Não Arrisque
4 O Sr.Engraçadinho
Notas iniciais
Aee vai um personagem que vem pra surpreender! U.U
Espero que gostem...e dá-lhe reviews!
vejo vcs la embaixo
Não preguei o olho a madrugada inteira depois daquele aviso macabro.
Embora minha mãe tivesse pedido para eu não ir à escola, não pude deixar de corresponder à buzina de Lissa pela manhã. Seria melhor que eu fosse. Só assim aquelas coisas sairiam da minha cabeça. Ou talvez não.
Passei um pouco de maquiagem para encobrir minhas olheiras e as marcas do meu choro. Não me importava como estava o meu cabelo a àquela altura, e o deixei como estava.
– E aí, como você tá, amiga? — Lissa quis saber, dirigindo um pouco tensa. Ela usava um cardigã marrom por cima de uma blusa amarela de tecido leve, embora o clima estivesse frio. Não conseguia ver seus olhos cor de mel através das lentes escuras . — Que história foi aquela! Vi no noticiário hoje de manhã. Como aconteceu?
– Não faço ideia. — respondi de mal jeito. — Mas não sei quem foi. E o pior: Rachel viu tudo e fiquei sem emprego — eu a olhei por um segundo. — Você acha que fui eu, Lissa?
Lissa fez um "O" com a boca.
– É claro que não, Luna. Por que acha isso? Somos amigas. Confio em você. Você não teve culpa.
Mal chegamos no estacionamento atrás do ginásio, e vi Jason descer da caminhonete onde estava com os outros do time; preocupado como sempre.
– Luna, meu Deus, como você está? — ele quis saber.
– Bem, Jason, bem. — respondi, já encontrando o olhar de Rachel encostada em seu carro esportivo do outro lado. Ela cochichava algo com as outras.
– Fiquei preocupado. — o tom meloso na voz de Jason chamou minha atenção. Ele deslizou os dedos no meu cabelo e lambi os lábios, desconfortável. — Podia ter me chamado.
– Ah, legal, agora é que todos vão me achar esquisita mesmo! — reclamei, exasperada, batendo o pé e cruzando os braços.
– Tem certeza de que temos que entrar nessa lista? — Lissa protestou, indicando Jason e a si mesma.
Suspirei.
– Não é isso. Vocês não fazem ideia do que é isso que me acontece. Minha mãe e eu andamos brigando ultimamente, e sinto que ela me esconde alguma coisa. — contei, me lembrando da noite anterior, quando vi Miranda falar com alguém no telefone. — Talvez eu seja a garota mais azarada do mundo. — falei, e Jason riu alto.
– Você não é azarada, Lu.
– Ah, é?! Então me explica o que é todas essas mortes me seguindo! — esbravejei.
Ele segurou meu rosto, e eu fitei seus olhos cor de esmeralda.
– Estou aqui com você. Não está sozinha. Acompanho isso com você desde que somos crianças. Há um jeito. — embora suas palavras tivessem me dado um pouco de conforto, eu sentia que nada daquilo adiantava para meu ego, já tão devastado.
O sinal tocou, e entramos devagar. Rachel passou bem próxima a mim, dando-me um olhar sugestivo. Ela se aproximou, sussurrando:
– Agora eu sei que tem algo de errado com você mesmo. E eu vou descobrir o que é. — logo depois, ela sumiu no corredor. O tom ameaçador na sua voz me fez engolir em seco. Rachel faria de tudo para me humilhar a acabar comigo. Nada a impediria.
– Esqueci o livro no carro. — lembrei, me aproximando de Lissa — Vou pegar e te encontro. — falei à ela.
– Ok, te espero na sala de Química II — ela disse.
Fui na "contra mão", atravessando o mar de gente que seguia às salas. O estacionamento estava começando a ficar vazio, o que poderia me render uma suspensão mais tarde, ao chegar atrasada na aula.
Demorei um pouco no carro, devido ao fato de a chave ter decidido emperrar. Assim que encontrei o livro de química, escutei um ruído forte de motor de moto adentrar o estacionamento. Minha visão seguiu rumo à tempo de ver um motoqueiro entrar na escola. Ele seguia velozmente em linha reta. Me virei em direção à escada, sem prestar muita atenção.
Foi quando o ruído da moto cresceu e ficou mais alto. E perigosamente mais perto.
– Luna, cuidado...! — alguém gritou.
Só tive tempo de me virar e ver aquela massa preta cada vez maior no meu campo de visão. Me esquivando desesperadamente, num ato súbito de auto-proteção, larguei tudo o que segurava e me joguei em um canto longe do alcance da batida.
Fechei os olhos com força, esperando nada acontecer.
Mas não deu.
A moto freou; um guincho rápido e forçado, que arranhou os meus tímpanos, como alguém raspando as unhas num quadro, ao mesmo tempo que me estatelei no chão.
Não demorou para uma multidão se formar, arquejando. Vi de relance Dianna no meio de todos, em choque; mas, tonta como estava, não distingui muita coisa direito.
– Ei, você tá bem?
A voz era masculina; grave. Tirando a cortina que meu cabelo formava sobre o rosto, vi que era um rapaz. Ela vestia um jeans desgastado, coturnos pretos, e uma jaqueta de couro preta por cima de uma camisa cinza. Não pude deixar de admirar a sua beleza: ele era gato e sexy; seu cabelo farto e desgrenhado era um loiro forte, cor de ouro, além de límpidos olhos azuis-turquesa profundos e penetrantes, que me prenderam aqueles minutos.
Ele deu um sorriso de lado.
– Não machucou nem quebrou nada, não foi? — ele estendeu a mão para me ajudar a levantar.
– Seu idiota! — gritei, estabanada. — Você quase me matou!
Ele levantou uma sobrancelha.
– Você atravessou sem olhar.
– É proibido andar em alta velocidade por aqui, sabia?!
– Luna, o que houve aqui? — era a voz de Jason atrás de mim. Ele me olhou da cabeça aos pés. Eu não havia ralado nem sofrido nada. Dei um aceno com a cabeça, confirmando.
– Qual é a sua, hein cara? — ele deu um olhar frígido para o rapaz, que permanecia irredutível, arrumando suas luvas. — Devia prestar mais atenção no que faz! Não pode andar por aí assim!
O rapaz desceu da Kawasaki, e andou sombriamente até nós. Algo na minha mente deu um lampejo, como um dejavú repentino.
Eu já o tinha visto antes....mas onde?
– Isso não vai acontecer de novo — garantiu ele, dirigindo um olhar mortífero para Jason. Sua mandíbula estava trincada, e seu tom de voz era assustador. Calada, comecei a catar minhas coisas.
– Luna? Está tudo bem. Eu te levo na enfermaria — Jason segurou meu braço, mas o dispensei com um giro forte, segurando, mais uma vez, minhas lágrimas.
– Não, Jason. — falei o mais firme e decidida que pude. Eu não queria falar mais nada. Atravessei a multidão me escorando de todas as formas sem me importar com o que estavam pensando. Minha garganta doía. Eu sabia — mais uma vez, as perseguições continuavam a me assombrar. Dessa vez, a morte chegou bem perto de acabar comigo. Talvez, eu deveria ter deixado a moto me atingir — e deixar aquele complô acabar de vez comigo. Porque as minhas esperanças já estavam no zero.
Alguém me seguiu corredor adentro, e notei ser o tal rapaz novato. A primeira a me ver chorar foi Rachel — e posso dizer que até vi um certo traço de solidariedade passar em seu rosto.
Entrei no banheiro, finalmente soltando toda a agonia do meu peito.
Alguém bateu na porta.
– Vá embora! — gritei.
– Ei, garota, temos que conversar.
Era a voz dele. Do motoqueiro que quase me atropelou. O que ele queria? Me humilhar ainda mais? Já não bastava a escola inteira ter visto?
Meu celular vibrou, e vi um SMS de Lissa.
Onde você está?, ela mandou.
– Ei, garota, não me force a entrar aí. — ele insistiu. — Será que não podemos só conversar? Sei que não vai ficar aí pra sempre...
Empurrei a porta com foça, emburrada, e ele me olhou surpreso.
– Não precisa me odiar. — ele disse nas minhas costas. — Não acha melhor levar um susto do que perder a vida?
Eu me virei pra ele. De certa maneira, ele tinha razão.
– Você não sabe nada sobre mim.
Ele deu um sorriso misterioso.
– Talvez você esteja certa. — ele aproximou seu rosto do meu. — Talvez...
O que ele quis dizer com aquilo?
Eu não sabia, mas nada tirava da minha cabeça que já nos conhecíamos.
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Miranda morreu de rir quando lhe contei.
– Mãe! — eu a repreendi. — Eu quase morri!
– Você sempre foi certinha demais, minha filha. — argumentou ela. — Já estava na hora de algo do tipo acontecer.
Ignorando suas gargalhadas, me dirigi à escola. Dianna e eu nos encontramos, e logo a senti enrijecer. Logo vi o porquê: o tal motoqueiro vinha desfilando elegantemente pelo corredor, chamando a tenção das meninas e até dos garotos — vi que Jason o fitava cegamente. Ele olhou para Lissa, depois pra mim. Havia algo naquele olhar...
– O que foi? Tá afim dele? — brinquei quando ela soltou o ar.
– Não — ela respondeu, convicta, e observei Rachel e as outras babarem por ele, que ajeitava algo no seu armário, que era, ironicamente, perto do meu.
– Ele deve ter pegada — opinou Rachel, dando risinhos e o olhando de cima à baixo.
– E esse jeito de bad boy! — disse Anne, empolgada.
Eu o flagrei me observando, e me aproximei.
– Ora, se não é a pequena selvagem... — ele disse, engraçadinho.
– Você vai estudar aqui? — perguntei.
Ele fez muxoxo.
– Digamos que seja apenas uma...estadia. — disse, meneando a cabeça, e sorrindo.
O sinal tocou. Não nos mexemos por um tempo. Aquele rapaz me dava arrepios. Algo em mim reconhecia algo nele.
– Ele é...esquisito. — cochichou Lissa enquanto nos separávamos no corredor.
Minha aula era História. Todos falavam a respeito do novato. Entrei na sala devagar. Foi quando todos começaram a sentar, que vi uma figura se destacar.
O tal rapaz estava sentado espreguiçosamente na minha cadeira.
– Está sentado na minha cadeira. — falei entre dentes trincados.
Ele fingiu que não me viu, e se virou devagar.
– Não vi seu nome escrito aqui.
Mordi o lábio. Eu estava fervendo de raiva. Quem ele pensava que era?!
– Como pode falar comigo assim?!
– Srta.Prescott, sente-se — ordenou o professor e me vi obrigada a sentar ao lado daquele imbecil. Ele deu um risinho cínico, e pôs as mãos na nuca, totalmente confortável.
– Sabe — disse ele. — Não é legal sair xingando as pessoas por aí.
Como ele sabia? Ele havia lido os meus pensamentos?
A TV entrou na sala, indicando que assistiríamos a um filme. Percebi, de canto de olho, que ele me observava; me analisando com aqueles olhos brilhantes, escondendo um sorriso. Não conseguia acompanhar o filme.
Os minutos pareciam se arrastar. Era como se ele emitisse um ímã que me atraía. Havia algo nele que me era familiar.
As luzes da sala se acenderam, e me surpreendi.
– Vamos ver se prestaram atenção — disse o professor. — Srta.Prescott. Pode relatar à turma sobre o filme?
– Hã... — gaguejei. Eu não sabia. Minhas mãos suaram. O tal rapaz estava me olhando e ergueu uma sobrancelha, como se dissesse: Estamos esperando...
– A Guerra Civil Americana — relatou ele de uma vez; totalmente seguro de si, ainda na mesma postura preguiçosa. — A guerra que se sucedeu em um mesmo povo, e resultou na desunião e ódio entre eles. — ele respondeu olhando para mim, como se me dissesse aquilo.
Houveram alguns aplausos.
– Você gosta de história, não? — eu disse quando o sinal tocou.
– Eu me interesso pelo assunto — ele disse simplesmente, indo para o corredor.
– De onde você é? Sinto que te conheço. — falei de repente.
Ele parou, ainda de costas, e se virou com um olhar enigmático. Pareceu processar algo com cautela.
– Como uma curiosa, você é uma ótima líder de torcida, sabia? — ele falou, voltando a caminhar, fazendo-me correr um pouco para acompanhá-lo.
– Eu sinto isso — confessei. — Me acontecem coisas...estranhas...para uma pessoa normal. — dei uma pausa para que ele processasse. — E desde que você chegou, elas pararam. — continuei, e suspirei. — Me acha uma louca, não é?
Ele riu alto. Algumas pessoas nos olhavam, estranhando a nossa aproximação.
– Talvez, quem sabe. Tudo à seu tempo, garota. — ele tocou minha testa. — Observe os sinais.
– Observar os sinais?! — indaguei, incrédula. — O que você sabe sobre isso que possa me ajudar?
Ele andou de "ré" pelo corredor.
– Acredite ou não, eu sou a sua única saída.
A única saída....!
– Espera! — gritei. — Eu nem sei quem você é!
Ele sorriu.
– Sou Leon. Leon Maddison.
O que ele teria haver com meus estranhos acontecimentos?
Notas finais
No prox cap as coisas vao ficar ainda mais acirradas!
Vou tentar nao demorar..ta chovendo mt com trovao aki onde moro..=P
xeroo..kisses ;*
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