Não Diga Besteiras!
1 Capítulo Único
Notas iniciais
Eu podia ser uma pessoa que tinha experiência com diversas coisas, mas quando se tratava de namoro, era uma negação. O meu último e também o único além do atual havia sido há três anos, com um homem, e que não durou muito. Agora eu estava namorando Asami, a mulher mais bonita e carinhosa que eu já pude conhecer, às vezes era até difícil de acreditar. E é ainda mais estranho pensar que ela já fora ex-namorada do meu ex-namorado, que com o tempo foi se tornando uma amiga que eu nunca havia tido, e depois um sentimento maior que amizade foi surgindo.
Tudo entre nós estava perfeitamente bem até que Asami pareceu começar a se afastar. Eu sabia que como herdeira de uma grande empresa ela tinha um trabalho de grande responsabilidade e que muitas vezes lhe tomava grande parte do tempo, mas isso nunca havia sido problema. Fiquei refletindo se eu havia feito algo de errado, algo que pudesse tê-la magoado, mas não consegui me lembrar de nada desse tipo.
Eu pensei em pedir alguma ajuda para o Mako, mesmo sendo ex-namorado de nós duas, era um grande amigo, porém desconsiderei logo em seguida, achando que seria um pouco injusto tanto com ele, quanto com Asami. Se algo estava errado entre nós, eu devia falar diretamente com ela. O problema era que já faziam dias que eu não conseguia vê-la. Ela dizia que estava ocupada com o trabalho ou cansada por causa dele, o que parecia ser mais uma desculpa, mas eu tentava acreditar em suas palavras. Eu também tinha aulas da faculdade e trabalhos da mesma que dificultavam meus encontros com ela, mas naquele dia eu havia chegado a um limite. Aquilo que estava me incomodando tanto que eu tinha que vê-la de qualquer maneira ou minha mente não me permitiria realizar mais nada.
Assim, durante a tarde liguei para ela.
— Alô, Asami?
— Oi, Korra, tudo bem?— Respondeu-me normalmente.
— Mais ou menos, eu preciso falar com você com urgência. – Respondi.
— Aconteceu alguma coisa?— Ela perguntou.
— Isso nós saberemos quando conversarmos.
— Korra, você tá me deixando preocupada assim. Não posso falar muito agora, mas se é algo tão urgente pode vir pra minha casa à noite, podemos jantar juntas.— Sugeriu.
— Hmm... Ok, está ótimo assim. – Disse.
— Certo, preciso desligar agora, até depois, te amo.
— Até, também te amo. – E ela desligou assim que terminei de falar.
Por um momento eu pensei que talvez fosse exagero meu, mas revendo, ela apenas aceitou porque eu disse que era urgente e a deixei preocupada, então mais do que nunca precisava vê-la. Lá pras 20h, sabendo que já havia chego do trabalho, fui até a sua casa. Ela atendeu a porta, os cabelos escuros estavam molhados, demonstrando que havia acabado de tomar banho.
— Boa noite. – Disse ela e então me deu um beijo rápido nos lábios.
Arqueei uma sobrancelha.
— Ficamos dias sem nos ver e é assim que me cumprimenta? – Perguntei.
Ela suspirou.
— Entre, Korra. – Disse apenas e eu fiz o sugerido.
Ela fechou a porta e caminhou até a sala de jantar, eu fui seguindo-a, até que não aguentei vê-la tratando-me daquele jeito.
— Asami, o que está acontecendo? – Ela não respondeu. – Era por isso que eu queria conversar, até quando estou aqui você está distante, eu te fiz alguma coisa? – Perguntei sentindo meu peito apertar, era horrível nos ver naquela situação, eu amava Asami demais.
— Acho melhor sentarmos primeiro. – Ela disse e assim foi até uma cadeira e se sentou, esperando que eu fizesse o mesmo.
— Pronto. – Respondi ao me sentar em uma cadeira a sua frente, um pouco contra a vontade.
— Na verdade são duas coisas. – Ela começou. – Você conhece a Kuvira? – Perguntou-me e eu me espantei.
— Quem? – Perguntei sem associar o nome a alguém.
— Da sua faculdade, lutadora. – Falou sem emoção e assim pude recordar quem era, ambas fazíamos Muay Thai.
— Ahh, uma veterana, eu já perdi uma luta pra ela uma vez, mas depois a venci, só isso, porque está me perguntando dela?
— Ela é uma cliente nossa, há alguns dias ela foi até a empresa e disse que coincidentemente havia me visto com você, disse que te conhecia das lutas e então perguntou o que éramos. Eu não hesitei em dizer que éramos namoradas e então ela disse: “Que pena, porque estava interessada nela, achei que fossem só amigas.”, além de constrangedor foi horrível ouvir aquelas palavras.
— Asami, você está se distanciando de mim por causa disso? – Perguntei um tanto irritada. – Você devia ter me falado logo em seguida, saberia que eu mal vi essa mulher na minha vida e que ela ter interesse em mim não muda nada...
— Eu já perdi o Mako pra você uma vez, mas eu não posso suportar perder você pra outra pessoa, o sentimento não seria nem comparável... Por isso eu fiquei com medo... de estar me entregando demais e depois acabar sofrendo, me desculpe, Korra.
Suspirei. Asami já teve que lidar muito com o sentimento de perda, Mako, o seu pai... Por isso era compreensível sua insegurança, mas eu não podia deixar de ficar levemente irritada pela desconfiança.
— Asami, não duvide de mim, eu te amo, não te trocaria por ela nem por ninguém. – Segurei sua mão, mesmo ainda um tanto irritada, não queria desenvolver uma briga e sim concertar as coisas. – Nunca mais faça algo assim, ok?
— Ok... – Respondeu, apertando minha mão. – Eu me sinto mais aliviada, mas prometa-me que vai tomar cuidado com ela.
Suspirei.
— Prometo, mas não há necessidade disso.
— Acho que é bom jantarmos, antes que fique muito tarde. – Disse ela, mudando de assunto.
— Tudo bem. – Respondi.
O clima já parecia mais normal do que antes, mas mesmo assim, jantamos em silêncio e após levarmos os pratos para a cozinha e limparmos tudo eu ousei continuar a conversa.
— Então... você me disse que eram duas coisas...
Asami suspirou novamente.
— E-eu só não queria pressionar você. – Falou.
— Como assim? – Perguntei sem entender.
— Você nunca esteve com alguém, certo? – Perguntou.
— Bem, teve o Mako, você sabe... – Falei um tanto constrangida.
— Mas... Vocês não... avançaram muito, não é? – Perguntou. Eu percebi que ela estava escolhendo as palavras com cuidado e ao me perguntar por que, entendi onde ela queria chegar.
— Oh... Asami, e-eu... sou muito lerda pra essas coisas, não achei que você quisesse... – Senti minhas bochechas esquentarem. – Mas é, eu nunca estive com ninguém dessa maneira, e-eu quero que você seja a primeira, mas não sei bem o que fazer.
Ela riu e colocou uma mão no meu ombro.
— Como eu disse, eu não queria que você se sentisse pressionada, e eu ainda não quero, então se você não estiver preparada, não tem problema. Mas sabe, é meio difícil ficar perto de você e não poder ir até o final... esse foi outro motivo de eu ter me afastado, me desculpe. – Suas bochechas também coraram. – Eu juro que vou tentar aguentar mais...
— Asami. – Chamei-a. Ela direcionou seus olhos aos meus.
— Hm? – Murmurou.
— Não diga besteiras!
Pude observar seus olhos levemente se arregalando ao perceber o meu movimento. Segurei seu rosto entre minhas mãos e beijei seus lábios intensamente, ela retribuiu sentindo minha língua invadir sua boca com vontade. Seus braços envolveram minha cintura trazendo meu corpo para mais próximo do dela. Seu corpo exalava um perfume doce que me deixava inebriada, deslizei os meus braços envolvendo seu pescoço, a beijando ainda mais intensamente, porém logo eles quiseram explorar as maravilhosas curvas de seu corpo e minha boca desceu para o seu pescoço.
— Ah... Korra... – Gemeu docemente. – Eu te quero tanto.
— Eu também te quero, Asami. – Sussurrei contra seus lábios. – Eu vou te mostrar porque você não tem a permissão de afastar de mim de novo.
— Permissão? – Perguntou arqueando uma sobrancelha.
— Sim. – Respondi.
Em um único movimento eu levantei-a pelas coxas, não deixando de fitar aqueles olhos verdes que começavam a brilhar de desejo. Ela entrelaçou as pernas nas minhas costas, os braços no meu pescoço, e mordeu o meu lábio inferior antes de iniciar um beijo, enquanto eu a levava até seu quarto. Ao chegar, deitei-a gentilmente na cama e ela fez questão de não separar-se dos meus lábios por um bom tempo. Eu ousei deixar aqueles lábios tão macios para beijar seu pescoço, enquanto minhas mãos foram abrindo a sua blusa.
As mãos de Asami começaram a percorrer pelo meu corpo enquanto sua respiração ficava alterada, e eu sentia aquecer-me por onde elas passavam. Eu comecei a retirar sua blusa e assim que a tirei por completo, ela foi subindo a minha e eu deixei que a tirasse.
A partir desse ponto nós nunca tínhamos passado. Por alguns segundos ficamos apenas observando uma a outra, um sutiã preto cobria seus seios ligeiramente fartos, contrastando com sua pele branca, sua cintura era fininha, assim como eu imaginava, mas não me deixou de tirar o fôlego. Vi que ela encarava meus seios ainda cobertos pelo sutiã branco que eu usava, que coincidentemente também contrastava com a minha pele morena, e meu abdômen, que mesmo com os músculos definidos, subia e descia marcadamente devido a minha respiração mais ofegante.
— Você é tão linda. – Disse ela por fim.
— Você é mais. – Falei.
— Korra? – Chamou-me.
— O que? – Perguntei.
— Não diga besteiras!
Não pude deixar de rir, antes de ela tomar os meus lábios para mais um beijo. Agora podia sentir ainda mais minha pele se aquecer com seus toques, fazendo-me arrepiar, mas foi uma sensação de frio na barriga que me tomou quando ela resolveu tirar o meu sutiã e agarrar os meus seios.
— Hmmm... são tão firmes. – Sussurrou como se tive gostado.
Logo levou seus lábios até um deles e sugou-o, posteriormente fazendo movimentos com a língua sobre o meu mamilo. Aquilo fez um gemido me escapar, o que pareceu ter estimulado Asami a intensificar suas carícias, e dessa forma mais gemidos me escaparam. Se com ela fazendo aquilo nos meus seios eu já delirava, mal podia imaginar como seria em outro lugar.
Senti vontade de fazer o mesmo com ela, vê-la gemendo daquela mesma forma. Com um pouco de dificuldade, abri seu sutiã e passei a acariciar seus seios, logo percebi que ela não conseguia conter os gemidos contra minha própria pele e parecia investir ainda mais nos meus seios, por consequência eu acariciava os dela com ainda mais vontade, até que ela mordeu levemente meu mamilo em resposta a um apertão mais forte. Empurrei o seu tronco contra a cama, os fios negros ondulados se esparramando pelo lençol, os olhos verdes me encarando anda mais desejosos, mas foi a mordida em seu lábio inferior ainda um pouco tingido de vermelho que me fez perder o controle.
Retirei de vez o sutiã e abocanhei um de seus maravilhosos e macios seios, suguei o seu mamilo já eriçado, posteriormente circundando-o com a minha língua, fazendo doces gemidos escaparem de sua boca. Minhas mãos desceram pela sua cintura indo até a sua saia e começando a descê-la. Ela vestia também uma meia-calça que eu tentei abaixar junto, mas acabou embolando. Soltei um resmungo e ela percebendo, segurou as minhas mãos.
— Eu te ajudo. – Sussurrou. – Tira a sua.
Asami começou a tirar a saia e a meia, então eu abri a minha própria calça e a tirei, como ela havia sugerido. O ar me faltou quando, voltado para a mesma posição que estávamos, eu olhei para ela. Fiquei perdida por alguns segundos apenas analisando aquele corpo tão lindo e alguns segundos depois, como se tivesse voltado a mim, comecei a distribuir beijos por todo ele, seu tórax, seus seios, seu abdômen, desci para uma de suas coxas, próximo ao joelho e fui subindo pela parte interna fazendo-a suspirar a cada beijo, até que cheguei bem próximo a sua virilha.
Podia sentir a umidade no fino tecido preto de sua calcinha, quando eu a toquei, pude sentir que Asami deu uma leve tremida seguida por um gemido.
— Tudo bem? – Perguntei.
— A-aham... – Respondeu com dificuldade.
Comecei a retirar a sua calcinha e mais uma vez perdi o ar, ficando a encarar sua intimidade úmida por mais tempo do que seria conveniente.
— Korra? Tudo bem? – Ela perguntou me fazendo voltar a realidade.
Senti as minhas bochechas ficarem quentes.
— S-s-sim... É só que... – Envergonhada, não consegui formar nenhuma frase. Passei a mão pelos meus cabelos.
Ela soltou uma risada.
— Está tudo bem, vem aqui... – Chamou-me e fiquei por sobre ela. – Me beije. – Sussurrou.
Meus lábios que já estavam próximos encontraram os seus, nossas línguas moveram-se ritmadas e em questão de segundos, meus músculos que haviam ficado tensos, relaxaram novamente. Asami entrelaçou as pernas nos meus quadris, uma de suas mãos passeou pelo meu corpo e parou agarrada em meu cabelo curto.
— Você é tão sexy, Korra. – Sussurrou e posteriormente mordeu de leve o meu lábio inferior.
Eu fiquei totalmente arrepiada só com aquilo. A sua outra mão segurou na minha e foi deslizando pelo seu próprio corpo, ela me guiava por suas curvas até que chegou a sua intimidade.
— Aqui... – Sussurrou. – Você sabe o que fazer. – Completou retirando a sua mão e me deixando por conta.
Era impressionante o seu efeito tranquilizador, aquela voz tão sexy e suave, aquele jeito carinhoso que Asami tinha e que veio acompanhando nossa trajetória desde o começo. Ela sempre foi assim comigo, sempre trouxe minha cabeça ao lugar quando nem todo o meu esforço sozinha conseguiria. Era por isso que além da beleza, inteligência, maturidade e outras habilidades que ela tinha, eu achava Asami incrível, e uma mulher incrível merecia um tratamento a altura.
Inspirei fundo. Procurei a sua cavidade, ela estava tão úmida que ao encontrá-la, meu dedo deslizou para o seu interior, fazendo Asami soltar um leve gemido. Ela mordeu o lábio inferior e assim abafou um gemido mais intenso quando decidi introduzir um segundo dedo.
— É bom assim? – Perguntei.
— Aham... – Ela respondeu num quase gemido.
Enquanto levava minha outra mão ao seu seio para acariciá-lo, comecei a fazer movimentos de vai e vem com os meus dedos em seu interior, inicialmente lentos e posteriormente aumentando a velocidade dos mesmos, fazendo os gemidos de Asami ficarem mais intensos. Ela se agarrava com força em meu cabelo, e a outra mão passou a arranhar as minhas costas, mas fui surpreendida quando resolvi fazer um movimento circular com os meus dedos e toquei em algum ponto, ela gritou arqueando as costas e me arranhando com força.
— Ai caramba, eu te machuquei? – Perguntei preocupada, parando meus movimentos por alguns segundos.
— Não! – Respondeu rapidamente. – Continua...
Fiz o que ela havia me pedido, ela se agarrou em mim com mais força ainda, sentia sua respiração descompassada e quente no meu pescoço, eu não conseguia acreditar que ela estava delirando de prazer por minha causa. Continuei fazendo meus dedos entrarem e saírem de seu interior e intercalava com os movimentos circulares. Deslizei minha outra mão que estava em seu seio para sua bunda e apertei, era muito macia.
— Você é muito gostosa, Asami. – Sussurrei próximo a seu ouvido.
— Korra... – Foi a única coisa que ela conseguiu dizer em meio aos seus gemidos tão melodiosos.
Foi então que eu tentei usar a minha outra mão para estimulá-la ainda mais. Enquanto a outra ainda estava em sua cavidade, levei-a ao seu clitóris e comecei a fazer movimentos circulares naquele ponto sensível. Não deu em outra, Asami parecia ainda mais enlouquecida de prazer, porém não durou muito, logo ela soltou um grito cravando suas unhas em minhas costas e então me soltou, deixando seu corpo relaxado cair no colchão. Retirei os meus dedos, eles estavam imensamente banhados pelo seu orgasmo.
— Isso foi... incrível... – Falou, a respiração extremamente ofegante. – Eu... te amo, Korra... Eu te amo...
Eu não pude evitar rir, ela mal conseguia respirar, e mesmo assim tentava me dizer aquelas palavras.
— Eu sei... Eu também te amo. – Beijei a sua testa. – Mas você devia se recuperar um pouco.
Deitei ao seu lado, senti-a inspirar fundo algumas vezes até se levantar e ficar por cima de mim.
— Asami, o que você...?
Eu não consegui terminar a frase, seus lábios calaram os meus beijando-os com mais intensidade do que eu achei que ela fosse capaz naquele estado.
— Eu não fico esgotada tão fácil quanto pensou... – Sussurrou ao meu ouvido.
Uma nova corrente de excitação passou-se por mim e aumentou quando ela abocanhou o meu pescoço distribuindo beijos e chupões por sua extensão, e assim ela passou para a região de minha clavícula e depois para os meus seios, que ela já havia provado, seguiu pelo meu abdômen fazendo um caminho de beijos até chegar a minha virilha. Começou a descer a minha calcinha até retirá-la completamente e voltou distribuindo beijos em minhas coxas. Cada beijo me arrepiava e me excitava ainda mais. Ela passou a mão pela cintura indo até as nádegas, as quais agarrou.
— Que delícia... – Sussurrou.
Cravou as unhas em uma delas e desceu arranhando pela minha coxa, um gemido me escapou instantaneamente. Depois suas mãos procuraram as minhas, e segurou-as entrelaçando nossos dedos. Posicionada entre as minhas pernas, ela me fitou, quase derretendo a minha alma com aquele olhar, e então levou a língua a minha intimidade que estava úmida e desejando por ela.
Ela passou demoradamente a língua pelos grandes lábios, seguindo para os pequenos, agarrada as suas mãos, eu as apertei quando ela introduziu a língua na minha cavidade, gemendo sonoramente, e os gemidos aumentaram de intensidade quando ela subiu a língua para o meu clitóris. Eu não conseguia me conter, eu gemia e apertava suas mãos e ela as apertava de volta, movimentando sua língua com ainda mais pressão sobre meu ponto sensível. Ela tentou soltar as mãos, mas prendi seus dedos com ainda mais força.
— E-eu não quero que as use... – Falei com a respiração alterada. – Me mostre o que pode fazer sem elas...
Ela ergueu minimamente o olhar, os olhos verdes mais lascivos que nunca, a senti inspirar apertando minhas mãos e logo em seguida senti uma forte sugada em meu clitóris, sua língua trabalhou mais vigorosa ainda, eu não entendia como ela conseguia movimentá-la daquele jeito, e em conjunto com seus lábios, fez a minha mente se esvaziar, eu achava que poderia explodir a qualquer momento. Ela incessante estimulava aquela região como se sua vida dependesse disso, até que cheguei ao limite. Gemi alto de prazer puxando as mãos de Asami, e logo em seguida as soltei, relaxando os meus músculos.
A responsável por aquilo ainda parecia se deliciar lambendo o líquido que eu havia liberado, isso fez que com que eu pudesse normalizar um pouco a minha respiração até ela voltar a se deitar ao meu lado.
— Ahh... – Suspirou, seus olhos estavam fechados e terminava de lamber os lábios.
— Puta merda! – Soltei, agarrando seus cabelos e beijando seus lábios com vontade.
Ela pareceu um pouco assustada inicialmente, mas depois retribuiu da mesma maneira, nossos gostos se misturando, nossos corpos nus inteiramente em contato, eu estava realizada. Finalizei o beijo, ela apoiou o rosto no meu peito, me abraçando.
— Eu te amo, Asami. – Sussurrei, acariciando seus cabelos.
— Também te amo, Korra. – Respondeu.
Tanto eu quanto ela estávamos extremamente cansadas para uma troca de palavras maior que a aquela, então acabamos adormecendo. Na manhã seguinte, acordei quando a claridade do quarto subitamente aumentou, cocei os olhos e olhei para a direção de onde a luz vinha e vi Asami de costas, vestindo apenas lingerie, olhando pela janela que havia acabado de abrir, soltei um resmungo sonolento, o que fez com que ela voltasse seu olhar para mim e posteriormente caminhasse até a cama.
— Bom dia. – Falou docemente ficando por cima de mim e dando um leve beijo em meus lábios. Pelo seu perfume, ela devia ter acabado de tomar banho.
— Bom dia. – Respondi ainda com sono. – Só você pra deixar o ato de acordar de manhã menos terrível. – Comentei.
— Você tem aula? – Perguntou.
— Hmm, sim. – Respondi preguiçosa.
— Eu vou ter que ir de moto pro trabalho hoje, mas posso te dar uma carona se você não se importar. – Ofereceu.
— É claro que eu não vou me importar da minha namorada gostosa me deixar na faculdade de moto. – Falei a fazendo rir.
— Gostosa... – Repetiu pensativa. – Mas é você quem precisa me ensinar a como ficar com uma bunda igual a sua...
— Hmmm, eu acho que sua bunda está boa assim. – Disse rindo.
Ela riu novamente.
— Bem, eu vou preparar o café, você pode tomar banho se quiser...
Foi aí que eu notei que eu estava cheia de marcas de batom por todo o meu corpo, além de estar um pouco suada, então decidi seguir a sua sugestão. Depois do banho, vesti as minhas roupas e fui até a cozinha. Asami, agora completamente vestida, estava terminando de fazer o café, abracei-a por trás sentido o aroma do seu cabelo.
— É tão bom te ter aqui. – Falou segurando uma de minhas mãos.
Afastei um pouco o meu rosto.
— Me perdoe, Asami... por não ter possibilitado isso antes. – Falei.
— Korra, você não tem que pedir perdão, eu é que peço desculpas mais uma vez pela maneira que eu agi. – Virou-se para ficar de frente pra mim. – Meu maior medo é perder a pessoa incrível que você é, e olha só o que faço... – Suspirou. – Tudo que eu quero é ter esses olhos azuis olhando tão apaixonados pra mim, apesar da noite maravilhosa, se eu puder ter apenas sua companhia já me basta.
— Asami, eu vou ter que te dizer de novo? – Perguntei.
Ela pareceu se questionar o que seria, mas depois se deu conta.
— Ah, já entendi, “não diga besteiras”. – Ela riu.
Uniu seus lábios aos meus e passamos a nos beijar intensamente, até ela se dar conta de que se continuássemos com aquilo iríamos nos atrasar, então nos apressamos a tomar o café da manhã e sair de casa.
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