Não Arrisque
5 A caçada começa
Notas iniciais
Mandem reviews, please!
Ate la embaixo..
Mal Lissa estacionou atrás do ginásio na manhã seguinte, e logo a figura do novato roubou as atenções ao estacionar sua moto preta não muito longe de nós. Ele tirou o capacete e bagunçou o cabelo, vagando os olhos até me encontrar e sorrir.
– Acho que ele está flertando com você. — disse Lissa, sorrindo; enquanto observava Rachel se aproximar dele sensualmente, como fazia com qualquer garoto que queria pegar. Aquilo me deu uma sensação estranha. Eu estaria...com ciúmes? Não!
Ele quase me atropelou. E eu odiava seu jeito de falar — arrogante e mesquinho; metido a superior. Mas ele possuía algo que me puxava — minha alma reconhecia algo nele.
Ele estaria envolvido nas minhas estranhas visões? Seria ele quem havia matado Donnie e era o estranho ser de preto? Desde que havia chegado, nada mais havia me ocorrido. Ou seria mais uma ilusão da minha mente?
Eu me aproximei de passos largos até os dois, vendo Rachel se insinuar pra ele, sorrindo. Ele parecia tentar evitá-la, e eu queria puxá-la pelos cabelos.
–...eu podia te ensinar uns passos de dança, se quiser — ela ofereceu, e revirei os olhos.
Leon estava se controlando pra parecer educado.
– Talvez outra hora.
Rachel percebeu minha presença e saiu trotando e bufando, chateada.
– A pequena selvagem está com ciúmes de mim? — disse o engraçadinho. — Olha, devia atropelar gente mais vezes... — ele ironizou.
– Claro que não — falei rápido. — É que aquela garota me irrita. Ela quer me humilhar o tempo todo.
– Deixa eu adivinhar — ele pôs a mão no queixo lindamente. — Vocês duas são rivais. — e deu uma risadinha. — Eu quase te atropelo e mesmo assim você fala comigo.
Parei. Era verdade — mas ele não me enganava. Anos de experiência com minhas situações de perigo só faziam me alertar para uma coisa: ele estava ali por minha causa.
– Acho que você está envolvido nas minhas situações de perigo. — disse.
Ele riu, estalando os dedos.
– Ah, legal. — e cruzou os braços. — Agora só falta você me dizer que sou eu quem as provoca.
– E se for? Eu não duvido.
Seu olhar faiscou, ficando gelado. Engoli em seco. Naquele momento, tive medo dele. Notei então que estava, finalmente, desvendando minha sina e abalando suas estruturas.
– Não deveria brincar com isso. — ele disse, sério. — Não sabe onde está se metendo. — e se virou, mas o detive. O contato provocou uma sensação elétrica em meu corpo. Ele sentiu também.
– Você nem sabe quem eu sou — disse. — Não tem medo?
– A minha vida inteira eu estive perto da morte. — falei. — Não vai ser agora que ela vai me pegar.
– Pois devia aproveitar a sua vida enquanto pode, garota.
Do outro lado, no gramado ao lado do ginásio, Jason nos observava atento, ao mesmo tempo que jogava bola com os outros. Desviei o olhar, suspirando.
– Seu namorado está com ciúme — Leon disse.
– Jason não é meu namorado. É meu amigo.
– Ele pensa muito em você pra quem é só amigo. — contestou, e eu me enfezei.
– E como você sabe? Você lê mentes por acaso?
Ele meneou a cabeça e esboçou um sorriso travesso.
– Digamos que...ele apenas seja fácil de ler.
Leon estava de frente pra mim, me encarando. Vi Jason segurar a bola nas mãos e olhar para nós. De súbito, ele decidiu jogá-la na nossa direção, e arregalei os olhos. Tentei avisar Leon, mas ele me surpreendeu.
Sem sequer girar o corpo ou fazer qualquer coisa pra se defender, ele agarrou a bola de costas, em um movimento rápido e preciso; sem mirá-la, ainda me fitando.
Ele sorriu ao me ver admirada.
– Como você fez?
– É, ele ainda gosta de você. — foi o que disse. Num giro rápido, ele jogou a bola de volta, e ela caiu aos pés de Jason como uma flecha.
Leon o fitou, parecendo xingá-lo com o olhar, e em seguida indo embora.
Me aproximei de Jason, suspirando; incrédula
– Por que fez aquilo?
– Não gosto dele — Jason declarou, sério. — Ele quase te atropelou, Lu. Por que fala com esse cara?! — seu tom de voz se alterou, ficando mais alto. — Além do mais...ele parece perigoso.
– É uma coisa pessoal, Jay. — falei. — Sinto que ele tem algo haver com o que me acontece. Desde que ele chegou, tudo parou.
Jason ficou incrédulo.
– É claro que não, Luna. É só uma coincidência. Um sinal de que o que você tem está passando.
Eu bufei.
– Quer saber? Não adianta falar nada pra você, porque você não entende e nunca vai entender! — e me virei, indo embora.
– Não, Luna, espera!
Eu o ignorei, indo até onde Lissa estava. Ela tinha o olhar preocupado, e parecia distraída.
Percebi que ela olhava Leon, que também a encarava, só que de um jeito mais sombrio e ameaçador, como se a qualquer momento ele fosse atacá-la.
– Qual é o problema entre você dois? — perguntei.
– Nada. — ela respondeu. — É que todos andam comentando sobre vocês.
– Não ligo para o que os outros dizem. — dei de ombros.
Meu celular vibrou, e me deparei com um SMS de minha mãe.
Vamos almoçar no restaurante do shopping, na Grande Avenida. Me encontre lá.
– Vou almoçar fora — disse à Lissa. — Quer vir?
– Não, obrigada. Eu te deixo lá — ela se dirigiu ao carro, ainda fitando Leon cegamente.
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O restaurante ficava no Centro, um pouco próximo de onde ficava a loja de Donnie. Era nos fundos do shopping; mais precisamente na saída, onde as pessoas podiam pegar um táxi ou um ônibus, ou comer alguma coisa. Ficava meio que em um beco, mas, à luz do dia era ventilado e um pouco quieto.
– Luna! — minha mãe chegou carregando algumas sacolas, colocando-as na cadeira vazia ao seu lado. — Estávamos precisando de coisas novas — explicou ela, pegando um pouco da lasanha que eu havia pedido. — E na escola? Está tudo bem? Você não anda falando com esse tal rapaz novato, não é? — ela voltou à postura preocupada.
– Relaxa, mãe. — foi tudo o que lhe disse.
– Você precisa entender que é para o seu bem — ela pegou minha mão. — Acredite em mim. Não pode falar com qualquer pessoa. Logo você entenderá do que falo.
Logo você entenderá. Essa era a premissa de Miranda.
Alguns minutos se passaram até avistarmos várias viaturas da polícia passarem à toda velocidade.
Senti um calafrio e fechei os olhos. Eu os abri novamente assim que escutei um forte rangido acima de nossas cabeças. Notei então que a marquize que sustentava um andaime de propaganda estava pendendo a um fio. A base de ferro desgastada e enferrujada era a única coisa que o sustentava.
– Filha — Miranda me olhou. — O que foi?
– Mãe — eu disse, alerta. — Temos que sair daqui agora.
O andaime rangeu mais forte. Todos se afastaram. Ele começou a cair. Três, dois, um...
CRAAAAASSSSSHHHH.....!
Miranda e eu caímos no meio da rua, sendo atingidas por estilhaços de sujeira e poeira. O andaime havia destruído o restaurante, mas, por sorte, ninguém parecia ter se machucado. Todos nos observavam boquiabertos.
Então um ruído de moto cresceu pelo beco. Ele foi ficando mais forte, e tratei de sair dali, jogando minha mãe para um lado, segura.
Ninguém mais iria se ferir por minha causa. Eu deixaria a morte me pegar de uma vez — e acabar com tudo aquilo.
Avistei a moto crescendo no meu campo de visão. Era preta, assim como o motoqueiro. Ele seguia velozmente, parecendo fugir de alguém. Então vi vários veículos o seguindo.
Uma lágrima escorreu do meu rosto ao olhar pra minha mãe.
Ela ficaria bem sem mim. Eu só lhe trouxe sofrimento. Eu não a faria mais se lamentar. Estava na hora.
O ronco do motor chegou mais perto.
– Filha! — ela gritou. — Nããããããoooo!
O motoqueiro agarrou meu braço num aperto forte.
– Vem comigo. — falou ele; a voz abafada pelo capacete.
– Não! Me mate logo de uma vez!
– Deixa de ser teimosa, garota! — esbravejou ele, me jogando desajeitadamente na moto, avançando a todo vapor pelo beco, passando por cima de mesas e outras coisas reviradas, e assustando as pessoas, que gritavam. Logo alcançamos a avenida, ziguezagueando por entre os carros, voando à 200 km por hora. Ao olhar para trás, vi que os carros desgovernados ainda nos seguiam, mas era como se os motoristas estivessem sob algum efeito.
– O que está acontecendo? Quem é você? — gritei por cima do vento que fazia meu cabelo chicotear. — O que eles são? O que querem?
– Querem te matar. — ele falou, e eu reconheci a voz. — Estou aqui pra te ajudar, e precisa cooperar comigo.
Peraí...eu conhecia aquela voz. Era...
Não. Não podia ser...
Ele tirou o capacete, agitando o cabelo loiro.
Era Leon.
– Você! — eu disse, surpresa e exasperada. — Foi você o tempo todo! Eu sabia! Você matou Donnie e anda me perseguindo! Você é o assassino!
Ele nos espremeu entre dois caminhões.
– Não sou nada disso que falou, pequena.
Pequena?!
– Pra onde está me levando? — eu quis saber.
– Estou salvando a sua vida. — contou. — Eles vão arrancar sua cabeça se te pegarem. Fui mandado para protegê-la. Sou apenas o seu Resgatador.
– O quê?!
Atrás de nós, uma batida irrompeu os meus ouvidos. Vi que um enorme caminhão que nos seguia havia batido em vários táxis e derrubado um hidrante. Os faróis dele estavam ligados, o que me fez pensar que o volante não estava em sã consciência.
– Eles estão sendo controlados! — gritei.
Com um grunhido, Leon girou a Kawasaki para fora da avenida, e fomos sair no túnel, debaixo da ponte de retorno.
Estávamos cercados.
– Você vai me explicar tudo isso! — disse-lhe.
– Não há tempo agora. — ele falou, um pouco impaciente. — Não posso deixar que eles a alcancem.
Engoli em seco ao ver os carros perseguidores fecharem todas as saídas possíveis. O caminhão da batida fechou a nossa frente.
– Escute — Leon alertou. — Você vai passar pela lateral do caminhão e sair por um fresta!
– O quê?! Não dá! É muito apertado!
– Cala a boca e faça o que mando.
Ele acelerou decididamente, cantando os pneus. Mas o caminhão percebeu e deu a ré, ao mesmo tempo em que eu iria correr.
– Porra! — xingou Leon, freando a Kawasaki e soltando fumaça. — Mas que merda!
– Continua! — eu disse. — Eu passo debaixo do caminhão!
– Ficou louca?! Você vai ser esmagada!
Resolvi ignorá-lo e corri como nunca em direção ao caminhão.
– Mas o que diabos você está tentando fazer?!
Me joguei debaixo do caminhão, encarando o escuro e me sujando; mas não me importei. Me esgueirei por entre o minúsculo espaço que era a fresta, rasgando a minha roupa. Após atravessá-la, Leon já se encontrava do outro lado. Como ele tinha passado?
– Rápido! — ele me puxou de volta.
– Não! Eu não vou mais com você! Você é o meu assassino!
– Garota mimada! — esbravejou ele, realmente irritado. — Não entende em que situação estamos?
– Não vou com você!
Com raiva, ele me empurrou e caí de boca no chão. Me levantei, sentindo o gosto de sangue e tremendo.
Ele percebeu.
– Me desculpa, eu não quis...
Mas eu já estava alterada também.
– Me deixa em paz!
Mas ele agarrou-me pelo pescoço, me enforcando. Suas pupilas azuis em fúria aos poucos foram perdendo a raiva ao me ver assustada. Ele olhou bem fundo nos meus olhos. Por fim, suspirou, me largando.
– Venha comigo antes que eu me arrependa!
Logo reconheci o caminha da minha casa. Ele me jogou na calçada como uma boneca de trapos.
– Espera! — eu implorei. — E a minha mãe? Como sabe onde moro? O que vou dizer pra ela? — eu vomitava as palavras, na pressa de meu desespero. — O que você é?
Leon semicerrou os olhos.
– Não se preocupe. Darei um jeito nisso.
– Por que está fazendo isso comigo! Por que me protege?
Ele segurou meus braços aturdidos com raiva e impaciência, e cobriu minha boca com a mão.
– Esqueça o que aconteceu — suas safiras azuis brilharam. — A caçada a você apenas começou. Volte para sua vida e aproveite o resto de tempo de vida que ainda tem com a sua mãe.
Notas finais
ele ainda vai aprontar mt com a Lu! xD
ñ percam o prox cap! vai ser eletrizante!
ñ vai demorar!
xeroo e até lá!
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