Não É Fácil
16 Cenários
Notas iniciais
*Obrigada tbm a nova leitora, que deixou vários reviews nos capítulos iniciais da fic ;) Espero que continue acompanhando.
*Como é de praxe, boa leitura ;)
No dia seguinte, assim que se levantou, Brittany subiu para o seu quarto, com a intenção de acordar os seus primos, mas assim que chegou lá, os encontrou de pé, e bem dispostos.
“Ei Kara.” O rapaz a cumprimentou sorrindo, assim que a viu, e até mesmo Hercules, ou melhor, Krypto, veio lhe receber, pulando em seu colo.
“Então, vocês tiveram uma boa noite?” Ela perguntou.
“Foi realmente muito boa, muito obrigado.” Ele respondeu.
“E a sua noite, como ela foi?” Kim entrou na conversa, com o seu tom sério.
“Foi normal, eu estava em minha casa.” Ela respondeu e sorriu, mas obteve um bufo em resposta, fazendo a expressão séria voltar ao seu rosto.
“Eu acho que você entendeu a minha pergunta.” Kim disse em um tom ríspido. “Eu quero saber se você pensou no que te falamos ontem, sobre o nosso planeta, nosso povo, nossa família, você pensou, Kara?”
“Eu pensei, é claro.” E ela não estava mentindo, Brittany havia pensado muito nas coisas que seus primos lhe disseram, principalmente em seus pais, e na forma como eles haviam morrido, mas não sem antes de encontrar uma forma para salvá-la. “Eu realmente fico honrada que venho de um lugar tão evoluído como Krypton, e grata por saber de saber que meus pais me amaram até o último minuto e que só me mandaram para a Terra para me salvar, e não me abandonaram aqui como eu achava antes.”
“Eles nunca fariam isso.” Kim disse em um tom irônico, como se não pudesse acreditar que sua prima havia acreditado em tamanha bobagem.
“Agora eu sei, mas como eu poderia saber antes? Eu não fazia nenhuma idéia de quem eu era.” Brittany se defendeu.
“Mas agora que você sabe, tem que tomar uma decisão.” Kim falou firme e séria. “Ou segue o seu destino de kryptoniana, que era o que os seus pais iriam querer, ou continua aqui com essa vidinha de mentira que você tem.”
“Eu preciso de tempo, Kim.” Brittany disse respondeu. “E vocês dois precisam de uma identidade terráquea.”
“Identidade terráquea? Não, nós não precisamos disso.” Kim respondeu.
“Claro que vocês precisam, se vocês forem viver comigo por um tempo, as pessoas vão ver vocês, e ninguém nesse planeta se chamaria Kon-El ou Kim Zor-El.”
“Eu acho que a Kara tem razão, Kim.” Kon disse para a irmã. “Você tem alguma idéia de como podemos nos chamar?”
“Ainda não, mas eu tenho certeza que vou encontrar nomes bem legais para vocês.” Ela disse sorrindo. “Meus amigos vem aqui com freqüência, e eu acho que vai ser bem legal vocês conhecê-los.”
“Tenho certeza que não vai ser.” Kim a cortou, e fez o sorriso da garota mais uma desaparecer, e Kon lhe lançar um olhar incrédulo. “Por favor, tente mantê-los o mais longe possível de nós, porque já vai ser horrível ter que agüentar esses seus pais.”
“Kim, você está exagerando.” Kon interveio, vendo a expressão no rosto de Brittany, que se manteve calada.
“Eu realmente estou contente por você estar aqui, Kon, porque está me provando que nem todos os kryptonianos são idiotas e arrogantes.” Brittany disse, olhando fixamente para Kim, que fechou ainda mais a cara. “Bom, eu vou descer e tomar meu café-da-manhã, se vocês quiserem, os meus pais, que não são egoístas nem arrogantes, não vão negar nada.” Brittany disse e caminhou até a porta, deixando o local, visivelmente chateada.
“Kim, por que você está agindo assim com a Kara? Não acha que não precisa ser tão dura, ela está confusa.” Kon argumentou.
“E você acha que se Brainiac a encontrar ele vai agir como? Ele vai sentir pena porque ela está confusa? Não! Ele vai matá-la, e com o que ela sabe daqui desse planeta, nem vai ter tempo de piscar antes disso acontecer.” Kim argumentou. “Você entende? Ela é uma boa garota e bem criada? Sim, claro que é, mas ela precisa crescer, porque ela está aqui, e não faz idéia do que tem lá fora, e do que pode acontecer à ela se eles chegarem aqui.” Kim sentou-se na cama. “Você sabe que um dos portais da Zona Fantasma está em posse de Brainiac, e que ele pode muito bem encontrar um jeito de libertar os prisioneiros de lá, e sabe o que é pior? Se ele libertar Zod e Faora não há dúvidas de que eles irão até os confins do Universo para encontrar a filha de Jor-El e vingar-se dela.”
Do outro lado da porta, Brittany ouvia toda a conversa de seus primos, e engoliu seco só de imaginar uma invasão alienígena na Terra, como eles temiam acontecer.
Aquilo seria um verdadeiro cenário de apocalipse.
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“Quer dizer então que seus parentes de outro planeta vieram te fazer uma visitinha?” Mike perguntou, de olhos arregalados, e com um frio enorme na barriga. Brittany ele conhecia desde pequeno, então era parecia mais fácil lidar com a idéia dela ser de outro planeta, porque ele a conhecia bem, mas quanto aos ‘primos’, ele já não tinha tanta segurança.
“Sim, e eu estou sentindo que isso vai ser uma coisa que eu não vou gostar.” Brittany respondeu. “Eu gosto de ser Brittany Pierce, eu gosto da minha vida aqui na Terra, eu não quero me tornar uma guerreira intergaláctica que sai pelo Universo em busca de uma cidade engarrafada.” A imagem de uma cidade engarrafada ainda não entrava em sua cabeça, e muito menos Brittany como guerreira, porque ele estava imaginando sua amiga com uma roupa branca bem maior que ela, um sabre de luz nas mãos, enfrentando alguma criatura monstruosa de duas cabeças e seis braços.
“Eu acho que é informação demais para a minha cabeça, Britt.” Mike disse, fechando o seu armário. “Isso é muito louco, é quase como se eu tivesse participando de um filme de ficção científica.”
“Imagina para mim, como está sendo.” Brittany suspirou.
“Bom, me conta um pouco sobre o seu planeta.” Mike lhe pediu.
“Ele se chamava Krypton, e ficava na Galáxia de Negus, era a órbita de uma gigante vermelha chamada Rao, e tinha três luas, além da maior parte de sua superfície ser coberta de gelo, e as pessoas viviam em casas de cristais.” Brittany explicou.
“E como seria uma casa de cristal?” O garoto perguntou.
“Eu não faço idéia.” Brittany deu os ombros. “Só sei que esse lugar era bem diferente da Terra.”
“Olha Britt, não importa o que aconteça, eu sempre vou ser seu amigo.” Mike disse e colocou a mão no ombro de sua melhor amiga.
“Obrigada, Mike.” Brittany respondeu e sorriu de volta para o amigo, quando o som de sirenes chamou a atenção dos dois. E com certeza era mais de um carro, e todos iam em alta velocidade. “O que será que aconteceu?”
“Não faço idéia, mas não vai demorar muito para Rachel nos informar sobre isso.” O rapaz respondeu, e o sinal da primeira aula tocou, e os dois amigos seguiram para rumos opostos.
Brittany tinha aula de química, junto de Santana, e assim que ela entrou, seus olhos automaticamente começaram a buscar pela morena ao redor, e ela sentiu uma tristeza e também preocupação ao não encontrar a sua vizinha ali. Ela sabia que Santana também estava passando por uma barra, e ela gostaria de falar sobre o beijo na torre da noite anterior, porque na madrugada, a chegada de seus primos não foi a única coisa que tirou o seu sono.
Ela seguiu até a sua carteira, onde seu parceiro Norton Williams já a esperava.
“Oi Brittany.” Ele a cumprimentou.
“Oi Norton.” Ela respondeu, sentando-se em seu lugar, e mantendo os seus olhos fixos na porta, na esperança de que Santana entrasse ali, mas logo que o professor, o Sr. Rulles chegou no local, ele fechou a porta.
Julianne Rodgers, a parceira de Santana, que havia reclamado incessantemente quando o professor as colocou como parceiras era a única sozinha na sala.
O professor pediu para os alunos, abrirem o livro em uma determinada página, e começou explicando sobre misturas homogêneas, e após alguns minutos, Santana chegou na sala.
“Sr. Rulles, me desculpa, aconteceu uma emergência, eu posso entrar agora?” Ela perguntou, e apesar da expressão antipática, o homem deu permissão a aluna para entrar em sua aula.
Brittany ficou apreensiva, porque Santana parecia apreensiva também, e apenas lançou um olhar rápido à loira, enquanto fazia seu caminho para a mesa onde sentava, que ficava na outra fileira e algumas carteiras atrás de Brittany, que a acompanhou com o olhar, e não deixou de olhá-la nem mesmo quando a morena começou a tirar o material de sua bolsa.
“Srta. Pierce.” A voz firme do professor fez a garota voltar a olhar para frente. “A senhorita poderia elaborar a minha última afirmação para a classe ouvir?”
“Sr. Rulles, eu... Bom... É...” Ela começou, mas não fazia a menor idéia sobre o que o professor acabara de falar.
“A senhorita não pode, não é? Mas poderia se tivesse prestando a atenção em mim, e não na Srta. Lopez.” As palavras do professor, fez uma onda de risinhos abafados ecoarem pela sala, e Brittany sentiu suas bochechas arderem. Brittany naquele momento estava em dúvida se antes os seus olhares para Santana eram mais discretos, ou se os professores estavam pegando mais no seu pé, por saberem que ela tinha sentimentos pela morena.
Quando o professor voltou a explicar, ela resolveu arriscar, e deu mais uma olhada para Santana, que sorriu de volta, mas o sorriso não escondia que algo errado havia acontecido, e Brittany estava extremamente ansiosa para saber do que se tratava, e por esse motivo, os ponteiros do relógio pareciam andar dez vezes mais lentos que o habitual.
Finalmente após uma longa espera, que parecia não ter fim, o sinal bateu, e Brittany caminhou até Santana, que continuava com sua expressão séria.
“Ei Santana.” Brittany chamou a garota, que prontamente virou-se para encará-la, assim que saíram da sala.
“Oi Brittany.” Ela respondeu, e sorriu verdadeiramente pela primeira vez no dia.
“Você está linda hoje, mas parece um pouco preocupada, ainda é por causa daquele lance com a sua avó?” Brittany perguntou, enquanto ela e Santana seguiram até os armários,
“Não só por isso.” Santana começou. “Na verdade, eu acordei com uma mensagem da Helen, me avisando que Sandman atacou outra vez.” Brittany sentiu um frio na espinha ao ouvir isso.
“Quem?”
“Joe Haart, um ex-estudante daqui do Smallville High.” Santana respondeu. “Pelo visto ele nunca tinha feito mal a ninguém, ao contrário de Tina Cohen-Chang.”
“Esse Sandman é um assassino, e não um herói.” Brittany murmurou, já sabendo que esse era o motivo do barulho das sirenes ouvidas há uma hora atrás. “Onde aconteceu?”
“Na fazenda de Jordan Harrison.” Santana respondeu. “Ele encontrou o rapaz lá pela manhã. Ele estava enforcado.” Brittany engoliu seco. Era uma cena horripilante.
“Isso é horrível.” Brittany disse. “As coisas não precisam ser resolvidas dessa maneira.”
“Eu sei, mas quem poderá ir contra ele? Aparentemente ele é a criatura mais poderosa que todos nós já vimos.” Santana disse, e parou em frente ao seu armário, abrindo-o. “Mas a propósito, antes de irmos para a próxima aula, eu tenho que te dizer que não consegui parar de pensar em você a noite toda.”
As palavras de Santana pegaram Brittany de surpresa, e ela não pôde deixar de abrir um sorriso abobado.
“Bom, eu... Na verdade eu também pensei em você a noite toda.” Brittany respondeu, sentindo suas bochechas arderem, no momento que o sinal da segunda aula tocou.
“Bom, eu tenho que ir agora, te vejo no intervalo?” Santana perguntou.
“Claro.” Brittany respondeu, e antes de seguir para a sua aula, Santana colocou a mão em seu ombro, e lhe deu um beijo no rosto, deixando as pernas da loira moles.
“Até mais.” Santana disse baixo, e Brittany respondeu com as mesmas palavras, no mesmo tom, o que provocou alguma euforia em alguns garotos do primeiro ano, que começaram a rir e a ‘encorajar’ as duas garotas por um beijo, mas a única coisa que eles receberam em resposta foi um dedo meio de Santana. “Não ligue para esses moleques idiotas.” Santana advertiu Brittany, pois sabia como alguns garotos eram, mesmo que seu namoro fosse diferente, pela posição que a sua ex-namorada ocupava.
“Não se preocupe, eu não ligo.” Brittany respondeu, e assim como Santana seguiu para a sua próxima aula.
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Helen Bryce desceu do carro, e adentrou a mansão Smithe, atendendo a um pedido de Sebastian, que a aguardava na sala da lareira, e não estava sozinho.
“Bom dia, Srta. Bryce.” O jovem a cumprimentou, logo que ela entrou no local. “Servida?” O jovem milionário perguntou, levantando a taça de uísque que estava em mãos.
“Obrigada Sebastian, mas acho que é um pouco cedo para bebidas.” Ela respondeu.
“Como queira, fique a vontade, sente-se Helen, pois temos muito o que conversar hoje.” Ele disse, e a jovem jornalista sentou-se em uma das poltronas. “Já fez o seu trabalho sobre a cobertura da morte de Joe Haart?”
“Já estamos trabalhando nisso, e deixarei Rachel Berry dar o toque final à matéria, aposto que ela vai se sentir lisonjeada.” A mulher respondeu, e Sebastian abriu um sorriso sacana.
“Olha só, Helen, não imaginei que você se sairia tão bem manipulando as adolescentes.” Ele ironizou.
“Bem, a garota tem talento e isso ajuda.” Helen respondeu.
“Bom, mas isso não importa, o que importa é que meu amigo Sandman e eu já temos um belo plano para conseguir pegarmos Brittany Pierce.” A expressão no rosto de Sebastian foi quase maníaca. “Gosta de filmes clássicos, Helen? Aqueles em que temos heróis, mocinhas e grandes vilões?”
“Acho que todo mundo gosta.” Ela respondeu.
“Bom, então prepare-se para estrelar um.” Ele falou com um tom de voz sombrio e cheio de maldade.
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Ao final da aula, Brittany foi para o Smallville Torch, que agora estava sem Santana e Rachel, e dependia dela e Amanda para continuar funcionando, e visto como a ex-capitã do time de futebol mal falava com ela, as coisas não eram nem um pouco agradáveis, e os minutos se arrastavam para passar.
Brittany entrou no jornal, e sentou-se na frente do notebook, começando a escrever uma matéria da morte de Joe Haart, quando ela ouviu a porta se abrir, e por ela entrar Amanda, com o rosto roxo pelo slushie de uva.
“Eu vou passar no banheiro cinco minutos, só vim aqui para você não pensar que foi abandonada e deixar as minhas coisas, porque eu sei que você não vai mexer nelas.” A ruiva disse, e colocou a sua mochila perto de Brittany, antes de sair da sala, e no momento que ela fez contato com a superfície da mesa, um papel caiu no chão, no qual Brittany pegou, e se surpreendeu ao ver do que se tratava.
Era o papel em que Amanda havia feito a sua inscrição para ingressar ao exército, e o que mais lhe chamou atenção foi que eles seriam treinados pelo capitão Richard Lawrence Berry.
Brittany ficou lendo o papel, e acabou se esquecendo que o banheiro não ficava tão longe.
“Ei Pierce, o que está fazendo?” Amanda perguntou, visivelmente irritada ao voltar para a sala e ver Brittany com algo seu em mãos.
“Amanda, eu...” A loira tentou se explicar, mas não teve tempo, antes da outra entrar na sala e tomar com agressividade o papel de sua mão.
“Cuide de sua vida, Pierce!” Ela esbravejou e guardou o papel em sua mochila.
“Desculpe Amanda, eu só recolhi o papel que caiu no chão quando você colocou a bolsa aí.” Brittany respondeu.
“Certo, mas isso não te obrigou a ler o meu papel.” A ruiva a repreendeu.
“Desculpa, mas eu me surpreendi com o que vi.” Brittany falou com sinceridade.
“Por quê? Você nem me conhece, eu sou muito mais que aquela jogadora de futebol que infernizava a sua vida meses atrás.” Amanda disse, e engoliu seco. “Ou pelo menos quero acreditar que sou.”
“Eu acho que existe outra maneiras de você demonstrar isso.” Brittany argumentou, meio receosa, mas recebeu em resposta um sorriso de Amanda, que puxou uma cadeira e sentou-se ao seu lado.
“Por que você se importa? Na verdade, você deveria odiar a garota que te humilhou, te fez de Espantalho, e transei com a garota que você sempre gostou, e para mim, isso seria muito mais do que motivos suficientes para odiar uma pessoa.” Amanda argumentou, quase incrédula.
“Eu sou diferente de você.” Brittany respondeu.
“Sim, você é, e apesar de eu te achar meio babaca, eu acho que seríamos boas amigas se tivéssemos nos conhecido antes de Santana.” Amanda disse.
“Ou nos tornado inimigas por causa dela, porque você sabe, só se pode ser inimigo de quem se foi amigo um dia.” Brittany respondeu.
“Eu acho que você tem razão.” Amanda disse. “Acho melhor começarmos a escrever esse artigo.”
“Eu também acho.” Brittany concordou.
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“Desculpa garotas, mas, nós não podemos fazer isso.” O diretor Figgins disse, enquanto olhava para um exemplar com a manchete: “Sandman faz mais uma vítima.”
“Por que não? Não é uma notícia inventada.” Amanda foi a primeira a dizer.
“Eu não disse que vocês estão mentindo, Srta. Fordman, mas que isso não é o tipo de notícia que deve estar em um jornal acadêmico.” O homem respondeu. “Sinto muito, mas eu acho que vocês deveriam falar sobre o campeonato de cheerleading que é daqui a duas semanas.” O homem sugeriu. “Isso é o tipo de coisa que interessa ao corpo estudantil.”
“Eu acho que o que está acontecendo lá fora é muito mais importante do que um evento esportivo, porque diretor, na verdade, quem não pertence ao grupo dos atletas odeia eles, e não perderiam a chance de mostrar o quanto os desprezam se tivessem chance.” Amanda argumentou, e ela certamente dizia aquilo por viver aquela situação na própria pele.
“Sinto muito, Srta. Fordman, mas é o que temos em Smallville High.” Ele disse e deu os ombros. “Essa é a minha palavra final.” E sem nenhum aviso, ele saiu, deixando as duas garotas para trás.
“Rachel estava certa quando falava sobre ele.” Brittany murmurou.
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Após um longo dia de jornada acelerada na edição do Diário de Smallville, Rachel e Santana seguiram para o Talon, tomar um cappuccino e tentar relaxar após um dia tão longo e exaustivo.
“Nada melhor que um cappuccino.” Rachel falou, logo após saborear um longo gole da bebida. “Que dia, hein? Que dia.”
“Estou começando a ficar com medo.” Santana falou baixo, olhando para o copo em suas mãos.
“É, pelo visto as coisas estão mudando aqui em Smallville, e logo iremos viver sob o domínio de um justiceiro.” Rachel disse.
“Você acha que as autoridades não vão fazer nada a respeito?” Rachel mordeu o lábio inferior.
“Santana, isso é segredo, mas, eu vou contar porque eu sei que posso confiar.” A jovem jornalista disse, e inclinou sua cabeça, para aproximar-se de Santana, que repetiu o gesto. “O governo já está tomando providências, tanto que o meu tio vai vir para cá daqui algumas semanas.” Santana sentiu um nó na garganta ao ouvir Rachel mencionar a palavra ‘tio’. “Você está bem, Santana?”
“O quê? É, eu... Eu estou.” Santana respondeu.
“Você ficou estranha de repente, o que aconteceu?” Rachel perguntou, preocupada.
“Nada, é impressão sua.” Santana mentiu, mas não convenceu a perspicaz Rachel.
“Santana, eu sei que você não está sendo sincera.” Rachel disse, chateada. “Confie em mim, e me diga o que está acontecendo.”
“Não é nada importante, só uma bobagem de minha parte...” Santana começou, mas o olhar de Rachel continuava como o de uma pessoa que não havia se convencido. “Está bem, eu... Rachel, é uma longa história, e bastante séria também, e eu só vou te contar se você prometer absoluto segredo.”
“Mas é claro que você pode confiar em mim, eu sou jornalista, mas sei guardar segredos.” Rachel respondeu, e então Santana suspirou.
“Eu acho que o seu tio Richard é ... Eu acho que ele pode ser meu pai biológico.” O rosto de Rachel ficou imóvel por alguns segundos, enquanto ela assimilava o que acabara de ouvir.
“Como?” A morena questionou.
“Ele foi o namorado da minha mãe por muito tempo, desde os tempos de colégio e anos depois.” Santana começou. “Eu vi uma foto no jornal, onde ele e minha mãe ainda estavam juntos poucos meses antes de eu nascer.” Santana explicou. “Eu não sei se ele faz idéia disso, ou se ele quer saber de mim, mas... Eu estou confusa, Rachel, eu cresci acreditando que o meu pai estava morto.”
“E você quer saber dele?” Rachel perguntou de supetão, surpreendendo a Santana.
“O quê?”
“Bom, você quer criar um laço com ele? Quer dizer, se ele for mesmo o seu pai biológico, porque você sabe, mesmo ele sendo namorado da sua mãe, não quer dizer que ela não podia ter engravidado de outro... Santana, eu não quero ofender, eu só estou tentando olhar pelo lado racional da situação.” Rachel se defendeu após receber um olhar pouco amigável da outra adolescente, que sabia que a jovem jornalista estava certa, porque ela mal conheceu sua mãe, tudo o que ela ouvia eram as histórias contadas pelos seus avós, e como não podia ser diferente, na maior parte das vezes, uma idealização do que eles queriam que Laura tivesse sido em vida.
“Eu sei, Rachel, eu entendo a sua pergunta, mas eu tenho medo de revirar esse passado e reabrir feridas cicatrizadas e esquecidas há tanto tempo, porque eu sei que trazer isso a tona vai machucar muita gente, inclusive eu.” Santana respondeu.
“Bom, é a sua vida, e está tudo nas suas mãos, você pode escolher entre a mentira confortável e a verdade não tão bonita assim.” Rachel disse, e tomou mais um gole de cappuccino, antes de abrir um sorriso. “ E se isso for verdade, seja bem-vinda à família Berry, prima.”
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Pouco antes do anoitecer Brittany chegou em casa, e foi para o seu quarto, onde encontrou seus primos.
“Kara, que bom que você voltou.” Kon disse com um enorme sorriso no rosto, assim que a adolescente entrou no quarto. “Nós sentimos sua falta.”
“O que você fica fazendo esse tempo todo?” A garota a questionou.
“Eu estava na escola, um lugar onde a gente vai para aprender as coisas.” Brittany explicou. “Não existiam escolas em Krypton?”
“Não, nós aprendíamos tudo o que precisávamos saber em casa, com os mestres de nossa própria família.” Kon respondeu. “A única coisa que aprendíamos fora era a arte do Horu-Kanu.”
“O que é isso?” Brittany o questionou.
“A arte marcial de Krypton.” Ele respondeu.
“Em Krypton todos aprendiam a se defender, afinal ninguém queria viver mais uma década como aconteceu com os Vrangs.” Kim adentrou na conversa.
“Os Vrangs são uma raça de guerreiros e dominadores do universo de sobrancelhas longas e curvadas e orelhas pontudas, que invadiram Krypton e escravizaram nosso povo por dez anos, até que o guerreiro Val-Or sacrificou sua própria vida para livrar o povo kryptoniano da escravidão.” Kon explicou.
“ E ele era inspirado sabe em quem, Kara?” Kim a questionou. “Em Sul-El, o nosso mais importante ancestral, aquele que criou a insígnia do brasão de nossa família, o maior defensor da paz de toda a história de Krypton.”
“Então quer dizer que aquele ‘S’ no pentágono é de Sul-El?” Brittany perguntou.
“Sim, Sul-El foi o primeiro grande herói de Krypton.” Kon lhe respondeu.
“Isso é bem legal, eu sinto orgulho em fazer parte dessa família.” Brittany disse, com um sorriso simpático no rosto, mas recebeu de Kim um olhar reprovador.
“Não é você que tem que ter orgulho deles, mas sim tem que tomar atitudes que faça eles terem orgulho de você, ou você quer ser apenas uma adolescente levando uma vida terráquea, enquanto os seus antepassados fizeram coisas grandiosas?”
“Olha eu quero muito fazer a coisa certa, e você não sabe o quanto é difícil para mim.” Brittany se defendeu. “Eu preciso de sua ajuda, Kim, eu preciso de você e Kon ao meu lado, e não me julgando o tempo todo e me pressionando a fazer algo que ainda não estou pronta.” Brittany disse. “Eu ouvi você dizendo que o tal Brainiac me mataria se me encontrasse antes que eu pudesse piscar, então, se é assim, me ajuda a fazer a coisa certa, porque eu não sei como é ser kryptoniana, eu nasci lá, mas eu cresci na Terra, e sei viver como humanos.”
“Claro que nós vamos te ajudar, Kara, nós vamos te treinar, e começa amanhã.” Kim disse e deu tapinhas amigáveis nas costas de Brittany, que sabia que não teria vida fácil.
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No outro dia, Brittany guardava o seu material no armário, já imaginando a que tipo de treinamento seria submetida após a aula.
“Brittany, eu estava procurando por você.” A loira surpreendeu-se ao ver que se tratava de Santana, que apareceu ao seu lado.
“Oi Santana, é bom ver você.” Ela respondeu com o seu típico sorriso tímido, até se esquecendo de seu treinamento.
“Então, eu queria saber se você tem algum plano para o final de semana?” Santana parecia um pouco nervosa.
“Não na verdade, meus finais de semana tem sido muito parados desde que Alicia... Enfim, eu não tenho nenhum plano nenhum para o final de semana.” Brittany respondeu.
“Ótimo!” Santana deixou escapulir aquilo com muito mais entusiasmo do que queria demonstrar, o que acabou fazendo as bochechas de Brittany corarem. “Então, talvez você queira ir ao cinema comigo no sábado?”
“Sim, eu adoraria.” Brittany respondeu com o entusiasmo anterior de Santana, que abriu um sorriso grande.
“Eu também.” Santana estava visivelmente empolgada, e aquilo só fazia o coração de Brittany bater duas vezes mais rápido, tamanha a felicidade que sentia, quando o sinal bateu. “Bom, te vejo mais tarde, Britt.” Ela se despediu com o já tornando-se rotineiro beijo na bochecha da outra adolescente, que ficou parada olhando e suspirando enquanto a morena seguia pelo corredor rumo a sua sala.
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Após a aula, Santana seguiu para os treinos, cada vez mais intensos e puxados das Cheerios, que estava a duas semanas da disputa da final do campeonato regional.
A garota, assim como as suas colegas de time, trocaram-se no vestiário e foram para o campo, onde a treinadora Sylvester já as esperava com o megafone em mãos, mas para a surpresa de todas, ela não gritou, nem manteve a sua típica expressão carrancuda, ao contrário disso, ela sorria, como se tivesse um grande trunfo na manga.
“Bom meninas, como vocês já sabem, estamos a duas semanas da disputa do campeonato regional, e como vocês também já sabem, não teremos vida fácil, mas eu tenho uma surpresa para vocês.” Sue disse, e olhou para trás. “Venha, minha querida.”
As garotas estranharam aquela ação de sua treinadora, mas no momento em que a figura loira, de cabelos soltos e com um andar gracioso apareceu diante delas ficou tudo explicado.
Algumas meninas do time comemoraram, outras abriram um sorrisinho amarelo, e a maioria delas voltou seus olhos para Santana, que olhava incrédula para Alicia Baker, que tinha um sorriso desafiador nos lábios.
“Estou de volta, vadias.” Ela disse olhando para todas as garotas, parafraseando uma das personagens de sua série favorita, Pretty Little Liars. “E eu vou tomar tudo o que é meu de volta.” Ela olhou fixamente para Santana, e deu uma piscadela para a morena.
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Próximo capítulo: Underdogs.
Brittany sofre para se enquadrar aos padrões kryptonianos buscados por Kim. Santana sofre para enquadrar aos padrões de perfeição buscados por Alicia, e ambas acabam tendo de ouvir insultos por essa razão.
Brittany pede desculpa para Alicia, e tem uma resposta inesperada.
Kim e Kon tem seu primeiro contato com os amigos de Brittany.
Brittany e Santana vão ao seu primeiro encontro oficial.
Notas finais
*Deixem reviews, por favor.
*Obrigada por lerem e atá a próxima
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