Mãos Calejadas

10 Um adeus, um presente, um anjo


Notas iniciais
Ois, bom gente, a vida nem sempre é só doce, e apesar da Fofura dos outros capítulos, esse eu aviso, está triste, agradeço a todos os comentários, e fico feliz por gostarem, me perdoem pelo rumo, mas foi necessário! Enfim, obrigada 💋

Anteriormente em Mãos Calejadas...

"Na hora do almoço, Regina foi até um restaurante próximo, passando pelo canteiro, vendo a loira de camiseta com os braços a mostra, até mesmo suja, Emma seria sempre uma delícia, aos olhos da morena, Regina mandou um discreto beijo à loira que lhe retribuiu com aquele sorriso que lhe abalava as estruturas. A loira, comeu seu almoço sorrindo, Regina cozinhou pra ela, com tanto zelo e carinho, que a fazia sorrir como criança em loja de doce....

Depois do almoço, retornaram seus trabalhos, Regina estaxiada, e Emma feliz e radiante, mas no coração da loira uma angústia inexplicável e um mal estar crescia, sem que ela soubesse o motivo... A loira pensava, ser devido ao calor, pois àquele dia estava extremamente quente, mas do outro lado da cidade, algo acontecia....."

Emma continuou seu trabalho, angustiada e com uma sensação de abafamento a qual ela nunca havia sentido, do outro lado da cidade sua mãe conversava, com Zelena, sua médica oncologista e amiga, Zelena nutria sentimentos por uma certa loirinha de apelido TinkeBell, irmã de Regina, mas a ruiva, tinha medo sa rejeição da mesma, apesar de Zelena ser uma mulher espontânea e que fazia amizade facilmente, no campo amoroso sua coragem sumia e a timidez tomava conta, a única que sabia de seus sentimentos pela loirinha era Mary, e ela sempre dizia a médica, para ir atrás de sua felicidade enquanto ainda existia tempo, Zelena, fora quem deu a notícia a Mary que seu tempo estava acabando, e mesmo não achando certo, ela achou justo fazer o que Mary havia lhe pedido....

– Mary, minha amiga, você têm certeza? Talvez até, apareça algum medicamento novo, alguma cura...

A médica dizia a amiga tentando dissuadi-la da idéia, mas Mary, tinha plena certeza do que estava fazendo, e não mudaria de idéia...

– Zel, não há esperança pra mim a não ser essa, eu preciso partir, descansar, não tenho mais forças para lutar, agora que sei que minha filha estará em boas mãos, eu posso enfim, partir! Por favor, não me negue isso...

A morena disse, olhando sua amiga com um olhar sereno, que transmitia toda paz que ela enfim sentia, a dor passaria, sua filha estaria segura, não havia dúvidas, ela não tinha medo! Zelena segurava em suas mãos uma solução salina que pararia os batimentos de Mary, levando- finalmente ao óbito como se a mesma tivesse morrido de causas naturais, seria algo rapido e sem dor, e enquanto a morena mesmo desligava o oxigênio que a ajudava a respirar, a amiga lhe aplicava a solução no soro com lágrimas nos olhos. Mary se deitou em uma posição confortável, e fechou os olhos se despedindo da amiga que se retirava....

– Eu sempre cuidarei de ti também minha amiga, e não deixe a felicidade lhe escapar pelos dedos, vá atrás dela enquanto há tempo...

Zelena ouviu cada palavra gravando-as em seu coração, enquanto se retirava do quarto dando privacidade a amiga, Mary lentamente sentia seus batimentos diminuírem, e a respiração começar a falhar, em sua frente, talvez devido a alucinação pelos medicamentos, ela via um anjo de asas negras abrir as asas, e lhe abraçar, mesmo ainda inerte, e semi inconsistente, Mary sabia do que se tratava, e era a hora, ela pôde ouvir o anjo a perguntar se ela estava pronta, e a mais velha já sofrida, e fragilizada apenas assentiu que sim, recebendo em seguida, o beijo da morte, e foi acolhida em seus braços, não houve dor, não houve medo, houve apenas paz e descanso, ao ouvir os alarmes soando pelos corredores, uma equipe de médicos, adentrava no quarto correndo tentando de todas formas reanima-la com manobras cardíacas e o uso do desfribilador, foi inútil, ela já havia partido, e muitos ali se derramavam em lágrimas, Mary, era querida, e faria falta a doçura de seu sorriso, sua amiga Zelena em meio ao choro, deu lhe im beijo na testa, e lhe disse...

– Vá em paz minha amiga....

Enquanto um médico, anunciava a hora da morte, sexta feira, 27/06/2014, 14:45.... Assim partia Mary Margareth Swan, mulher, amiga, mãe, que jamais seria esquecida....

Do outro lado da cidade de Storybroke, Emma sentava se ao chão com lágrimas nos olhos, a ligação com sua mãe era tão forte, que ela sentia em seu coração que algo havia acontecido! O telefone de Regina tocara, e era sua irmã Amélya, lhe anunciando o ocorrido, e pedindo que a mesma, levasse Emma ao hospital...

Regina finalmente entendera o porque Mary havia lhe pedido para cuidar de Emma, ela realmente estava se despedindo, neste mesmo instante Emma bateu na sala de Regina, que a mandou entrar, Regina, ouviu Emma que lhe pedia para sair mais cedo e ir ao hospital ver sua mãe, Regina pediu-lhe calma e pegou sua bolsa e as chaves do carro, dizendo que a levaria, Emma não queria, estava suja de cimento, se sentia envergonhada, mas Regina foi persistente...

– Meu amor não devemos nada a ninguém, e não me importo com sua aparência...

Disse Regina puxando Emma pela mão em direção a seu carro, avisando a Sidney que estava de saída, a cena atraiu alguns olhares mas ninguém era louco de falar qualquer coisa, não depois da surra que Chico levara de "Thor". O caminho todo foi feito em silêncio, Regina não queria dar essa notícia tão desoladora a Emma, ela apenas queria estar lá para sua Amasa nesse momento tão doloroso. As duas chegaram ao hospital, Emma estava de camiseta, calças e botas, com os cabelos soltos, havia deixado o restante dos equipamentos no carro de Regina, algumas pessoas a olhavam torto, fazendo-a se sentir péssima, Regina que vinha atrás, pegou a mão da loira com posse, olhando mortalmente pra quem dirigisse a sua amada qualquer olhar diferente, caminharam pelo corredor e quando chegaram a porta do quarto de Mary, a loira vendo médicos saírem de lá com uma expressão triste e abatida, já sabia o que havia acontecido. A loira se sentou no chão, com o rosto escondido pelas mãos e desabou a chorar... Sua mãe, sua melhor amiga, havia lhe deixado... Regina sentiu toda a dor da loira em seu próprio coração, e abraçou a loira trazendo a para junto de si.... Ficaram assim até que Emma parou de chorar, e se levantou ajudada por Regina, elas entraram no quarto de mãos dadas, a morena sempre estaria ali por ela, a expressão de Mary, era serena e transmitia paz, Emma deu em sua mãe um beijo, enquanto lhe acariciava a face...

– Te amarei por toda a vida, mamãe...

A loira deixou se levar pelo choro mais uma vez, enquanto Regina lhe afagava as costas, Emma não tinha cabeça, para nada, então Regina se encarregou de cuidar do funeral de sua sogra, durante a liberação do corpo, os documentos de ambas ficaram com Regina, que levou a loira para casa, para que a mesma pudesse descansar, e enquanto era feita a certidão de óbito, e a lápide do túmulo, Regina, encontrou uma foto já surrada em que estava Emma e a mãe abraçadas, a loira sorria, enquanto Mary lhe beijava o rosto, como demoraria um pouco Regina foi em direção a joalheria de uma amigo, pediu que ele reproduzisse a foto em um pingente de ouro, e que o pingente tivesse o formato de um cisne com um coroa, o ourives amigo de Regina levaria dias enrolando para fazer a peça, mas ao ela lhe explicar, ele confeccionou a peça perfeitamente, em duas horas, Regina comprou para Emma, um terno de alfaiataria italiana, e sapatos sociais, ela sabia que Emma não se sentiria bem em um vestido, e foi para casa, aguardar a liberação do corpo para o velório.

Ao chegar Regina encontrou Emma em sua cama, encolhida abraçada ao travesseiro, Regina deu lhe um beijo no rosto, e Emma com os olhos inchados apenas a agradeceu..

– Obrigada...

A loira disse escondendo seu rosto no pescoço de Regina, a morena, se sentou com ela e a disse...

– Não precisa me agradecer, estou aqui para cuidar de você. Emma, sei que é um momento muito triste, mas quero lhe dar algo, mandei fazer, esse pingente pra você, o cisne representa seu sobrenome, a coroa o meu, e no meio gravei uma foto sua e da sua mãe, que encontrei em suas coisas, assim, nós três estaremos sempre juntas...

A morena disse, acariciando o rosto de sua amada, enquanto a mesma em meio a lágrimas lhe dedicava seu mais doce, puro e verdadeiro sorriso, Emma, sabia que não estaria sozinha, sua mãe a olharia de um outro plano, e na terra ela havia encontrado seu anjo....

Continua 10

Notas finais
Se eu não voltar amanhã, boas festas e que 2015 seja melhor 😉