Não É Apenas Mais Uma Leitura

1 Não é apenas mais uma leitura


Notas iniciais
Oiee, gente..
Bom, esse é um conto que escrevi já faz um tempo. Foi inspirado em um dos meus contos preferidos de Julio Cortázar.
Espero que gostem e comentem o/

Havia começado a ler o romance há alguns meses. Parou por motivo de tempo, voltou a abri-lo quando estava na praia; passaria ali todo o final de semana. Agradava-lhe a ideia de ler um romance clássico em um entardecer na praia, ao som das ondas. Sentada em uma cadeira, o vento soprava leve em seus cabelos, os barulhos característicos do mar, o sol pintando de dourado a areia aos seus pés. Vagarosamente releu os capítulos anteriores, antes de começar os ainda desconhecidos para ela. Facilmente, em seu entusiasmo, os lugares, as cores, as sensações, as falas dos personagens, os sentimentos do principal iam se formando. Com todo deleite de quem degusta sua comida favorita, palavra por palavra ia se familiarizando cada vez mais com as cenas e com os costumes de uma época há muito passada. Suspirou, presenciava as confissões do personagem principal.

Estava aflito em seu escritório, esperava notícias de sua primeira paixão. Ambos tiveram a infelicidade da distância e do tempo para atrapalhar dois corações apaixonados de permanecerem juntos. Porém, ele decidira acabar com os obstáculos indesejados e encontrá-la. Mas para isso precisava da ajuda do seu amigo e detetive. Agora o esperava, tremendo, suando, ansioso... enfim, podia prever o gosto doce de uma confirmação. Que sim, que ela se encontrava viva e o esperava, como prometera uma vez. Ouviu uma batida na porta, suavemente avisou que esta se encontrava aberta. Ouviu os pesados passos de bota no chão de madeira, através da janela percebeu que a noite começava a cair pesadamente no litoral que se encontrava.

O amigo trouxera boas notícias. Ela não se encontrava longe, na verdade, estava tão perto que se recriminava por não tê-la encontrado antes. Na praia, dissera seu amigo há pouco. E enquanto corria na direção desejada, refletia sobre como ela estaria. Ainda teria os mesmo olhos expressivos? A mesma voz melodiosa? Suas botas não eram feitas para corrida, mas não se importou com os calos que apareceriam no dia seguinte. Finalmente chegou. Respirando ofegante parou para registrar na memória o momento presente. Ela estava sentada em uma cadeira, os cabelos soltos impostos à vontade do vento, os últimos raios de sol coloria de dourado a areia aos seus pés, nas mãos um livro, o qual devotava toda a sua atenção.

Notas finais
O que acharam??
Por favor, não me peçam para explicar... Isso é leitura, passa muito longe de uma explicação, cada um imagina o que quiser e todos ficam felizes :DD
Comentem o/
.
.
.
xoxo,
BibiAlbano.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!