Não Deixe O Amor Passar

12 Capítulo 12 - E Se Fosse Verdade?


Notas iniciais
Aqui está mais um capítulo da fic. E o dedico a SariinhaGSR que tanto tem me incentivado a continuar a escrever. É para você flor! Espero que gostem! Enjoy!

Ele acordou se sentindo o homem mais feliz de todo o mundo. Naquele momento não havia a menor sombra do sofrimento que lhe atormentara a alma alguns dias atrás. Estava radiante de alegria e plenamente satisfeito. Não se lembrava de nenhum outro momento em que havia sido tão feliz quanto agora. Nem mesmo quando concluíra o seu curso de Biologia pela Universidade de Califórnia como o primeiro da turma ou quando elucidara o seu primeiro caso, ele se sentiu tão feliz e realizado.

Um sorriso brincou em seus lábios ao lembrar-se das noites maravilhosas que compartilhara com Sara. Não poderia imaginar que fazer amor com ela fosse algo mágico, sem explicação. Já podia imaginar como seria sua vida ao lado da bela morena. Tinha certeza de que seria maravilhosa, cheia de carinhos e carícias e talvez algumas brigas que logo se resolveriam. Ao pensar essas coisas, um súbito arrependimento brotou em seu ser. Seria justo pensar em passar o resto de sua vida ao lado daquela linda jovem, a qual tinha certeza que amava? Não seria melhor deixá-la seguir sua vida, e deixar que aqueles doces momentos ficassem em sua memória, como lembrança de um lindo sonho? Ele já não era tão jovem assim... Melhor não pensar nisso agora, pensou consigo mesmo.

Ainda de olhos fechados, levou uma das mãos para o lado esquerdo da cama, onde tinha certeza absoluta que encontraria a deusa em forma de mulher que cativara o seu coração, já antecipando todo o prazer que sentiria ao deslizar suas mãos grandes pelo corpo bem feito de Sara.

Seu coração bateu em disparada ao descobrir que se encontrava sozinho. Ninguém! Não havia ninguém ao seu lado. Teria sido tudo fruto de sua imaginação? Não! Ele se recusava a acreditar. Havia sido tão real... a pele sedosa, cheirosa e suave sob suas mãos, o gosto delicado, os beijos ardentes, os toques abrasadores...

Abriu os olhos para certificar-se de que ainda se encontrava na casa de Sara. No entanto, não estava preparado para o que viria a seguir: aquela não era a mesma casa que entrara na noite anterior. Aquele não era o quarto de Sara. Não reconhecia aquele aposento. Era muito maior que o quarto de Sara, poderia dizer que era aconchegante e que tinha toques femininos, mas definitivamente aquela não era a residência de sua querida Sara, ou o seu quarto de hotel. Três perguntas não saíam de sua cabeça: Onde, em nome de Deus, estaria? Como fora parar ali? E onde estava Sara?

Antes que ele pudesse ao menos tentar responder a essas perguntas, o som de água batendo no piso, interrompeu seus confusos pensamentos. Só então percebeu uma porta à sua frente, que não havia visto antes. Tudo levava a crer que se encontrava em uma suíte. A pergunta que não queria calar era: com quem?

Jogou o lençol que cobria sua nudez para longe, vestiu a cueca e caminhou lentamente em direção ao lugar de onde vinha o barulho, temendo o que ou quem poderia encontrar. Estava totalmente confuso. Não entendia o que estava acontecendo. Estaria enlouquecendo? Torcia para que não.

Abriu a porta do banheiro devagar e parou maravilhado. Se encontrava em um estado ao mesmo tempo de assombro e encanto. Aquela era a visão mais linda que poderia presenciar, embora lhe deixasse confuso. Ali, na sua frente, estava Sara totalmente nua tomando um relaxante banho, deslizando suavemente o sabonete por seu corpo. Porém o que lhe causava espanto, não era o fato de Sara estar nua, ele já a vira nesse estado. O que lhe causava espanto, o que lhe deixava atordoado, sem encontrar explicação, era o fato de ela acariciar o ventre já avolumado. Ela estava grávida! Como diabos, ela poderia estar em uma gestação já avançada, se eles haviam feito amor apenas duas vezes e a pouco tempo? Era totalmente impossível!

Foi tirado do devaneio pela doce voz de Sara:

_ Amor, é você?

_Hãn!? Sim, sou eu – ele respondeu hesitante, sem conseguir tirar os olhos do ventre dela.

Ela percebeu.

_Porque está me olhando assim? Eu sei que estou parecendo um a baleia, mas é o preço a ser pago para carregar um filho seu...

Grissom estava hipnotizado diante daquela visão magnífica.

_ Você está linda, querida – disse aproximando-se dela para poder colocar a mão sobre o ventre avolumado. E quando pôs, sentiu o bebê se mexer e não pode deixar de esboçar um amplo sorriso.

Não sabia o que estava acontecendo, mas era incrível tudo aquilo. Sara, o bebê, tudo!

_Você não vem tomar banho, para poder se arrumar? – ela perguntou.

_ Arrumar para que?

_ Gilbert Arthur Grissom, não me diga que você se esqueceu de nosso aniversário de casamento! Temos uma reserva no restaurante...

Ele não pode disfarçar o espanto.

_ Casamento!?

Não se lembrava de ter se casado. Se bem que tudo ali estava estranho. Então porque o espanto?

_ Gil, você está estranho hoje! Olhe para a sua mão esquerda!

Ele obedeceu e bem ali se encontrava uma grossa aliança de ouro. Olhou para a mão dela e ela também tinha uma em sua mão esquerda. Estava casado com Sara e não sabia como havia acontecido.

Ela o observava curiosa.

_Amor, você está bem? Por favor, não brinque com uma coisa dessas porque eu não vou aguentar... – ela começou a chorar.

Vê-la chorar, entristeceu seu coração. Não queria vê-la triste. Grissom a abraçou, passou o dedo sob seus olhos, recolhendo as lágrimas dela, e tentou disfarçar seu espanto. Não podia vê-la sofrer, poderia fazer mal para o bebê.

_ Venha cá, minha querida! É claro que eu não esqueci nosso aniversário.

_ Mas você parecia... – disse numa voz chorosa.

_ Esqueça! Vamos fazer o seguinte: vamos comemorar nosso aniversário aqui, só nós dois! – olhou para o ventre estufado da esposa – Ou melhor, só nós três...

Ele a beijou com paixão. Estava feliz. Seria pai e estava casado com a mulher que amava. Era tudo o que poderia desejar. Tomou-a nos braços e levou-a para a cama e começou a amá-la. Entretanto, tudo começou a ficar turvo. Seria um infarte? Ele não queria morrer. Não agora. Ele tinha que ver seu filho ou filha nascer, tinha que dizer o quanto amava Sara, ele tinha... Tudo ficou escuro.

-o-

Ele acordou sobressaltado. Aquele sonho foi tão real que desejou do fundo de seu coração que ele se convertesse em realidade. Ainda podia sentir as mãos de Sara sob a sua e podia ver nitidamente o tipo de vida que poderia ter com ela. Poderiam formar uma linda família. Pode visualizar o futuro que o esperava se ele tomasse uma atitude. E se o seu sonho se tornasse verdade? Tinha certeza de que os filhos seriam lindos, pequenas cópias dele e de Sara. Ou talvez uma mistura das características dos dois.

Grissom virou-se na cama de forma que pudesse contemplar o rosto sereno de Sara enquanto ela dormia um sono suave. Passou a mão carinhosamente em seu rosto. Como ela era linda. Seu coração apertou só de imaginar que em pouco tempo teria que deixá-la. Levantou-se e sem fazer barulho, vestiu-se. O dia já raiara e ele dirigiu-se para a cozinha a fim de preparar um café da manhã para os dois. Tinha de aproveitar o tempo que restava. E o mais importante, tinha de tomar uma decisão. Tinha certeza de que aquele dia, seria um dia para ficar na memória dos dois. Para sempre. Sua mãe estava certa em tudo e a frase para aquele dia, não lhe saía da cabeça:

“Se não consegue imaginar de maneira nenhuma, um futuro sem a pessoa ao seu lado...”

Não conseguia se imaginar sem Sara ao seu lado.

Notas finais
Reviews? Sou totalmente movida a reviews *-* Se estão gostando, recomende...