Não Deixe O Amor Passar
11 Capítulo 11 - Pensando nela
Notas iniciais
Enjoy! ;)
Aquele era o primeiro dia de palestras depois da morte de sua mãe. Aquela dor ainda o consumia, no entanto, agora não o sufocava tanto e tinha plena convicção de que logo se amenizaria ainda mais e que teria apenas suaves lembranças daquela mulher que tanto o amara e que lhe dera a vida.
No instante em que ele entrou no auditório, todos os seus alunos se puseram de pé e um a um dirigiu-se a ele, dando um abraço, demonstrando como lamentavam a sua perda. Embora não se conhecessem há muito tempo, aqueles alunos se simpatizaram com Grissom. Ele estava emocionado com a demonstração de afeto daqueles jovens. Só não recebera o abraço de uma pessoa e era o que ele mais ansiava no momento. Ficou a perguntar-se o que Sara estaria fazendo. Será que ela estava se arrumando para o encontro de logo mais a noite?
Grissom sentiu-se culpado. Devia mostrar-se triste, afinal sua mãe havia morrido fazia pouco tempo, no entanto, tudo o que ele conseguia sentir naquele momento era um grande anseio pelo encontro que teria com Sara. Também não pode deixar de pensar que se aproximava o dia que deveria partir e deixar o grande amor de sua vida. Procurou focar sua atenção na palestra que teria pela frente e pelo visto seria uma longa tarde.
-o-
Gilbert Grissom franziu o cenho ao encostar-se em sua mesa do auditório do Centro de Convenções de São Francisco. Procurava entender o que sentia naquele momento. Durante boa parte da manhã estivera andando de um lado para o outro, nervoso. Por diversas vezes, estivera tão absorto que não prestara atenção ao que os alunos lhe perguntavam. Não havia como esconder: estava realmente ansioso pelo seu encontro com Sara. Não conseguia parar de pensar em como tudo aconteceria. Estava tudo devidamente planejado. E quanto mais tentava não pensar na deusa em forma de mulher, na jovem que havia roubado seu coração, mais ele pensava.
Ele lembrava muito bem de tê-la convidado para sair dois dias antes, quando ela havia ido à sua casa para saber como ele estava. Sara queria muito saber como ele estava emocionalmente. Conversaram durante muito tempo sobre o estado emocional de Grissom e sobre amenidades. Ela estava a ponto de sair, quando ele lhe perguntou:
_ Você gosta de comida italiana?
_ Sim, gosto — ela respondeu um tanto curiosa – Por que?
_ Ótimo! Então eu passo amanhã na sua casa às 18:30.
Ela o olhou espantada sem nada entender.
_ Como?
_ Passo amanhã na sua casa para podermos jantar juntos.
_ Mas você trabalha amanhã... ou melhor nós teremos aula amanhã e não sei se meu professor me liberará – ela disse suavemente com um sorriso nos lábios .
_ Creio que ele entenderá, apesar de que sentirá muito sua falta, se você não for – ele respondeu no mesmo tom de brincadeira .
_ Mas você não tem meu endereço... – ela contestou.
_ Isso é fácil de se resolver. É só você me dizer — disse ele sorrindo.
Ela pegou um guardanapo e escreveu o endereço e o entregou a ele.
_ Passo na sua casa às 18:30? – ele perguntou ansioso pela resposta.
Ela assentiu afirmativamente.
Depois dessa conversa ela saiu e ele não teve mais notícias dela. Nenhuma ligação. Nenhuma mensagem. Olhou para o relógio de pulso em seu braço. Agora faltava pouco tempo para encontrar-se com ela, para matar a saudade que tanto lhe consumia. Faltava pouco para estar com Sara, sua doce Sara.
-o-
Ele chegou ao apartamento de Sara na hora marcada. Sentia-se extremamente ansioso. Suas pernas tremiam e não sabia dizer se sua aparência estava boa. Vestia uma camiseta preta, uma calça jeans e tênis. E para completar, uma colônia. Queria parecer jovem para ela. Queria impressioná-la. Respirou fundo e da melhor maneira possível, bateu na porta, torcendo para que ela atendesse. Ela podia muito bem ter mudado de ideia. Afastou esse pensamento de sua cabeça e soltou um longo suspiro ao ouvir a tranca da porta ser desprendida.
Quando a porta foi aberta, Grissom dardejou um belo sorriso. Ela o estava esperando. E não pode deixar de admirá-la. Varreu-a de cima a baixo com seus maravilhosos olhos azuis. Quando recuperou o controle, disse:
_ Você está linda! Muito linda!
_ Obrigada! – ela respondeu, corando.
Ela trajava um belo vestido vermelho que lhe moldava o corpo esguio. Trazia no pescoço uma delicada gargantilha com um delicado pingente de borboleta. Os cabelos estavam soltos e formavam pequenos cachos nas pontas. Sandálias de salto médio pretas completavam seu visual.
_ Vou pegar meu casaco – começou ela, depois parou, a porta ainda aberta – O que é isso?
_ Isso? – ele empurrou os sacos que trazia nas mãos – São os ingredientes do jantar. Onde fica a cozinha?
_ Eu... – balbuciou ela. Ele entrou e fechou a porta atrás de si – Achei que íamos sair.
_ Não, eu disse que íamos ter comida italiana – Fez um rápido levantamento da sala. Realmente seu apartamento era bem menor do que seu quarto de hotel como ela dissera. No entanto tudo era muito bem organizado. Todo o ambiente se parecia com Sara Sidle. Havia ali poltronas femininas com formas arredondadas, mesas brilhantes, belos enfeites variados e flores frescas – Belo lugar.
_ Está me dizendo que vai preparar o jantar para mim?
_ É o meio mais rápido de se conquistar uma garota – ele disse piscando para ela – A cozinha é por ali?
Seguiu-o até a pequena cozinha que ficava perto da sala de estar.
_Isso não depende de como você cozinha bem?
Ele sorriu e começou a tirar os ingredientes da sacola.
_ Você tem uma frigideira?
_ Sim, claro que eu tenho uma frigideira.
Ela tirou uma grande frigideira de ferro fundido do armário e acrescentou:
_ Não é porque sou péssima na cozinha que eu não tenha uma frigideira...
Ele a olhou de relance e sorriu.
_ Péssima na cozinha, é? É bom saber que você tem algum defeito.
Ela sorriu em resposta e respirou profundamente antes de falar novamente:
_ O que teremos para o jantar?
_ Espaguete ao molho branco.
Pegou uma segunda panela para a massa e entregou-a.
Assim que a encheu de água e a pôs para ferver, ela ficou olhando-o lavar as folhas para uma salada.
_ Onde você aprendeu a cozinhar? – perguntou com uma curiosidade sincera.
Uma onda de tristeza o assolou. Sara percebeu e sentiu-se culpada.
_ Me desculpe Gil, eu não queria trazer recordações tristes... – ela colocou sua mão sob a dele, acariciando gentil e carinhosamente.
_ Não se preocupe querida, eu apenas lembrei-me de minha mãe. Foi ela quem me ensinou a cozinhar. Dona Beth não acreditava em trabalho de mulher e trabalho de homem, e como éramos apenas nós dois, ela acabou me ensinando tudo sobre a administração de uma casa.
_ Tudo mesmo?
_ Tudinho. O que foi uma benção. Porque quando me tornei adulto, tive que morar sozinho. Sou muito grato a ela por isso. Devo à minha mãe tudo o que sou hoje.
Terminaram de fazer o jantar. Comeram em silêncio, cientes da corrente elétrica e das faíscas de desejo que emanavam de seus corpos. Foram para a sala e permaneceram conversando no sofá até que o relógio da sala anunciou três horas da madrugada. O tempo parecia parar ao lado de Grissom, como se ela o conhecesse havia anos. Os nervos de Sara estavam à flor da pele e a vontade de beijá-lo havia aumentado consideravelmente. Quando o pêndulo do relógio realizou a terceira badalada, ela se levantou.
_ Está ficando tarde.
Em um movimento fluido, Grissom também se ergueu e abraçou-a pela cintura. Os olhos azuis a deixavam sem fôlego.
_ É como se eu tivesse esperado a vida toda por este momento – ele confessou. Com o coração em disparada, ela tentou se convencer que ele mentia apenas para seduzi-la. Mas as palavras pareciam envolvê-la, enquanto Grissom a apertava contra o próprio corpo.
Quando ele a beijou, sua pulsação acelerou. Fogo e magia. Antes de fechar os olhos e se entregar ao beijo, Sara notou a veracidade das palavras naquele brilho azulado. Por que aquele homem a perturbava tanto física quanto emocionalmente? Ele era capaz de destruir todas as barreiras com apenas um olhar ou um gesto. O fato de tomá-la nos braços e beija-la parecia natural, como se aquela noite houvesse sido predestinada....
_ Grissom — ela sussurrou, aprofundando o beijo. Grissom mostrava a própria necessidade conforme respondia e a estimulava. Sara abraçou- o pelo pescoço, retribuindo a paixão. Ao sentir o calor do desejo másculo, percebeu que ele abria o zíper do vestido. Uma corrente de ar roçou-lhe os ombros e o tecido vermelho tombou no tapete. Grissom, então, abriu o sutiã e ofegante envolveu os pequenos seios com as mãos.
_ Você é linda — sussurrou. — Preciso de você .As palavras soavam tão sedutoras quanto os beijos. Gemendo de prazer,ela se apoiou nos ombros musculosos, enquanto sentia os lábios sensuais sugaremos mamilos. Sensações de deleite e desejo a bombardeavam. Jamais conhecera a paixão. Nunca encontrara um homem capaz de incitar as chamas da feminilidade.
O interior de Sara parecia borbulhar. Aflita, puxou a barra da camiseta de Grissom e, em poucos minutos, viu-se diante do tórax avantajado. Devagar, traçou os músculos e acariciou os pelos louros. Ainda beijando-a, Grissom carregou-a nos braços e a levou até o quarto, o qual não foi difícil descobrir sua localização, onde se deitaram na imensa cama. Entre carícias ardentes, ele a despiu por inteiro. A medida que ele beijava as pernas esguias, a razão dissipou-se. Quando Grissom atingiu a região mais sensível, Sara conheceu sensações jamais imaginadas. Desejava intensamente aquele homem que se tornara tão especial desde o instante em que o fitara nos olhos.
Voluptuosa, ajudou-o a despir-se. Grissom então a penetrou, e Sara abraçou-o com as pernas. Ouviu-o sussurrar, perguntar se estava protegida e,por impulso, ela respondeu que sim. O desejo desesperado eliminava qualquer pensamento ou precaução.
Os lábios voltaram a beijá-la, abafando os gemidos da paixão. Sara puxou-o para si.
— Por favor, Grissom – ela suplicou.
Aquela noite ficaria impressa em sua alma. Grissom chamou-a pelo nome e ambos, mergulhados em puro êxtase, atingiram o clímax total. As palavras de sua mãe que se encontravam no caderno lhe vieram à mente:
“Se você não consegue trabalhar direito o dia todo, ansioso pelo encontro que está marcado para a noite...”
Nada poderia estar mais certo do que aquelas palavras. Dormiu saciado e satisfeito ao lado de Sara. Ao lado da mulher de sua vida.
Notas finais
Bjinhos doces da Bia Sidle!
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