Chloe sentada em uma mesa da cantina, Lia distraidamente uma revista, quando Tomás sentou ao seu lado:

— OI!

— OI!

— Nossa! Vai me tratar sempre assim?

— Assim como?

— Fria.

— Queria o que? Uma reverência senhor?

— Há! Muito engraçadinha.

Chloe fechou a revista e olhou para Tomás:

— Ok! Vamos ao assunto. O que você quer?

— Nada. Só queria conversar.

Clhoe olhou para os lados sarcasticamente:

— Conversar? Comigo?

— Ué sim. Por que o espanto.

— Ah por favor Tomás você é popular demais. Deve ter muitas pessoas aqui querendo falar com você.

— É! De fato, mas na verdade no momento prefiro você.

— Oi!

— É. Você é sincera. Até demais. Não fica me bajulando, nem se oferecendo. E nem me cobrando. Pela primeira vez na biblioteca, tive uma conversa séria com alguém.

— Hum. Vou tomar isso como elogio.

— Pode tomar. Falo sério.

— Hum.

— Então posso tomar isso como o começo de uma amizade?

— Sim. Acho que vai dar certo.

— Pode ser, mas não espere mais que isso.

— Hum, tipo o que?

Chloe riu com sarcasmo novamente e considerou:

— É. Pode dar certo.

E assim se seguiram os dias seguintes. Chloe e Tomás agora sempre juntos, andavam pra cima e para baixo pelas dependências da escola. Estudavam, lanchavam, era como se fossem amigos de infância. As más línguas diziam, que ali havia muito mais que amizade. Mas eles não se importavam, pois sabiam o que acontecia entre os dois. Uma cumplicidade que foi crescendo, ajudando aos poucos a esquecer os problemas que tanto os atormentavam.

Por outro lado, essa amizade começou também a incomodar a quem tentava esconder a todo custo. Sentado em uma mesa, Freya e Ethan observavam de longe:

— É! Parece que Chloe está mais feliz agora. Tomara que alcance seu objetivo logo.

— Como assim Ethan? Espera mesmo que a amizade de vocês será a mesma depois que ela resolver a falar com a gente?

— Com a gente nada. Comigo. Ela resolveu se afastar de mim.

— E consequentemente de mim também.

— Hora, vocês se falam fora da escola.

— Agora quase nunca. Está todo o tempo com Tomás.

— Isso te incomoda?

— Claro! Mal falo com minha amiga.

— É só por causa da Chloe mesmo?

— Claro! Por quem mais séria?

— Hum. Nada, Ninguém não.

{... Isso me mantém bebê, chorando por você.

Mantenha-me cantando "baby pra você".

Então você não vai correr?

Vamos menino, ver comigo.

Ver sobre você, baby...}