Notas iniciais
*Olá pessoas =), aqui mais um capítulo da fic para vocês.
*Esse capítulo não ficou do jeito que eu esperava, mas eu prometo que os próximos terão mais ação( de qualquer tipo)
*Boa leitura.

“É uma longa história abuela, por isso eu prefiro contar quando eu chegar em casa.” Santana falava com Alma, por um telefone público. Amanda estava sendo atendida naquele momento. “Não se preocupe, eu vou estar em casa, amanhã de manhã.” Ela ficou em silêncio enquanto sua avó falou que ela pagaria o táxi, e que se não fosse pelos Pierce ali ao lado dela naquele momento, ela provavelmente teria enfartado. “Eu sei abuela, mas essa noite foi muito difícil para mim também, e principalmente para a Amanda.” Santana começou. “Eu sei que a senhora não gosta dela, mas ela arriscou a própria vida para me salvar, agora eu estou bem, mas ela não está. Ela se machucou, e eu não vou deixá-la aqui, principalmente depois de tudo o que aconteceu.” Santana ouviu sua avó bufar, e a contra gosto concordar com ela passar a noite no hospital ao lado de sua namorada. “Eu te amo, abuela.” Alma disse que a amava também.

Santana sentou-se em uma das cadeiras e ficou esperando por notícias de Amanda. Os pais da garota, George e Betty já haviam sido avisados do ocorrido, e apareceriam ali a qualquer momento.

Na cabeça da adolescente ainda não conseguia entrar o que acabara de acontecer naquela noite. Aquilo tudo parecia cenário de um pesadelo, ou mesmo pior, porque nem em suas noites mais atormentadas, ela poderia ver aquele tipo de coisa lhe acontecendo.

Ela queria respostas, mas ela duvidava muito que viria de alguma autoridade ou algo assim, então foi quando ela se lembrou de que havia uma pessoa em Smallville High que poderia lhe dar uma resposta, ou pelo menos algo próximo disso, e esse alguém era Rachel Berry, a jornalista do Smallville Torch.

Nesse momento uma enfermeira apareceu ali, e Santana a reconheceu. Ela foi a primeira pessoa a atender Amanda. Santana se levantou e foi falar com ela.

“Com licença, eu estou acompanhando Amanda Fordman, ela já foi atendida?” Ela perguntou, e a mulher percebeu uma pontada de medo na voz da adolescente.

“Sim, e ela está muito bem, não se preocupe.” O sorriso no rosto da mulher foi capaz de confortar a garota. “Ela só vai ficar em observação até amanhã.”

“Certo, eu posso vê-la?” Santana perguntou esperançosa.

“Sim, eu te levo até o quarto dela.” A enfermeira respondeu simpática.

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Santana entrou no quarto sem fazer muito barulho, e Amanda estava deitada na cama, olhos fechados e uma faixa branca na cabeça. A adolescente caminhou em direção a cama, passos lentos e se esforçando o máximo possível para serem silenciosos também.

Ao lado da cama, ela apenas ficou em silêncio, observando a namorada, pensando que ela estava dormindo, até um sorriso surgir nos lábios da raiva.

“Eu pensei que você estava dormindo.” Santana falou baixinho, e riu, segurando a mão de Amanda.

“Eu preciso falar com você, amor.” Amanda falou, levando a mão de Santana até sua boca, e deu um beijo nela. “Eu sinto muito ter perdido o seu colar...”

“Esqueça isso Amanda.” Santana a cortou. “Eu não quero falar sobre um colar idiota depois de tudo o que você fez por mim essa noite, você me salvou arriscando sua própria vida... Eu te amo tanto.”

“Eu também te amo, e eu jamais deixaria alguém fazer mal para você.” Amanda respondeu. “Mas eu nunca teria conseguido te salvar se não fosse por Brittany Pierce.”

“Brittany?” Santana surpreendeu-se com a nova informação.

“Brittany me disse sobre como ela e aquele cara eram amigos, e me deu a localização da casa na árvore.” Santana sorriu, seu coração até bateu um tanto mais rápido ao ouvir o nome de Brittany, e principalmente por saber que ela ajudou Amanda a salvá-la.

“Ela é uma garota legal.” Foi o comentário da morena.

“Eu sei disso agora, e estou tão envergonhada.” Amanda comentou, e Santana levantou uma sobrancelha.

“Envergonhada?” Ela perguntou confusa. “Envergonhada por quê?”

“Porquê eu perdi o seu colar quando eu fiz a Brittany de Espantalho.” As bochechas de Amanda ficaram púrpuras, e o queixo de Santana caiu.

“Você o quê?” Santana não queria acreditar que Brittany foi a vítima dessa ‘brincadeira’ tão cruel. Ela sabia que todo ano, algum infeliz tinha que passar por aquilo, mas só de pensar em Brittany naquela situação seu estômago embrulhava. “Por que você fez isso com ela, Amanda?”

“Porque eu pensei que era ela quem estava te mandando aqueles presentes e aquelas cartinhas.” Amanda desabafou. “Isso me deixou com muito ciúmes, e eu acabei fazendo isso.” A ruiva olhou para Santana, que ainda não havia digerido a informação muito bem. “Você me perdoa por isso?”

“Não sou eu quem tenho que te perdoar, é Brittany.” Santana respondeu, e Amanda suspirou.

“Eu sei, mas, eu espero que você não fique com raiva de mim por causa disso.” Ela disse, e baixou os olhos.

“Eu não estou com raiva, estou decepcionada, eu nunca imaginei que você, logo você, fosse capaz de cometer uma crueldade dessas com alguém tão próximo de mim.” Santana explicou. “Os Pierce são muito amigos de minha avó, eu conheço Brittany há muitos anos, e ela nunca fez nada para merecer isso, ela é tímida, ela é quieta, ela nunca mexeu com ninguém.” Amanda não tinha nada para falar em resposta, ela estava completamente errada dessa vez. “Eu espero que você de desculpe com ela.”

“Eu vou, eu juro que eu vou.” Amanda garantiu, no exato momento em que a porta do quarto abriu, e entrou um casal.

A mulher tinha os cabelos ruivos, e era baixa, com postura e expressão simpáticas, já o homem era alto e calvo, uma expressão séria, típico dos militares. Santana os conhecia bem, eram George e Betty Fordman, os pais de Amanda.

“Filha, o que aconteceu?” A mulher perguntou, aproximando-se rapidamente da cama de sua filha, bastante preocupada.

“É uma longa história mãe, mas eu estou bem, não se preocupe.” A ruiva garantiu sorrindo.

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Brittany abriu os olhos, e sentiu seu coração disparar ao perceber que não estava em seu quarto, mas sim em um lugar escuro. Ao tentar movimentar seus braços, ela percebeu que eles estavam presos no que parecia ser uma camisa-de-força, o que fez um nó crescer em sua garganta, e lágrimas surgirem em seus olhos.

“Socorro...” O primeiro saiu um sussurro, mas ela respirou fundo, e juntou suas forças para soltar sua voz ao máximo “SOCORRO! ME TIREM DAQUI!” Nesse momento a porta metros a frente se abriu violentamente, e por ela entraram dois homens altos. “Por favor, me ajudem.” Ela implorou, mesmo com algo lhe dizendo que eles não estavam ali para lhe ajudar.

“Está na hora de outra dose.” Um dos homens falou, e o outro deixou a sala.

“Quem é você? Que lugar é esse?” Brittany perguntou, sua respiração estava pesada, e suas lágrimas embaçavam sua visão, que já não era ajudada pela pouca luz do local, mas ela pôde perceber um sorriso surgindo no rosto do homem.

“Bem, você está no lugar onde as aberrações devem ficar: Belle Reve.” Ele respondeu com prepotência.

“Não, não, não, não, NÃO!” A garota entrou em desespero, e nesse momento conseguiu se levantar, correndo em direção a porta, mas o homem a segurou firme.

“Onde você pensa que vai, mocinha?” Ele perguntou, mantendo o mesmo tom prepotente.

“Me solta ou eu mato você!” Brittany o ameaçou, porque ela estava decidida a sair dali, a qualquer custo, e não iria pensar duas vezes para usar suas habilidades. “Eu não estou brincando!”

“Nem nós.” Falou o outro rapaz, que acabara de entrar no quarto, trazendo uma seringa, que ele fez questão de deixar a vista da garota. Seu líquido era um verde brilhante, e Brittany o reconheceu no mesmo instante, fazendo-a tremer ainda mais.

“Não, por favor não...” Ela implorou, debatendo-se nos braços de um dos homens.

“Aplique isso, agora!” O homem com Brittany em seus braços ordenou.

“Por favor não, por fav...” Mas ela parou de falar ao sentir a agulha em seu braço, e a ardência do líquido sendo injetado em sua veia. Em poucos segundos, seu corpo inteiro parecia estar em chamas, e não havia mais força em suas pernas.

Assim que o líquido acabou de ser injetado em seu corpo, Brittany sentiu seus cabelos serem puxados, e a boca do homem bem próxima ao seu ouvido.

“É assim que nós tratamos gente como você, aberração!” Os dois homens riram, e a garota sentiu seu corpo bater contra a parede, e em seguida contra o chão. Ela não conseguia se mover, nem mesmo chorar.

As risadas não pararam, até a porta ser fechada com a mesma violência que foi aberta, e o estrondo ecoou por todo o quarto, mas na cabeça de Brittany o único som que a atormentava era a palavra aberração.

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Brittany abriu os olhos, e suspirou fundo. Ela levantou a cabeça por alguns segundos, e ao ver que estava em seu quarto, e que tudo que aquilo não passava de um terrível pesadelo, o que a fez sentir um grande alívio.

Ela sentou-se na cama, e sentiu como seu coração batia forte, tão forte que ela imaginou que seria capaz de abrir um buraco em seu peito, e suas mãos e pernas não paravam de tremer.

Já se passara dois dias desde que ela e Jacob tiveram aquele enfrentamento, e as palavras que saíram da boca do rapaz não lhe deixavam em paz, e nem mesmo em seus sonhos ela conseguia escapar de tudo o que estava lhe acontecendo. Ela só queria esquecer daquelas coisas, pelo menos por algumas horas, mas era impossível.

A vontade que ela tinha as vezes era de simplesmente sumir, ir a um lugar onde pudesse ficar sozinha, onde pudesse ser ela mesma, mas, ao mesmo tempo, ela se lembrava de que nem ela mesma sabia quem era.

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Martha viu o ônibus escolar passando, e nem sinal de Brittany ainda. Já era o segundo dia em que ela perdia aula, o que era bastante incomum para ela, que era uma das pessoas que menos perdiam aula. Ela nunca ficava doente.

No dia anterior Brittany passou o dia trancafiada em seu quarto, não saiu de lá por mais de dez minutos, apenas duas vezes, para fazer um lanche rápido, e uma outra para tomar banho. Se ela trocou mais que cinco palavras com eles nesses últimos dias era quase um milagre.

“Ela não foi para escola outra vez, Martha?” Jonathan perguntou, de braços cruzados.

“Ela nem saiu do quarto.” A mulher respondeu frustrada.

“Isso já passou dos limites, eu não vou tolerar mais esse comportamento.” Ele falou determinado.

“Nós não podemos ser tão rudes com Brittany, não é fácil para ela.” Martha argumentou.

“Eu sei, mas isso também não está sendo fácil para nós.” Jonathan respondeu. “Eu a amo, e eu sei que ela está sofrendo, é por isso que nós devemos fazer alguma coisa, eu não posso vê-la desse jeito, eu quero a nossa velha Brittany de volta.” Martha também sentia-se horrível por ver Brittany daquele jeito, tão amuada, tão quieta, e como seu marido disse, sofrendo.

“Você tem razão.” Martha concordou. “Vamos conversar com ela.”

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Brittany ainda estava deitada, coberta até a cabeça, e querendo ficar sozinha.

“Brittany, abra essa porta.” Foi a voz de Jonathan, após atormentar a garota com três fortes batidas na porta. “Nós precisamos falar com você.”

“Me deixe em paz, eu não quero falar com ninguém.” Ela respondeu, sua voz abafada pelo cobertor em sua cabeça.

“Brittany, eu estou falando sério!” Jonathan insistiu.

“Eu também, me deixe em paz!” Dessa vez ela tirou o cobertor de cima da cabeça, para deixar tudo bem claro.

“Brittany Susan Pierce, tudo nessa vida tem limites, e a minha paciência já está alcançando o dela, então, é melhor você aparecer na cozinha em cinco minutos para nós conversamos e resolvermos esse problema de uma vez por todas.” Brittany engoliu seco, pois o tom de voz usado por seu pai era tão firme, e ela nunca o ouvira falar daquele jeito antes, com quem quer que fosse.

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Brittany apareceu na cozinha cabisbaixa e de braços cruzados. Seus pais estavam em pé, esperando por ela.

“Então... O que vocês tem para falar?” Ela perguntou, ainda sem olhar para os rostos de seus pais.

“Brittany, nós estamos muito preocupados com você, filha, você anda triste, calada, se fechou para nós...” Martha começou

“O que vocês esperavam? Eu acho que vocês nem tem idéia do que eu sou, se vocês tivessem provavelmente nunca teriam me pegado para criar.” Jonathan e Martha se entreolharam, surpresos com aquilo. “Bem, quem quer ter um alien em casa?”

“Brittany, não diga isso...” Martha falou séria.

“Mas não é verdade?” A adolescente a cortou. “Eu sou um alien, eu vim nem sei de onde, e trouxe comigo apenas sofrimento para as pessoas, por minha causa os pais da Santana estão mortos, as pessoas estão virando mutantes...”

“Brittany, você trouxe muita felicidade para nós!” Jonathan falou, e Brittany calou-se no mesmo momento. “Como você pode dizer uma coisa dessas? Você não teve culpa de nada, você nem mesmo sabia que era... Que era de outro planeta.” Era difícil até mesmo para ele dizer aquilo, porque por todos os filmes e livros que tratavam desses assuntos, os alienígenas eram sempre seres monstruosos que queriam destruir a Terra ou dominar os humanos, e Brittany era tão humana, e nunca seria uma criatura monstruosa. Ela na verdade era uma menina que tinha uma pureza e bondade que muitos dos ‘humanos’ desconheciam.

“Eu sei que vocês gostam muito de mim, eu sei que vocês confiaram, mas... Eu não sei, eu não sei o que você vai ser da minha vida se alguém descobrir essa história sobre mim, eu nem sei se devo continuar aqui com vocês, eu não acho que seja justo que vocês se compliquem por minha causa.” Ela disse com sinceridade. O que aconteceria aos seus pais se o governo descobrisse sobre ela, provavelmente seriam acusados de não só atentarem contra a nação, mas ao planeta todo, por esconder um alien em sua própria casa. “Eu não quero que nada de ruim aconteça com as duas melhores pessoas que eu encontrei nessa vida.”

“Nada de ruim vai acontecer, filha, e como uma família nós iremos permanecer juntos, até o fim.” Jonathan falou, segurando o choro. “Eu sei o que você está pensando, eu pensei nisso também, eu não vou mentir, mas olha só para você, você é parte de nós.”

“Eu não pertenço a esse mundo.” Brittany respondeu. “Eu nem sei porque eu estou aqui, mas eu acho que existe algum motivo, e eu tenho medo do que possa ser.” E se ela estivesse ali para dominar aquele planeta? Para subjugar ou exterminar os humanos? O que ela poderia fazer se outros como ela aparecessem? Será que outros como ela já não estavam infiltrados?

“Brittany, o que você está pensando em fazer?” Martha perguntou, aproximando-se da adolescente. “É claro que é aqui que você pertence, todos que te amam estão aqui, nós dois, seus amigos, você é a nossa filha, você pode não ter a mesma origem de todo mundo, mas isso não te faz diferente de nós, você é a nossa filha, nada vai mudar isso.”

“Eu sei o que vocês pensam, eu amo vocês dois mais do que qualquer outra pessoa nesse mundo, mas eu tenho medo... Medo de que algo ruim possa acontecer para vocês por minha causa, eu não quero que vocês sofram por minha causa.” Brittany disse, e começou a chorar. Por que as coisas tinham que ser tão difíceis sempre? “Talvez eu só precise de um tempo.”

“Nós sabemos que não é fácil, mas você precisa saber que não está sozinha filha, nós estaremos ao seu lado o tempo todo.” Jonathan disse, e abraçou a menina. Martha se uniu à eles, e a adolescente se sentiu mais do que nunca antes em sua vida.

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2004

Sebastian Smythe, um adolescente de quinze anos estava na sala da mansão Smythe, a situada em Smallville. Ele estava há horas jogando vídeo-games, o mais novo da geração.

O garoto vivia assim: na maioria de seu tempo sozinho, longe de seu pai, mas cercado por luxo. Sua mãe e irmão caçula morreram em um acidente de helicóptero quando ele tinha apenas cinco anos de idade quando viajavam para Metropolis. Vinha daí seu pavor de voar.

Lionel passava a maior parte de seu tempo cuidando de seus negócios, e mal tinha tempo para o filho, e para tentar consertar isso, enchia o garoto de presentes e tudo mais que ele quisesse.

Mas naquela tarde as coisas fluíram diferentes do comum. O adolescente ouviu passos e vozes se aproximando. Uma delas era de seu pai e a outra de uma mulher que ele não reconheceu. Ele estava acostumado a isso, seu pai vivia trocando de namoradas.

“Sebastian, venha aqui filho.” Lionel o chamou na entrada da sala. Seu pai com certeza havia levado a visita à sala de estar, que era bem maior e confortável do que aquela em que Sebastian estava.

O garoto desligou o vídeo game e acompanhou o pai até a sala que ele imaginara, imaginando como seria a nova namorada de seu pai, mas ele se surpreendeu ao chegar no local e encontrar uma senhora de uns cinquenta anos, de cabelos curtos e castanhos escuros, e sentado ao seu lado, uma menina de cabelos longos e negros presos com uma tiara branca.

“Sebastian, essa é Alma Lopez, e a neta dela, Santana.” O adolescente abriu um sorriso amigável para elas.

“Olá.” Ele as cumprimentou, e sentou-se no sofá bem na frente ao que elas estavam. Lionel sentou-se em sua poltrona.

“Sebastian, Alma é uma das maiores criadoras de cavalos da região, e como você está pensando em se tornar um jóquei, eu achei que seria uma boa idéia você falar diretamente com ela.” Lionel explicou para o garoto que ouvia atento,e então ele voltou seus olhos em direção das visitas, mais precisamente no pescoço da menina, e não pôde deixar de notar o belo colar que ela tinha.

“Belo colar, é esmeralda?”Ele perguntou sorrindo, fugindo totalmente do assunto.

“Não.” Alma respondeu pela neta, que era bastante tímida com estranhos. “Esse pingente foi feito da rocha de meteoro que matou os pais dela.”

“Oh, eu sinto muito, eu sei como é perder alguém que se ama muito, minha mãe também morreu...” Sebastian começou a falar, assim que percebeu a tristeza nos olhos das duas visitantes.

“Sebastian, esse não é o assunto em questão, cale-se.” Lionel o repreendeu, e Sebastian suas bochechas arderem de vergonha.

“Sr. Smythe, está tudo bem.” Alma falou, também envergonhada. “Nós duas estamos.” Ela olhou para Santana, e segurou em sua mão.

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Presente

Sebastian olhava para o colar que pertencia à Santana Lopez, que agora estava em seu poder. Ele ficou fascinado desde o instante em que soube que ele era feito da pedra que veio do espaço.

Em cima da mesa, havia o jornal com Karofsky estampado na capa. Ele se lembrava bem de que havia encontrado aquele rapaz minutos antes da chuva de meteoros atingir Smallville, e após descobrir toda a história do rapaz, ele estava mais do que convencido que essas pedras tinham algo a ver com a perda de memória do rapaz.

Finalmente a porta de seu escritório se abriu, e finalmente Sebastian encontrou um amigo de seu pai, William Schuester, chefe dos cientistas da Smythe Corporation.

O jovem se levantou e apertou a mão do homem.

“Quanto tempo William.” Sebastian falou sorrindo.

“Digo o mesmo, da última vez que o vi, você ainda tinha espinhas no rosto.” O homem respondeu. “Então, pronto para assumir a empresa de Smallville?”

“Eu acho que estou, eu me preparei por anos em Metropolis, agora só falta o meu pai enxergar isso.” Ele respondeu. “Mas, eu quero falar com você sobre outra coisa.”

“No que posso te ajudar, garoto?” O cientista perguntou, então Sebastian entregou à ele o colar. “O que é isso?”

“Esse pingente é feito das rochas de meteoro que caíram aqui em Smallville, e eu gostaria que você me falasse um pouco sobre a composição delas, você conhece?”

“Claro que conheço, todos os cientistas da Smythe Corporation a conhecem.” Schuester respondeu olhando para o pingente. “Nós a chamamos de kryptonita.”

“Por quê?”

“Porque a composição delas é carregada de criptônio, um gás extremamente radioativo e que em certa quantidade pode causar algumas coisas interessantes.” William respondeu e devolveu o colar ao jovem.

“Essa quantidade é perigosa?”

“Não, essa quantidade é muito pequena, e inofensiva às pessoas, mas em grandes quantidades as kryptonitas são capazes de causar estrago, elas causaram vários aqui em Smallville.”

“Do que você está falando, William?”

“As autoridades escondem, eles não querem que a população saiba dos estragos que essas pedras que estão espalhadas por toda a cidade podem fazer.” William explicou calmamente. “Mas eu tenho amigos influentes, além do mais, na Smythe Corporation nós fazemos muitas experiências com elas, e conseguimos criar uma nova categoria, além de descobrirmos uma outra bastante rara perdida aqui nessa cidade.”

“Existem outras variedades dessa pedra?” Sebastian perguntou interessado. “E além do mais, que tipos de estrago você se referiu agora a pouco?”

“Essas pedras são extremamente radioativas Sebastian, eu já disse, uma pessoa que tenha contato com uma quantidade considerável dela pode se tornar uma espécie de mutante.” Os olhos de Sebastian se arregalaram com aquela informação. Seria Brittany Pierce um desses mutantes?

“E que tipo de mutação isso pode causar?”

“Eu já vi de tudo.” O homem respondeu sorrindo. “Isso é mais interessante do que aparenta, Sebastian, se você quiser, eu posso te mostrar mais do que eu sei, e as outra variedades de kryptonita.”

“Claro que eu quero, eu quero saber tudo sobre isso.” Sebastian respondeu determinado e olhou para o pingente mais uma vez.

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Santana entrou na biblioteca e viu Rachel e Mike sentados em uma mesa, estudando. Ela caminhou até eles, sentindo a falta de Brittany. Os três adolescentes estavam sempre juntos, como os três mosqueteiros, como muitos os chamavam, em sentido pejorativo.

“Com licença.” A morena falou baixinho, atraindo a atenção dos outros dois adolescentes, que ficaram surpresos ao vê-la. “Eu posso falar com vocês um minuto?”

“Claro.” Rachel respondeu sorrindo politicamente e indicou a cadeira ao seu lado, no qual Santana se sentou.

“Obrigada.” Ela agradeceu.

“De nada.” Os dois amigos responderam em uníssono.

“Algum problema, Santana?” Rachel perguntou, já que não era comum Santana Lopez procurar por eles, na verdade, isso nunca havia acontecido antes.

“Brittany não veio para a aula hoje?” Santana perguntou.

“Não, nem hoje nem ontem, eu liguei para ela e a Sra. Pierce me disse que ela não está muito bem.” Rachel respondeu.

“Estranho, Brittany nunca ficou doente antes.” Mike comentou, e fez Santana refletir por alguns segundos. Ele estava certo, e ela mal podia acreditar em tamanha desatenção de sua parte. Brittany era sua vizinha a treze anos e ela nunca havia percebido isso. “Brittany fez alguma coisa?”

“Não, não, eu só queria agradecer, porque senão fosse por ela eu nem sei o que poderia ter me acontecido.” Santana falou um pouco mais baixo e chateada.

“Então... Os boatos são verdadeiros...” Rachel falou ainda mais baixinho.

“Sim, e eu fiquei ainda mais surpresa sobre a Sra. Israel.” Santana respondeu, e lembrou-se de que a mão de Jacob foi encontrada morta em sua casa em condições muito similares a que ela se encontrava na casa na árvore. “Brittany falou para Amanda sobre a casa na árvore, então ela pode me salvar.”

“A casa na árvore, claro.” Mike comentou. “Nós sabíamos que lá era o refúgio do Jake.”

“Eu sinto muito que você tenha passado por isso, isso é muito triste.” Rachel falou, solidária com a outra adolescente.

“Eu estou bem agora.” Santana lhe assegurou. “Mas eu não consigo mais fechar os olhos para certas coisas.”

“Que coisas?” Rachel perguntou.

“Para essas coisas que acontecem aqui em Smallville, e eu preciso de sua ajuda, Rachel.” Santana falou e abriu um sorriso.

“Minha ajuda?” A adolescente estava completamente surpresa ao ouvir isso

“Sim, eu sei que você é uma jornalista brilhante, e que sabe muito desse assunto, sobre as esquisitices dessa cidade, mas é obrigada pelo diretor a ficar fazendo reportagens sobre os atletas, porque é isso que os alunos dessa escola querem ouvir.” Rachel ficou surpresa, porque o que Santana acabara de dizer, fora exatamente uma das coisas que ela disse em discussão com o diretor sobre o jornal.

“C-como você sabe disso?” Rachel perguntou, e Santana sorriu.

“O diretor falou isso para a treinadora Sylvester, e eu acho que você está certa, falar sobre os atletas é pura alienação.” A latina respondeu, e os outros dois adolescentes sorriram.

“Rachel provavelmente já estava pensando que você é uma mutante que lê pensamentos.” Mike ironizou.

“Não teve graça, Mike.” Rachel se defendeu, em tom de brincadeira.

“Tudo bem.” Santana garantiu. “Então Rachel, eu queria saber se há um lugar para mim no Smallville Torch.”

“Sim, temos sim um lugar para você no nosso jornal, vai ser uma honra termos uma líder na nossa equipe.” Rachel lhe assegurou. “Você sabe que nós não somos muito populares, mas eu não ligo, porém, a imagem é importante, como futura editora-chefe do Planeta Diário eu estaria mentindo para você se dissesse que não.”Rachel respondeu.

“Você tem ambições, isso é legal.” Santana comentou, sentindo uma pontinha de orgulho, sem nem saber porquê.

“E você não tem?” Rachel lhe perguntou, e na verdade ela não tinha pensando nisso, não que ela não tivesse pensado, ela não tinha idéia do que fazer para o seu futuro.

“Não é que eu não tenha, mas é que eu ainda não sei o que seguir, eu só não quero ficar presa nessa cidadela de esquisitices ou em um uniforme de líder.” Ela respondeu. Ela queria ser vista muito mais do que uma líder de torcida, que podia dançar e fazer acrobacias, ela sabia que tinha potencial para muito mais que aquilo. “Talvez o Smallville Torch me ajude a encontrar a melhor opção para o meu futuro.”

“Eu espero que sim.” Rachel disse e colocou a mão no ombro de Santana.

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Assim que pisou na escola no dia seguinte, Rachel foi recebida por Rachel e Mike, ambos sorridentes.

“E aí heroína?” Mike a cumprimentou, fazendo-a assustar.

“Do que você me chamou?” Ela perguntou, os olhos arregalados e o coração disparado.

“Santana Lopez nos contou sobre como você ajudou a salvá-la.” Rachel explicou, e um sorriso nasceu no rosto de Brittany, após três longos dias. Então Santana sabia?

“Ela...Ela contou isso para vocês?” Aquilo era tão legal, que Brittany mal podia acreditar.

“É, você falta dois dias e as coisas mudam para valer aqui nessa escola.” Mike brincou. “Porque a Santana está mais próxima do que nunca.”

“Como assim?” Brittany nunca sabia se Mike estava falando sério ou tirando sarro dela.

“Santana pediu para entrar no Smallville Torch.” Rachel falou com grande animação, e Brittany achou que tivesse entendido errado. Santana no jornal da escola?

“Eu sei que você deve estar pensando que a Rachel descobriu algum podre dela, e fez chantagem, mas como eu estava de testemunha dessa cena épica, eu garanto, foi Santana quem pediu para entrar.” Mike falou, e Brittany riu.

“Então Brittany, ainda tem mais um lugar sobrando no nosso jornal, se você quiser...” Rachel ofereceu com uma piscada sugestiva. Apesar de tudo, ela não se sentia bem usando os sentimentos de sua amiga para fazer entrá-la em seu clubinho jornalístico, mas se Brittany gostava de Santana, e Santana estava no jornal, por que não unir o útil ao agradável?

“Eu vou pensar sobre isso.” Brittany garantiu, e dessa vez ela ia mesmo, diferentemente das outras vezes em que Rachel lhe pediu, ela disse que ia fazer o mesmo, mas sempre pulava fora. Brittany mesma reconhecia que era preguiçosa em suas atividades extracurriculares.

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Na hora do almoço, Brittany guardou seus livros e cadernos no armário, e quando caminhava até a cantina, encontrou Amanda Fordman, que pareceu desconfortável ao lhe ver, mas mesmo assim, caminhou em sua direção.

“Pierce, eu posso falar com você?” Ela perguntou timidamente, e Brittany parou onde estava.

“Claro, eu só não posso demorar, porque os meus amigos estão esperando.” Brittany respondeu com certa frieza. Ela sabia que Amanda estava arrependida, mas ela não era idiota, e não iria tratá-la bem só por causa disso.

“Tudo bem, eu também vou encontrar minhas amigas...” Amanda comentou. O tom de sua voz estava tapo diferente das outras vezes em que falara com Brittany. A ruiva colocou as mãos no bolso. “Me desculpa, eu... Eu te julguei mal, agora eu sei o quão grande foi o meu erro, você é uma ótima garota, me desculpe mesmo.”

“Águas passadas.”Brittany respondeu séria.

“Eu me sinto muito envergonhada, eu sei que se não fosse por você, Santana poderia estar morta agora.”

“Eu sei, foi por isso que eu te disse sobre a casa na árvore, por ela.” Brittany deixou isso bem claro, e é claro que Amanda se surpreendeu não somente com a escolha das palavras, mas também com o tom ríspido da loira. “Eu tenho que ir agora.”

Brittany saiu e deixou para trás uma Amanda ainda mais desconfiada, e certa de que mesmo que não fosse ela quem estava mandando presentes e cartinhas para Santana, isso não impedia daquela garota estar apaixonada por sua namorada.

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Sebastian entrou na sala do Dr. Schuester, que o aguardava ansiosamente para mostrar as preciosidades de Smallville, como ele costumava chamar.

“Bom dia William.” O rapaz o cumprimentou.

“Bom dia Sebastian.” Ele respondeu. “As pedras já estão em seus lugares.”

Os dois homens adentraram o recinto, onde havia uma mesa e em cima dela várias pedras de cores diferentes.

“Sebastian, eu lhe apresento as kryptonitas.” O homem falou orgulhoso, e pegou a verde na mão. “A verde é a mais comum, encontrada muito facilmente no solo de Smallville, além da grande quantidade de criptônio é composta também de sódio, lítio,boro, silício, hidrogênio, oxigênio e flúor.” Ele colocou a kryptonita verde na mesa, e pegou a vermelha. “Essa aqui, a kryptonita vermelha surgiu quando um dos meteoros passou por uma nuvem de gás tóxico, e causou uma mutação na rocha, tornando-a assim.” Sebastian pegou um outro pedaço de kryptonita vermelha da mesa, e por último, William pegou a pedra mais escura. “Essa é a kryptonita preta, ela foi criada por mim e pela minha equipe da Smythe Corporation, nos superaquecemos uma kryptonita verde e com isso criamos uma nova variedade.”

“Uau, impressionado, e as outras duas são capazes de fazer tanto estrago quanto a verde?” Sebastian perguntou.

“Até o momento as outras duas pedras nunca fizeram nada de mal aos humanos.” William respondeu.

“Ótimo, então eu quero que você me faça um anel com essa aqui.” Ele mostrou a kryptonita vermelha. “Você pode fazer isso por mim?”

“Claro que eu posso, é pra você o anel?” William perguntou.

“Não, para uma amiga.” Sebastian respondeu com um sorriso estranho. “Ela me salvou, acho que eu tenho a obrigação de retribuir o favor.”

“Logo terá seus anel em mãos.” William garantiu.

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Próximo capítulo: (Des) Encontros.

O que acontece quando Sebastian descobre sobre os sentimentos de Brittany por Santana?

Mais: Mike, Rachel e Brittany todos vão à festa dada pelo jovem milionário com um encontro, mas será que vai dar tudo certo?

Notas finais
*A composição da kryptonita dita na fic, na verdade é a composição da jadarita(menos o fluor) também conhecida como a kryptonita da Terra.
*Espero que tenham gostado do capítulo, mas mesmo se não gostarem, deixem reviews, por favor?
*Até a próxima.