Não Deixe O Amor Passar
24 Capítulo 24 - Certo Alguém
Notas iniciais
Ela não conseguia chegar a uma conclusão. Por mais que tentasse, sempre voltava ao mesmo ponto. Aquele dilema estava sufocando-a. De repente uma ideia brotou em sua mente. Decidiu fazer algo sempre a ajudava em momentos como esses. Colocou o filho no berço, deu um beijo em sua testa, abriu o armário e procurou uma roupa confortável.
Vestiu um moletom, pegou seu ipod e os fones de ouvido e dirigiu-se para a praça próxima de sua casa. Caminhada, às vezes uma corrida e música sempre a acalmaram. Era uma ótima combinação. E era disso que estava precisando.
Depois que Grissom deixou seu apartamento, ela não coseguiu parar de pensar em sua proposta. Claro, que também não conseguiu tomar uma decisão, por isso estava ali. Enquanto caminhava e escutava sua seleção de músicas preferidas, Sara se perguntava se era certo aceitar a proposta de Grissom apenas para dar um lar, uma família para seu filho. Era óbvio que ele merecia isso. Ela mais do que ninguém sabia como era viver sem os pais por perto. Amaldiçoou Grissom mentalmente por ele haver tocado naquela ferida. Mesmo depois de tantos anos, aquilo ainda lhe doía na alma. Pois não é todo mundo que se vê afastado de seus pais porque sua mãe, em um momento de loucura e desespero, matou seu pai. Isso são águas passadas, não importa muito agora.
Seu filho tinha todo o direito de ter seu pai por perto. Mas, e quanto a ela? Conseguiria viver em um matrimônio sem amor? Porque estava claro para Sara que Grissom não a amava mais. Ela conhecia a resposta para suas perguntas: Não. Ela tinha certeza absoluta de que não seria feliz se vivesse em casamento de conveniência.
Estava tão perdida em seus pensamentos que não percebeu que alguém se aproximava correndo, vindo na direção contrária. Eles se esbarraram.
_ Oh! Desculpe-me – ela disse sem olhar para a pessoa em quem esbarrou.
_ Sou eu quem deve pedir desculpas senhorita – disse o dono da voz – eu estava distraído e não prestei atenção por onde andava.
Ela sorriu com a resposta. Curiosa, levantou o olhar para conhecer a pessoa com quem havia se esbarrado. Quem estava a sua frente era um belo homem , 1,90m, cerca de trinta anos, alto, corpo atlético, cabelos castanhos e dono de lindos olhos negros. Ela ficou sem fala. O homem era muito bonito.
_ Eu também estava distraída – ela conseguiu completar.
_ Eu preciso ir – ele disse, seguindo em frente e lançando olhares furtivos para a bela morena que encontrara na praça. Torceu para encontrá-la no dia seguinte.
–o-
No dia seguinte, Sara vestiu a mesma roupa confortável e foi para a praça. Ainda tinha suas dúvidas, no entanto era a curiosidade que a instigava a ir para aquele lugar. Algo naquele rapaz lhe dizia que ele seria uma excelente companhia. Se não chegasse a ser algo mais, poderiam ser pelo menos amigos. Andava calmamente, até que o encontrou.
_ Oi! – ela disse timidamente, temendo que ele não a reconhecesse.
_ Oi! – ele respondeu, sem conseguir esconder um largo sorriso.
Juntaram-se na caminhada. Sentiam-se confortáveis um com o outro. Era como se os dois corações feridos se completassem. Conversaram sobre muitas coisas, porém Sara não teve coragem para dizer-lhe tudo ao seu respeito. Uma coisa que ela não disse, por exemplo, foi que tinha um filho.
_ Posso te fazer uma pergunta? – ele começou.
_ Você já fez – ela respondeu sorrindo.
Ele sorriu de volta.
_ Como você se chama?
_ Sara Sidle. E você?
_ Adam Bittencourt.
_ Muito prazer – eles disseram em uníssono, apertando as mãos.
Se encontraram muitas e muitas vezes depois disso e seguiram conversando, se conhecendo. Cada dia que passava mais eles descobriam que tinham afinidade. Sara sabia que gostava de Adam de uma maneira diferente da que gostava de Grissom, mas ainda assim, quando Adam a pediu em namoro, ela não hesitou em aceitar. Sentia que Adam a amava. O toque dos lábios foi suave.
Enquanto eles compartilhavam aquele doce momento, alguém os observava de longe, com lágrimas nos olhos. Sem conseguir presenciar mais aquela cena, ele se afastou, contando os passos.
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