Notas iniciais
Aew vai o ínicio da história people! xD
Não tenho nenhum rewiew ainda + vou continuar...=(
Espero que gostem e boa leitura! Nos vemos lá embaixo! ¬¬

Great Falls,Montana,EUA. Nos dias atuais.

Respirei fundo.

Eu devia saber que minha vida estava longe de ser perfeita.Eu devia ter prestado mais atenção aos detalhes — mas quando percebi, já era tarde demais, e me dei conta de que um novo horizonte iluminava meu destino.

– Pronta para a batalha? — Lissa esboçou-me um sorriso zombeteiro. Ela era minha única amiga e meu único alento na escola. Nós duas não éramos exatamente o tipo de amigas que vão ao shopping, passam a tarde fazendo a unha ou fofocam sobre garotos. Lissa tinha um estilo rocker e cabelos cor de mel e olhos claros, e a conheci por volta do meio do ano. Além disso, ela era a única que me entendia melhor.

– Ai! — gemi quando Rachel Tolls esbarrou em mim com força e de propósito. Ela me infernizava desde que eu conseguia me lembrar. Agora que eu havia me tornado capitã das líderes de torcida, aí sim que ela pegaria no meu pé.

– Olha por onde anda, Esquisita. — ela disse, rebolando no corredor. Ah, se ela soubesse a vontade que tenho de estapeá-la...

– Anda, Lu, vamos dar o fora daqui.- Lissa pegou meu braço e deixei que ela me guiasse.

Eu queria ter uma vida normal. Ir todo dia à escola pra mim era como matar um leão por dia. Eu não sabia o que era, mas presenciar coisas estranhas era normal pra mim. De alguma forma, eu enxergava mais que as outras pessoas, passava por perigos, e, de uma hora para outra, era salva.

Vultos...vozes desconhecidas e zombeteiras, sempre me rondavam. Ir à um médico estava fora de cogitação — provavelmente eles me achariam uma louca e seria mandada para um hospício.

– Você tá bem? — Lissa perguntou.

– Sim. — respondi; sendo sincera.

Desejava mais do que tudo que, o que quer que eu tivesse acabasse. Se fosse doença ou não, eu queria achar uma maneira de lidar com aquilo, embora as chances fossem poucas. E eu temia mais por minha mãe — principalmente ela.

O sinal tocou e suspirei, chateada. Passaria a aula de cálculo sem Lissa.

Mal entrei na sala e Anne, uma amiga de Rachel, se apressou pra falar antes de Prof.Derri aparecer.

– Gente, galera! — falou ela. — Sábado vai ter uma festa na minha casa. Quero todos lá! — e voltou a se sentar quando a figura amedrontadora do professor entrou na sala. Matemática nunca tinha sido o meu forte — e tudo só piorou ainda mais quando os desenhos de trigonometria se transformavam em figuras e enigmas disformes, que se embaralhavam.

– Hey, Luna. — disse Jason Washford ao meu lado. Ele era meu ex-namorado, só que agora estávamos na zona da amizade. Sempre fui sincera com ele — já que éramos amigos de infância — e tínhamos decidido dar um tempo. Nunca quis enganá-lo ou dar falsas expectativas. Ele era o quarterback do time da escola e popular. Jason era dono de lindos olhos verde-esmeraldas e cabelos castanho-claros. — Você não parece nada bem. Teve aquelas coisas de novo?

– Não, Jay — respondi, fechando meu caderno. — Não precisa se preocupar comigo. É perda de tempo.

– Não é perda de tempo. — rebateu ele, sorrindo. — Me preocupo com você porque é importante pra mim. — e segurou minha mão.

– Jay, nós já conversamos...

Nossa conversa foi interrompida quando o sinal bateu para o almoço. Lissa já me aguardava na saída.

– O que vai fazer depois da aula? Tem carona? — continou ele.

– Vou com Lissa, obrigada — murmurei, já dobrando o corredor para encontrá-la.

– Ele ainda gosta de você, sabe — ela me disse, sorrindo; brincalhona, e eu revirei os olhos.

Enquanto caminhava ao seu lado, senti tudo acontecer de uma vez só.

Primeiro, foi a tontura — foi como se tivesse acontecido um terremoto de repente. Minhas pernas bambearam e me segurei em Lissa, e ela me olhou, assombrada. Minha visão queria embaçar, e eu sentia que, se não me controlasse, iria desmaiar.

Respire fundo, ordenei a mim mesma,Não deixe isso te controlar.

– Luna? A sua mão tá gelada. — Lissa falou séria. A voz dela soou longe e fragmentada, como numa estação de rádio.

– Lissa, eu preciso me sentar!

Observei, em horror, todos me olharem abismados. Rachel segurava uma Coca nas mãos e me olhava assustada. Jason largou o que estava fazendo em seu armário para me aparar.

Mas era tarde demais.

Eu fechei os olhos.

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Acordei na enfermaria da escola.



Ah,não!, pensei.


Senti alguém segurar minha mão. Jason me fitava com aqueles olhos verdes preocupados.

– Mas o que...

– Tá tudo bem — ele me interrompeu suavemente, tocando minha testa. — Você desmaiou e eu te trouxe pra cá. Você estava pálida e...e fria... — senti sua voz vibrar ao lembrar. — Eu me assustei. Você parecia...morta.– a última palavra saiu quase num sussurro. — O que é que você tem? Isso é horripilante.

Antes que eu respondesse, a porta da enfermaria se abriu, e me deparei com a figura de minha mãe. Lá estava aquele vinco de preocupação.

– Ah, Luna, eu...já tô indo, ok? — disse Lissa, que estava na minha frente. — Você vai ficar bem. — ela se dirigiu á porta quase que juntamente com Jason.

Minha mãe e eu nos encaramos.

– Ah, meu Deus...minha filha. — foi tudo o que disse.

Miranda Prescott, minha mãe, era uma mulher muito inteligente e de muita fibra. Vivíamos só nós duas e tínhamos só uma a outra pra contar. ela era muito preocupada comigo e com quem eu andava. Ela ficara muito nervosa no meu aniversário de 17 anos — foi uma comemoração triste; só nós duas e um bolo de padaria. Nós não éramos muito parecidas, o que levava a um ponto "tabu" entre nós duas: a nossa família.

Eu não sabia quem era o meu pai.

Eu devia ter muitas semelhanças com ele — minha mãe era baixinha e tinha cabelos ondulados e pretos, enquanto eu era alto e bonita, dona de cabelos fartos e castanho-avermelhandos e olhos cor de chocolate, prova viva de que só podia ter puxado á ele.Queria conhecê-lo. Ele sabia que eu existia? Teria nos abandonado? Não queria saber de mim? Eram as perguntas que rondavam a minha cabeça.

– Vamos pra casa agora. — exigiu ela, me ajudando a levantar. Eu já havia melhorado. — Como isso aconteceu? Você se alimentou direito?

– Não foi nada, mãe — falei.

O céu estva escuro e feio, como se sentisse o que eu sentisse. Nossa volta para casa foi silenciosa e demorada — como de costume, todo dia tinha que me acontecer um fato estranho.

– Ah, minha filha — Miranda me abraçou, como se eu fosse criança ainda. Ela sentia-se como eu também.

Só me restava me esconder por entre os lençóis e esperar mais outros pesadelos e sinais desconhecidos para mim até então.

Espero que fique bem,dizia o SMS de Lissa.

Suspirei, me encostando no travesseiro e esperando minhas lágrimas cessarem.

Eu não tinha muito do que esperar do dia de amanhã — afinal, eu nunca sabia o que poderia acontecer comigo.



Notas finais
E aí, gostaram? ficou graaaaaande, eu sei, mas foi uma introduçao da vida da Luna. No proximo cap a ação já vai começar! xD
Xeroo até a próxima! bye