Não Arrisque

23 O Despertar - parte I


Notas iniciais
+ um cap!! =P
demorei, neah? estava arrumando umas coisinhas da continuação da fic..^^
reta final, people!! preparem-se pra surpresas e novos mistérios q surgirão! ¬¬
fiz uma cena hot entre Luna e Leon..+ nada vulgar, pois não sou mt adepta de cenas assim..tirei a romântica de dentro de mim, viu??
Boa leitura!

Eu não me importei com a ameaça. Não me importava se uma guerra se destoava na minha frente.

Só queria segurar a mão de Lissa e fechar os olhos para que ela melhorasse.

A Morte havia dado a vida pra salvar a vítima. Isso fizera tudo acabar.

Os olhos de Lissa denunciavam que a vida estava se esvaindo dela; vagando sem rumo.

- Lissa...por favor... — choraminguei. — Aguente firme...

- Não há nada que possa me salvar, Luna — ela disse com a voz fraca. — O que quer que seja aquela coisa...era muito poderosa.

- Não vou deixar você partir. — eu disse.

Ela deu um breve sorriso.

- Você foi uma boa amiga. Eu mereço morrer.

- Aquilo que você falou — eu lembrei. — Sobre Ceifadores e humanos. É verdade. O mundo pode voltar a ser o que era antes.

Ela fechou os olhos com força, e depois os abriu. Então, apertou minha mão, me olhando nos olhos.

- Você precisa fugir. Agora. Mais do que antes. E não pare, Luna. A sua Morte não vai desistir de você. — ela sorriu. — Só se encontrar um bom motivo pra fazer isso.

Eu funguei.

- Acho que já ouvi isso em algum lugar.

Um baque vindo atrás de mim me fez perceber a batalha que se desenrolava entre Resgatadores e Ceifadores.

- Faça eles pararem... — Lissa sussurrou. — É inútil...

- A sua vida primeiro — eu apertei o medalhão nas mãos dela. — Se você se for, eu atravessarei todo o mundo dos mortos.

- Zattara não conseguiu resgatar Josh... — ela não deixou de ser irônica.

- Luna! — escutei alguém gritar.

- Ceifadores! — Zattara gritou. — Vejam! A Morte morrendo... — ela debochou, gesticulando para Lissa.

- Não morra, Lissa... — implorei.

- Não vai estar sozinha — ela disse. — Está rodeada de pessoas que amam você.

Nossas mãos se uniram junto com o medalhão. Minhas lágrimas rolavam sem parar, até que uma delas caiu. Observei seu trajeto, que seguiu até o ponto exato da ferida.

Aí aconteceu.

Primeiro, Lissa arquejou. Depois, um brilho envolveu nossas mãos, e percebi que era do medalhão. Ele nos aqueceu com um calor agradável.

Em seguida, a cor voltou à face de Lissa e ela sorriu, contente.

- Ah, meu Deus! — gemi. O medalhão havia funcionado!

- Isso é impossível! — Zattara disse, incrédula. — Como pode...

- Luna — Lissa falou, surpresa. — Esse negócio...ele me...curou.

Zattara permaneceu irredutível, mas foi relaxando aos poucos a postura arrogante. Eu sabia que ela não se daria por vencida tão facilmente.

- Ceifadores. — ela murmurou, nos olhando. — É hora de partirmos. Ainda teremos muitas vítimas pela frente.

Um a um, cada Ceifador foi desaparecendo.

Lissa me abraçou apertado.

- Nos veremos em breve, gata.

E foi a vez dela sumir.

Eu exalei, finalmente sentindo que um peso saíra das minhas costas literalmente.

Airon me olhou nos olhos, pela primeira vez de um jeito paternal.

- Tudo bem, filha?

- Tá. — eu disse. — Eu sei que tudo só vai...

Novamente, aquele calafrio tomou conta de mim.

E eu vi.

" Era um futuro que envolvia a todos nós. Me vi em um lugar diferente. Todos estávamos preocupados e procurávamos por algo.

Me vi em uma rua onde quase fui atropelada.

Vi um sorriso radiante que me agradava. Me vi dividida.

Senti agonia. Alguém me contava seus segredos obscuros.

Me vi sozinha, fraca e cansada. Me vi entregar às trevas.

Escutei uma risada maligna.

Me vi surpresa ao encontrar algo que não devia.

Me vi lutando pela simples chance de viver. Me vi em meio à um embate entre traidores.

Por fim, vi que tudo aquilo era apenas o começo. "

Minha mãe me chacoalhou.

- O que houve?

- O que você viu? — Airon quis saber.

- Estava tudo...desconexo. — contei. — Vi o futuro. O nosso futuro.

- Talvez você esteja certa — ele disse. — Vamos à minha terra natal, a Romênia, onde pretendo achar respostas. — e sorriu pra mim.

- E eu vou? — adivinhei.

- Estaremos com você. — Leon disse. — Vamos enfrentar isso juntos.

-------------------#--------------------------------#----------------#------------

Era hora de arrumar as malas.

Seria a primeira vez que eu viajaria pra fora do país. Eu não sabia como era a Romênia. O que Airon faria por lá mesmo?

Bateram na minha porta, e Leon entrou.

- Quanta organização — ele riu, apontando para a minha mala abarrotada de coisas. — Fica feliz em saber que vou junto? — ele se aproximou e me beijou de leve.

- Claro que sim — eu dei um sorrisinho amarelo, tentando soar altruísta. Me encostei na cabeceira do meu armário. — Um país novo, pessoas novas...

Ele sorriu, mas logo desmanchou.

- A sua sorte está lançada, pequena. O seu Ceifador está caçando você.

- Eu sei — suspirei. — Tenho medo do que possa acontecer. Mas isso não vai me intimidar. — eu passei os braços em volta do seu pescoço.

- Hmm — ele fez muxoxo, dando um sorriso malicioso. — Isso é um desafio?

Foi a minha vez de fazer muxoxo.

- Vamos dizer que seja...uma condição.

- Você me surpreende sempre, pequena.

Assenti. De fato, sabia que o que estava por vir me preparava grandes peças. Zattara tinha uma carta na manga, e provavelmente estava pondo-a em prática. Além disso, ainda haviam muitas lacunas no mistério entre Ceifadores e Resgatadores.

- No que tanto pensa? — Leon pegou em meu cabelo de um jeito carinhoso.

Foi quando me lembrei do medalhão.

- O que é isso? — ele quis saber quando o mostrei.

- Um presente que ganhei. — contei, sorridente. — De George Maddison.

Ele ficou estático, depois surpreso. Deu um sorriso meio bobo.

- O-o que...você...disse?

- Seu pai, Leon — eu disse, feliz. — Ele me deu quando o conheci. Foi isso que salvou Lissa.

- Não acredito — murmurou ele, pegando o objeto. — Ele estava lá...

- Ele disse que precisaria disso — expliquei.

- Por que ele não foi até mim? — ele quis saber.

- Ele quis, mas não havia como — explanei e sorri. — Você também é parecido com ele. — nós dois rimos. — Ele disse que torce por nós dois.

- E você? — ele disse. — Torce por nós dois?

Eu estava disposta a deixar o passado e esquecer tudo para apenas seguir em frente. Não me importava que os meus dias pudessem estar contados. Aquilo significava uma coisa — valia a pena aproveitar a vida ao máximo.

- O que me diz, pequena? — Leon roçou os lábios nos meus. — O que acha de darmos um passo à frente de tudo isso?

Eu não demorei pra pensar.

- Acho que você nunca esteve tão certo.

Estávamos sozinhos; ninguém nos atrapalharia. Sempre achei que perderia a minha virgindade com Jason. Mas aí eu conheci Leon e tudo mudou.

Nosso ódio sempre foi um amor disfarçado. Eu não sabia muito bem como era a vida e seus desígnios, mas estávamos destinados, desde sempre, a nos encontrarmos.

Primeiro, o beijo seguiu quente. Leon segurou em meu cabelo e depois desceu pra minha cintura. Eu explorei seu peitoral e subi por seus ombros, e ele tirou a camisa. Nos encostamos na parede, já perto da cama, onde meus pelos se arrepiaram por inteiro.

- Você tem certeza? — sussurrou ele; a voz cheia de desejo.

Eu apertei seu cabelo.

- É claro que sim.

Com um ofegar intenso, ele voltou a colar seus lábios quentes nos meus. Dessa vez, ele foi tirando a minha blusa devagar, até revelar meu sutiã por completo. Me senti um pouco constrangida — era o primeiro homem que me via quase nua -, mas ele não percebeu.

Quando nos jogamos na cama, nos entregamos de corpo e alma à nossos anseios sem medo do futuro.

Notas finais
e aee, curtiram a cena romântica?? eu ñ queria colocar nudez..prefiro q vcs imaginem como foi..¬¬
comentem, please!! reviews agr na reta final me inspirariam + ainda pra outra fic!
no prox cap, uma surpresa! ñ percam!
Xero bye bye