Não Arrisque
8 O dia em que a Morte se apaixonou
Notas iniciais
vejam essa musica:http://www.youtube.com/watch?v=BTCrpCCiouc
tem tudo a ver com a fic!
qero dizer tbm q esse cap é mt importante, por isso o fiz com mt atençao e procurei dar o melhor de mim,viu?..¬¬
qualquer dúvida, me pergutem, tá?
otima leitura! e nos vemos la embaixo..
Saímos apressados no meio da multidão. Pelos meus cálculos, já era bastante tarde. Leon havia me emprestado seu casaco preto para me cobrir, o qual não recusei.
Lá fora, estava uma garota baixinha, vestindo uma roupa preta de couro com todo um aparato de vários tipos de armas. Tinha cabelos curtos e repicados até a nuca, de um loiro cor de palha, com uma mecha toda preta. Seus olhos eram selvagens. Ela estava encostada na Kawasaki de Leon de braços cruzados, parecendo impaciente.
Leon bufou ao vê-la.
- O que está fazendo aqui?
- É bom te ver também,maninho. Vejo que concluiu mais uma missão.
Maninho? Eles eram irmãos?
- Devia ter ficado na Ordem como mandei. Sabe que não preciso de ajuda.
Ordem?
A garota deu um suspiro de chateação.
- Estou tentando ser mais prestativa.
Leon massageou as têmporas, nervoso.
- Preciso que vá na frente com Harry. Estarei logo atrás de você com a garota.
Aí ela me notou. Seu olhar era de pura desaprovação — se bem que eu não estava lá muito apresentável mesmo.
- Há espiões em toda a parte — argumentou ela.
- Por isso, vamos andando. — Harry a apressou, e logo eles estavam partindo.
- Quem é? — perguntei.
- Jane; minha irmã. — Leon respondeu enquanto eu subia na moto e ele acelerava. — Ela não é de fazer muitos amigos. Só vai intimidá-la.
- Achei que fosse sua namorada. — falei, e ele riu alto.
- Estou disponível no mercado, baby.
Revirei os olhos. Eu não queria dar um gostinho de vitória pra ele. Eu mal o conhecia, e ele estava me levando para Deus sabe onde.
- Você lê mesmo pensamentos? — eu disse quando ele deu uma arrancada.
- Sim — confirmou. — Você estava certa o tempo todo lá na escola. Fui designado à você; estava lá por sua causa.
- Eu sempre soube. — eu me gabei, e ele riu mais uma vez.
- Você é diferente dos outros Indomados; têm uma percepção maior das coisas. Isso me chamou a atenção. Você de certa foi...escolhida. Tem um propósito maior, e vamos saber o que é.
Engoli em seco. Eu sabia, lá no fundo, que isso não poderia ser um bom sinal.
Estávamos bem distantes agora. Logo avistei a fronteira com a floresta, e Leon parecia querer atravessá-la. Em um mísero momento, pareci ter visto um vislumbre de luz no ar, como se tivesse uma cortina invisível cobrindo algo ao nosso redor.
- Pronta? Vê o que eu vejo? — Leon disse.
Então aconteceu algo incrível, surreal e sobrenatural, e ao mesmo tempo, tão familiar para mim.
Era realmente uma espécie de véu. Um brilho fosco; fino e frágil que separava dois mundos. Dobrando a esquina de uma lanchonete e uma loja, meus olhos se depararam com outra visão. Haviam casas e prédios que não existiam no mundo real. Onde havia a lanchonete antes, agora era uma casa de dois andares. A praça foi substituída por uma enorme construção que parecia ser um museu. E, talvez por coincidência ou não, onde antes havia a Grande Avenida e o shopping, me deparei com uma longa estrada que era o rumo à uma ostentosa catedral gótica; grande tanto em largura quanto comprimento. As imagens foram sumindo mais uma vez, e vi que a grande praça no Centro, deu lugar à uma vasta floresta negra.
- Uau — foi tudo o que eu disse, completamente hipnotizada. — Meu Deus.
Aquele mundo paralelo realmente existia.
Leon me olhou.
- Agora acredita? Esta é Arkeblom, a cidade dos Indomados. Mais à frente está Agartha, o lar dos Renegados.
Várias motos passaram por nós, indo a todo vapor pela cidade. Great Falls havia sumido completamente.
Leon dirigiu rumo à catedral — uma enorme construção medieval, totalmente conservada; toda em mármore negro. À medida que o prédio crescia no meu campo de visão, ele parecia ser cada vez maior. Havia uma escadaria larga guardada com a estátua de um grifo.
- Seja bem-vinda à Ordem. — Leon disse, descendo da moto enquanto eu olhava o lugar, compenetrada e abismada. — Aqui é o único lugar seguro para os Indomados.
Notei que a tal Ordem era meio que separada da cidade, isolada com um muro que parecia ter uma proteção mágica. Entramos por um corredor não muito longo, e logo vi um pátio circular, onde havia uma árvore gigantesca; alta e esgalhada.
- Venha. — Leon me puxou para subirmos até o 2°andar. — Harry deve estar com a sua mãe. Além disso, há outra história que precisa conhecer.
Meu coração deu um salto ao ouvi-lo mencionar minha mãe.
Eu não tinha medo de altura, mas lá em cima, muitos mais além do 2°andar, eu tremi na base. Era uma altura considerável. Leon me guiou por um longo corredor dessa vez, até abrir uma grande e elegante porta, onde me vi numa sala cheia de livros; como uma espécie de escritório, onde minha mãe e Harry conversavam alegremente sentados num sofá preto.
Meu coração acelerou de alegria quando ela me abraçou.
- Ah, filha! — foi o que disse.
- Mãe, por favor, me diz que isso tudo é mentira!
Ela olhou para Harry.
- Eu queria, Luna. Mas não é mentira.
- Se lembra do que já dissemos à você? — Leon falou.
- Eu sei, eu sei — murmurei. — Não entendo...
- Escute. — Miranda segurou meu rosto. — Eu...eu sempre soube o que acontecia à você. Não contava porque não queria assustá-la, e não iria acreditar em mim. Aí eu... — ela olhou para Harry. — Resolvi pedir ajuda.
- Então era ele com quem você falava no telefone aquele dia! — descobri.Eu devia ter imaginado...
- Fiquei com medo de Leon ser um Renegado — ela disse. — Vários deles invadiram a casa e tentaram me matar pra você se entregar. — contou, lembrando. — Harry apareceu e me trouxe.
- Como vocês se conhecem? — eu quis saber. Ela nunca tinha falado dele.
- Desde jovens. — Harry sorriu para Miranda, que retribuiu. Seu sorriso sumiu. — Eu...eu sou amigo do seu pai, Luna.
Silêncio.
- E eu vou conhecê-lo, afinal? — perguntei sem pudor.
Leon se aproximou. — Não. — ele disse.
Eu sabia, pensei.
- Já não basta esse papo de Resgatadores e Indomados? E essa coisa de morte?
Miranda arquejou.
- Ela sabe?
- Você é perseguida, Luna, porque seu pai é um de nós — Leon continuou. — E teve uma filha com outra Indomada. — ele dirigiu o olhar para minha mãe, e eu a olhei abismada.
- Você também já foi perseguida como eu?
Ela confirmou com a cabeça.
- E foi aí que eu conheci o seu pai. Ele era o meu Resgatador.
Eu arfei.
- O meu pai era a morte da minha mãe?! Eu sou filha da morte?!
Risos.
- Não. — Leon assegurou.
- E isso é proibido?
- Não exatamente. — ele disse. — Você é filha de dois Indomados. Portanto, é mais forte e mais poderosa que um que somente nasce com esse dom.
Fiz um "O" com a boca.
- E onde ele está agora?
Leon olhou para Harry, que acenou.
- Seu pai era o líder da Ordem e de todos os Resgatadores. Ele mandava. Mas aí... — ele engasgou, pesaroso de repente. — Todos nós fomos traídos, Luna. Ele teve que fugir e foi preso.
- Meu Deus! — arquejei. Por isso eu nunca tinha o conhecido.
- Descobriram que ele havia dado um jeito de trazer você pra cá. — e apontou para si mesmo. — Mandando que eu fosse atrás de você.
Minha cabeça latejava. Agora tudo se encaixava. Eu tinha um pai e fui concebida com amor. Ele havia tentado me proteger. Estivera enganada o tempo todo. Pior. Eu me sentia até envergonhada por ter pensado tão mal dele — cheguei até a desprezá-lo. Ele havia tentado me salvar mesmo em perigo.
- Pensei que ele tinha me abandonado. — disse, sussurrando.
- Entendo. — compreendeu ele. — É contra as regras oferecer ajuda aos Indomados para fugiram da Morte. Seu pai e eu nos encontramos na Romênia, onde ele estava escondido. — ele riu de repente. — Ele um pouco temido, e às vezes faz coisas ilegais. Ele foi capturado, mas ele já havia me enviado. Ele é meu melhor amigo — disse, sorridente. — Airon Lancaster.
Guardei o nome na cabeça.
- E essa era a outra história? Tem mais?
Ele suspirou e olhou para Harry e Miranda, que assentiram.
- Essa é a grande ferida na nossa história. — ele começou.
" Há um tempo atrás, havia uma grande Resgatadora na Ordem. Zattara não gostava de ser Indomada. E nem esperava que fosse pega de surpresa pelo destino. Zattara Roustangue havia perdido a mãe doente, o que fazia de suas missões de salvar outros como ela da Morte fossem uma vitória; como uma vingança. Até o dia em que tudo mudou de figura."
Um clima sombrio e nostálgico tomou conta do ambiente.
" Zattara tinha uma melhor amiga chamada Clara. Alguns Indomados estão predestinados a se transformarem na Morte, devido ao rancor que guardam por terem sido tirados de suas vidas, ou não aceitarem tal fato."
- Como assim? — perguntei. — Como uma maldição?
- Exatamente. — ele disse. — E foi o que aconteceu com a Zattara. Em uma missão ao lado de Clara, ela conheceu Josh, e se apaixonou por ele.
- O quê?! — sibilei, completamente incrédula. — Você quer dizer que um dia a Morte se apaixonou?! Isso é ridículo!
- Sim, Luna, é verdade. — confirmou. — E isso gerou muitas consequências. Zattara não sabia que estava se transformando na Morte, e que isso traria um destino terrível pra ela. A Morte não tem sentimentos; foi criada pra matar e destruir. Ela foi a primeira a demonstrar algo do tipo, o que alertou a todos, inclusive os Renegados, achando que havia uma chance.
- E o que aconteceu depois?
- Clara, como uma Resgatadora, foi obrigada a entregar Josh aos líderes do Ministério. — continuou. — Quando Zattara soube que ele tinha morrido, aconteceu a magia maior — ele me olhou; seu tom em puro mistério, e me arrepiei. — Zattara se tornou a Morte. A partir daí, uma guerra aconteceu. O céu ficou negro, e aquela floresta negra surgiu; ficando sem vida, como se de luto eterno. Zattara decidiu se juntar aos Renegados e ser sua líder, para se vingar. Ela decidiu fazer outros sofrerem como ela sofreu. Já derrotada, ela foi jogada na prisão. mas, por algum motivo desconhecido e misterioso, ela conseguiu fugir, o que nos assustou, pois é impossível. E agora ela quer vingança. Ela deu um jeito de pegarem o seu pai. E é aí que você entra.
Aguardei, com uma agonia incessante.
Leon engoliu em seco, e me olhou muito sério — mais sério do que outras vezes.
- Precisa vir conosco até as Profundezas do Desespero. Precisa nos ajudar a tirar o seu pai da prisão, Luna.
Notas finais
e agr?? sera q a Lu vai aceitar??
digam oq q acharam, please! reviews! reviews! reviews!
xeroo e até o prox cap..ele vai tá d+!
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