Notas iniciais
Espero que gostem :) nos vemos nas notas finais

POV Nico

Ainda não descobri por que diabos várias pessoas (incluindo eu) desperdiçam seu tempo enfiando objetos cortantes em seu próprio corpo só para ver o sangue escorrer.

Mas eu também faço isso, então dane-se.

Nesse exato momento, tenho um canivete pressionado sobre a palma da minha mão. Um fio de sangue escorre. Como algo assim pode ser tão... Bonito? Sim. Depois de alguns segundos admirando a visão do líquido vermelho, desencosto a lâmina do corte. Há sangue acumulado na superfície prateada.

Viro o canivete de forma que o cabo fique para cima. Observo as gotas carmesim do belo fluído caindo e se acumulando no chão. Belo e sinistro. A partir desse momento deixo que minha mente me guie pelo mar de pensamentos que eu tenho acumulados em mim. São muitos, acredite se puder.

— Nico di Angelo, o que você pensa que está fazendo?

Minha irmã está parada em frente a porta do meu quarto, devo ter esquecido de trancá-la. Solto o canivete abruptamente, e ele cai fazendo um som estridente, ao se chocar com o "mármore artificial".

— Ah, oi Hazel. — dou uma pausa e continuo percebendo que ela não comentará nada — Pensei que estava com o seu namorado.

— Você não respondeu a minha pergunta. — ela anda na minha direção pisando firme, raivosa — O que você... — agarra o canivete ensanguentado e o ergue a um palmo do meu rosto — ...pensa que está fazendo?

— Eu...

Não tenho uma explicação, lógica ou não, para isso.

— ... não... sei...

Talvez eu simplesmente esteja cansado demais.

Estou em uma espécie de transe, enquanto agradeço mentalmente por ela não ter me visto fazendo coisas piores. Uma lágrima escorre pelo rosto de Hazel, e ela me abraça. No começo, não faço esforço algum para retribuir a demonstração de afeto, mas depois acabo me rendendo. Envolvo-a com o meu braço direito, já que o esquerdo tem uma mão cheia de sangue.

— Já é a segunda vez, Nico. — ela acaricia meus cabelos. Um nó se forma na minha garganta e sinto lágrimas queimando meus olhos — Se continuar, você já sabe que terei de contar para papai.

— Obrigado pela boa notícia. — digo sarcástico — Agora, se não tem mais nada para dizer...

— Eu não vou te deixar aqui! — me solta, pressionando meu rosto contra as mãos — Vamos fazer alguma coisa, Nico.

— O que?

— Hum... Vamos... Jogar Uno! Sim, sim! — tenta me animar — Depois podemos alugar uns filmes e...

Dou uma risada descontraída, mais para ela relaxar do que qualquer outra coisa.

— Sim, vamos fazer alguma coisa. — concordo meio desanimado — Mas antes...

Ergo minha mão esquerda, exibindo o corte fino (mas ainda sagrando) na palma.

— Tenho que resolver esse probleminha.

Notas finais
E ai? Gostaram? Odiaram? Eu tive que mudar um pouco a personalidade da Hazel pra encaixar na história... Espero que de pra encarar...
Comentem, comentem e COMENTEM ♥ seu lindjos da Lulu :3