Não Arrisque

7 A Voz Interior


Notas iniciais
demorei um pouquinho, neah?..u_u
terminado o ensino medio,comecei a fazer cursinho de ingles...--'
decidi ser um pouquinho má, e revelar poucas coisas..¬¬ HAHAHA
espero q curtam e boa leitura..a gnt se ve lá embaixo..õ/

Leon dirigiu rumo à minha casa o mais rápido possível. Eu estava me sentindo muito mal, além de preocupada. Os calafrios, antes eram tão costumeiros de aparecerem quando eu menos esperava, agora eram frequentes.

- Está sentindo alguma coisa, pequena? — ele quis saber. — Está tão calada...

- A mesma porcaria de sempre. — falei, aborrecida. Mais uma onda de calafrios percorreu a minha espinha. Leon balançou a cabeça.

- Há tanto a ser explicado a você...

- Pode começar agora, se quiser. — disse enquanto ele dobrava a esquina da minha rua, parecendo pensar no caso.

- Essas...coisas que acontecem a você fazem parte do que você é. — disse ele. — Você foi escolhida; tem dons especiais.

- Ah, tá. Ser azarada é um dom agora. — eu banquei a irônica.

- Você não é azarada. — Leon me, corrigiu sério. — Não é a única que sofre com essas perseguições.

Então eu não estava sozinha!

- E o que é então? — eu o desafiei a continuar. — Meus calafrios; o fato de enxergar mais que as outras pessoas; todo lugar aonde vou acontece um acidente... — enumerei, e engoli em seco. — O assassinato de Donnie e Rachel.

- Precisamos de um lugar calmo para falar sobre isso. — ele disse por fim.

Uma sensação estranha tomou conta do meu peito. Minha mãe estava em perigo. Lissa havia tentado me matar.

Ao chegar em casa, tudo só piorou. A porta estava destroçada e arrancada; os vidros, quebrados. Corri para dentro como uma louca. A casa estava revirada. Foi como se um furacão tivesse passado por ali. Não havia sinais de Miranda.

- Mãe! — gritei; minha voz enrouquecida e embargada. Eu não ia chorar na frente de Leon.

Luna, filha, é você?

Era a voz dela! Estava viva! Estava ali!

- Mãe! — disse, mais alegre, correndo na direção da voz.

Venha, filha, não tenha medo...venha até mim...sou eu!

Foi quando Leon me olhou desesperado e gritou:

- Luna, não dê ouvidos, é uma ilusão!

Mas o ignorei. A voz vinha do meu quarto. Adentrei nele e, assim que me deparei com a cena, soltei um grito estrondoso.

Meu quarto estava ensanguentado.

Tudo estava revirado. Havia manchas de sangue por toda a parte e, na parede, havia uma inscrição feita com sangue escorrendo:

A SUA HORA CHEGOU

- Luna! — escutei Leon gritar. Então senti alguém me empurrar com força, e caí com tudo no chão. Meu coração foi à mil. Assustada, me arrastei para um lugar seguro, mas fui pega com força pelo cabelo e lançada contra a parede com violência, batendo a cabeça e ficando tonta. Mesmo assim, com a visão embaçada, avistei a silhueta de um homem com um sorriso cruel. Algo o assustou, e ele fugiu pela janela.

- Meu Deus, Luna! — Leon entrou no quarto, se deparando com meu estado; encolhida e tremendo num canto. — Vamos sair daqui, ok?

- Por que meu quarto está ensanguentado? — soltei, nervosa. — Vocês mataram a minha mãe! — e comecei a chorar. — Ela era a única pessoa que eu tinha na vida!

- Escute. — ele me olhou nos olhos, sério. — Sua mãe foi levada, mas está em boas mãos. Você foi vítima de uma ilusão. O quarto não está ensanguentado.

- Está sim! — apontei em riste para a parede, e ele grunhiu, aborrecido.

- Isso foi implantado no seu consciente. Limpe a sua mente. Tente.

Suspirando, fechei os olhos. Engolindo em seco, eu os abri novamente, e vi que, tirando a bagunça, não havia sangue.

- Como isso é possível? — perguntei enquanto Leon me levantava.

- É uma longa história. — disse ele. Meio trêmula, deixei que ele me levasse de volta. Mil e uma perguntas rodavam pela minha cabeça.

- Tenho que te levar embora daqui. — ele disse de repente.

- Espera aí! — eu reclamei. — Que história é essa de ilusão? Que papo é esse?

- Quem fez aquilo foi um Renegado — respondeu ele. — Ele te enganou. Ele a fez pensar que tinha sido jogada na parede; pra te confundir e dar a você uma morte que nem sentiria.

Fiquei chocada.

— Como um mágico? — falei, e ele riu. — Não. — disse ele. — Mas, na verdade, chega a ser parecido. — E como consegui sair da tal visão?

- Você tem um dom. — contou.

- Não entendo.

- Vai já entender — ele dirigiu a Kawasaki em direção aos bairros distantes, enquanto eu observava me distanciar cada vez mais de minha casa depredada. De minha vida depredada. Tudo por minha culpa. — Vai ver sua mãe de novo — ele percebeu. — E descobrir muitas coisas.

- Ah, tipo o quê?! Sobre o meu pai?!

Ele fez um silêncio esquisito. O que ele poderia saber? Será que ele o conhecia? Eu ia perguntar, mas ele parou de súbito.

- Que foi?

- Há algo de errado.Estão nos seguindo! - e virou a cabeça e xingou. — Merda! É uma armadilha! — a moto se desequilibrou de repente. — Ah, droga. — gemeu, preocupado. — Eles são muitos e estão jogando pra valer. Estão tentando me fazer perder o controle da moto!

- Ai! — gemi. Algo forte fez a minha cabeça latejar, e fiquei tonta. Minhas mãos suavam e me controlei para não escorregar. — Minha cabeça...está doendo! — reclamei.

- São eles. — Leon disse. — Aguente só mais um pouco.

- Eu vou...desmaiar... — avisei, o que talvez fosse possível. Meus sentidos estavam fracos.

- Luna, aguente firme. — pediu ele. Eu me sentia febril.

- Pra onde vai me levar? — quis saber. — Sabe sobre o meu pai?

- Vamos a um lugar seguro — ele suspirou. — Vou contar tudo a você.

Eu não quis instigá-lo mais uma vez; enchendo-o de perguntas. Só queria que aquilo acabasse. Se Leon faria isso, eu não me importava.

Estávamos em um bairro afastado, cheio de bares e boates. Logo o cheiro de álcool e cigarro invadiu as minhas narinas. Leon parou num dos bares mais movimentados, com o letreiro mal iluminado piscando: Dangerou´s bar. Alguns homens corpulentos e cheios de tatuagens fumavam e guardavam a entrada. Eles nos deixaram passar.

- Por que estamos aqui? — perguntei.

- Tenho conhecidos aqui. — Leon respondeu.

O som do ambiente era uma batida sensual. Logo vi várias dançarinas seminuas em cima de palcos. Os cheiros de bebida e cigarros eram mais fortes, e fizeram meus olhos arderem.

- Você mora aqui? — eu disse.

- Não. — respondeu ele, se aproximando do bar, onde um rapaz de piercings distribuía bebidas. — Fique aqui. — ordenou ele, como se eu fosse uma menininha. — Vou ver se a barra está limpa. Não fale com ninguém.

- Au, au. — eu imitei um cachorro, e ele saiu revirando os olhos. Senti-me um pouco deslocada (eu ainda parecia uma esfarrapada, mas não tão evidente). O rapaz de piercings me olhava e sorria sem dizer nada. Observei Leon conversar com uns rapazes da idade dele que jogavam poker e sinuca. Pouco tempo depois, ele voltou.

- Tem um velho amigo que vai nos ajudar. — ele disse, e subimos pela escada precária ao lado do bar, e me vi num corredor cheio de portas. Ele bateu na última, e, poucos segundos depois, entramos. Havia um homem lá dentro; alto e robusto. Tinha cabelos pretos com alguns fios grisalhos e olhos da mesma cor. Vestia roupas formais e bebia um copo de uísque, até nos ver e sorrir.

- Harry. — Leon o chamou. — Eu trouxe a garota.

- Ah, meu Deus — o tal Harry largou o copo e veio até mim, me analisando de perto. — Enfim a encontramos.

- Quem são vocês? — eu saí do meio dos dois. — O que querem de mim?

- Por que ela está assim? — Harry perguntou a Leon, apontando para o meu vestido.

- Os Renegados. — Leon respondeu, num suspiro de desalento. — Eles quase a pegaram. Tive que trazê-la.

O tal Harry olhou para mim mais uma vez, focando em meus olhos com muita atenção.

- Interessante — murmurou. — Fez um bom trabalho, garoto.

- O que vão fazer comigo? — perguntei. — Quero voltar pra casa! O que fizeram com a minha mãe?

Harry levantou uma sobrancelha.

- Ela é geniosa, não?

- Você nem imagina o quanto... — Leon se virou pra mim. — Não pode ir embora, Luna. Sua casa foi depredada. Além do mais, as perseguições lá fora só iriam piorar, e já estaria morta.

- Você me deve explicações. — eu o lembrei.

- Não sei se começo com as boas ou as más notícias. — ele foi até a janela, me levando junto. Dei um suspiro, indicando que ele poderia continuar. Lá fora, pude ver a movimentação das ruas. — Veja. — Ele apontou. — A vida seguindo seu curso. Pessoas vivendo suas vidas normais.

- Mas não sou normal. — falei.

- Exatamente. — ele disse, e eu me virei pra ele. — Como assim? — perguntei.

- Assim como você, muitas pessoas são especiais. — explicou Leon, olhando pela janela. — Eu também sou assim.

- Peraí, peraí — eu me assombrei. — Mas que história é essa?

- Você já parou pra pensar no que acontece ao seu redor? — falou ele. — Por que é tão perseguida por acidentes? Por que há tantos crimes? Por que enxerga mais que os outros? Por que às vezes escutamos aquela voz interior que nos diz para não viajarmos ou fazermos determinada coisa?

- Não sei. — dei de ombros. — Isso tudo está interligado?

- Quase sempre. — continuou. — Muitas das coisas que acontecem são provocadas por forças sobrenaturais. Os humanos não percebem, mas muitos crimes acontecem porque forças ocultas controlam a mente das pessoas; como também nos acidentes. Às vezes, essas forças ocultas nos avisam de perigos também. Com em casos de acidentes que poucos sobrevivem por milagres, dizendo que "algo" dizia para ele não fazer aquilo.

- Mas por que fariam isso? — perguntei, desconfiada. — E onde eu entro?

- O mundo é um equilíbrio constante. — disse ele. — Há forças para o Bem e para o Mal; elas têm que existir. E há os Indomados.

- Indomados?! — indaguei, incrédula.

- Sim; você e eu somos Indomados. — eu franzi a testa, confusa, e ele continuou. — Pessoas que são difíceis de serem tocadas pela Morte. Essas pessoas nascem com esse dom, o que leva a Morte a persegui-las, devido à "voz interior" que eles têm, que sempre os avisa dos perigos.

- Então era isso. — eu percebi, em horror e incredubilidade ao mesmo tempo. — Por isso sempre acontecia alguma coisa onde eu estava. E os calafrios?

- Isso — concordou ele. — Seus calafrios eram a forma de seu organismo reagir, te avisando, como uma premonição. Todas as vezes que se escapa por acaso de algum acidente, não é coincidência; mas sim graças à voz interior. Os que morrem, muitas vezes não escutam-na.

- Mas o que significam...Resgatadores? — eu disse. — E a perseguição na avenida? E a morte de Donnie e Rachel?

- Escute — Leon começou. — Essas pessoas, os Indomados, têm a missão de salvar outros como eles. Por isso são chamados de Resgatadores. A perseguição foi uma tática muito ardilosa dos Renegados; mas, ao mesmo tempo, inteligente.

- Renegados?!

- Humanos os conhecem como a Morte. — contou ele. — Nós chamamos de Renegados. Naquele dia, vários deles estavam decididos a pegarem você de vez.

- Peraí...você disse que várias "mortes" queriam me pegar? — falei.

- Existem Mortes boas; ruins; tranquilas — citou ele. — Várias delas. Naquele dia, todas ruins.

Engoli em seco.

- Os Renegados controlaram as mentes dos motoristas, e derrubaram aquele andaime. — continuou. — Ficaram invisíveis para os humanos. Assim, você morreria num acidente comum, como vários outros que as Mortes causam. Na loja, os Renegados manipularam a mente de um assaltante, provocando um tiroteio, só que não conseguiram. A humana foi assassinada por pura covardia; por eles terem falhado, e descontaram a raiva nela.

- Mas como? — falei. — Eles podem matar a hora que quiserem?

- Os Renegados sabem quando alguém está perto de morrer — disse ele. — E é contra as regras matar alguém sem ser na sua hora.

- E Rachel? — disse, com um nó na garganta.

- Eu não sei. — ele respondeu; sincero. — Talvez estivesse na hora dela realmente.

- Mas a mataram brutalmente!

- Há muitas formas de os Renegados matarem alguém, Luna. — Leon disse. — Eles podem utilizar o que quiserem.

- Então, eu sou uma Indomada... — murmurei. — As Mortes me perseguem por que ser impossível de matar sem ser na minha hora?

- Isso. — Leon deu um sorriso. — Só a Morte responsável por você sabe.

- Lissa. — eu disse em torpor. — Ela é a minha morte? Por isso se odiavam?

- Não sei. — revelou ele, pensativo. — Os Renegados podem trocar de vítimas. Existem muitos outros por aí sofrendo e não sabem o porquê.

- E tenho que fazer algo? — perguntei, e ele riu.

- Sua missão é outra.

- E...onde minha mãe entra nisso? — eu perguntei, olhando para Harry. — Vocês...por acaso...sabem sobre...o meu pai?

Silêncio.

- É aí que entra a segunda parte. — Leon falou. — Temos que levá-la para o nosso mundo.

- Sim, Luna. — foi Harry quem falou, ao ver minha expressão de espanto. — Nós, Resgatadores, vivemos em uma dimensão paralela ao mundo humano. São mundos que coexistem ao mesmo tempo; mas que os humanos não têm conhecimento.

Leon segurou minhas mãos, me olhando nos olhos. Eu estava tonta de tantas informações. Num minuto, eu era só uma líder de torcida que era tida como esquisita e órfã de pai, e no outro estava metida em meio a um mundo paralelo de gente esquisita e uns tais de Resgatadores e Morte.

- Sei que ainda não entende — Leon disse. — Eu também demorei pra aceitar. Mas precisa confiar em mim. Teremos muitos desafios pela frente. E enfrentar a Morte é só o começo.

Não sabia o que dizer. Não sabia se era ilusão da minha mente, mas, de alguma forma, aquilo tudo era mesmo verdade — toda aquela história maluca e absurda batia com minha estranha e alucinada vida. Pelo menos eu sabia que não estava sozinha. Pelo menos, dali pra frente, eu poderia ver de cara os perigos e, pela primeira vez, não me render à eles, ou contar com a temida sorte — e a famosa "voz interior".

Agora, eu só precisava saber quem eram os meus inimigos.



Notas finais
e aee, curtiram?? q coisa esquisita, ñ?? sera q a Lu vai enfim conhecer o pai?? pq sera q eles chamam a Morte de renegados?? huumm..xD ¬¬
deem seus palpites nos reviews! =P
ñ percam o prox! tudo será esclarecido! ou sera q ñ...?? kkkkkkkkkk
Kisses e ate la..