Não Arrisque

3 Assim já é demais


Notas iniciais
Como não viajei pra lugar nenhum,resolvi postar pra passar o tédio de carnaval..=P
Please,leitores fantasmas,apareçam gente!! Tô precisando de vcs e de seus reviews!!
Aee vai um pouquinho de ação..xD
Até lá embaixo o/

Eu estava num lugar diferente;incomum. Era uma vasta floresta negra, repleta de árvores mortas. Tudo o que eu queria era sair dali. O lugar me dava arrepios e, ao fundo ouvi corvos grasnarem melancolicamente.

– Prepare-se, Luna...tenho grandes planos pra você... — disse uma voz sombria.

– Ah! — eu acordei; gritando e suada. Me deparei com a imagem de minha mãe abrindo a cortina do meu quarto. Ela sabia de meus pesadelos corriqueiros e enigmáticos.

– Por que está levantando? — ela quis saber.

– Mãe, eu preciso trabalhar. — falei.

– Luna, você desmaiou. — argumentou ela. — Não pode se esforçar.

– Eu sei, mas a faculdade está aí. — disse rápido. — Não quero que se sacrifique mais por mim.

– Faculdade... — murmurou ela, pensativa.

Eu sabia que mais cedo ou mais tarde Miranda e eu teríamos que nos separar. Não era algo fácil de fazer ou se pensar.

– Tem certeza de que é isso o que quer? Ir pra faculdade? — perguntou.

– Você foi...

– Haviam menos opções na época. — ela falou rápido;bruscamente, tamborilando os dedos na janela e olhando lá embaixo. Ela se esquivou de repente, como se uma lembrança tivesse voltado. — Isso não é por causa de seu pai, não é? Luna, nós já...

– Não, não é — eu a cortei. — Acha que se ele estivesse aqui seria diferente?

Ela se virou pra me olhar.

– Você acha que seria?

– Não sei nada sobre ele. — dei de ombros.

Fez-se um silêncio esquisito depois disso. Foi como se uma aura sombria tivesse tomado conta do quarto. O único som vinha da algazarra de carros lá fora e da TV ligada na cozinha.

– Faça o que quiser. — minha mãe disse por fim. Seus olhos não tinham o brilho perolado como o de costume. — Não posso prendê-la para sempre e não é o que quero fazer. Eu sei que no fundo você...entende. Ou pelo menos tenta.

Eu a abracei, esperando que eu me sentisse melhor, embora o peso em meio peito tivesse permanecido enquanto tomava banho e café da manhã.

Dirigi inebriadamente pela Grande Avenida até chegar em meu destino. O céu estava em um tom azul — escuro, meio cinza e o tempo frio como o de costume. Eu trabalhava meio — período em uma loja de roupas femininas, que consegui por mero acaso de minhas esquisitices. Fui meio que escorregando pela calçada, enquanto observava a loja abrir.

– Luna! — a dona da loja se chamava Donnie; uma mulher de quase 30 anos com uma voz aguda e abusada. Ela gostava de mim por me considerar uma boa vendedora, dizendo que eu atraía os clientes com um magnetismo mental.

– Chegaram coisas novas no estoque. — contou-me ela, apontando para umas caixas em cima do balcão. Me controlei quando as notas afiadas e agudas de sua voz penetraram em meus ouvidos. — Do jeito que é simpática... — ela sorriu. — Vai garantir bons lucros.

Ah, pra você, é claro, pensei comigo mesma.

Comecei a organizar as coisas, à medida que os clientes chegavam. Alguns homens costumavam dar em cima de mim, o que levava numa boa. Decidi mandar um SMS à Lissa, para sairmos juntas mais tarde.

Tudo andava tranquilo. O dia estava quase no fim, e eu torcia para nada dar errado pra variar, já que sempre acontecia alguma coisa pra estragar o meu dia.

Ok, te encontro no Domme´s, às 8:30, Lissa me respondeu.

Finalmente, era fim do expediente. Donnie e eu terminávamos de ajeitar as coisas, quando os sinos da porta tilintaram.

Foi quando vi Rachel e as amigas.

Elas estavam com os braços cheios de sacolas, e sorriram ao meu ver.

– Ora, ora, a capitã das líderes de torcida trabalhando de vendedora? — Rachel zombou, acompanhada de risadas.

– A loja está fechada. — ignorei o comentário preconceituoso dela.

– Ah, é mesmo? — ela se fez de inocente. — Eu não tô nem aí! — a sua postura mesquinha me fez trincar a mandíbula.

– Luna. — Donnie me alertou. Rachel se achava a tal por ser rica; mas só eu sabia que a família dela tinha tantas dívidas, que nem se trabalhasse com negócios ilegais conseguiria pagar. Além do mais, ela era mão de vaca o suficiente pra economizar com ela mesma. O preço só saía alto quando o assunto era se exibir para os outros.

– Mudei de ideia. — ela deu de ombros. — Nada aqui está à minha altura.

Eu quis vomitar.

– À altura do seu veneno, ou da sua falta de senso de noção? — eu rebati, e ela semicerrou os olhos.

– A-ham, srta.Tolls — Donnie se intrometeu. — Infelizmente, temos que fechar a loja, e, bem...contendas pessoais...lá fora.

– Nós temos uma contenda pessoal, Luna? — Rachel pronunciou meu nome de forma infantil.

Meus ouvidos zuniam.

– Lá fora. — lembrou Donnie, percebendo a tensão no ambiente.

Foi então que aconteceu.

Primeiro, as luzes piscaram. Nós recuamos, assustadas. Do nada, tudo escureceu, e ouviu-se o barulho de vidro quebrando. Num flash de luz e movimento, vi Rachel xingar e recuar, alisando o vestido molhado de refrigerante. Ela me olhou com raiva.

– Meu vestido...! — praguejou. — Eu adorava esse vestido.

– Não fui eu! — me defendi.

– Foi sim! — vociferou ela, apontando o dedo em riste. — Tudo o que você toca se destrói!

– Não é verdade!

Então veio um grito horrível dos fundos.

Fui a única a ir até lá. Em meio à caixas e coisas empilhadas e espalhadas, eu vi Donnie estendida no chão, e ela estava horrível.

Além de ensanguentada, ela estava de mal jeito, como se tivessem distorcido o seu corpo e quebrado seu pescoço. Trêmula, peguei em seu braço, e percebi, em choque, que ela estava sem pulso.

Estava morta. Asim;do nada.

Rachel gritou e saiu correndo da loja. As outras funcionárias, que esperavam carona ou transporte do lado de fora, chegaram de rompante, cochichando e arquejando. Não consegui explicar muita coisa. Não demorou pra polícia chegar. Resultado: Donnie havia sofrido um "infarto fulminante", e a loja seria fechada — ou seja, sem emprego.

Só eu sabia, mas fora uma de minhas perseguições. O assassino queria pegar a mim, e não à ela.

Eu não conseguia mais segurar o choro. Mordi o lábio, enquanto saía trôpega do meio das pessoas que se aglomeravam. Não tinha a mínima vontade de ir jantar com Lissa. Mandei-lhe um SMS meio depressa; minhas mãos molhadas de suor e lágrimas que eu limpava.

Meu celular escorregou de minha mão, e o peguei num rápido movimento, a tempo de ver uma figura no meio de todos.

Trajado de preto da cabeça aos pés, era a silhueta de um homem. Num arquejar intenso, me dei conta de que ele me olhava fixamente, me causando arrepios. Num átimo de minha memória, me lembrei de já ter visto algo do tipo em meus sonhos e outras situações estranhas.

Mas, assim que pisquei, ele tinha sumido.

Não sei como consegui fugir dali e chegar em casa desabando em minha cama, chorando tudo o que tinha segurado desde então.

– Filha! — Miranda largou o que tinha nas mãos e segurou meu rosto, limpado meu choro. — O que houve?!

– Eu não aguento mais, mãe. — minha voz estava embargada. Como uma criança, encostei-me em seu peito, e ela me embalou. — Essas coisas ficam me seguindo! — eu solucei.

– Me conta o que aconteceu! — ela exigiu.

– Alguém matou Donnie. — contei, sentindo-a enrijecer. — Eu sei que esse assassino quer me pegar. Eu sei! O que está acontecendo comigo? Por que isso tudo me acontece?

– Calma. — ela disse. — Você sabe como o crime está a cada dia pior. Donnie era a dona da loja. Tentaram assaltá-la e ela deve ter reagido! Por isso quis que ficasse em casa!

– Não, mãe. — eu me sentei ereta, secando o choro. — A loja estava fechada. Tem algo estranho acontecendo!

Ela suspirou.

– Não fique assustada. Nada vai acontecer a você. — sua voz num sussurro, como se ela falasse para si mesma. Ela fehou os olhos por um instante e engoliu em seco. — Vá descansar. — pediu, e deu passos largos até a cozinha.

Eu sabia que não is conseguir dormir. Liguei minha TV, esperando aquietar meus pensamentos, mas o sono deu lugar ao cansaço, e me vi obrigada a dormir.

Entre risadas zombeteiras e vozes estranhas, meu sonho começou borrado. Eu sentia que, mais uma vez, começava a fantasiar com a figura de meu desconhecido pai.

Venha até mim. Preciso da sua ajuda.

Trovões destoaram pelo céu.

Vi o rosto de Rachel.

Seu pai largou a sua mãe porque pra ele foi só uma diversão. Ele não se importa com você. Nunca quis ter você.

– Não...! — eu sussurrei, abrindo os olhos.

Meu quarto estava normal. Resolvi descer e tomar água. Mas, na escada, vi a luz da cozinha acesa. Miranda estava no telefone. Mas com quem àquela hora?

– Por favor, isso precisa parar. — ela implorou, cobrindo o telefone com a mão, como um concha. Percebi que chorava. Lágrimas escorriam por seu rosto vermelho. — Não aguento vê-la sofrer. Tem que fazer alguma coisa.

Luna, me ajude.

Corri para o quarto, chacoalhando a minha cabeça para que a voz sumisse. Me joguei na cama, enrolando-me com o cobertor. Ressonei por um tempo, até escutar um barulho. Devagar, tirei o cobertor e me assustei quando um raio brilhou na janela, mostrando a figura de alguém escorado nela, me olhando; até a figura sumir com outro raio.

O grito na minha garganta foi sufocado pelo horror quando vi uma mensagem na janela escrita horrendamente com sangue fresco.

VOCÊ NÃO ESTÁ SEGURA



Notas finais
U.U
E aee,gostaram?? Que mistérios será que envolvem a vida da Lu?? HAHAHAHA #segredo ¬¬
No prox cap vai aparecer um personagem que vai dar uma mexida na história! preparem-se para mt mais ação! xD
xeroo e até mais!