou Desrosiers! – disse ela mudando o assunto
- Mas no futuro imagino-te como minha mulher logo ficas Comeau, és a rapariga da minha vida, devias saber isso. – disse ele abraçando-a
- Eu espero bem que seja senão desfaço-te, Charles Andre! – disse ela sorrindo
- Não vai ser preciso, princesa. – depois de ele dizer isso viram ao fundo a tia Eduarda com o David
Vanessa saiu dos braços de Chuck e correu para a tia como não ouve-se amanha, via-se no sorriso dela que ela gostava imenso de ter a tia ali com eles, ela era uma pessoa que sempre os apoiou. A tia Eduarda também estava muito contente com aquela receção da sobrinha.
- Eu gosto tanto de a ter aqui connosco. – disse Vanessa com um sorriso enorme
- Eu também gosto imenso de vos ter à minha beira. Mas parece que tu tens alguém me apresentar não? – disse a tia olhando para Chuck
- Sim, este aqui tia é o Charles Comeau, um amigo de escola. – disse ela fazendo corar Chuck e a ela – E Chuck está aqui é a melhor tia de sempre, Eduarda Desrosiers.
- Muito prazer, dona Eduarda! – disse ele dando um beijo à tia
- Rapaz, não me chames dona, chama-me apenas Eduarda ou tia Eduarda. Agora dona faz-me sentir mais velha. – disse ela e Chuck abanou com a cabeça afirmativamente – Mas vocês chamam a isso que tem amizade? Este mundo está mesmo perdido, valha-me deus.
- É aqui a minha maninha e o meu futuro cunhadinho, ainda não querem admitir que são namorados mas é isso que são. – disse David pondo o braço em cima do ombro da irmã
- Cala-te menino David. Mas sim tia nós somos namorados só que queremos ir com calma! – disse Vanessa entrelaçando os seus dedos nos dos Chuck e dando-lhe um beijo na boca curto e não muito demorado
- Eu percebi, mas acho muito bem que assim o façam. Mas se gostam muito um do outro façam para isso dar certo, e tu Charles vê se tratas aqui a minha sobrinha bem ou senão levas uns tabefes que nem sabes o que é bom. – disse a tia e depois riu-se, fazendo Chuck ficar mais aliviado
- A mim também me faça um favor trate-me por Chuck, é muito estranho ouvir Charles! – disse ele corando
- Sim, eu trato por Chuck! Agora vamos lá para casa que estou partida da viagem. – disse a tia
- Vamos lá! – disse David entrando no carro
E lá seguiram para casa, Vanessa estava a falar com a tia no banco de trás enquanto David falava com Chuck à frente. Vanessa e a tia Eduarda falavam animadamente, sobre tudo um pouco, falavam do trabalho dela, de como estava Vanessa se estava a habituar à escola, dos amigos que já tinham feito e como tinham se adaptado a viver só os dois. Mas no banco da frente Chuck olhou discretamente para Vanessa que estava a sorrir a falar com a tia, e David reparou e sem elas se aperceberem atrás, falou para Chuck.
- Espero bem que mantenhas aquela felicidade na minha irmã, Chuck. Porque não suporto vê-la mal, senão fizeres para isso, estás feito comigo. Por a felicidade dela sou capaz de tudo – disse David com voz seria
- Sim, eu já percebi que tu fazes tudo para a felicidade da tua irmã. Mas o meu desejo é faze-la feliz nada para além disso. – disse Chuck olhando para trás outra vez
- Espero bem.
David estacionou o carro à porta de casa, e todos saíram.
- Bem, é melhor ir para casa. – disse Chuck se despedindo
- Queres que vá contigo, Chuck? – disse Vanessa olhando-o a sorrir
- A minha casa é já ali à frente mas se quiseres vir eu não me importo, e eu quero que tu venhas. – disse Chuck dando a mão para cumprimentar David e dando um beijo à tia Eduarda
- Pronto, eu então venho já tia. Vamos lá meu menino lindo. – disse ela fazendo uma festa no rosto de Chuck
Eles foram animados até ao outro lado da rua, via-se que cada vez se estavam a dar melhor. Chuck parou à frente da porta de casa e fitou Vanessa com o olhar, fazendo com que Vanessa o agarra-se e lhe desse um beijo. Ele foi para dentro, mas não conseguia fechar a porta.
- Vai lá para dentro, Chuck.
- Eu ia mais depressa se tu também viesses comigo para dentro. – disse Chuck fazendo beicinho
- Não faças esse beicinho, Chuck. Sabes que eu não resisto assim.
- Por isso mesmo, anda namorar um bocadinho, vá lá. Não está ninguém em casa, os meus pais estão fora em trabalho.
- Ai Chuck, eu assim não consigo mesmo resistir. – disse ela aproximando-se da porta
- Mas então anda cá. – disse ele puxando-a para dentro – Temos que aproveitar o tempo que temos, princesa.
- Eu também concordo, então vamos lá aproveitar. Mas tenho que ir cedo, por causa da minha tia.
- Está bem, está bem, depois vemos isso. – disse ele fazendo cara de irónico
David estava a mostrar a casa à tia Eduarda, ela estava admirada como aquela casa ficou tão bem decorada com aqueles dois e como estava estimada. Eles desceram e a tia disse que se oferecia para fazer o jantar, e então foi para a cozinha e fez um empadão de carne como só ela sabe fazer. David foi pondo a mesa e quando acabou voltou para a cozinha com uma cara de meio tristonho e preocupado ao mesmo tempo. A sua tia olhou para ele de sobrancelha erguida e estranhou.
- Que se passa, meu querido? Estás com uma cara tão desanimado com uma mistura de preocupação. – disse ela fazendo-lhe uma festa no braço
- Nada, tia. É só que a minha irmã está a demorar tanto, ele mora aqui em frente e parece que foi leva-lo à China.
- Oh, David, até parece que não sabes como são os namorados, ficam a namorar e ficam a perder-se nas horas. Ela de caminho está aí. Mas vê-se nessa carinha que não é só isso. – disse ela preocupada
- Parece que não consigo lhe esconder nada. É que tem aí uma rapariga que me põe assim meio aluado, e eu depois beijei-a e ela fugiu e agora nem me deixa falar com ela sequer. – disse ele meio tristonho
- Oh meu menino, não fiques assim. Ela ainda vem falar contigo, tens que começar a dar tempo ao tempo. Não podes ser assim tao intempestivo e querer tudo a correr.
- Sim, mas é complicado, tia. Eu sem ela, parece que o meu mundo não tem piada. Ela faz o meu mundo parar, o meu coração explode de alegria quando ela está comigo mas parece que ela não percebe isso, ela parte-me o coração quando foge de mim e não me diz nada. Eu nem sei o porque disso, pode ser por ter namorado ou simplesmente por não gostar de mim. Mas qual delas será? – disse ele com cara triste e pondo a cabeça no ombro da tia
- Sofreres por amor é normal David, mas isso tudo passa, vais ver. Se ela for a mulher da tua vida, ela vem ter contigo, e serão os dois muito felizes. Não queiras tudo de uma vez, espera e tudo vem ter ao destino. – disse a tia fazendo festas no rosto do sobrinho
- Já tinha tantas saudades de ter a tia aqui, bem precisava de falar assim com alguém.
- Mas tens a tua irmã e ela de certeza que te ouve e apoia-te. Não tenhas medo de falar com ela sobre sentimentos, ela gosta de fazer parte da tua vida da-lhe essa oportunidade. E sim já sei tu é que és o irmão mais velho e tu é que devias fazer isso…mas ela é boa ouvinte e mesmo que não te saiba dar conselhos sabe te dar mimos e tratar de ti e fazer-te sentir melhor, confia em mim e aproveita a irmã que tens.
- Sim, tia. Tudo que disse é verdade, mas agora ela tem o Chuck e…
- E nada, ela nunca se vai esquecer de te ouvir nem de te apoiar, David, nem sequer penses numa coisa dessas, ouviste? – interrompeu a tia com voz mais seria e encarando-o – Eu sei perfeitamente que ela terá sempre tempo para ti, David.
David não disse mais nada e ficou ali assim encostado ao balcão a pensar no que a tia disse, a tia foi tratar do resto do jantar.
Vanessa, estava no sofá com a cabeça deitada no colo de Chuck quando acordou meia estremunhada e levantou-se olhando para o relógio e ainda mais atrapalhada que até Chuck acordou.
- Que se passa? – disse Chuck sonolento
- Olha para as horas e já percebes. Eu já estou atrasada para o jantar. – disse Vanessa pegando as suas coisas rapidamente
- Calma, não estás assim tão atrasada. E a tua família sabe onde estás, tem calma relaxa. – disse ele pondo as mãos nos ombros dela e tentando acalma-la
- Sim, mas a minha tia chegou hoje e eu estou aqui contigo e não lhe faço companhia nenhuma. – disse ela pondo os braços à volta do pescoço de Chuck
- Eu percebo-te mas ela vai ficar aqui mais tempo não precisas de te preocupar, não é por isso que ela se vai zangar contigo. Por favor fica comigo, aproveita esta noite que os meus pais não estão aqui, telefona para casa ou para o teu irmão e diz-lhe que hoje ficas aqui, vá lá. – disse Chuck pondo os braços à volta da cintura
- Chuck, não sei, por um lado quero ficar por outro…quer dizer os dois lados querem ficar. – disse ela e Chuck apertou-a mais contra ele – Assim não me deixas muitas alternativas, tu sabes mesmo convencer-me.
- Eu sei que sim, ficas comigo esta noite? – perguntou ele fazendo beicinho
- Tenho outra alternativa?
- Não, hoje és só minha. Amanhã eu deixo-te ir, mas hoje quero poder estar à vontade contigo e namorar. – disse ele dando-lhe um beijo carinhoso
- Pois, mas menino Chuck, calma. Deixa-me pelo menos telefonar ao meu irmão. – disse isto e ele abanou a cabeça afirmativamente – Obrigada, agora podes-me largar um bocadinho, meu menino lindo. – ele ficou com um sorriso parvo e largou-a para ela ir telefonar
Ele ficou ali a olhar para ela deliciado com o que via, tudo nela ele achava perfeito, o seu jeito descontraído, o seu sentido de humor, o seu sorriso, a energia que lhe dava e principalmente a felicidade que lhe deu desde que a viu pela primeira vez. Ele até aquele dia nunca acreditou no amor à primeira vista mas ela tinha destruído esse ideal dele. Ele estava apaixonado e naquele momento só lhe faltava a babete por causa da baba. Ela vinha na sua direção e ele ainda continuava com um sorriso parvo, próprio de quem está apanhadinho.
- Pronto, já avisei lá em casa. Agora sim, sou só tua! – disse ela beijando-o com os braços envolta do seu pescoço e ele com os braços na sua cintura
- Então é melhor irmos jantar não? – disse ele com um sorriso
- Sim, e depois já tens planos?
- Descansarmos que tal? – disse ele com tom de ironia
- Pela tua cara não falas no mesmo descanso do que eu penso. – disse ela erguendo a sobrancelha
- Depois descobres! – disse ele piscando-lhe o olho
Foram logo jantar, a mãe de Chuck tinha deixado jantar para hoje e então eles os dois foram comer, depois acabaram de jantar e arrumaram tudo e Chuck levo-a para o quarto sentaram-se na cama e ficaram ali a trocar beijos e mimos um ao outro.
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