Não Deixe O Amor Passar

25 Capítulo 25 - Um dia Frio...


Notas iniciais
Dedico esse capítulo à minha amiga e mana Bruh Gsr Sidle. Para você minha linda! Agradeço à anne_chb, Lucinda Sidle Price Grissom, bela, Mia Bonasera Taylor, AlanaSidle, SarinhaGSRForever, Catherine Willows Sanders e Alexia Szmanda Manson Riddle pelos comentários nos capítulos anteriores, às 25 pessoas que acompanham a fic e às 675 visualizações da fic. Muito obrigada! Vocês me incentivam a continuar a escrever... Boa leitura!!!!

O copo com o líquido âmbar repousava suavemente na mesa de centro, enfrente de onde ele se encontrava. Apanhou o copo e sorveu um gole com sofreguidão. A bebida vinha sendo sua companheira nos últimos dias. Ele não era de beber, mas o que mais poderia fazer para acabar com aquele vazio que sentia em seu peito? Sabia que a resposta não estava na bebida, mas era o que tinha naquele momento.

Aquele era um dia frio como o seu coração. Um dia frio em todos os sentidos. Frio física e emocionalmente. Pela milionésima vez tentava, em vão, avançar na leitura do livro que trazia em seu colo, no entanto não obtinha êxito. Ela era culpada, Maldita Sara!

A beleza da jovem morena ainda o abalava. Ainda mexia com ele. E isso ficou evidente no dia anterior quando viu Sara com outro cara. Vê-la com outro, machucou seu coração. Nem bem se refizera da sua recusa ao pedido de casamento que lhe propusera, e já sofria outro golpe. Foi por acaso que ele descobriu que ela estava saindo com outra pessoa.

Ele precisava pensar, por isso decidiu fazer uma caminhada. A escolha da praça foi proposital. Escolheu a praça próxima da casa de Sara, porque tinha a esperança de vê-la e poder conversar com ela, de convencê-la a reconsiderar seu pedido de casamento. E foi então que ele viu aquela cena. Ela estava aos beijos com um jovem. Droga! Ela era a mãe de seu filho. Ela não podia ao menos pensar no bem dele?

Maldição! Não conseguia viver sem ela! Por mais que tentasse esquecê-la, por mais que tentasse se convencer de que ela já não significava mais nada para ele, mais pensava nela e mais ainda a desejava.

Agora na iminência de perdê-la para sempre, ele podia perceber que sem ela não poderia viver. Agora ele conseguia admitir para si mesmo que a amava mais que tudo, que a desejava como ao ar. Agora ele sabia que ela era tudo para ele. Ela era a manhã na natureza das flores. Ela era como o sol, que iluminava sua vida. No entanto, agora era tarde demais... Ela resolveu entregar seu coração para outro.

Ele olhou em seu relógio de pulso. Era hora de ir trabalhar. Levantou-se, foi ao banheiro, tomou um banho rápido, vestiu uma roupa confortável e foi em direção ao Laboratório de Criminalística.

A cena que ele e os demais colegas de trabalho presenciaram no estacionamento do local de trabalho o deixou ainda mais com o coração despedaçado. Sara estava aos beijos com Adam. Ele não queria admitir, mas estava morrendo de ciúmes. Aquele almofadinha estava com a mulher que ele amava. O comentário de Catherine não ajudou muito.

_ Sara tirou a sorte grande! Esse homem é um gato! – disse Cath maliciosamente, olhando disfarçadamente para o amigo. Desconfiava que ele nutria algum sentimento por Sara, embora ele não comentasse nada a respeito de sua vida pessoal. Tudo o que ela sabia a respeito da vida dele, fora à custa de sua curiosidade e sagacidade.

Deixaram o espetáculo para trás. Entraram no prédio. Ele seguiu direto para sua sala. Não estava para conversas, tampouco queria ouvir as brincadeiras e chacotas com Sara, vindas de seus colegas de trabalho. Quando a viu passar por sua sala, chamou-a sem hesitar:

_ Sara, gostaria de falar com você!

Ela sem responder, entrou no recinto e sentou-se de frente para ele.

_ O que você quer comigo? – ela perguntou secamente.

Ele respirou fundo. Como falar o que queria? Como dizer a ela que a queria mais que tudo e não apenas pelo filho que tinham, mas porque a amava? Ele olhou em seus olhos e disse:

_ Eu vi você com aquele cara... – ela não deixou que ele terminasse.

_ Aquele cara, é meu namorado. O nome dele é Adam.

Grissom ficou vermelho de raiva. Ela já estava namorando e pelo visto era sério. Ela nem bem recusara seu pedido de casamento e já estava com outro.

_ Nem em sonho você vai namorar aquele idiota! Ele não vai educar meu filho – Grissom disse num tom mais irritado do que ele pretendia. Ela tinha o dom de tirar-lhe do sério.

_ Tente me impedir, Grissom. Eu namoro quem eu quiser! Você não é meu dono nem do meu filho.

_ Mas eu sou pai dele!

_ Você é apenas isso: pai dele, não o dono. Além do mais, Adam ainda não sabe que eu tenho um filho. Ainda não contei para ele.

Ela apenas terminou de falar e saiu, deixando Grissom sem fala.

–o-

Ele esperava a volta da equipe. Todos haviam ido à campo para solucionar seus respectivos casos. Apenas ele ficara. Precisava preencher relatórios. Sem autorização, sua mente vagou para um momento do passado em que fora feliz. Lembrou-se de quando conhecera Sara e dos momentos felizes que viveram. Era difícil tê-la tão perto e ao mesmo tempo tão longe.

_ Sara... – ele disse em um sussurro, sem perceber que era observado.

A loura entrou sem pedir licença. Observou o amigo. Ele estava apaixonado. Ela sabia reconhecer os sinais. Por isso, disse:

_ Você a ama, não é?

Ele fora pego de surpresa. Era assim tão evidente? Estava estampado em seu rosto seu amor por Sara? Ele, que sempre fora um homem reservado e um pouco frio, agora se tornara um livro aberto, pelo menos para sua amiga.

_ Como? – ele se fez de desentendido.

_ Você ama Sara, não é?

_ De onde você tirou isso?

_ Não precisa me enganar Grissom. Eu conheço você. Somos amigos, lembra? Conheço seu modo de ser. Reconheço os sinais de um homem apaixonado: Olhar vago, a procura furtiva pela pessoa amada e o pronunciar de seu nome quase que involuntário. E você, meu amigo, tem todos esses sinais.

Ele suspirou.

_ É tão evidente assim? Sou um livro aberto?

_ Para mim sim. Mas não se preocupe, os outros não perceberam – ela comentou tentando consolar o amigo.

Ele suspirou aliviado.

_Sabe, Grissom, uma vez li que cada qual sabe amar a seu modo; o modo pouco importa, o essencial é que saiba amar.

Ele arqueou a sobrancelha. Estava admirado com a filosofia de sua amiga.

_ Quem disse isso?

_ Machado de Assis, um escritor brasileiro – ela fixou seus brilhantes olhos azuis nos dele – Bem, Grissom, eu concordo com ele. Sara te ama. Ela tenta disfarçar, mas eu sei que ela te ama.

_ Então porque ela está com outro?

_ Talvez porque ela queira alguém que mostre que a ama também.

_ Ela não me ama Cath. Eu sei que ela não me ama...

Grissom abaixou a cabeça em sinal de profunda tristeza. Ele não havia comentado com Cath que ele e Sara tinham um filho, Cabia à bela morena decidir se compartilharia o segredo ou não. Também não comentou que ele a havia pedido em casamento e ela o rejeitara.

_ Grissom, vou te dar um conselho. Um conselho de amiga. Tente ser o homem que Sara merece. Tente provar a ela que você pode ser o homem da vida dela.

Depois de dizer isso, ela saiu.

Notas finais
Preciso saber da opinião de vocês!! Reviews? Sou extremamente movida a reviews... #ficaadica! Até o próximo capítulo! Bjinhos da Bia