Método Único
30 Epílogo
Mia
— Na verdade, queria saber que método que ele usou para fazê-la aprender a estudar. – titia disse.
Estava na cozinha, ajudando Érick a preparar o jantar, e de lá podia escutá-los conversando na sala.
— Ah, isso deve ser um segredo trancado a sete chaves.
Então começaram a rir do que Soraya disse.
Ele tinha me convidado para jantar em sua casa, dizendo que nossas famílias deveriam se conhecer. Achei fofo isso, mas fiquei receosa em ter que cozinhar. Espero que, pelo menos com a mãe dele, eu já tenha alguns pontos extras...
A conversa deles me fez lembrar, por algum motivo, das garotas que vinham me encher de perguntas depois que souberam que estávamos namorando.
“Que método você usou para conquistá-lo?”, perguntou uma ruiva.
“Conquistá-lo, pff, até parece! Ficar com ele é fácil, vai precisar de um método é para manter esse namoro”, disse a oriental. Como era mesmo o nome dela?
— Mia, cuidado, seu dedo está perto demais da...
— Ai! – joguei a faca para o lado, chacoalhando a mão.
— Você é idiota?! – ele veio depressa ver meu dedo e o lavou para parar de sangrar.
Sentei na cadeira enquanto ele pegava o band- aid.
— Caramba, você é tão desastrada! – disse se agachando, pegando minha mão.
— Desculpa...
— Quando se está mexendo com uma faca, você deve... – começou a explicar.
Método? Talvez... o melhor método seja “ser você mesmo”.
Depois que terminou meu curativo, peguei seu rosto e beijei a ruguinha em sua testa, que logo se desfez.
— Obrigada, Sensei!
Ele se levantou arqueado, sorrindo de lado, segurou meu rosto delicadamente e me beijou.
— Vê se não esquece de prestar mais atenção, Dory. – disse mostrando aquele sorriso que fazia meu coração dar cambalhota – Agora de volta ao trabalho, que ainda falta muita calabresa para você cortar.
— Ah, o tirano voltou... – reclamei, voltando ao meu posto.
Ele jogou o que tinha cortado na panela, colocou a tábua na pia, e sumiu da minha vista por um segundo. Até que de repente, senti suas mãos puxarem meu quadril, enquanto beijava perto da minha orelha, fazendo meu corpo todo arrepiar.
— Quem sabe o pervertido também...
Ai, meu pobre coração...
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