Notas iniciais
YEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEP! Finalmente uma idéia boa para uma fic!

P.OV. Julie

" [...] Rosie olhou o seu amado e percebeu como o rosto dele ficava lindo com o brilho prateado da lua refletindo na sua face, ela ia abrir a boca para falar tudo o que sentia por ele, mas desistiu, já que lembrou que não havia escovado os dente após o almoço. "
" John queria beijar Rosie, mas cometeu um erro(ou não) ao olhar dentro daquelas orbes castanho-escura, pois, o fez lembrar de um chocolate que vira na vitrine de uma loja, e imediatamente a sua barriga roncou... "
" Mesmo que ela não o amasse na mesma intensidade ela continuava sendo a luz da existência de John, e cada sorriso dela iluminava o coração dele como a telinha de um celular. "
" Ela era uma menina bem estranha. Observava as nuvens mais do que olhava para o mundo ao seu redor. Paz. Ela só sentia quando estava dormindo. Tristeza. Só sentia quando a internet caía. Solidão. Só chegava quando o cara do cupcake estava atendendo os outros clientes e não conversava com ela. Amor. Pra era ela o mesmo que comer chocolate. "
– Você tá brincando, né? — a loira perguntou incrédula — Isso é o melhor romance que você pode escrever? Essa é a renomada escritora Julie?
– Aninha do meu coração eu tenho cara de quem está brincando? — falei depois de engolir seu sanduíche.
– Não, você tem cara de idiota mesmo. — "Aninha" respondeu. — O mínimo que você podia fazer era se esforçar mais.
– Eu sou uma pessoa muito ocupada, não tenho tempo para escrever bobagens.
– Diz a pessoa que está assistindo Dragon Ball Z e esta levantando as mãos sabe-se lá porque. — ela retrucou.
– Primeiro: Eu estou ajudando o Goku a fazer a Genki Dama e você também deveria ajudar se não quiser que o Majin Boo destrua tudo. Segundo: Eu não levo a sério pessoas com menos de 1,70 de altura.
– Eu não vou levantar as mãos! E você tem 1,65. — ela respondeu com uma sobrancelha erguida e um sorriso vitorioso no rosto.
– E quem disse que eu me levo a sério?!
– Você tem que escrever um romance e mandar pra editora Julie, as meninas não compram seus livros de ação e elas estão cada vez mais influenciando a nossa profissão. — desta vez Ana estava séria quando falou.
– O problema é que eu não consigo escrever uma coisa chata e melosa como um romance mesmo que eu tente!
Ana me chamou pra irmos até a praça para discutirmos um modo de escrevermos esse maldito livro. Claro que eu iria recusar, se não fosse a minha amiga para saber meu ponto fraco eu nem pisaria lá, mas ela lembrou que hoje era o dia que os carrinhos de comida ficavam abertos sem parar, o que era uma tentação.
O caminho foi bem silencioso já que Ana pensava em uma solução para o meu problema e eu apenas chutava algumas pedras que ficavam no meu caminho. Quando finalmente chegamos a praça nós nos sentamos em um banco e Ana começou:
– Eu estive pensando no caminho e...
– Quando loira pensa nunca é um bom sinal. — interrompi.
– Continuando o melhor jeito para você escrever um romance é...
– Veremos no próximo episódio. — falei com voz de apresentadora.
– Me interrompe de novo que em vez de escrever um romance você vai escrever as palavras gravadas na sua lápide. — ela vociferou. — Como eu ia dizendo, o melhor jeito de você escrever um romance é vivendo um.
Como às vezes eu sou meio lerdinha eu precisei que ela me explicasse tudo direitinho pra ver se eu entendia.
– Olha, como sua vida é engraçada e louca seus livros são engraçados e loucos(avá), então se sua vida for romântica seus livros serão românticos.
– Eu devia ter te internado em um hospício na primeira oportunidade que eu tive! — tomei cuidado para não gritar alto já que estávamos em um local público. — Você andou fumando orégano?!?
– Não adianta discutir Julie, já já você vai perder a paciência e concordar em seguir o plano só pra ir pra casa e me fazer calar a boca, então poupe nosso tempo e se conforme com isso.


[...]


Sim, eu concordei com a ideia dela e aconteceu do jeito que ela disse, ou ela me conhece muito bem, ou ela anda fazendo macumba. Ana disse para eu procurar ser menos antissocial e frequentar lugares movimentados e procurar alguém interessante. Eu ainda me pergunto porque sou amiga dela.
A minha sorte é o fato de Ana ser minha agente então ela precisa ir a reuniões chatas com a editora, e dessa vez eu só veria ela no dia seguinte já que eles iriam discutir a tradução do meu ultimo livro para japonês, coreano, espanhol e português. AMÉM! DEUS É MAIS! SEM ANA O RESTO DO DIA!
Já que eu estava entediada e com fome eu decidi ir ao café mais próximo. Não, eu não fui nos carrinhos de comida. Ana disse que se eu fosse comer iria ficar distraída e não prestaria atenção nela. Era verdade, mas ainda sim estava com fome.
Eu caminhei até um café que não ficava muito longe da minha casa e ao chegar lá só havia uma pequena fila, na qual eu rapidamente adentrei para fazer meu pedido, eu esperei um pouco até chegar minha vez.
– E aí Lotte, eu quero um café com muito açúcar, com creme, e com qualquer coisa que for doce. — falei pra atendente que já me conhecia.
– Pra pedir isso você deve ser uma pessoa muito doce. — um estranho de olhos verdes falou.
– Muito pelo contrário, eu sou tão amarga que isso é a única coisa que deixa a minha vida mais doce. — tentei responder normalmente, mas a minha voz sempre sai sarcástica.
– Ai. Essa doeu.
– E quem disse que essa não era a intenção. — falei, mas depois me arrependi, não custava tentar ser legal de vez em quando.- Foi mal cara, é automático, não dá pra controlar, e eu estou estressada hoje, eu tenho uma amiga maluca.

– Sei como é.

– Ainda bem que você me entende, ela me arrastou pra lá e pra cá o dia inteiro. — falei sinceramente pra ele.

– Qual é seu nome? -perguntou.

– Julie, e o seu?

– Peter. — ele respondeu com um sorriso.

– Até mais. — me despedi pegando meu café.

– Até Candy!

Candy? Até que é um apelido legal, porque definia exatamente o contrário da minha personalidade.Doce.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.